A Através Editora acaba de publicar Burela, romance do escritor brasileiro Efigénio Moura que tem como cenário a vila marinhá. A obra, com 190 páginas, integra a coleçom Através das Letras e constitui também umha homenagem à localidade costeira.

Em Burela, Sabela vai perdendo o domínio do próprio corpo, a fala e as lembranças. Há, porém, algo que resiste à passagem do tempo e à perda da memória: o amor que guardou em silêncio durante toda a vida.
Entre o barco que leva o seu nome, os cuidados pacientes de Titina, umha mulher cabo-verdiana, e umha garça que só ela vê, Sabela tenta recompor os fios da sua existência. Como as redeiras que remendam as redes nó a nó, a narrativa recupera fragmentos de uma vida que esconde segredos destinados a ser descobertos apenas muitos anos depois.
O livro já pode ser adquirido em pré-venda na loja online da Através Editora, por 15 euros, face ao preço de venda ao público de 17,50 euros.
Sobre o autor

Efigênio Moura nasceu em 19 de março de 1965, em Monteiro, Paraíba-Brasil. Estreou em 2009 com Eita Gota! e, desde entom, construiu umha obra de 19 livros, entre romances, contos e títulos infantojuvenis. Os mais recentes, Caçuá de Histórias, Burela e Agave, chegam em 2026. Seus livros têm forte presença em salas de aulas.
Sua marca é escrever como o sertanejo fala. A oralidade, a geografia e as histórias do interior nordestino estám no centro de livros como Ciço de Luzia, Sertão de Bodocongó e a trilogia Pedro Jeremias, ambientada no cangaço pós-Lampião. A obra também alcança outros cenários, como a Campina Grande dos anos 70 em Beijo de Pestana e os imigrantes latinos da Flórida em Condado de Brevard e No Teu Poema, ambientado em Lisboa dos anos 90 e que homenageia o compositor José Luís Tinoco. Os lançamentos de 2026 ampliam esse território.
Carolino foi finalista do Prêmio Internacional Candango de Literatura, na categoria romance, em 2025 e em 2026 virou leitura dramatizada na Galiza, em Cangas do Morraço, pelo grupo de teatro Aras, sob a direçom de Rosa Gantes.
Em 2024, o Governo da Paraíba criou o Prêmio Efigênio Moura de Contos para jovens escritoras/es. O autor recebeu a Medalha Augusto dos Anjos, a mais alta honraria da cultura paraibana, e foi homenageado em festas literárias do estado. É membro da Academia de Letras de Campina Grande, da Academia Brasileira de Estudos do Sertão Nordestino e do Instituto Histórico e Geográfico do Cariri. Além de escrever, faz palestras sobre o falar nordestino presente em suas obras.
