No final haverá guerra?



Só é difícil para quem não quer” (Alexandro Aparecido de Oliveira)

Necessidade do Centro Irradiador

O enigma dos Centros Geográficos de Poder momentâneo, ligado a necessidade duma civilização, que mantenha em pé, a casa da humanidade, é ainda, a dia hoje, um dos mais profundos secretos, velados à humanidade. O máximo que podemos intuir é a necessidade dum centro que ordene, por cima do marco das tendências entrópicas de concorrência, guerra pelos recursos, que todavia vivencia nossa humanidade. Humanidade ainda muito pouco evoluída, com a consciência focada no ter, ao invés do ser. Impedindo seus comportamentos praticar a Ajuda Mútua. Dominada ainda a ânsia de rapina e predação, que nos leva acompanhando milénios.

Quando esse centro civilizacional cumpriu seu ciclo, e está prestes a cair – ruir, um novo centro civilizador deve ser erguido, para evitar a queda no caos. Aproveitando, como a ave fénix, os nutrientes do centro em queda (sementes validas do velho paradigma); cria um novo paradigma evolutivo, mais acorde com a nova tónica a vibrar já dentro da renovada humanidade. Os karmas criados pelo velho centro, devem ser pagados. O destino dos antigos habitantes daquele centro em queda, tem muito a ver com esse karma (causas e efeitos, criadas durante o seu domínio imperial). Também o futuro karma (ajuste de lei universal) do novo centro, terá muito a ver com magnanimidade ou falta de humanidade, que este tiver no novo desempenho de seu domínio.

A necessidade de um sistema organizado, dentro do anti-sistema da guerra, que ainda experimenta, para sua desgraça à humanidade, faz preciso o ressurgir dum novo centro civilizatório. Quando isso não acontecer, como na Queda de Roma, uma idade obscura encobre toda aquela região, continente ou bem todo o planeta. Assim, como exemplo, até a Instauração do Centro Carolíngio na Europa, e o surgimento do Centro Civilizatório Islâmico (que recolheu as boas sementes greco-romanas, e orientais), o mundo rumou na “época dos senhores protectores” e os pequenos feudos, em guerra permanente…

O centro irradiador de energia, constrói um círculo de poder, que organiza e dá pautas (paradigma sobre o que sustenta seu cetro), à nova sociedade. Os estudos de Cosmo génese dos brasileiros, Pietro Ubaldi ou Robertol Luciola, entre outros, são muito importantes para entender as dinâmicas de organização dos Centros de Poder Material, dentro do marco da Lei natural e Universal. Assim, como os ciclos de ascendência e decadência dos mesmos.

Não respeitando as Leis da natureza, esses centros tem pouca hipótese de manter-se no tempo. Precisamente em ciclos decadentes, a entropia inerente ao paradigma geral de guerra (sobre o que se assentam os paradigmas civilizacionais dos domínios terreais), traz consigo que no final do periodo de dominação dum determinado poder, a separação e contradição com as leis da natureza vaia em aumento. Aumentando, a sua vez, a separação dos indivíduos e suas sociedades com o ecossistema.

Precisamente em ciclos decadentes, a entropia inerente ao paradigma geral de guerra (sobre o que se assentam os paradigmas civilizacionais dos domínios terreais), traz consigo que no final do periodo de dominação dum determinado poder, a separação e contradição com as leis da natureza vaia em aumento. Aumentando, a sua vez, a separação dos indivíduos e suas sociedades com o ecossistema.

Isto está acontecer agora, neste tempo, de queda do Poder Global Ocidental e seu último paradigma de controlo (o Norte-Americano, surgido trás a II Guerra Mundial). Com a complicada situação, de ainda não existir nenhum centro emergente, que possa substituir ao Poder Global Ocidental – com seu Eixo Central Norte-Americano, Britânco e Israelense, ainda no comando.

