Uma mulher na presidência



Oh! não deixeis apagar a chama! Mantida de século em século. Nesta caverna escura, neste templo sagrado! Sustentada por puros ministros do amor! Não deixeis apagar esta divina chama! (Edward Carpenter)

A Luta

ana-pontonForam séculos de luta: com amor, com lealdade, com temperança, e mesmo com fúria. Desde que a queda em desgraça da Galiza, durante os séculos escuros, da “Doma e Castração” converteram o país, da mãe soberana Cailleach, num território submisso e periférico. Desde aquele momento, a resistência, dos mais nobres, bons e generosos (como fala nosso profético hino) valorosamente mantiveram em pé, o legado milenário, daquela pátria gloriosa, agora obrigada ao atraso. O povo resguardando sua língua (que deixará de ser língua de culto e poder, perdendo sua escrita), em belas cantigas, ditados, contos e falas… Os nomes do Ressurgimento desde a mãe Rosalia, recuperando aquela figura maternal, da deusa celta preocupada por seu povo: sofrendo as dores de seus filhos na própria carne; da jovem soberana rebelde, defensora do território, da deusa culta que traz aos humildes a luz do conhecimento. Rosalia, junto a Curros, Lamas Carvajal e o bardo Pondal, entre outros, farão acender a chama de volta a bravura e a grandeza. Pondal, que iniciaticamente criara um hino, como guia a inserir no imaginário coletivo: sinal preciso para libertação futura; em favor de despertar “do sonho – engano” da Alma Coletiva engaiolada. Futuro, que hoje, começa a fazer-se presente. Os tempos são chegados e, os primeiros passos, para “que nossas vaguidades cumprido fim tenham” estão agora sendo dados… Pois o “canto ousado” que reclamava o vitorioso Pondal, em “Queixumes dos Pinos”, está sendo entoado em esta altura, por uma mulher, por fim, livre de ataduras e complexos.

E foram as dores graves da geração “nós” que criaram o copo – matéria (corpo trabalhado no esforço), onde o graal do ressurgimento puder assentar seu licor de imortalidade. O graal do acordar das consciências… Mil Primaveras mais, proclamou acertadamente, a inesgotável imaginação de Álvaro Cunqueiro (muito associada a céltica matéria de Bretanha) – e, por esse caminho as incríveis mocidades galeguistas enveredam, em nossos dias, sem temer ao reto titânico, que divisam na frente. Reto de retornar a língua e cultura a seu povo. O reto dos académicos de voltar a fazer da nossa língua, pedestal de culto. O reto dos atores culturais, de não deixar esmorecer a chama… Para poder as mocidades cientes de, que um povo que não se rende não pode ser, vencido; não abandone a luta.

Pacífica e dignamente tem lutado, esta nova geração, por este inicio de alvorada, que agora se apresenta possível na nossa caminhada coletiva a favor do sonho do recontro: da Terra com seus filhos. Da Mãe Cailleah, com suas fortes filhas.

Como medir o sacrifício de autores como Risco, que não por casualidade intitulou um dos seus ensaios como “Nós, os inadaptados” ? Quem pode adaptar-se a uma falsa normalidade que nega tuas essências? “Primeiras verbas”foi o artigo coletivo inicial da Revista Nós. E, de novo Primeiras verbas, nos reclamam agora Pedrayo, Florentino Cuevillas e Castelão, na distancia dos sonhadores. Primeiras Palavras para esta Primeira Grande Ocasião, onde Galiza, pode e deve iniciar definitivamente o processo de regeneração da sua dignidade.

E não por casualidade, esse processo passa, por o povo com vigor, mesura e coragem, impulsar uma mulher ao cetro da Presidência. Uma guia de coração, para rematar com a entrega do suor de nossos filhos na emigração, em trocas dum falso sorriso, que não alimenta, nem o corpo, nem a alma.

Fim da “longa noite de pedra” que magistralmente descrevera Celso Emílio Ferreiro, chamando a conservar o “amor aos devanceiros”, “falar a língua mãe”, “a língua proletária do nosso povo”… Mais que nunca Castelão reserva uma pagina por escrever no seu “Sempre em Galiza”, para que o povo remate o epilogo da sua magistral obra. Inicie o embrião duma nova colossal narrativa, para o coração das grandes realizações ficar para sempre, de novo, na Galiza. E esse escrita deve realizar seu primeiro prologo o dia 12 de Julho, abrindo as portas do governo galego, para uma mulher guiar o destino deste país eterno. Tão feminino em suas formas, na sua essência, que ganhou coletivamente a nomeação de Mátria.

