Salvar à humanidade

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“Se possuís cérebro, tendes de utilizá-lo; se possuís coração, tendes de fazê-lo irradiar.
Assim, todas as faculdades do estado de alma capazes de libertar a humanidade
devem ser colocadas em prática.”

(J. van Rijckenborgh- Comentários do Nucteremon de Apolônio de Tiana)

Assistimos, estes dias, num cenário de instabilidade a nível global, com graves confrontos na América Latina, meio Oriente – e Oriente extremo, nomeadamente Hong Kong e a tensão pendular na Coreia – a uma espécie de ativação das velhas inercias de pré-guerra, com um forte grau de polarização social, que em nada ajudam a encaminhar os problemas herdados e presentes, numa ambiente distendido de dialogo inclusivo. Isto, também é devido, em parte, a quebra sistémica do 2007-2008, que prenuncia o inicio do fim do ciclo de poder mercantil – ocidental; assim como o final da arquitetura de poder idealizada nos Acordos de Bretton Woods, de julho de 1944 – Aquele alvorecer da Pax Americana. E sua posterior adaptação a realidade do petrodólar, com o acordo entre Arábia Saudita e os EEUU, de venda do cru somente na moeda de poder global. Termo estabelecido pelo economista da universidade de Georgetown, Ibrahim Oweiss, em 1973. Domínio hoje maciçamente contestado desde que a China, em 26 de março de 2018, começou a realizar contratos de petróleo em yuan – ocasionando uma tendência, que hoje se conhece como a corrida do petroyuan.

Lembrar que tanto Sadam Husseim, Iraque, como Muhamad Gadhafi, na Líbia; tinham abandonado o patrão dólar, nos seu comércio do petróleo. No caso de Gadhafi, foi ate mais longe, tentando criar uma União Africana, baseada numa moeda própria – tendo um apoio nacional no seu Banco Central, não dependente do Poder Financeiro Privado, como a maior parte dos Bancos Centrais do Mundo. No entanto em aquelas datas o poder militar dos EEUU era incontestável.

China e Rússia sonham agora com fortalecer seu centro, e tentam reafirmar suas moedas estatais fugindo do dólar, do qual muitos analistas auguram já sua morte.

A mesma China, junto a Índia e Rússia, seguem a procura maciça de ativos sólidos como ouro, enfraquecendo todavia mais, devagar, aquele anterior sistema financeiro privado montando no valor especulativo do petrodólar.

Em este contexto novo, a anterior remodelação do velho equilibro bipolar da guerra fria, em favor dum centro hegemónico ocidental unipolar, que desde finais da década de 90 (com a implosão e queda da União Soviética) tinha surgido no marco global, vê-se afetado por uma nova arquitetura tri-polar na conceção, mas binária no seu conteúdo – dado a aliança firme, em estes momentos, da  China-Rússia, em matéria de complementação económica, militar e diplomática.

Queda das Finanças Neo-Feudais?

 

Tudo este processo, em meio a velhos problemas herdados do passado colonial e a descolonização apressurada, em favor do novo centro ocidental monitorizado desde Washington, junto os resíduos por remover da guerra fria (caso Síra, Líbia, Iraque…) e o trunfo da visão religiosa no meio oriente (trás o derrubo dos regimes laicos, mais favoráveis a antiga URSS) e confronto secular xiita – sunita, ativado; entre outros múltiplos elementos: como a resistência a mudar o encaixe direita – esquerda, muito assente em regiões com América do Sul – vivenciando dinâmicas ainda por digerir, já próprias de guerra fria, no meio da nova geopolítica dos três atores – A luta pelo controlo das riquezas do continente Sul Americano, e o controlo daquelas rotas e novas essenciais matérias, como lítio, aparenta agravar o clima de guerra.

Aqui, por cima, a crise estrutural – derruba o poder das finanças ocidentais – a partir de 2008, deteriorando a tentativa de dominar o mundo, através do modelo das rendas –

Criar atrelo por meio da dívida exterior e interior, apropriar-se do patrimonial coletivo (por meio das privatizações) e gerar renda perpétua, na base do controlo dos governos, por meio dos bancos centrais, em poder do capital privado.