Necessidade do Surgimento dum Novo Centro

O Centro de Poder Ocidental ligado ao pequeno Ciclo de Domínio Mercantil, está em decadência.

Sendo que com a queda sistémica do pulmão financeiro ocidental, em 2007-2008, agora estamos assistir a uma tentativa de demolição programada, que evite o Colapso Sistémico e o caos inerente em um mundo, muito inter-dependente. Nesta difícil fase, temos também a mudança da humanidade do pensamento racional (cujo momento mais álgido foi o “Iluminismo”) a favor da nova face da activação do pensamento intuicional (como já explicamos em anteriores artigos, 5 mudanças vem em cerne).

As próprias dinâmicas da revolução científico – tecnológica, que traz consigo revolução económica e revolução social, não permitem mais seguir caminhando nos limites da racionalidade. A mesma informação em pacotes virtuais telemáticos, junto a mesma revolução da física quântica (de inícios do século XX), em plano desenvolvimento no século XXI, empurram em esse sentido… Também os desafios da robótica, nos encaminham a esta transição, junto a mudança dum sistema capitalista, para um novo sistema de Poder Cívico ou Ciclo dos Cidadãos… O capitalismo morreu.

A decisão final das elites norte-americanas de ascender a Donald Trump, ao poder, supõe a quebra da tentativa do domínio bancário ocidental mundial, baseado na globalização financeira. China estava a ganhar a batalha nos mercados abertos de expansão do capital, ultrapassando o limite mercantil de fábrica do mundo (que lhe fora planificado pela elite financeiro global), entrando a concorrer e obrigar Ocidente a recuar, no seio do seu controlo mundial: as finanças: deixando espaços valeiros, para tentativa chinesa de expansionismo subtil.

A decisão final das elites norte-americanas de ascender a Donald Trump, ao poder, supõe a quebra da tentativa do domínio bancário ocidental mundial, baseado na globalização financeira. China estava a ganhar a batalha nos mercados abertos de expansão do capital, ultrapassando o limite mercantil de fábrica do mundo (que lhe fora planificado pela elite financeiro global), entrando a concorrer e obrigar Ocidente a recuar, no seio do seu controlo mundial: as finanças: deixando espaços valeiros, para tentativa chinesa de expansionismo subtil.

Evitada a guerra civil, entre patriotas e globalistas, nos EEUU; quanto menos no seu aspecto mais físico e virulento. Alcançado um acordo entre tecnocratas que apoiam Trump, e mesmo globalista como Bill Gates (que agora elogia o novo tratamento anti-covid, praticado ao Presidente). Minimizado habilidosamente o expansionismo chinês, que estava a substituir subtilmente o velho expansionismo, e consolidação do poder global ocidental. Acreditamos as vindouras eleições, sejam um simples convencer a cidadania (desiludida do Yes We Can, de Obama), do retorno a uma suposta tradição Puritana Americana (com o novo engano do “American First and Great Again”, que virou também livro viral, da autoria de Myrian Witcher). Mesmo ganhando Biden, hipotesse menos paussível, já não pode ser virada a folha de rota anti-golobalizadora.

NOVAS ALIANÇAS

Assim que a elite americana, em seu conjunto, ruma agora ao encurralamento da China (com um primeiro e firme passo, de encerramento dos mercados livres). A pressão militar económica, via sanções direitas ao Eixo China, Irão e Rússia; e as ameaças e pressões políticas, para que terceiros países rejeitem sua aliança comercial e financeira com a China, vão em aumento. Conformando, aos poucos, um enquadramento em dous eixos: o Ocidental, capitaneado pelos EEUU e o Oriental, com a aliança de sobrevivência entre China, Rússia e Irão.

