O patriotismo, recurso estratégico do poder ocidental?



“Que cada um de nós, tenha mais força interior e menos dependência exterior. Mas insistência no dever à frente dos direitos” (Samuel Butler)

A guerra encoberta no Ocidente

Em apariência a guerra civil virtual encoberta, travada nos EEUU, pelos supostos globalistas contra os supostos patriotas, seria algo assim como a luta do bom americano, contra a Besta de sete cabeças do apocalipse. Para finalmente, as hostes do Bom Pastor, Donald Trump, assaltarem o “Castelo das Trevas”, e, assim abrir, de novo, um ciclo de progresso. Uma alvorada com regresso do poder ao povo americano. Ilusões de Hollywood, muito bem criadas, como no seu dia foi a ilusão Obama, se formos olhar, mais profundamente, além da superfície. Estamos em transição pois do ensinamento enganoso do “Yes We Can”, ate a nova onda ilusória do “Great American Again”? – Isso assemelha ser… Enquanto observámos pasmos, como muitos daqueles que entenderam a ficção Obama, agora deixam-se cegar, compulsivamente, pelo wester ficcionado de Trump.

Chegando a esquizofrenia daqueles que adoravam George Soros, quando seu apoio as revoltas de cor, que propiciavam a queda dos regimes soviéticos. Chamavam “guerreiros da liberdade” aos neonazistas ucranianos, herdeiros de Stefan Bandera, na praza de Maidan. Aqueles agora chamam bandidos comunistas, pagados por Soros, aos revoltados e amotinados pela morte de George Floyd. Mesmo sendo esses mesmos, os que aplaudem as revoltas de Hong Kong, com as mesmas pilhas de tijolo, colocadas por mãos invisíveis em diversas ruas (para uso indevido contra mobiliário público e saqueio), que hoje podemos, também observar, aparecem magicamente, em várias cidades dos EEUU…

Sem dúvida fica claro, que aqueles que controlam o mundo, sabem como utilizar nossas emoções, e nossa triste identificação com nossos ideais manipulados, pera impedir tenhamos um mínimo de parcialidade, neutralidade e capacidade de analise racional… A paixão nos cega, e com ela pelexamos, a favor, sempre (sem nós mesmo saber) daqueles que, nas sombras, comandam.

As famílias melhor colocadas no organograma hierárquico do mundo, sabem muito bem, como tirar de nossas revoltas proveito.

Mas esta guerra, nos Estados Unidos, vai muito mais além disso. No interior dos EEUU, entre Globalistas e Patriotas, alguns acreditam, ingenuamente, existe uma espécie de luta do Final dos Tempos, entre o Estado Profundo e aqueles que, como Trump, querem dragar o pântano. Para depois finalmente a luz ressurja, e toda a humanidade fique liberada, das cadeias da guerra… De novo um outro filme de Hollywood, do que tanto gostamos os controlados. Um filme criado, que logra dividir a humanidade entre bons, nossos, e maus, sempre os outros. Permitindo continuar nas dinâmicas de guerra, que por desgraça comandam ainda nossa atrasada espécie. E são as donas da nossa atrasada psique.

A guerra continúa pela hegemonia

Infelizmente, nossa humanidade, não se libertará da guerra, enquanto não houver um salto quântico na Consciência global, ainda comandada pelo instinto de domínio – imposição, dos nosso desejos, confundidos com a nossa vontade… Impulso de realização do desejo material, por meio da nossa mente habilidosa, em detrimento da nossa mente ética. Estamos ainda avançando desde a guerra física, imposição; até um novo patamar de utilização dessa mente habilidosa, em acomodo às regras do compromisso. Novo modo de disputa, menos física, dentro dum mundo onde a guerra aberta, a cada dia é menos uma hipótese.

Devido, precisamente, a corrida armamentista atingir já o plano nuclear.

Guerras em pontos de fricção, são mais possíveis agora, entre os diversos poderes em luta pela hegemonia planetária, que guerras diretas entre os mesmos poderes (III Guerra Mundial); devido a este risco termonuclear estar presente. O qual não quer dizer que energia nuclear esteja isenta de riscos.

