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Iria Aboi: «Para nós este decreto é umha navalhada contra língua galega»

PGL – Com motivo da chamada à imprensa convocada pola plataforma Queremos Galego, que tivo lugar há poucas horas, perante a exclusom das organizaçons juvenis e estudantis por parte do Governo da Junta da Galiza, a equipa de redacçom do PGL contactou-as para conhecer as suas impressons.

No acto, estivérom presentes organizaçons juvenis e estudantis que, ao chamado de Queremos Galego, acudírom para denunciar a exclusom que as organizaçons aludidas sofrêrom na rolda de encontros que esta a impulsionar a Junta da Galiza para conhecer a opiniom de diferentes agentes sociais e da comunidade educativa sobre as Bases para o decreto de plurilingüismo no ensino nom universitário. Nesta linha, os participantes na conferência de imprensa manifestárom a sua posiçom conjunta na hora de defender a língua galega.

A comparecência pública centrou-se em denunciar a estratégia do PP, que nem acedeu à petiçom de reuniom com estes colectivos, nem quer ter comunicaçons com eles, segundo manisfestárom aos meios de comunicaçom. Assim, Íria Aboi, secretária-geral de Galiza Nova, explicou ao PGL que «o PP nom quer convocar as organizaçons juvenis nem estudantis, quando sim se reúne com outros colectivos que pouco ou nada tenhem a ver com o ensino».

Quanto aos conteúdos do novo decreto, representantes do IESGA, Área de Mocidade de Esquerda Unida, Sindicato de Estudantes da Galiza, Juventudes Socialistas da Galiza, Comités, Galiza Nova e Mocidade pola Normalizaçom Lingüística, proferírom duras críticas centradas na reduçom de 50% a 33% na presença do galego no ensino, em comparaçom com o ainda vigente Decreto 124/2007.

«Burla ao povo galego»

Nesta linha, Aboi qualificou a proposta da Junta de «burla ao povo galego», «navalhada» à nossa língua e denunciou as «agressons impulsionadas polo PP» no Governo da Junta «quando o que deveria fazer é o contrário, aprofundar na normalizaçom e na aposta dos usos da língua galega».

Entre outras questons, na conferência de imprensa diversos colectivos informárom com dados da denúncia realizada polos educadores sobre a perda de falantes entre a gente nova: até 20% dos estudantes som «analfabetos funcionais» em língua galega. Representantes de Galiza Nova explicavam após o acto que «o decreto favorece o direito à ignorância e a que os alunos nom tenham competências na língua própria da Galiza. O processo de normalizaçom está em claro retrocesso, revertendo a situaçom actual».

Por todo o referido, a totalidade das entidades presentes manifestárom a sua rejeiçom ao rascunho apresentado pola Junta a 30 de dezembro e chamárom a toda a comunidade educativa e estudantil à greve geral convocada para o dia 21 de janeiro, mas também ao estudantado universitário que num futuro pode ser afectado polo rascunho, pois os futuros profissionais da docência poderiam ver-se impossibilitados de ministrar aulas em galego em especialidades como a História ou a Matemática.

Destacando que todo aponta para umha resposta massiva de apoio à greve, as organizaçons juvenis salientárom qeu ad ata será «um dia histórico para a defesa da língua galega», o que «deixa ver a grande receptividade entre a mocidade, um sector comprometido com o futura da língua que nom deixará que o galego continue a se perder».

 

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