A agenda globalista anti-russa, e a ideia da táctica da “anaconda” do Império Britânico, para conter em início ao gigante russo – e depois ir apertando os anéis da serpente ate estrangular o Império do Urso, segue em vigor. Como demonstram as crises simultâneas, perto das fronteiras da Federação Russa, como a de Bielorrússia, Quirguistão, e a nova escalada militar entre Arménia e Azerbaijão. Crises que são aproveitadas a nível geopolítico pelo poder ocidental, seguindo o velho esquema dos globalistas. Ao tempo que a este esquema se une a visão dos patriotas, agora virados tecnocratas, de guerra comercial contra China. Isso aparenta ter selado um pacto, nas cúpulas de poder ocidental, apesar da retórica belicista entre democratas e republicanos, a causa da disputa eleitoral.

A aliança poderosa de segurança defensiva entre Índia, Japão, Austrália, EEUU e Grã-Bretanha (cuja saída da União Europeia reforça seu papel dentro da Commonwealth) facilita pôr entraves ao desenvolvimento e expansão alternativa da China.

A aliança poderosa de segurança defensiva entre Índia, Japão, Austrália, EEUU e Grã-Bretanha (cuja saída da União Europeia reforça seu papel dentro da Commonwealth) facilita pôr entraves ao desenvolvimento e expansão alternativa da China.

No entanto a índia, de momento não vai rumar a um acordo mais estreito, devido a desconfiança do Poder Ocidental, via Corporações Multinacionais, possa tomar controle do seu território. Dai que a aliança militar com a Rússia siga vigente, o que lhe permite ainda a Moscovo, uma pequena margem de manobra, para tentar criar certas pontes entre China e Índia, dentro dos BRICS. Esta organização agora com o novo Brasil de Bolsonaro e a Índia, ressuscitando as velhas polémicas com a China, muito debilitada.

O BRICS, praticamente sobrevive em modo avião, sobrevoando futuros cenários de futuras alianças.

A inicial associação diplomática Brasil, EEUU, Japão, de defesa de valores comuns na Ásia e América Latina, vai encaminhada também ao encurralamento sucessivo da China. Tentantiva de afastar o gigante asiático destes territórios, fechando-o nas suas fronteiras.

As pelejas pela hegemonia global, estão sendo travadas em todos os planos. Energético, com a disputa do Nord Stream 2, entre Alemanha e a Rússia (com Washington a pressionar, e o suposto envenenamento do líder opositor russo, aproveitado para tentar travar este projecto). Também com a procura de alternativas russas, com o projecto do turkstream, como via segunda… Entre outros.

A guerra energética é vital, pois a energia é um dos pilares sobre os que se sustenta o poder hegemónico. As rotas de abastecimento são o segundo grande aspecto no jogo. Travar as novas rotas da seda chinesas, pelo Pacifico-Índico- Atlântico; pelo Ártíco-Atlântico Norte; e pelo Pacífico Oriente-América do Sul e Norte, é de vital importância, para obtençao dum domínio total ocidental. Em caso de pressão excessiva sobre China e Rússia, a guerra poderia estar mais cerca. O mesmo ao contrário. Mas no pior deste cenário, todos os estrategas sabem, que aquele que iniciar uma guerra, por causa de seu estrangulamento, perde a grande carta do agredido – Tornando-se na publicidade de guerra global, como o Monstro Agressor.

A guerra económica está no tabuleiro muito presente. A China, que já tem preparado seu mercando interno, no caso de ter que encolher sua expansão. No entanto, seu governo, acaba de abrir outra linha mais para o exterior – ao comerciar mais agressivamente seus bónus soberanos. Recebendo em trocas 34 mil milhões de dólares. O enfraquecimento do dólar como moeda de referência global, de momento pode aguardar, ante a necessidade de liquidez, em tempos de confronto geopolítico. A moeda digital chinesa, em cerne, junto a ao rubro digital russo, vão em essa linha, de abertura aos mercados globais, e tentativa de criar fendas, no cerco ocidental; além da concorrência neste mercados, faz apenas umas décadas de propriedade praticamente ocidental.