Dai a ilusão do filme do Bom contra o Malvado, somente resta isso: um sonho para ilusos, e nada tem a ver com o que acontece no poder em disputa, na Casa Branca e nos EEUU.

Esta guerra interna tem a ver com as lutas geopolíticas dentro do Império Ocidental. As lutas pela hegemonia com a China, que no 2º tabuleiro global (o economico), estava ganhando a globalização e impondo os ritmos.

Com a outra guerra velada, pelo controlo do processo de hegemonia civilizacional, onde o Império britânico (Piar basilar do Ocidente atual, trás derrotar a Espanha (que engolira Portugal), Holanda, França e Alemanha, pela coroa herdeira de Roma), foi capaz de demolir o velho império Austro Húngaro, na Iª Guerra Mundial, junto ao Império Otomano… Ficando a um passo de tomar o controlo mundo, na II ª Guerra Mundial. Mas ainda não venceu o Império Russo, pois precisamente foi o exército soviético que tomou Berlim (em 30 Abril 1945). E durante a guerra fria Ocidente, mesmo precisou colaborar com a URSS, cedendo inclusive tecnologia; ao igual que fez com China no fim do passado século e inicio deste novo. Os negócios são precisos! E os acomodos políticos também… Assim, do mesmo jeito, não venceu ao Império Chinês, que trás a derrota do Japão, e posterior irresolução da Guerra da Coreia, segiu em pé, na forma dum novo Império Vermelho….Apesar das duas guerras do ópio (de inícios do século XIX), viciar a população chinesa, e fundir a economia líder do mundo. Permitindo colonizar a China. Mas a elite chinesa, soube finalmente escolher e suportar Mão, para tornar-se independente de Ocidente (tras a falha das tentativas nacionalistas do Kuomintang) e, depois voltar a tomar o controlo do país, uma vez morto o camarada Mão.

Dai que os comandam no Ocidente, e também movem esses fios, por trás da plateia, com Trump ou, amanhã, se for o caso, com Joel Bilden (Algo pouco provável pois Bilden, semelha a escolha ideal, para ser derrotado por Trump, apesar da mala gestão da pandemia e, também da recessão económica)… Pois mesmo esta Elite em combate interno, está, obrigada, em tempos de crise sistémica (fim do período neo-liberal, trás a quebra de Wall Street e a City Londrina 2007-2008), a procurar novas respotas, para tempos incertos, dado as velhas soluções, agora tornaram-se obsoletas…

Guerra Comércial, dentro da Guerra pela Hegemonia

Entre aqueles que acreditam que China somente pode ser vencida no plano global retando-a abertamente, e aqueles, com Trump no comando, que acham somente travando a velha globalização não finalizada, pelo Ocidente, pode ser derrubado o incipiente poder Chinês… Os segundos levam agora vantagem. O vento sopra a seu favor: o mundo tornar-se conservador e mais autoritário. E curiosamente, em isso, já ganhou o modelo de controlo social chinês! Que alegoricamente dizem, cousas da publicidade, os homens de Steve Banon (encarregue de espalhar o modelo Trump pelo mundo), esse autoritarismo à chinesa, estão a combater.

Os globalistas como Macron, achavam poder convencer Rússia, para virar do abraço chinês para o regaço Ocidental, e assim abertamente ofereceram esta possibilidade a Moscovo. Que Putin rejeitou, dado Putin, já nunca mais fiar-se de Ocidente, desde que a começos do seu mandato ele ofereceu um corredor de segurança de Seattle a Vladivostoque; que foi no seu dia pelo Ocidente rejeitado… Para em breve cair sobre Ucrânia, território que a Rússia considerava vital, para exercer de ponte de contenção contra a NATO, chegado seu momento.

E apesar dos roçamentos com Beijing, sobre todo ao tocante da cessão de tecnologia militar, e capacidade chinesa para imitar modelos militares russos; ate o de agora esta aliança é valiosa para ambos impérios.

