PGL – A CIG confirmou que o vindouro dia 21 de janeiro haverá greve no sistema educativo de Galiza como protesto ao rascunho[PDF] de novo Decreto sobre o uso do galego no ensino, apresentado ontem pola Junta da Galiza no meio de importantes protestos.
Em resumo, o novo Decreto aboleria o requisito de que polo menos o 50% das matérias se ministrem em galego e passa a um modelo diferente para o ensino infantil de um lado, e o secundário, Bacharelato, Formaçom Profissinal e ensinanças artísticas e desportivas do outro.
Desta maneira, em infantil a Junta pega inequivocamente nas teses dos colectivos mais reaccionários e fará com que as aulas se ministrem na língua que escolham a maioria de pais e mães anualmente através da sua preferência no processo de preinscriçom do alunado.
Segundo a Conselharia da Educaçom, no ensino primário, com 25 horas lectivas semanais, a opiniom maioritária das famílias será “vinculante” para determinar a língua veicular das matérias instrumentais, que som Conhecimento do Meio e Matemática (até 10 horas semanais), das quais umha será em galego e a outra em castelhano.
No secundário, com 32 horas, as famílias decidirám sobre a língua na qual se ministrarám Ciências Sociais e Matemática (até 7 horas). No resto de matérias será o Conselho Escolar quem aprove umha proposta horária “equilibrada”, tendo em conta “a opiniom das famílias”, indica a Conselharia num comunicado.
Por último, no Bacharelato, na Formaçom Profissional específica, nas ensinanças artísticas e nas desportivas, “cada centro educativo aprovará no seu Conselho Escolar, escuitando a opiniom maioritária das famílias, umha oferta lingüística equilibrada de matérias”.
Seja com o for, e sempre com o pretexto do ‘plurilingüismo’, a presença do galego nestas etapas educativas passaria de polo menos 50% (percentagem que nom era atingida em multidom de centros) a menos de 35%, pois apesar de a Junta prometer ‘liberdade’, dispom que nenhuma língua será veicular em mais de um terço das horas lectivas.
Concentraçom
Para exibir a sua rejeiçom ante a intençom da Junta de abolir o actual Decreto do galego, o 124/2007, a plataforma Queremos Galego protagonizou umha concentraçom na compostelana Praça do Obradoiro. A organizaçom nom deu dados de participaçom, mas apesar da época do ano, da climatologia adversa e do pouco tempo com que se fizo a convocatória, teria atingido no mínimo 2.000 participantes, como recolhe o diário La Voz de Galicia.
Escolheu-se esse lugar porque, em princípio, o Conselho da Junta reuniria-se para apresentar o rascunho de novo decreto no paço de Rajói, situado nessa praça. Porém, um dia antes, e com a convocatória de concentraçom já divulgada, o Governo galego decidiu reunir-se no paço de Sam Caetano (sede do Executivo) numha atitude qualificada de “covarde” por diferentes sectores. Isto nom impediu, porém, que a marcha acabasse por deslocar-se do Obradoiro à sede da Junta para continuar ali com os protestos.

Vista parcial da concentraçom na praça do Obradoiro
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Greve
Conhecido o rascunho, o sindicato CIG-Ensino exibiu a sua mais “rotunda rejeiçom” por considerá-lo “umha nova agressom ao nosso idioma” e “mais um passo” do Partido Popular para “reduzir” os direitos lingüísticos do nosso povo. Por este motivo, a organizaçom sindical confirmou que no dia 21 de janeiro haverá umha greve geral no sistema educativo da Galiza.
A federaçom do Ensino da CIG denunciou também que a apresentaçom se realizasse “em plenas férias”, procedimento que qualificárom de “covarde” e no qual vírom um intento de procurar minimizar a contestaçom social.
Valorizaçom de STEG
Outro dos sindicatos do ensino galego, STEG, qualificou de “erro pedagógico e político” o texto do novo decreto. O primeiro, porque “aprofundará no fracasso escolar do alunado em competência lingüística”, devido à reduçom de matérias e horas lectivas em galego. E erro “político” porque “nom contempla a situaçom de desigualdade do galego”, polo que nom se trata de umha norma “que faga justiça à nossa língua”.
Valorizaçom de CCOO
Pola sua parte, o sindicato CCOO-Ensino, em valorizações recolhidas pola ediçom digital d’A Nossa Terra, manifestou que o rascunho de Decreto apenas satisfaz “os sectores mais extremistas que defendem a primazia do castelhano”, e advertiu de que será “extremadamente beligerante” para garantir que no fim do ensino obrigatório as competências do alunado sejam reais tanto em galego como em castelhano. Ainda, criticou o PP por ter roto o “consenso” que tinha propiciado o vigente Decreto 124/2007.
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