PGL – Nas últimas semanas vimos anunciando a solidom do PP e o decreto do plurilingüismo, ao que já lhe virárom as costas diversas instituiçons e colectivos. Sindicatos como a CIG, UGT, STEG, CNT ou CCOO manifestárom também o seu total desacordo com o rascunho e o seu apoio à greve no ensino que terá lugar amanhá, dia 21 de Janeiro.
CIG, o primeiro sindicato em chamar à greve
Pouco depois de ser conhecido o rascunho, o sindicato CIG-Ensino exibiu a sua mais “rotunda rejeiçom” por considerá-lo “umha nova agressom ao nosso idioma” e “mais um passo” do Partido Popular para “reduzir” os direitos lingüísticos do nosso povo. Por este motivo, a organizaçom sindical confirmou que no dia 21 de janeiro haverá umha greve geral no sistema educativo da Galiza.
Entre outras questons, o sindicato nacionalista denunciou também que a apresentaçom se realizasse “em plenas férias”, procedimento que qualificárom de “covarde” e no qual vírom um intento de procurar minimizar a contestaçom social.
UGT chama à participaçom do conjunto da comunidade educativa
O sindicato UGT, afim ao PSOE, participará amanhá na manifestaçom convocada pola plataforma Queremos Galego e outros colectivos para as 11h30 na Alameda de Santiago de Compostela como protesta polo modelo lingüístico do novo decreto para o idioma no ensino.
Segundo explicava Marcelino Brea, porta-voz de FETE-UGT, o sindicato remeteu na semana passada um documento à Conselharia de Educaçom e Ordenaçom Universitária no que pediam ao departamento autonómico para avaliar um total de 18 emendas a sua proposta de decreto no ensino. Perante o silêncio por parte do Executivo e a falta de resposta, decidírom somar-se à convocatória de greve.
CNT lembra que um filiado foi expedientado por reivindicar o galego
A Federaçom Local de Compostela da CNT também decidiu somar-se à greve. Para esta organizaçom, «nenhum político vai solucionar o problema da desapariçom continuada do galego», responsabilidade que consideram do conjunto da sociedade.
Lembram, aliás, que durante o governo bipartido um professor substituto de Matemática no Instituto Manuel Murguia de Arteijo, filiado ao sindicato anarquista, foi «sancionado, expedientado e expulso das listas de trabalho pro reclamar o cumprimeit oda Lei, que nom era outro que dar aulas em galego».
STEG qualifica o decreto de “erro pedagógico e político”
O Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras do Ensino na Galiza, STEG, qualificou de “erro pedagógico e político” o texto do novo decreto. Erro pedagógico porque “aprofundará no fracasso escolar do alunado em competência lingüística”, devido à reduçom de matérias e horas lectivas em galego; e erro “político” porque “nom contempla a situaçom de desigualdade do galego”, polo que nom se trata de umha norma “que faga justiça à nossa língua”.
CCOO denuncia a falta de consenso do decreto do plurilingüismo
Para o sindicato CCOO-Ensino, que forma parte da plataforma “Galego, património da humanidade”, o rascunho de Decreto apenas satisfaz “os sectores mais extremistas que defendem a primazia do castelhano”, e advertiu de que será “extremadamente beligerante” para garantir que no fim do ensino obrigatório as competências do alunado sejam reais tanto em galego como em castelhano. Ainda, criticou o PP por ter roto a “unanimidade” que tinha propiciado o vigente Decreto 124/2007 explicando que o novo decreto «rachou com o consenso anterior e alcançou a rejeiçom de todos os sectores sociais», polo que resulta «inválido» para a construçom de um novo consenso.
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