Por isso os patriotas, liderados pelo governo atual dos EEUU, acham China deve ser derrotada, aproveitando ainda a posição de predomino do Ocidente, contraendo desde o liderado a abertura comercial. Por meio do controlo do comércio global e a moeda ainda global, o dólar. Assim como seu predomínio, pelo de agora, sobre o setor bancário e as transações internacionais volcadas na sua maioria no sistema SWIFT. O que combinado favorece sancionar com efetividade.

Em base a uma guerra comercial e sanções arancelarias; assim como de coação e pressão sobre àqueles países terceiros, que comerciem com China, mesmo o próprio Israel, os novos patriotas americanos acham derrotarão a China.

Mas China, é milenar em pensamento, é já anticipou esse cenário, e corre em marcha acelerada para contornar o mesmo, sem renunciar a seu avançe e expansão.

Esta dinâmica de pressão chegou a Israel, sócio primordial, que já foi questionado pela sua aliança comercial com a China. Aliança que favorece a nova rota marítima da seda, sendo o mesmo porto de Haifa, já propriedade do país do dragão amarelo. Mesmo os envolvimentos em infraestrutura, e acima de tudo as parcerias acadêmicas e tecnológicas, estão baixo a olhada irrequieta de Washington, devido aos Norte-Americanos, estarem plenamente convencidos, que estas parcerias facilitam transferência de tecnologia avançada a Beijing. E, ao parecer, razão não lhes falta! Pois universidades de todo o mundo verificam a capacidade do alunado chinês, em termos de aprendizagem, assimilação da informação e inovação

Procurando realizar este trabalho, antes de China desenvolver instituições e mecanismos globais, que possam substituir as instituições globais ainda comandadas por Ocidente, os patriotas américanos avançam na contenção e quebra do velho modelo global de domínio.

Dai, a China acelerar agora este seu segundo plano, com a criação do Yuan digital, um banco global que possa substituir ao Banco Mundial, Agencias de qualificação próprias, que possam ao menos por em dúvida, os valores dados pelas Ocidentais como Standard and Poor´s, Moddy´s… E mesmo tentando criar plataformas digitais globais, em concorrência com as Ocidentais como Google, Amazon… Pelo problema da guerra com Huawei, e o do controlo de mercado de vendas digitais, com Ali-Baba… Tomando vantagem na inteligência artificial e fazendo grandes progressos na carreira espacial…

Poder Opositor deve ser removido

Os impérios que se opõem ao Poder Ocidental, têm utilizado diversas estratégias, nos últimos dous séculos: Staline criando o Império soviético. Putin tentando criar o Império Euro Ásiatico, com raiz no velho império zarista e no soviético, fazendo sua a máxima de Dugin: da aliança pardo- vermelha, contra o poder global ocidental. Xi Jinpin, seguindo a estela de Deng Xiao Pin, tentando ressuscitar o Império do céu, deixando de fora o modelo revolucionário de movimentar massas de Mao. Ultrapassando o velho comunismo supostamente internacionalista, mas com poder centralizado na China; pelo novo Império Vermelho global, baseado num país com dous sistemas.

Ate que o reto de Hong Kong, fez preciso unificar critérios, a pesar de com elo retirar autonomia a ex-colonia britânica.

Para o poder central chinês, Hong Kong, é visionado como um cavalo de Troia, do poder ocidental, com o que agora está em guerra comercial.

Para certos poderes em Hong Kong, esta tentativa de controlo de Beijing, é visionada como uma interferência inadmissível, na sua autonomia.

China tenta agora convencer a estes poderes, de que sua realização na costa do plano de 10 cidades cientifica, tecnológica e economicamente avançadas, não será possível, com dissidência. E que Hong Kong, tem todo a perder mantendo os protestos, que fazem marchar da sua sede o capital financeiro internacional, debilitando mais a posição da metrópole, que a do governo chinês; que ainda tem outras 9 cidades, comandadas por Shaigon, que estão mesmo a atrair capital que foge da ex-colonia britânica.

Quebrar laços de Hong Kong, com o mundo Anglo-saxão, é para o governo chinês, de primeira necessidade agora, em plena guerra comercial. Se para elo, Hong Kong, tem que ficar marginalizada, é um cenário que Beijing, aceitaria, ainda não gostado muito do mesmo.

