PGL – O Conselho Nacional da Associaçom Galega da Língua lembra à Junta da Galiza que as línguas «som umha oportunidade, nom um problema». Para esta organizaçom, «de umha boa gestom espera-se que seja capaz de superar as debilidades internas e desenvolver as fortalezas, minimizar as ameaças, aproveitar as oportunidades e, em definitiva, ser eficaz».
Neste sentido, a AGAL critica que as bases para a elaboraçom do decreto do ‘plurilingüismo’ no ensino nom universitário apresentadas pola Junta som «notoriamente ineficazes» e, portanto, «o produto de um mal gestor». O Conselho da associaçom lamenta que a Junta interprete como umha «ameaça» a existência de duas línguas oficiais na Galiza «quando realmente é umha oportunidade» para maximizar o potencial lingüístico das galegas e dos galegos.
Para a AGAL, um «bom gestor» procuraria maximizar o potencial lingüístico do alunado para este sair das aulas «dominando a língua do Brasil, potência emergente, tarefa que requereria um investimento muito menor que o domínio de qualquer outra língua ‘estrangeira’». Por esta razom, a associaçom considera que «renunciar às oportunidades nem é inteligente nem fruto de umha boa gestom, pois vê um problema no lugar de umha oportunidade».
Quanto ao quadro legal, da Associaçom Galega da Língua assinalam que as bases para a elaboraçom do novo decreto «tenhem a rara característica de recolher umha legislaçom, uns objectivos e uns procedimentos incoerentes entre si». Desta maneira, cita-se o Estatuto de Autonomia da Galiza, a Lei 3/1983 de normalizaçom lingüística ou o Plano geral de normalizaçom da língua galega -de setembro do 2004- que estabelece como um dos seus objectivos gerais conseguir para a língua galega mais funções sociais e espaços de uso, e dar prioridade à sua presença em sectores estratégicos da sociedade galega.
Cumprimento dos objectivos
Em opiniom do Conselho da AGAL, a legislaçom estabelece dous factos: que há duas línguas oficiais na Galiza e que umha delas, a própria, «ocupa um lugar periférico a respeito da outra, a castelhana». Ainda, a mesma legislaçom marca como objectivos que a administraçom altere esse estado de cousas promovendo a língua mais periférica e de menos presença social e que o sistema educativo garanta a mesma competência nas duas línguas oficiais.
Porém, para alcançar estes objectivos, a Junta pretende que um terço das horas semanais tenham o galego como língua veicular, um outro terço o castelhano e o restante prevê-se para ser leccionado «em língua(s) estrangeira(s)».
De um ponto de vista técnico, a AGAL considera que o procedimento nem ajuda a alterar o estado periférico da língua própria da Galiza nem garante a igualdade de competência lingüística nos dous idiomas oficiais. «Alunos e alunas aprendem as línguas no seu ambiente social. A escola deve servir para compensar a língua menos presente socialmente».
Neste ponto a associaçom lembra que nos ambientes urbanos da maioria das cidades galegas, a presença ambiental do galego é «muito reduzida, quando nom inexistente», polo que marcar a mesma quota horária para galego e castelhano «nom vai permitir a mesma competência» em ambas as línguas.
Apoio aos actos reivindicativos
Por estes motivos, o Conselho da AGAL deu o seu apoio à jornada de greve e à manifestaçom em defesa do uso do galego no ensino que terám lugar no dia 21 de janeiro.
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