O revezo

Durante o franquismo essa essência feminina em resistência, tornou-se também inteligência. E com essa capacidade intelectual ativa, o clandestino movimento galeguista venceu a brutalidade franquista, imposta com o medo e a barbárie, que com tanto oficio retratou Catelao em “Atila em Galiza”… O amor dos humildes, o poder justo da palavra, brilhando com solar calor, na voz de Alexandre Bóveda, quando leu sua alegação, diante da vil sentença de morte; proferindo preferir morrer pela sua terra a traí-la. Com aquela decisão (que lembra a firmeza de Giordano Bruno, diante do tribunal da inquisição), Bóveda venceu a cobiça dos lobos e a destruição anímica dos violentos.

Assim foram criando-se, os elementos que, a partir da democracia dariam aços para de novo, o movimento galeguista, ruma-se ao pacifismo progressista, que já vibrava no interior de nosso peito, como o melhor e mais formoso dos caminhos. E agora, o sendeiro traçado por Gandhi, nascido das leituras de Tolstoi, se torna o revezo do movimento galeguista, que precisa para assentar, de um governo que lhe poda dar sustento. Um governo rigoroso, mas aberto a um dialogo inclusivo e compreensivo, na paz duma lealdade assente.

O Compromisso

Existem ações na nossa vida que ligam compromissos. Ana Ponton, assumiu na casa de seus pais o valor de ter consigo a honra. Foi sua própria mãe, que pediu ao povo galego uma oportunidade para sua filha, por ela ser uma pessoa honrada e honesta. Dai, esse laço já não pode ser desfeito. O governo de Ana Ponton, terá que ser o governo daquela mulher que marque uma senda inabalável na conquista da honra, honestidade e honorabilidade, de todo um povo.

Ana Ponton, assumiu na casa de seus pais o valor de ter consigo a honra. Foi sua própria mãe, que pediu ao povo galego uma oportunidade para sua filha, por ela ser uma pessoa honrada e honesta. Dai, esse laço já não pode ser desfeito. O governo de Ana Ponton, terá que ser o governo daquela mulher que marque uma senda inabalável na conquista da honra, honestidade e honorabilidade, de todo um povo.

Outro compromisso adquirido com diferentes atores sociais (empresários, trabalhadores, gentes mundo da cultura, académico e universitário…) foi que nenhum acordo de governo, será feito sem consultar aos setores e os atores implicados. Isso significa, que a futura Presidenta, teceu outro laço que a obriga, por cima de interesses de governo e partido, a escutar as necessidades dos diversos setores da sociedade galega. E dizer que este novo governo, deverá ser, um governo que una, não divida. Sintetize não imponha. Eis outro laço que compromete, Ana Ponton, a trabalhar em favor da diversidade, dentro da unidade, e fazer daqueles alicerces que unificam nosso povo, os pontos de fundamentação da sua obra. A língua, a cultura, os valores democráticos, o respeito a natureza, o valor patrimonial, a magnificência da nossa paisagem… Terão de ser visados para ai chantar as colunas que fundamentem a reta ação. Ao invés de vender ou render estes valores, em favor, de grandes corporações ou conglomerados de interesses económicos… Mas também será preciso respeitar e favorecer a industria que cria riqueza, é sustentável e, valoriza, as achegas dos e das suas trabalhadoras…. Seja esta pequena e familiar ou grande e mais expansiva.

A promessa de recuperação do tecido industrial galaico, passa, sem dúvida, por uma política pragmática, não por orientações ideológicas.

O compromisso com o sector ganhadeiro e agrícola já não precisa ser nomeado, pois Ana Ponton, nasceu e cresceu no rural. E esse comprimisso já esta inserido dentro do seu ser.

O ideal de justiça social, democracia, galeguidade, igualdade, não discriminação, deve ser implementado ganhando à cidadania para esta nobre causa, e não criado fricção e separação ou combate, por causa de visões contrapostas.

A política alem da arte da transformação, também é a arte de saber avaliar as potencialidades e visionar quais são as reais possibilidades, dentro dos marcos legais estabelecidos (tanto no Estado Espanhol, na União Europeia, como no plano internacional). O caminho do meio, que conduz a liberdade, como demonstrou Budha, se faz degrau a degrau. E degrau a degrau, inicia-se a espiral de ascensão que permitirá a este povo, elevar-se a um novo patamar evolutivo, a uma nova tónica cultural e uma maior consciência. Abrindo a consciência do povo, ganha-se o maior valor acrescentado, que uma sociedade poda ter: seu capital humano.