A manobras pelo controle hegemónico

As manobras da elite ocidental, apesar de ter de desapegar-se do globalismo, demonstram que ainda em decadência, segue a comandar o mundo. O talão de Aquiles, é, que em tempos de demolição sistémica, as alianças são fragueis e em contínuo movimento. A mesma União Europeia, ainda dominada pelo poder financeiro, ontem globalista, hoje tecnocrata; sabe que a sólida união ocidental, está precarizada, com a Grã-Bretanha e os EEUU, procurando sua sobrevivência. Aconselha esta situação a não ter uma política demasiado agressiva com a Rússia, apesar das sanções decorrentes de vários incidentes. E a Rússia sabe disso, e está jogar muito bem e pacientemente suas cartas.

Alemanha que tenta ser o centro da Europa, fica balançada como pode entre o emergente poder Euro-Asiático, que oferece um corredor geoestratégico de Lisboa a Vladivostoque e, o poder ainda dominante Anglo-Israelense. Ao tempo que a OTAN manobra perto das fronteiras russas, e ambas forças militares fazem músculo, em diversos e variados exercícios, nas fronteiras.

Com os sempre tensos históricos maus relacionamentos ucraniano – polacos – bálticos e russos.

De outra parte, na Europa existem também interesses, cujas alianças com o Kremlin, nao deixam de ser produtivas.

Um bom efeito da chegada da Administração Trump, à Casa Branca, para o Poder Ocidental anglo-estado unidense, tem sido quebrar na Europa a “4ª Via Política de Alexander Dugin”, e sua aliança pardo – vermelha, tirando partidos como os de Orbán, na Hungria e Le-Pen na França, da amize com o Kremlin. Mesmo na Espanha a midia alternativa de extrema direita, passou de publicitar a Rússia de Vladimir Putin, como exemplo a seguir; a inimigo declarado, após sua nova aliança com o sector internacional da direita encabeçada por Trump.

A guerra das vacinas em tempos de pandemia, também tem esse carácter geoestratégico: em jogo milheiros de milhões de dólares para as farmacêuticas anglo-americanas ou para as russo – chinesas.

Sem tirar do tabuleiro, a sempre inteligente tendência de influenciar, bem seja pelo prestígio científico, tecnológico, militar ou cultural, para tentar compor alianças diversas.

O anúncio da vacina russa, apesar da campanha publicitária em contra, é um ganho geoestratégico inicial, que veremos que percurso pode ter. Precisamente a campanha em contra, tem por objectivo, minorar esse primeiro efeito ganhador.

No entanto, a batalha mais importante dos nossos dias é a guerra tecnológica. Com EEUU dominando o mercado dos semicondutores, dos quais depende Beijing. E China dominando a tecnologia 5G e a Inteligência artificial.

Dai a China, estar a trabalhar fortemente em desenvolvimento dos nacional dos seus semicondutores e Washington, na tentativa dum novo modelo 5G, alternativo ao de Huawei.

Travar o acesso de China aos mercados tecnológicos, é uma forte premissa da administração Trump, para seguir mantendo uma vantagem comparativa.

A batalha mais importante dos nossos dias é a guerra tecnológica. Com EEUU dominando o mercado dos semicondutores, dos quais depende Beijing. E China dominando a tecnologia 5G e a Inteligência artificial. Dai a China, estar a trabalhar fortemente em desenvolvimento dos nacional dos seus semicondutores e Washington, na tentativa dum novo modelo 5G, alternativo ao de Huawei. Travar o acesso de China aos mercados tecnológicos, é uma forte premissa da administração Trump, para seguir mantendo uma vantagem comparativa.

A guerra pela carreira espacial, segue a ser de vital importância. E China quer situar-se no espaço, com a força suficiente para não ficar fora da história futura. Rússia, segue a contar com aquela tecnologia herdada da URSS, que a faz uma das grandes potencias no jogo. E segue a ser o país do mundo que mais engenheiros achega por ano, a seu desenvolvimento militar e espacial. Apesar da ridicularização da mídia ocidental a Rússia é um parceiro forte, no campo científico-tecnológico.

