PGL – A Mesa pola Normalización Lingüística assegura que se evidencia que o conselheiro da Educaçom «estivo a mentir todos estes dias», após Jesús Vázquez reconhecer ontem que o departamento que chefia contratou umha empresa «para o recondo da pseudoconsulta [sobre a língua veicular do ensino], algo que negara reiteradamente a semana passada», critica esta associaçom.
Por este Motivo, da Mesa reclamam conhecer «por que e para que» se contratárom os serviços desta empresa, «e quais som as razons polas quais o ocultárom e mesmo chegárom a negá-lo». Já na semana passada o colectivo normalizador tinha denunciado que a Conselharia decidiu «a última hora» contratar umha empresa para recontar e apresentar os dados do inquérito.
Para a associaçom que preside Carlos Callón, a Junta está a demorar em divulgar os rsultados porque «nom som os que o PP quereria», e perguntam-se «porquê nom há qualquer garante de transperência, como um notário, em todo o processo». Ainda, criticam que em datas recentes Educaçom negava ter contratado umha empresa e defendia-se alegando que o reconto o fazia o próprio pessoal deste departamento.
Agora que a Conselharia reconhece que as acusaçons eram certas, Carlos Callón lamenta «tanta fraude e tanta falsidade» e sublinha que «os governantes sérios nom mentem». Aliás, lembra que antes de se saber da contrataçom desta empresa estimavam nuns 300 mil euros o custo do inquérito, «quantidade que se veria agora muito incrementada», afirma o presidente da Mesa.
Queremos Galego
Por outra parte, começa já a sua andaina a plataforma cidadá Queremos Galego, impulsada pola Mesa e entre cujos membros constituintes estám a CIG, o BNG, Esquerda Unida, o Sindicato Labrego Galego, os Comités, Galiza Nova, AS-PG, ADEGA, a Asociación de Escritores en Lingua Galega, a Coordinadora de Traballadoras/es de Normalización Lingüística ou as fundaçons Castelao e Pedrón de Ouro.
Queremos Galego pretende lograr mais adesons para promover umha iniciativa legislativa popular (ILP) na qual se reclamarám garantias para os direitos lingüísticos das pessoas galego-falantes. Ainda, convocarám umha mobilizaçom nacional em Compostela para o mês de Outubro. A Associaçom Galega da Língua, se bem assistiu às reunions prévias, decidiu nom integrar-se nesta iniciativa —à qual deseja sucesso, como a outras propostas normalizadoras— para orientar os seus esforços noutras linhas de trabalho.
As premissas básicas de Queremos Galego som três. A primeira, que a língua galega é património e ferramenta de comunicaçom do povo galego, motivo polo qual as instituiçons públicas tenhem a obriga de protegê-la e promocioná-la. A segunda, que a normalizaçom há de ser um processo progressivo, polo que nom se podem tomar medidas que desprotejam ou reduçam a presença do galego nalgum ámbito. Por último, lembram que «os acordos assinados por todos» —como a Lei de Normalizaçom Lingüística— «só podem ser substituídos por acordos assinados por todos», e salientam que o consenso para a língua galega está fixado no Plano Geral de Normalizaçom da Língua Galega, aprovado por unanimidade na Cámara autonómica em 2004.
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