Esta fase final do poder ocidental, em decadência, condiz com a fase inicial deste mesmo poder – como começo e feche de ciclo. Assim nos lembra Jesús Huerta de Soto, no seu magistral estudo – trabalho e livro “Moeda, Crédito Bancário e Ciclos Econômicos”, afirmando entre outras cousas:

“Há evidências de que a partir do início do século XIV, os banqueiros começaram, de forma gradual, a usar fraudulentamente parte do dinheiro que recebiam em depósitos à vista, criando, assim, um importante volume de crédito a partir do nada. Não é de estranhar, por isso, que, depois de uma fase de grande crescimento económico artificial, que teve origem na criação de meios de pagamento em forma de expansão de crédito, se desse uma profunda e inexorável recessão, espoletada não só pela retirada massiva de dinheiro dos príncipes napolitanos, mas também pela incapacidade revelada pela Inglaterra de devolver os empréstimos e pela grave queda do preço dos títulos de dívida pública do governo de Florença, que se tinha financiado de forma especulativa com novos empréstimos criados do nada pelos bancos florentinos.”

 

Vemos como a crise da divida soberana não é de hoje. No entanto hoje se agrava, pela falta de otimismo duma cidadania ocidental, com mentalidade cultural de perda de referências.

 

Queda do modelo cultural ocidental?

 

O falso niilismo, derivado num ceticismo extremo, assim como vertentes contra culturais sumamente destrutivas, amparadas naquela proposta do Thelema de Aleister Crowley, afirmada na doutrina do: “Faz o que tu quiseres, tudo é de lei”, aumentou a espiral cultural destrutiva no Ocidente… no entanto a doença do thelema, foi penetrando já desde tempos, mais antigos, na filosofia ocidental – fazendo sua sombra destrutiva – aumentar, devagarinho. Já para os gregos Thelema tinha um significado contraditório – como acordar do desejo apetitoso, mesmo de caráter sexual.

Nos primeiros escritos cristãos, a controvérsia permanece, tendo um aspeto obscuro, a descartar, como vontade do adversário de Deus.

Santo Agostinho, entendia de outra forma o “livre arbítrio” utilizando o amor, em primeiro lugar: “Ama e faz o que quiseres”; mas na visão do thelema era invertido esse postulado, dando preponderância ao ego – personalidade. No renascimento o frade dominicano Francesco Colonna, utilizava este termo como desejo; afirmando que sendo forçado a escolher, era preferível a realização sexual, sobre a lógica.

François Rabelais, utiliza o nome Thelema, para designar, em seus escritos, uma abadia imaginaria, cuja única regrar era: “Faz o que tu queiras”

Durante o século XVIII, o presidente do Clube do Inferno, Sir Francis Dashwood, utilizava esta nomeação, para designar práticas sexuais e comportamentos licenciosos, realizados no clube, para experimentar certos prazeres.

Uma ideia, anterior, da santificação por meio do pecado, é atribuída, a meados do século XVII, ao rabino, nascido Esmirna, Sabbati Zevi, e a seus seguidos os sabbatistas. Esta visão também teria influenciado ao também judeu, nascido em 1726 em Polónia, Jacob Frank, que fora acusado de praticas sexuais desregradas e atos que violavam a dignidade humana.

Estas ideias, de satisfazer, em primeiro lugar, os desejos carnais, foram penetrando, século a século na cultura ocidental, viciando-a e contagiando-a de irremediável decadência.

Dalgum modo ao poder mercantil ocidental, em expansão, convinha-lhe a ideia de procurar a satisfação dos desejos, como meio de alavancar o consumo excessivo, e fazer virar a atenção dos seres humanos sobre o modo de conseguir poder aquisitivo, que dava aquela verdadeira liberdade de cumprir os sonhos – virados em cumprir os prazeres ególatras…

Como contraposição, e este movimento, para equilíbrio da balança da lei, o poder religioso, travava estas dinâmicas, com uma visão mais de retração – repreensão das inercias exteriores, que mediante todo tipo de publicidade, chamavam a conquista dos prazeres sensuais e carnais…

O falso progressismo tomava aqui o papel de impulsor destes estímulos destrutivos, enquanto o falso conservadorismo, recolhia para si o papel de compressor, desta nociva inércia – criando outra inércia igual de nociva, através da repressão das experiências… Ambas, duas tendências em luta, no campo cultural, social e político, alimentando dinâmicas de guerra permanente. Fomentando o confronto de ideias, como única forma de plasmar o modelo a seguir, ao modo de imposição do poder do vencedor sobre o vencido. Ao invés de fomentar a complementaridade, o dialogo e conhecimento mútuo enriquecedor. Lutando nas sombras da alma coletiva, por conquistar a mesma.