O poder Ocidental tem de evitar esta concorrência das 10 cidades costeiras chinesas, com os centros de desenvolvimento cientifico – tecnológico e económico ocidentais, para seguir mantendo a supremacia. Evitando esta lançadeira material de exportação da riqueza chinesa, em aliança com o mundo, baixo o lema de “destino compartilhado” – com o objetivo de Beijing, tornar-se o centro do novo ciclo.

Os persas no Irão, estão procurando ampliar sua influência, para voltar a colocar-se com o prestígio do velho império, convertendo-se, agora, no centro do mundo xiita.

Estes retos atuais moveram a uma parte da Elite Ocidental, a uma nova planificação patriotíca, para travar o expansionismo chinês, em aliança com Irão e Rússia. Procurando dividir e logo, na prática anular, a Organizarão de Cooperação de Xangai, como na prática minoraram o poder dos BRICS (de por si já dividos em interesses contraditórios); ao mudar o governo no Brasil; assim como ao tentar persuadir Índia com novos acordos comerciais, com Washington e Londres.

E Elite Ocidental muda de estratégia

Precisa, esta elite em confronto, passar por cima das Instituições globais, onde a China, tem cada vez mais presença. Pois a China milenar, soube adaptar-se ao sistema, e tirar vantagem dentro dele. Dai precisar acordos nação a nação, pois os antigos acordos comerciais globais do Ocidente, não podem concorrer com a Nova Rota da Seda chinesa, e suas 3 bifurcações (Indico – Pacifico – Atlântico Sul, e a do Ártico, por mar. China – Europa (Madrid) ferroviária, por terra). Divididas a sua vez em 7 ramificações, atingindo África, Ásia, Europa, América do Sul e do Norte… Tudo desde um centro Chinês – 1-3-7, que amplifica infraestrutura de estradas, ferrovias, navais e aéreas.

A guerra dentro do EEUU, tem a ver com a visão do suposto poder dos minérios – Família Koch, como representante mais visível (apoiando aos patriotas de Trump) – e o suposto poder do Silicon Valley, Bill Gates – Soros, com mais visível (apoiando aos Democratas Globalistas, agora Joe Bilden)… Mas é ilusório, dado Elon Musk, de Telsa e Space X, é achegado a Trump. Ele foi que insistiu na derruba de Evo Morales, para evitar concorrência do carro elétrico chinês – boliviano, a sua empresa Tesla (que sobrevive com ajudas do governo Trump, ao igual que Space X). Amazon, líder global do mercado da internet (que pretende ultrapassar o velho capitalismo, perdendo dinheiro em vendas, ganhando quota de mercado, fundido o pequeno, mediano comércio, no intuito de ficar com todo o mercado. Enquanto o que perde pela venda a custo inferior de compra, recupera em bolsa, com ampliação quota de mercado)- Amazon recebe apoio de Trump, ao igual que o governo chinês apoia suas plataformas. E ambos países parecem compartilhar seus desejos de dominar o espaço exterior e controlar o poder do G5 e a robótica. Empresas muito globalista por puro desenvolvimento lógico.

Assim que todo parece indicar, que se, finalmente vencer à República Popular China, as elites ocidentais voltaram a emprender uma nova Globalização, encoberta, em um novo embrulho. Para isso temos Hollywood. Mas dentro, desta nova caixa de flores artificiais, ira o Governo Mundial, dominado pela Elite do 1%, para a qual legisla Trump. Olha sua política económica e monetária – Flexibilização quantitativa, emissão de dinheiro fiat – que sempre fica nas mesmas mãos: Corporações Globalistas, que agora apoiam aos Patriotas. Neoconservadores, de ontem, convertidos nos patriotas de hoje. Mesmo a risco de quebra nacional. Ate o de agora, em esse aspecto, nada mudou… Emissão de moeda ate o colapso, parece a norma.