Este capital humano será garante dum melhor presente e, em tempos de grande dificuldade, como estes de mudança de ciclo, permitirá conduzir o conjunto do país, pelo túnel da transição, ate chegar a nova alvorada do renascer.

Será preciso, a nova Presidenta, escolha bem seus assessores, baseando a meritocracia, não em critérios de poder monetário, alianças pactuadas, ou lealdade partidária, senão em verdadeira valia. Tendo em conta não somente a erudição dos candidatos. Pois como bem afirmavam os sábios taoistas, a erudição ainda é a inteligência pequena. A grande inteligência, a que se referiam os Mestres orientais, tem a ver com o conhecimento maior das verdades humanas, das leis da natureza, e dos princípios éticos inerentes a boa realização da lei ou Dharma. Sendo a falta de ética e moralidade o caminho anti-lei natural ou Adharma…

Lembrado aqueles princípios cristãos da humildade que combate o orgulho; da generosidade que transcende a avareza; da caridade que domina a inveja; da mansidão de coração que dissipa a ira; do bom pensamento que controla a luxúria; da temperança que impede de realizar-se à gula; ou da diligência que anula a preguiça.

Tendo em conta aquele óctuplo caminho budista, que anula o sofrimento e ataca a raiz da natureza do surgimento do sofrimento. Sendo preciso desenvolver a compreensão correta de ver as cousas tal como elas são (e não como a nós nos gostaria que fossem). Fomentando o pensamento correto, que evite danar os outros. Apreciando a fala correta que impede a calúnia e a mentira. Tendo coragem de realizar a ação correta, que nos impede ser injustos. Procurar um meio de vida correto, que signifique que nosso sustento não é realizado a custa das vidas de animais, o da exploração dos nossos irmãos e irmãs, seres humanos. Aplicar a concentração correta, que nos permita não tomar decisões, sem uma abrangente avaliação. Para finalmente atingir, o oitavo patamar, de abrir-nos para uma consciência correta. Consciência que nos permita ver a dor e sofrimento dos nosso semelhantes, o clamor da natureza em declínio e os animais em dificuldade, e tentar, na medida de nossas possibilidades, ações para minorar e reverter este processo…

Incrementados estes preceitos, com aqueles valores Socráticos, que Platão descreve na “República”: princípios de justiça e excelência verdadeira, mediante uma orientação cognitiva adequada. Para poder enraizar a verdadeira democracia por cima da tirania, do poder aristocrata ou “timocracia”, e da “plutocracia” ou poder da oligarquia…

Valores comuns a todas as tradições que basearam sua conduta na senda da união da humanidade, alicerçada com os valores ecológicos, no sentimento de ser um com a Terra. A grande Fraternidade dos povos. Assim fora, também, a tradição druídica galaica, cuja simbologia ligada aos ciclos da geração e regeneração da natureza, ainda vibra no nosso peito. Cuja música ainda nos chama a voltar ao seio da natureza.

Valores comuns a todas as tradições que basearam sua conduta na senda da união da humanidade, alicerçada com os valores ecológicos, no sentimento de ser um com a Terra. A grande Fraternidade dos povos. Assim fora, também, a tradição druídica galaica, cuja simbologia ligada aos ciclos da geração e regeneração da natureza, ainda vibra no nosso peito. Cuja música ainda nos chama a voltar ao seio da natureza.

Assim os princípios comunitários da gnose priscilianista, assim o espírito do bom povo galego, que agora tentamos recuperar, e somente poderão ter benéficos efeitos, com a exemplaridade dum novo governo.

Afinal, o povo, não vai pedir a nova Presidenta milagres, senão exemplo e prática virtuosa.

Por isso, agora a renovação é precisa. Um velho ciclo, com seus acertos e erros, se fecha, e um novo pode e deve abrir-se.

Não é questão de julgar gratuitamente, aos anteriores Presidentes do governo galego (que dentro da suas dificuldades, inerentes ao cargo, tiveram maior ou menor acerto, foram mais ou menos honestos). Senão que é questão de impulsionar um novo ciclo. Tempo dum revezo, com uma saiba nova, que a terra pede, seja comandado por uma mulher valorosa. Uma mulher digna, que dentro dela congregue os novos valores que o povo reclama ver-se realizados, e sente já seus.