Mudança de paradigma

Assim as cousas, e a apesar das batalhas eleitorais, e guerras internas desenvolvidas dentro dos EEUU; ganhar quem ganhar nas próximas eleições, o plano está já bem implantando, para que quais quer dos dous candidatos a Presidência, continue pelo caminho marcado. Mesmo apesar de Henry Kisinguer, advertir, que de continuar por essa senda, o mundo poderia entrar em uma espécie de “Problema Sarajevo”. Em alusão ao acontecido antes da 1º Guerra Mundial; efeitos concatenados, por decisões de luta hegemónica e modelos civilizacionais (guerra entre os velhos Impérios e o centro financeiro britânico), que finalmente desencadeou o conflito. Atentando em Sarajevo, em 28 de Junho de 194, ao arquiduque Francisco Fernando de Áustria e a sua mulher.

Kisinguer, segue acreditando na aliança China EEUU, retirando China da aliança com Rússia, ser a solução a manutenção da hegemonia global Norte-Americana. Plano, elaborado a finais do século passado, pelo assessor presidencial Zbigniew Brzenzinski. Outros autores, sinalizam ao invés uma aliança, com a Rússia, que deslocara China do mapa geopolítico, seria o mais acertado…

Mas devido as dinâmicas em que estamos imersos (que já começaram na Administração Obama, com os primeiros pacotes para travar o expansionismo comercial chinês), ambas alternativas, de momento estão engavetadas. E a pressão sobre Rússia, China e Irão, achega mais todavia a estes parceiros por necessidade.

Com o fecho aos mercados abertos. Imposição por pressão de acordos bilaterais comerciais, a globalização encerra. O capitalismo financeiro, que nos anos 90 (após a queda da União Soviética) tomou conta do mundo, com o controlo do poder das finanças por trás dos estados, transforma-se em uma aliança corporações – estado. No caso ocidental com predomínio das Corporações e dos centros de Poder Tecnológico Privado, e no caso Russo-Chinês com mais controlo do Estado sobre as Corporações Privadas. Abrindo, o lento caminho de mudança do velho modelo mercantil, ate um novo modelo de sociedade civil. No caso do Ocidente, com primaria do individual sobre o coletivo; no caso do oriente, com focagem no coletivo sobre o individual. Assim. em recente reunião do Presidente Xi Jinping, com os Presidentes das Corporações Privadas mais importantes da China; o mandatário fez finca-pé na necessidade dum forte nacionalismo empresarial ao serviço da nação e do Estado.

Em estas dinâmicas a velha luta esquerda e direita, que marcou a agenda global do século XX, está sendo transformada pela luta civilizacional, oriente – ocidente, na procura do novo paradigma global, que comandará a nova humanidade, a viver num mundo mais mediatizado pela tecnologia. Com seus desafios, para bem e para o mal. A agenda verde 2030 da ONU, e a encíclica papal Laudato si, de 24 de maio de 2015, marcam a viragem em esse caminho – da nova revolução verde.

MOVIMENTOS PARA GANHAR POSIÇÃO

Todos os atores principais se movimentam para ganhar posições no mundo.

Com uma forte tendência para os gastos de defesa, por si a guerra eclodir. Mas também com amplas ofertas de parcerias e luta de agencias de inteligência, para ganhar aliados, em todos os cantos do mundo. No caso de haver um acomodo global, negociar o mesmo em base a uma posição de força.

Rumamos a um Governo Mundial, que chegará em seu dia, houver ou não guerra. A guerra total, pode virar em destruição termonuclear, por isso a prudência de todas as partes em tensionar muito a corda, é um fato marcado pela sobrevivência. No entanto a necessidade posicionar-se, por cima do rival, na carreira pela supremacia, pode gerar causas, que podem levar aquele “Efeito Sarajevo” apontando por Kissinger.