Eis que ambos os campos matavam o livre arbítrio: um ao reprimir a liberdade do indivíduo, outro ao encaminhar essa liberdade fora da lei natural – denegrindo a mesma. Assim o falso conservadorismo cortava as assas, enquanto o falso progressismo queimava as mesmas…

Destas dinâmicas malignas, o câncer da cultura ocidental, ia estendendo-se desde a caverna, ate os dias de hoje a pleno sol. De forma que somente poderá ser curado, quando um outro modelo cultural, criando num novo centro, irradie novas dinâmicas, que contagiem e reabilitem o corpo doente da antiga lux da cultura do ocidente, na atualidade em metástase decadente.

Alça dum novo modelo, no Sul?

 

Esta queda cultural está ligada também a queda do modelo Mercantil Financeiro, que esgotado, tem de deixar lugar a um novo modelo mundial, que terá de ser construído em outro centro geográfico longe já do Ocidente – Nomeadamente, achamos no hemisfério sul, ainda em construção – enquanto o poder Chinês – mercantil de estado – pode ajudar ainda a manter o edifício financeiro global, como necessário equilibrante, enquanto, ainda não estiver preparada a transição e desloque hegemónico do hemisfério norte ao sul. Pelo que a demolição controlada do edifício das finanças é precisa.

Aqui o simbolismo da Estátua da Liberdade, que reafirma o poder o uno, que através da descoberta da personalidade, acende a luz interior da verdade – mal desenvolvido, como poder da personalidade ególatra para afirmar, sua força, e seu direito a experimentar todos seus estímulos sensuais, sensoriais, sexuais… Thelema, pervertendo o verdadeiro símbolo da liberdade individual… Esta simbologia da Estátua da Liberdade, parece condenada, uma vez cumprido (para bem ou para mal) seu tempo, por aquele novo simbolismo do Cristo Redentor – de braços abertos, para receber a uma humanidade, que cansada já de tanta guerra entre contrários, procura a analogia dos contrários e sua complementaridade – dentro do amor fraternal como nexo de união, entre as partes.

Os velhos estímulos ignorantes que faziam à humanidade avançar, através da fricção entre as polaridades remetem e aumenta, a necessidade do conhecimento verdadeiro da lei polar.

As guerras entre sexo desaparecem – a luta esquerda – direita, xiita – sunita, católico – protestante, judeu-gentil, deixam passo a curiosidade aberta por conhecer, aquilo que nos outros nos monstra um espelho de outra forma de conceber a humanidade. Assim como complementaridade, que em essência, toda visão processa, ao descobrir que todas as multiplicidades nascem duma única fonte.

Será precisamente o descobrimento dessa Unidade, dessa Mente Universal Cósmica, da que falava entre outros o filosofo indiano Sri Aurobindo, e da qual todo promana… Será esse novo despertar a este novo conhecimento, que criará o nexo de união, que mudará o belicismo humano. Fazendo que os novos seres humanos criem dinâmicas de paz, ao criar dentro de si mesmos uma mente pacificada.

A Tripla Paz

 

Por enquanto o caminho para a realização dessa futura sociedade da paz passa por um trabalho muito laborioso, para isolar os setores belicistas das nossas sociedades, potenciando os setores pacifistas da mesma, que independentemente das suas posições ideológicas, sejam já capazes de iniciar um dialogo permanente e inclusivo. Dialogo aberto, por cima das dinâmicas de divisão e mala compreensão da lei de polaridade, aquela que nos afirma que todo contem o seu contrário e dentro de nós mesmos, a sombra e a luz coexistem.