Pois, como fala nosso hino, os tempos são chegados. E o início, da longa marcha, para chegar a fim das nossas vaguidades, somente poderá ser feito, se uma mulher for colocada, pelo povo, na Presidência. Para iniciar uma via de regeneração rigorosa e amorosa. Uma viragem do rumo, que agora nos encaminha para o abismo. Dai preciso um novo guia, para uma nova costa de promissão chegar todos e todas de mãos dadas.

O momento

A energia dinâmica do rigor é tão precisa para o equilibro e conhecimento da humanidade, como a energia mas recetiva do amor. A fadiga e sacrifício da perseverança também é mais frutífera que a preguiça do que aguarda, observa, e não se implica. Este segundo nunca obteve nada de boa colheita. Assim a paciência do amor, deve ser harmonizada com impulso da ação rigorosa. O amor rigoroso, e o rigor amoroso, ajudam a realizar um caminho equânime. As paixões da mocidade, normalmente ganhadas pela impaciência, devem ser queimadas no fogo da consciência, antes do fogo da destruição do supérfluo tomar sua vez, o comando, no processo da regeneração da Terra.

O sacrifício em favor de um bem maior, e não em favor de conseguir o prazer material, é um princípio basilar do bom governo. O exercício do poder pelo poder, do dinheiro para obtenção de mais poder; do falso respeito ganho pela capacidade de situar-se no alto da pirâmide; ao invés do respeito ganho pela magnificência do bom servidor do povo, é o início da decadência duma sociedade.

O abuso de poder, em qualquer das suas facetas, da como resultado uma sociedade amedrontada, incapaz de realizar-se: impossibilitada para pôr seu edifício em pé. Dando, em consequência, em atraso, a todos os níveis: formativos, de consciência e de segurança. Essa insegurança cria, por lógica, desconfiança no poder: afastando à cidadania de seus dirigentes. Ana Ponton, pratica o dialogo com o povo, inicio da boa empatia, dos bons dirigentes.

Uma nova dirigente, que pretenda remover todos esses vícios tem que pela contra ter bem desenvolvidas, as virtudes que os combatem. Utilizar a Mente Ética, em detrimento da velha mente habilidosa, é um primeiro passo, caminho da mudança.

A mente habilidosa se perde no labirinto dos enganos. Utiliza suas habilidades cognitivas para a manipulação das gentes, em favor do seu próprio beneficio material.

A Mente Ética pela contra atua em favor do bem comum. Combate o manipulação ideológica, a imposição subtil ou pela força, e o “amiguismo associativo” em favor de certos poderes, sejam estes económicos, políticos ou de carácter religioso. Trabalha a favor do respeito ao livre arbítrio, e da conciliação do mesmo, com os necessários limites ao desenvolvimento individual, para garantir os direitos de toda coletividade.

A Mente Ética trabalha assim em favor do bem, da beleza e da justiça; em contra de todo tipo de poder oculto, com capacidade de interferir no bem estar da comunidade. Esses poderes ocultos, manejam, muitas vezes, os fios reais da governança, nas sombras; utilizando os poderes estatais ou nacionais, em favor das suas agendas particulares. Convertendo Presidentes, em meros gestores dos seus interesses económicos, políticos e empresariais. Uma Presidente com capacidade de suportar essas pressões, com carácter para enfrentá-las, é uma garantia de manter viva nossa democracia. E Ana Ponton, tem demonstrado esse carácter. Dai ser importante dar-lhe uma oportunidade para exercer o mesmo.

O reto

O sector público e privado, não podem ser visionados, como oponentes; e sim como complementares. O confronto insano do publico por engolir e controlar o privado; ou do privado por dominar nos bastidores ao publico. A tentativa do privado de apoderar-se do sector público, mesmo a custa do bem estar da cidadania, formam parte dinâmicas de guerra, que devem ser travadas e ultrapassadas. Ambos sectores devem equilibrar-se, contrabalançar-se e conjuntamente trabalhar, para criar riqueza e ajudar a melhora das condições de vida da população. Os lógicos critérios de beneficio empresarial, devem ser sujeitos ao principio de serviço ao cidadão, respeito ao meio ambiente, a cultura, língua e sociedade onde estão inseridos. Concentrar esforços do publico e privado, em favor duma nova agenda de crescimento, assentamento do território (sobre todo em áreas rurais, suscetíveis de desertificação) e desenvolvimento sustentável, deve ser prioridade.