Uma forma de evitar esta tendência, seria a de existir uma terceira Via de Países Não Alinhados, que pudessem fazer de contrabalanço, em esta altura tão difícil. Em esta encruzilhada de confronto e inestabilidade. Mas, lamentavelmente, não existe tal. Índia, ruma entre duas aguas e Brasil, que poderia ser o grande candidato a comandar esta terceira via, não tem coesão política interna suficiente. Brasil além disso não soube rumar ou ainda não teve tempo de amadurecer, para rumar pela senda que lhe permitisse criar um modelo económico, cultural e científico-tecnológico com independência política. Brasil ainda é um país novo e formação, enquanto Índia, China ou Irão, representam culturas milenares e Impérios antigos, agora inovando com outras vestes.

Assim que pelo de agora a melhor hipótese para paz, passa por que as zonas de fricção, onde se joga parte do destino do mundo, como Oriente Meio, o mar da China e o Cáucaso; não ecludam em guerras descontroladas, e na hipotes menos apetecível, concatenadas umas com as outras.

Assim que pelo de agora a melhor hipótese para paz, passa por que as zonas de fricção, onde se joga parte do destino do mundo, como Oriente Meio, o mar da China e o Cáucaso; não ecludam em guerras descontroladas, e na hipotes menos apetecível, concatenadas umas com as outras.

Mesmo aparentando estes cenários ficar longe do Ocidente, e muitos podem ter a ideia, de que uma guerra nessa região não afetaria a América e a Europa; resulta de cegos, não poder ver as implicações dum mundo a cada hora, que passa, mais interdependente.

Com a consciência da humanidade, ainda muito focada na energia da guerra, somente um trabalho, desde a base ate o cimo da Pirâmide Social, em educação de colaboração e paz, podem ter, no longo prazo, uma mudança radical da nossa combativa psique.

E esta mudança, começa por nós mesmos, e nossas agressivas atitudes diárias. Instruir-se para fomentar na família, no trabalho, na sociedade, o dialogo honesto, aberto e a lealdade aos pactos, é o primeiro e grande passo em favor de esta ética mudança.

Os 7 pilares da antiga sabedoria: Ética, Humanidade, Educação, Disciplina, Conhecimento, Integridade e Honestidade; ainda não foram alcançados, pelas nossas desenvolvidas tecnologicamente sociedades.

A oportunidade de mudança

Mas a pedra do fundamento para conseguir, as sociedades atingir, estes níveis de mudança e evolução da consciência individual e coletiva, é precisamente: o Autocontrolo

Sendo o Autocontrolo a pedra fundacional de toda futura sociedade aberta, harmoniosa e recíproca colaboração. Sociedade sonhada, em favor, dum objetivo: a paz interior, refletida no exterior. Somente conseguindo a pacificação interna, poderemos abandonar o caminho do combate, guerra. Somente atingindo o amor por nós mesmos, conseguiremos trabalhar para acalmar nossos medos. Somente tendo esse amor, poderemos dar-lho aos outros.

Sendo o Autocontrolo a pedra fundacional de toda futura sociedade aberta, harmoniosa e recíproca colaboração. Sociedade sonhada, em favor, dum objetivo: a paz interior, refletida no exterior. Somente conseguindo a pacificação interna, poderemos abandonar o caminho do combate, guerra. Somente atingindo o amor por nós mesmos, conseguiremos trabalhar para acalmar nossos medos. Somente tendo esse amor, poderemos dar-lho aos outros.

O caminho, para chegar essa sociedade da paz, da justiça e do bem, será longo, duro, cheio de quedas. Grande o sacrifício individual e coletivo, terríveis ainda as experiências, ate reconhecer que as cadeias com que atamos àqueles que dominamos também nós atam a nós. Com muito confronto ate ser capazes de ver, que a destruição que provocamos nos outros, cria a nossa própria ruína. Que os humanos que explorámos, dos quais abusamos ou enganamos, criam nossas causas insanas. Sem saúde a vida torna-se infeliz, sem felicidade, sem honestidade, sem dignidade, o amor foge para sempre.

