Europa na sua encruzilhada



O desafio chinês

Aproveitamos estas maravilhosas reflexões, do nosso bom amigo Manuel Miragaia, sobre o livro do grande analista galego Xúlio Rios “A metamorfose do comunismo na China”, muito validas para melhor desenvolver a tese deste artigo:

1) É a China atual um país comunista ou capitalista?

Nenhuma das duas coisas. É um país governado por um partido denominado comunista -se calhar ainda mais nacionalista que de esquerda- que depois de Deng Xiaoping combina as grandes empresas públicas, que mantém e faz progredir, com as cooperativas e as empresas privadas, portanto, com uma economia híbrida ou mixta, que lhe permitiu em poucos anos alcançar um enorme grau de desenvolvimento com grandes inconvenientes ambientais e o incremento da desigualdade entre as pessoas, que nos dois casos agora com Xi Jinping se tentam corrigir.

Apesar do seu processo económico atual, o centenário PCCh afirma que não renuncia ao socialismo nem a alcançar o comunismo.

2) A China constitui um claro e exitoso exemplo da substitução da ideologia política, fundamentalmente da mais dogmática, pela praxe baseada nos resultados.

3) A economia socialista “com mercado” que pratica a China põe em questão a viabilidade do marxismo mais ortodoxo e ao colapsado sistema político e económico soviético, como também aos países ocidentais com os seus sistemas económicos capitalistas puros e neoliberais, circunscritos só ao domínio absoluto das empresas privadas, aos que é capaz de ultrapassar em desenvolvimento económico e tecnológico.

A mesma economia norte-americana está hoje em devalo e é o sistema imperial militar (com 800 bases militares) parece insustentável.

Uma economia como a chinesa com o mercado controlado, planificada ou planejada -ainda com planos quinquenais-, com grandes e eficazes empresas estatais nos sectores chave -energia, banca, seguros, telecomunicações-, com propriedade pública e economia privada, parece um modelo imbatível, que ultrapassa com muito à das potenciais económicas ocidentais capitalistas e neoliberais.

4) China demonstrou na prática, tanto na época de Mao Zedong como na atual, que os sistemas políticos se têm de adaptar às circunstâncias de cada país. O Partido Comunista da China nos seus cem anos de história é um claro exemplo em deixar de lado as ideologias quando eram um corsé que impedia o desenvolvimento do país, liberá-lo da dependência doutros países e convertê-lo numa grande potência.

5) Países com partido único comunista no governo, como Vietnã e Cuba, seguem hoje o modelo pragmatista chinês que junta o melhor do yin e do yang, como único modelo que acreditam viável. Está por ver se o país da América Latina será capaz de alcançar o êxito da China não tendo a sua população uma mentalidade confucianista rigorosa e disciplinada.”

Além da mentalidade confucionista (elevada a filosofia imperial) de moralidade pessoal e governamental, relações sociais corretas, justiça e sinceridade (desenvolvidas como relações hierárquicas corretas, justiça com visão de estado e sinceridade a favor do poder)… a inserção recente da ideia taoista de fluência e não fricção, dentro das relações comerciais internacionais, dão um ponto de visão global, de como a China fez seu desenvolvimento económico circular, tornando-se a dia de hoje o maior parceiro comercial do mundo.

Nos inícios dos anos 2000 a China desenvolveu um modelo económico baseado em 4 eixos: produção circular, sistemas setoriais circulares, procura de reciclagem e consumo responsável.

Calcula-se que o mercado de reacondicionamento de produtos com fim de garantia, na China, move uns 30 mil milhões de dólares.