As diferenças sociais, os diversos critérios pessoais, não devem acender a chama do confronto, senão incentivar a procura do conhecimento da verdade, ou daquela verdade, que mais se aproxima de uma determinada realidade. Mesmo essa verdade ser focada sobre diversos aspetos, ou ser peneirada sobre diversos cristais ideológicos.

As lutas entre diversas opções políticas, religiosas, culturais, devem ser subsistidas, por projetos de trabalho, naquilo que a sociedade tem de comum. E, a partires dai, abrir passos a um dialogo permanente, de como conciliar as diferenças. Para criar dinâmicas sociais de colaboração, em favor duma sociedade tolerante, diversa, rica, mas unida e saudável.

As lutas entre diversas opções políticas, religiosas, culturais, devem ser subsistidas, por projetos de trabalho, naquilo que a sociedade tem de comum. E, a partires dai, abrir passos a um dialogo permanente, de como conciliar as diferenças. Para criar dinâmicas sociais de colaboração, em favor duma sociedade tolerante, diversa, rica, mas unida e saudável.

Uma candidata a Presidência deve ter essa capacidade de dialogo, união e conciliação, e Ana Ponton, tem praticado estas dinâmicas na oposição; o qual lhe facilita seguir trabalhando em esse sentido, quando Presidenta.

O vicio deve também ser combatido, como um cancro que devora as saudáveis dinâmicas sociais, de enriquecimento mútuo, dos cidadãos, através do intercâmbio de experiências. O livre arbítrio não deve ser confundido com um falso direito a autodestruição individual e coletiva.

Ana Ponton, monstra no que sabemos da sua vida pessoal, um compromisso com os valores construtivos, em favor do auto-crescimento, auto-conhecimento, e procura de caminho para o crescimento coletivo.

Fazer realidade um sonho

Existe um sonho camuflado no coração deste povo: voltar a encontrar-se no espelho do que um dia foi: um povo grande, poderoso, cheio de valor, força e coragem.

Com capacidade para vivenciar aquela ajuda mútua e trabalho comunitário, da que tão entusiasmante nos falara Piotr Kropotkin. Da qual muitos ainda lembramos viver, alguma reminiscência, na casa dos nosso avós. Aquele sonho rosaliano duma nação de camponeses livres e solidários.

Um sonho de liberdade, alicerçado, desde a era da conquista romana. Pois, como cantou Ramom Cabanilhas: O dia do Medúlio, com sangue quente e roxa, mercamo-lo direito a livre honrada chouza! Assim foi que morrendo antes de ser escravos, os galaicos daquela época, nos deram um poderoso presente. Um sinal que ficou gravado no imaginário do nosso povo; junto a altiva posição erguida, diante o carrasco, do Marechal Pero Pardo de Cela, defensor da Soberania Galega, frente aos assobalhadores Reis Católicos.

Pardo de Cela declara-se leal a Soberania galega, e rebelde a submissão da Galiza ao reino de Castela. Mas foi vencido e justiçado, por aqueles Católicos Reis, iniciadores da Doma e Castração de nossa Mátria. No entanto, dignamente, morreu me pé, com a nobreza intacta.

Pardo de Cela declara-se leal a Soberania galega, e rebelde a submissão da Galiza ao reino de Castela. Mas foi vencido e justiçado, por aqueles Católicos Reis, iniciadores da Doma e Castração de nossa Mátria. No entanto, dignamente, morreu me pé, com a nobreza intacta.

E, assim, pela dignidade mostrada, século após século, pelos limpos de coração, este país ainda pode seguir sonhando. Por que Galiza, como bem argumentava o grande filosofo português, o universal Agostinho da Silva: “nasceu para realizar sonhos”…

Um sonho feito realidade, cuja construção pode ser iniciada o dia 12 de Julho, se os galegos e galegas, atender ao pelo da terra, que chama por uma das suas filhas alçar-se na Presidência. Esta na nossa mão. E podemos conquistá-lo. Seja pois, este sonho, realizado!

Artur Alonso Novelhe

Artur Alonso Novelhe

Galego, mas nascido no México, é diplomado pela Escola Pericial de Comércio de Ourense. Exerce como funcionário do Serviço Galego de Saúde do Governo da Galiza. Publicou várias obras de poesia e colabora habitualmente com diferentes publicações, entre as quais o PGL. É sócio da Associaçom Galega da Língua (AGAL) desde os meados dos anos 80 e académico da AGLP.
Artur Alonso Novelhe

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    Seria bem bom