O caminho será longo, as provas duras… Mas não existe outro caminho…

Nós existimos em um mundo com certas leis, e ao violá-las somos punidos com um ambiente e uma sociedade corrompidos, e com nossa própria corrupção. Além disso, por serem as leis da natureza interconectadas, ao quebrarmos uma delas podemos causar sobre nós uma inesperada e severa turbulência provinda de uma diferente direção” (Rav Michael Laitman, em “Conceitos Básicos de Cábala)

Abandonar a guerra dentro de nós, nos levará com certeza, a abandonar a guerra contra a natureza. Ela é a a mãe que nos presenteia com o corpo, nos dá o alimento, cura nossa sede, nos cuida e proprorciona abrigo. Mas se seguimos a provocar sua ira, tal vez algum dia, ela será obrigada a dar-nos aquela terrível lição, que por profunda ignorância e apego ao mal, tanto estamos precisando.

Enquanto isso não acontecer, da mudança em favor da paz, sempre há tempo.

Não encontre pequena sua achega a paz, não ache diminuto o contributo, mesmo sendo somente o seu. Não se desanime ao ver tanto mal a seu redor. Lembre, que Gandhi, afirmava que quando uma pessoa dá um passo em favor da paz, toda a humanidade dá um passo em favor da paz. E o maravilhoso do poder de transformação humano é precisamente esse: que esse passo, pode ser dado agora, pode ser dado hoje.

Artur Alonso Novelhe

Artur Alonso Novelhe

Galego, mas nascido no México, é diplomado pela Escola Pericial de Comércio de Ourense. Exerce como funcionário do Serviço Galego de Saúde do Governo da Galiza. Publicou várias obras de poesia e colabora habitualmente com diferentes publicações, entre as quais o PGL. É sócio da Associaçom Galega da Língua (AGAL) desde os meados dos anos 80 e académico da AGLP.
Artur Alonso Novelhe

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  • https://descochandoargalhadas.blogspot.com conavirus

    Muito interessante, acertada, e longuíssima, reflexom. Acho acaído acrescentar porém que, com efeito, a «tentativa de demolição programada» pra evitar o «Colapso Sistémico» explica mui bem as últimas decisões politicas tomadas a respeito dessa falsa pandemia. Estamos a asistir a um assalto à propriedade e à capacidade das persoas pra se ganharem a vida no sistema existente, roubando-lhes o trabalho e poupanças que venhem de várias gerações atrás. É um espólio programado, servindo-se em parte do suborno dos servidores do estado que dependem dum ordenado dele. Facilitado através da propaganda do medo e lavagem cerebral a propósito dumha inexistente pandemia.

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    «Também os desafios da robótica, nos encaminham a esta transição, junto a mudança dum sistema capitalista, para um novo sistema de Poder Cívico ou Ciclo dos Cidadãos… O capitalismo morreu.»

    Belido conto de fadas, sim.

    A robótica nos diz que pra dominar num estado, numha guerra, nom é necessário já a força demográfica. Acrecentado isto à manca do sistema capitalista pra criar empregos e rendimentos pra todos, ao colapso ecológico criado por essa manca, e entom a consequência inevitável é que as elites já nom precisarám da sua povoaçom de escravos. Daí o precisarem reduzir a povoaçom a um número, segundo eles mesmos já solenemente declarárom, de cinco centos milhões.

    E como vam conseguir essa reduçom populacional? Através das vacinas. Elas som o cavalo de troia, o seu escopo é o de nos tornarem fracos e dependentes, finalmente nos estirilizar. Outramente, através de guerras horríveis. Pra ambas hipóteses nom faltam nem psicopatas nem idiotas úteis …

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    «Em alusão ao acontecido antes da 1º Guerra Mundial; efeitos concatenados, por decisões de luta hegemónica e modelos civilizacionais (guerra entre os velhos Impérios e o centro financeiro britânico), que finalmente desencadeou o conflito. Atentando em Sarajevo, em 28 de Junho de 194, ao arquiduque Francisco Fernando de Áustria e a sua mulher.»

