PGL – Continuam as reacções contrárias à pretensom da Junta de consultar os pais e mães sobre a língua na que pretendem escolarizar as crianças. À já conhecida oposiçom dos sindicatos com representaçom no ensino e de outras organizações sociais, soma-se também o Colégio Oficial de Psicólogos da Galiza.
O órgão colegial emitiu um manifesto que hoje reproduzem vários meios de comunicaçom (como o Portal Galego da Língua, ao pé deste artigo) intitulado A interpretaçom dos sonhos. O texto assume que a consulta que promove a Junta é «um pesadelo» que ameaça «o mais valioso dos nossos tesouros imateriais», o idioma galego.
Para o Colégio, o inquérito é equivalente a se alguém perguntasse aos proprietários e proprietárias de habitações da cidade histórica de Compostela se desejam restaurá-las ou derrubá-las. «Proteger o património é responsabilidade de quem foi escolhido para governar», critica o manifesto.
Os psicólogos alertam de que este tipo de iniciativas poderiam acabar por causar umha fractura social «com um grande custo», e exigem que se afinal se chega a realizar a consulta, «que polo menos se informe e se digam as conseqüências que isso vai ter para a língua».
O manifesto conclui citando a poeta e psicóloga Concha Rousia: «Quando morre o último falante de uma língua, morre um sonho da Humanidade». Por isso, o manifesto do Colégio pede à sociedade e aos governos que ajam para que «esse sonho nom esmoreça».
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- Consulte o manifesto na íntegra [PDF, 256 KB]