Transformar nossa sombra em luz, é o primeiro passo, para pacificar nossa alma. Não por meio da repressão, ou pela louca praxe de experimentar todos nossos apetites; senão pela observação meditativa dos nossos elementos nocivos e pela mudança dos costumes insalubres, através da correta disciplina. Temos aqui as 7 virtudes para contrapor aos 7 erros, mal chamados pecados; o caminho óctuplo do Budha; os 12 trabalhos de Hércules, a luta interior de luz, como Lugh na sua mitologia nos ensina; o amor bem desenvolvido de Cristo; o controlo da mente do Dammapada; a doma do Boi do Zen; o caminho natural do Tao…

Mas este primeiro passo de transformação individual é já inadiável… Para depois seguir pela tripla senda da pacificação, uma vez feita a interior, chegar ao segundo degrau exterior de pacificação do indivíduo com a sociedade e natureza; para finalmente atingir a pacificação entre os povos, culturas… Sendo que estas três sendas devem ser percorridas ao uníssono…

Assim poderemos finalizar com os cenários quentes, todavia hoje muito ativos.

Cenário Quente

 

A morte do general Qassem Soleimani, e a resposta, de represália, iraniana sobre duas bases americanas no Iraque, acordava os piores temores de guerra… Mas além das bravuras dialéticas, ao uso na moda publicitária, em estes casos, algo de extraordinário tem acontecido em esta situação. Tudo parece indicar o Irão ter avisado, horas antes do ataque, aos aliados ocidentais da realização do mesmo, com o objetivo de evitar vitimas entre tropas da coaligação. Soleimani, aquele jovem revolucionário ascendido a grande estratega do poder iraniano no oriente meio, era o coordenador real das milícias pró-iranianas em esta região. Sua eliminação, era sem dúvida, uma boa noticia tanto para EEUU, como para seus aliados na região Israel e Arábia Saudita. No entanto, a armadilha criada para poder matar a Soleimani, trazia consigo uma possível negociação de acordo de paz, que o próprio general ia supervisionar ao Iraque – o que motivou um relaxamento nos protocolos de segurança, e tal vez uma falha ou não dos serviços iranianos de contra – espionagem?

Mas por outra parte, existe a especulação, de que o mesmo Soleimani, encabeçaria uma fação pouco partidária dum acordo com o Ocidente, do qual se especula, poderia haver um negociação encoberta, para deixar cair este peão no tabuleiro do Meio Oriente; dentro dum acordo mais amplo, que podia incluir a saída das tropas americanas do Iraque. Algo que poderia explicar o ataque iraniano, com prévio aviso, para evitar uma escada maior, com uma possível contundente resposta norte-americana.

Outra versão fala da necessidade de eliminar ao general Soleimani e seu anfitrião, o general encarregue no Iraque de supervisionar as milícias xiitas (com perto de 100 mil membros), para precisamente, menorizar o movimento em expansão da meia lua xiita – em contraposição ao poder sunita Saudita e de seus aliados Israelenses. Sendo estes dous generais uns dos artificies duma possível retirada do poder ocidental do Meio Oriente.

Esta seria uma peça chave, a abater, antes dos EEUU sentar-se a negociar uma possível retirada, das tropas, assim como um futuro de possível paz para região? Acomodo difícil, mas que, em caso de abrir-se, não poderia ser com uns EEUU enfraquecidos e um poder iraniano em ascenso…

Por outra parte, existe a intuição da Administração Trump, estar em disputa com a velha fação com poder nos EEUU, que precisava do acordo com o Irão, e a rutura deste acordo por parte do novo Presidente, permitia debilitar seus oponentes dentro da casa. Mas uma vez retirado o petróleo iraniano de mãos incomodas para Trump, este pode agora tentar um novo acomodo – reconhecendo varias potencias na região, e vários interesses em disputa?

O tal vez, somente estamos diante, dum acomodo de forças, numa futura imprevisível guerra?

A maiores outro apontamento: o aparente confronto, com maior intensidade da Líbia, desde que Turquia decidira apoiar ao governo de Tripoli, enquanto Rússia trabalhava, mais ou menos encobertamente, seu apoio firme ao general rebelde Haftar – Agora parece ir caminho de resolução, desde que a Turquia e a mesma Rússia, abrissem a possibilidade duma negociação, entre ambas partes. Reforçando de algum modo, a aliança duma Turquia, que mesmo pertencendo ao NATO, tinha comprado um pacote de misseis anti-aéreos russo, S-400, faz apenas uns meses.

Finalmente, estas manobras, nos achegam a uma possibilidade de paz, onde todas as partes, possam iniciar um necessário dialogo, isolando sectores mais belicistas? Com a possível chegada dum acordo, onde todos os interesses, sejam postos acima do tapete, para tentar encaixá-los?