    Esse conflito foi planejado com toda a paciência, aleivosia e criminalidade pola elite anglo-americano-judia, e nom foi o simples resultado da rivalidade entre impérios, tal como nos «ensinam» nos livros de história. Ler este livro: «Hidden History: The Secret Origins of the First World War»:

    «Hidden History uniquely exposes those responsible for the First World War. It reveals how accounts of the war’s origins have been deliberately falsified to conceal the guilt of the secret cabal of very rich and powerful men in London responsible for the most heinous crime perpetrated on humanity. For ten years, they plotted the destruction of Germany as the first stage of their plan to take control of the world. The assassination of Archduke Franz Ferdinand was no chance happening. It lit a fuse that had been carefully set through a chain of command stretching from Sarajevo through Belgrade and St Petersburg to that cabal in London.

    Our understanding of these events has been firmly trapped in a web of falsehood and duplicity carefully constructed by the victors at Versailles in 1919 and maintained by compliant historians ever since. The official version is fatally flawed, warped by the volume of evidence they destroyed or concealed from public view.

    NB- este livro segue um método rigoroso, com citações das fontes dadas. Segue no ronsel do trabalho do professor Carrol Quigley.

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    «Em estas dinâmicas a velha luta esquerda e direita, que marcou a agenda global do século XX, está sendo transformada pela luta civilizacional, oriente – ocidente, na procura do novo paradigma global, que comandará a nova humanidade, a viver num mundo mais mediatizado pela tecnologia. Com seus desafios, para bem e para o mal. A agenda verde 2030 da ONU, e a encíclica papal Laudato si, de 24 de maio de 2015, marcam a viragem em esse caminho – da nova revolução verde.»

    Acho que a loita mais ou menos latente ou aberta «Oriente-Ocidente» nom pode apagar o maior peso relativo da dinámica «Elites globalistas-escravos» que estamos a viver. As agendas ecológicas som apenas um conto pra ir levando a gente ao cortelho, tirando-nos liberdades e roubando os mercados e meios aos pequenos capitalistas independentes. A ONU e a Igreja som agentes globalistas, sempre o fôrom.

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    «Com a consciência da humanidade, ainda muito focada na energia da guerra, somente um trabalho, desde a base ate o cimo da Pirâmide Social, em educação de colaboração e paz, podem ter, no longo prazo, uma mudança radical da nossa combativa psique.

    E esta mudança, começa por nós mesmos, e nossas agressivas atitudes diárias. Instruir-se para fomentar na família, no trabalho, na sociedade, o dialogo honesto, aberto e a lealdade aos pactos, é o primeiro e grande passo em favor de esta ética mudança.»

    Acho que tal mudança nom está a se dar, nem se dará. Porque pra mudar um mundo baseado no domínio e no controlo, na escravidom, som necessárias duas componentes ao mesmo tempo: a persoal, espiritual e introspetiva, por umha banda, e a social, militante e construtiva por outra. Temos caminhos marcados pra primeira componente, por exemplo os guru espirituais como Eckhrt Tolle. Igualemte prà segunda, por exemplo os proponentes e ativistas da democracia direta. Mas sem a coordenaçom de ambos nom se poderá virar o rumo da humanidade, e essa coordenaçom é, por natureza, impossível, excluente. Um Eckhart Tolle renuncia a saber o que se passa no mundo no plano socio-econõmico e político, a agir nele, um ativista social nom se resigna à «salvaçom» espiritual. Ambos os dous ignoram-se mutuamente … e o sistema de controlo e domínio continua …

  • https://pglingua.org/index.php abanhos

    o analista Tierry Meisan o exprime assim, a da queda do poder ocidental

    https://www.voltairenet.org/article211301.html