Ao falir o modelo Obama, herdado de Bush filho e pai; aquele da ideia de Rumsfeld-Cendrosky, de remodelação Meio Oriente, por meio da Fraternidade Muçulmana (mais conhecido como o Meio Oriente Alargado); com a intervenção da Rússia em Síria… As dificuldades financeiras dos EEUU, para pagar o policiamento global (feito antes a custa do resto do mundo, obrigado a comprar dívida norte-americana, e negociar com o dólar, atrelado ao poder do petrodólar), após crise 2007-2008, fizeram inviável seguir insistindo, neste plano global de atrelo pela dívida.

A maiores, a necessidade de melhor utilização dos recursos. Assim, como as derivações, das quais temos falado em outros artigos, que implica o novo papel da Segurança Global e a Governança, ante um marco novo de Poder Multipolar… Fazem preciso, uma renovação das velhas políticas norte-americanas e europeias, factíveis ate inícios deste novo século. A contração norte-americana, mesmo pondo em causa a sólida união com a Europa.

Temos, aqui, várias visões sobre a mesa e novos movementos. Mesmo notando-se um progressivo receio da Alemanha entorno a poder patriota dos USA; e uma aproximação da mesma Alemanha, timidamente ao poder Euro-Asiático da Rússia. O projeto do novo corredor energético Rússia – Alemanha, pelo Mar Báltico, tem levantado as criticas irascíveis de Trump…. Mas existem vozes fortes na Alemanha a valorizar o corredor de Europa a Beijing, passado pela estepa russa.

Vencer a China

China ia ser vencida, quando Rússia ruir e ficar dominada por Ocidente. Olhando um mapa, vemos que controlando Rússia, China somente pode render-se. Nos anos 90 do século passado estivo a ponto de acontecer.
Mas Putin virou a onda… A aliança Rússia – China – Irão, complica as cousas ao Império Ocidental.
No entanto, se funcionar, a nova ideia de Aliança EEUU – Grão Bretanha – Índia… Colocando a Índia, como nova fabrica global de Ocidente, China poderia perder a partida… O problema é que a Índia não concorda com o papel que lhe querem dar de Oficina das Manufaturas Ocidentais. Nem está disposta a abrir suas portas as Corporações Ocidentais, em detrimento da sua Industria Nacional, como assim fez o Brasil. E muito menos entregar sua banca central (nacionalizada em 1949) ao poder privado internacional, como assim parece quer fazer o Brasil… Enquanto não solucionar esse aspeto, Índia, não vai virar de tudo para o Ocidente, apesar da sua rivalidade, mesmo militar, com a China…

A Índia estaria mais cómoda numa posição intermédia. Se o Brasil cria-se um governo nacional (por cima de rivalidades políticas, com participação de todos os setores) fora do controlo dos EEUU… Então uma aliança Brasil Sul-África- Índia, criando um novo polo não-alinhado, seria de grande agrado para o nacionalismo indiano. E seria magnífico para o mundo, ao abrir um terceiro polo equilibrante, em meio da dous em disputa. Ai, mesmo em caso de quebra da União Euoropeia poderiam encaixar os povos da Península celtibérica…

Na ilusão dos ilusos

Para aqueles que ainda acreditar que Donald Trump, vai drenar o pantâno, tirando o poder das famílias que controlam os Estados Unidos; lembrar: O ex- sócio de Jared Kushned, genro de Trump, é o mesmo George Soros. Agora sócio do irmão de Jared, devido a imcompatibilidade de este, ao incorporar-se ao gabinete presidencial. Trump segue tendo bom relacionamento com a família de banqueiros internacionais Rotchailds. Aqueles que salvaram, o hoje Presidente, da bancarrota, ao falir seu Casino Taj Mahal. Por certo Wilbur Ross, achegado e antigo trabalhador da família Rotchailds, agora está no gabinete Trump; é fora o encarregue de sacar a flote o Casino… E para muitos analistas Soros, simplesmente é uma cara mais popular do poder dos Rotchailds.

Para aqueles que acreditem o actual Presidente Norte-Americano, vai vencer o mal; saibam que recentemente Anonymous vem de relacionar o Mandatário da Casa Branca, com os escândalos sexuais na ilha de Jeffrey Epstein…

Rupert Murdoch, magnata da Fox, aliado de Trump; tentou em 2011 fazer-se com a totalidade das acções da British Sky Broadcasting (BSkyB), numa iniciativa que visava dominar o poder mediático dos 5 continentes.