Sejamos de momento otimistas, mesmo que pareça ingénuo. Pois esse mesmo otimismo faz contagiar nossos seres mais próximos criando no imaginário coletivo um onda de paz, que em expansão pode paralisar, ao nosso redor, inercias bélicas.


O Novo Rumo

Devemos caminhar alerta com a razão pura, que impede o reflexo da razão condicionada pelo ego, dominar nossa caminhada, através do campo que permite a volta do pródigo filho a sua verdadeira morada. Trabalhando a vontade pura, eliminamos a falsa vontade, nascida dos desejos do ego, que ativa um impulso daninho para nós e para o mundo.

Com a pureza de coração que permite abrolhar em nosso peito as sementes adormecidas dos puros sentimentos, que impedem os falsos conceitos mentais, criados pelo egoismo, dominar nossa psique, podemos mudar nosso destino. Podendo, a partir daqui, realizar puras ações, comandadas pelo espírito e não pela nossa personalidade cegada nos desejos egoícos.

Devemos cuidar-nos daquelas informações obscuras, que sempre misturam meias verdades com profundas mentiras, trabalhando aparências como realidades, para confundir-nos na madeixa, daqueles interesses espúrios, que nos fazem seguidores dum dos bandos em confronto, utilizados para a guerra. Todas estas orientações, provem do grande ego, que ainda controla o mundo

Temos de ter cuidado, também, com o ensinamento baseado no doutrinante conceito e com os falsos mestres, que agrilhoam os seres humanos, às sombras da sem razão e ensalzam a fanatismo.

Cuidar-se do falso amor, utilizado para satisfação da egolatria.

Cuidar-se das más influências, que fomentam tendências irreflexivas, fazendo-nos navegar no mundo da especulação, obrigando-nos a ações compulsivas e negativas.

Precisamos ter muito cuidado, fortaleza ética e espiritual, para finalmente ultrapassar estes enganos e encaminhar-se pela senda da vitoria, livre dos apegos do ter – vibrando na nova aura eletromagnética do ser – inicio do caminho da libertação do carma e o inicio da fase de fim da roda do samsara.

Alice Ann Baley, afirmava:

“O homem que contacta com o abstrato pouco se importa e se preocupa com a vida dos sentidos ou das observações externas. Os seus poderes estão recolhidos, já não corre para fora em busca de satisfação. Vive calmamente o seu interior, procurando compreender as causas ao invés de deixar-se perturbar pelos efeitos. Aproxima-se cada vez mais do reconhecimento do UM que está imanente na diversidade exterior. Na proporção em que a Mente Inferior se subordina, os poderes do Eu Superior – Espiritual afirmam a sua predominância. A Intuição desenvolve-se a partir do raciocínio. O homem comum aceita o fardo kármico porque não sabe alterá-lo. Tem pouca força de vontade. O sábio apodera-se do seu destino e modela-o. O vício pertence apenas aos veículos inferiores e não ao Homem Real no Corpo Causal. Nos veículos inferiores, a repetição dos vícios pode provocar impulsos de difícil domínio. Mas eles serão cortados pela raiz se o Eu Superior criar virtudes opostas. O Eu Superior não pode assimilar nada de mal, porque o mal não pode tocá-lo no seu nível de consciência. O Eu Superior não é consciente do mal, nada sabe sobre o mal, não pode ser impressionado pelo mal. “Tudo quanto é mal, por mais forte que possa parecer, traz consigo o germe da sua própria destruição. O segredo reside no facto do mal ser desarmonioso, portanto, é contra as Leis Universais. Todo o bem – estando em harmonia com as Leis Universais – é levado para diante. Faz parte da Corrente da Evolução, jamais será destruído. Só o bom passará, o mau será rejeitado.”

 

Terminou o tempo de experimentar o vício, começou o tempo de experimentar a saúde, do corpo, da alma e do espírito.

Assim seja! A paz seja cultivada no coração de todos os seres. E esta semente seja o canto da alvorada, pois quando a noite aparenta mais escura, a luz inicia sua apertura, e nada pode parar esta dinâmica.

Salvar à humanidade, pois, somente será possível com a mudança da coletiva consciência, e para essa mudança, com inteligência, vontade e perseverança, os bons filhos da terra, trabalhamos.