Por meio do domínio das Televisões, jornais e médios digitais da Grã Bretanha, EEUU e Austrália, Murdoch pretendia ter o controlo do imaginário coletivo do mundo.

Mark Zuckerberg, de Faceboock, hoje aliado do Presidente Trump, em Abril de 2018, teve de comparecer no Congresso do Estados Unidos, para reconhecer o mau uso feito por sua empresa com os dados 87 milhões de usuários…

Junto ao agora novo apoiante de Trump, Jamie Dimon, presidente de JP Morgan, associado da banca internacional globalista, promotor do controlo da moeda e dos Estados através da dívida… Não aparenta, ser este, o melhor exemplo do bem, da moral e da ética. Nem do anti-globalismo…

Acordar os de abaixo

Enquanto nós pelexamos por eles, em oposição ilusória. ..Ganhe quem ganhar eles sempre vencem.

Nenhum poder no Topo, põe os ovos numa única cesta. Por baixo da pirâmide o confronto esquerda – dirieta, cristão – muçulmano, budista ou confucionista, permite o recuo e avanço, preciso para evoluir, para o bem ou para o mal, depende das ações e decisões concretas de cada momento… Em estes atritos a guerra física, pode em qualquer momento acontecer, sobre todo em faixas de fricção, entre as potencias.

Por riba o poder equilibrante. Se fizermos uma figura de triângulo equilátero, na base a fricção, que permite em contraste a evolução (em tempos de guerra, violenta); no cimo as famílias do controle, puxando os fios, de ambos lados; como poder equilibrante (que chega para firmar a paz, e a nova ordem e normativa, sempre favorável aos poderosos). Eles comandam, nós pomos os mortos… Sendo que em tempos que rumamos para mais poder totalitário e menos democracia, a Elite no Topo, importa-lhe pouco mandar, por meio da Corporações ou do Estado.

Acordar desse sonho, seria um grande passo para a humanidade. Saber, que no final, haverá governo mundial, outro grande passo a maiores. Lutar por um governo global, de confederação dos povos; ao invés dum governo para elite e por elite… É realmente a verdadeira luta dos povos.

Mas este bom governo, não poderá ser feito, sem antes não evoluirmos nossa consciência, desde a guerra – confronto, a colaboração – ajuda mútua. Garantindo tanto o bem-estar coletivo, como livre arbítrio. Evitando nos vendam anular o bem comum para garantir o falso poder do individuo; ou anular a individualidade para vender-nos um falso bem comum. Pois ambos não funcionam se um não potencia ao outro. Unido assim, na prática, o liberalismo com o socialismo. Pois não existe progresso sem conservação, nem conservação sem progresso… União, algo que as elites querem em confronto, luta, guerra, evitar… Para assim, manobrando por cima, nos dous lados, eles criar os problemas, e a vez, ser a solução aos mesmos…

Que a paz, como caminho, seja no teu coração aceite.

E agora, prestai atenção, vós, os ricos! Chorai e arrependei-vos, porquanto desgraças haverão de cair sobre vós. Vossas riquezas apodreceram, e vossas roupas finas desvaneceram, roídas pela traça. Vosso ouro e vossa prata, todos estão oxidados. E a ferrugem deles testemunhará contra vós e, assim como o fogo, vos devorará a carne. Tendes acumulado bens demais nestes últimos tempos.Eis que o salário dos trabalhadores que ceifaram os vossos campos e que vós, desonestamente, deixastes de pagar está clamando por justiça; e tais clamores chegaram aos ouvidos do Senhor dos Exércitos” (Tiago, 5).

Artur Alonso Novelhe

Artur Alonso Novelhe

Galego, mas nascido no México, é diplomado pela Escola Pericial de Comércio de Ourense. Exerce como funcionário do Serviço Galego de Saúde do Governo da Galiza. Publicou várias obras de poesia e colabora habitualmente com diferentes publicações, entre as quais o PGL. É sócio da Associaçom Galega da Língua (AGAL) desde os meados dos anos 80 e académico da AGLP.
Artur Alonso Novelhe

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