Nos últimos anos, o país, quer modificar seu cartaz de “poluente” apostando pela posta em andamento duma económica verde, local e que mantenha seu esquema circular… Iniciativa também de caráter geoestratégico, para ir devagar, limitando sua grande dependência da energia fóssil, em substituição da energia elétrica…

Na sua procura de reciclagem de resíduos e lixo, as autoridades reconhecem que a população chinesa pelo geral recicla pouco e para mudar essa tendência, tem intenções de criar parcerias com Estados como Espanha, que segundo eles tem uma maior e melhor tradição de reciclagem…

A Iniciativa “Um cinturão uma rota” que na pratica conecta já Oriente Médio, Europa, África e Ásia; junto as rotas marítimas passando pelos oceanos Pacífico e Índico e chegando ao mar Mediterrâneo, mantêm a velha rota terrestre da seda, conectada por comboio ate Madrid. E a rota marítima do Ártico, sempre aberta para Rússia e países nórdicos… Estes caminhos fazem consolidar a China como o grande gigante económico na prática, defrontando Ocidente no 2 tabuleiro geopolítico: o económico.

E resulta tão difícil travar ao gigante asiático, que como temos falado em outros artigos, a mesma saída da presidência, dos EEUU, de Donald Trump e a entrada de Joe Biden, na mesma, tem muito a ver com a perda da guerra comercial do poderoso Império do Tio Sam, contra a China, da filosofia milenar. Os grandes atores económicos dos EEUU, como o Silicon Valery e Wall Street, deram sua confiança a Biden.

A grande atração exercida pelo enorme mercado interno chinês, combinando com o grande gasto em infraestrutura dentro do país, além da sua capacidade de compra no exterior, e fomento de infraestruturas precisas, para suas parcerias comerciais, no estrangeiro; fazem da China, de momento, um terrível competidor ao assalto do tabuleiro de poder económico, financeiro e comercial global. Que de momento ainda sustenta timidamente ocidente, graças e mecanismos como SWIFT e controlo da arquitetura financeira mundial, por parte do poder corporativo privado sediado na City Londrina e Wall Street.

Mas a influência da China em organizações globais como o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial, a Organização Mundial do Comércio (OMC) ou a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a FAO – organização da Nações Unidas para a alimentação e agricultura, vai em aumento. Xangai como novo centro financeiro alternativo, vai ligado à estratégia chinesa de alianças múltiplas no sul global: novas parceiras multilaterais, tais como o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) dos BRICS; o Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB); um Sistema de Pagamento Internacional, alternativo ao Swift; assim como um Centro de Avaliação de Crédito Universal… Dão uma ideia das ambições chinesas e seu verdadeiro poder no nível planetário.

Xangai como novo centro financeiro alternativo, vai ligado à estratégia chinesa de alianças múltiplas no sul global: novas parceiras multilaterais, tais como o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) dos BRICS; o Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB); um Sistema de Pagamento Internacional, alternativo ao Swift; assim como um Centro de Avaliação de Crédito Universal… Dão uma ideia das ambições chinesas e seu verdadeiro poder no nível planetário.

O desafio Russo

A ideia russa do poder euro-asiático situa-se como uma ameaça global à hegemonia ocidental. Um corredor económico, comercial e de intercambios culturais, de Lisboa a Vladivostoque ou Xangai, é a grande e atrativa oferta da Rússia, para situar-se no centro do poder hegemónico global. Assim como um plano formidável, para tirar de vez a estratégia, já iniciada pelo Império Britânico da “anaconda”: estrangulamento da Rússia, exercendo pressão sobre suas fronteiras… Estratégia que a NATO herdou, profundizou e continuou com o fortalecimento das suas bases militares, situadas ao longo de toda a fronteira russa (com maior projeção após a queda da União Soviética – agora menos intensa, trás a retoma do poder pesado russo, com a ascensão de Vladimir Putin).

As lutas pelo controlo da Geórgia, da Bielorrússia, Ucrânia… Assim como a luta interna na Federação Russa, com o apoio de Ocidente ao dissidente Aleksei Navalny tem muito a ver com esta fricção pelo controlo hegemónico.

Mas Moscovo agora tem maior capacidade, também, para tentar influenciar na Europa ou mesmo no EEUU, tentado jogar suas cartas em planos como o Nord Strem II, unindo-se energeticamente a Alemanha. Ou apoiando movimentos de esquerda ou direita, seguindo sua agenda de nova associação pardo-vermelha, ideada por Alexander Dugin.

A próxima cimeira Biden – Putin, tem como objetivo principal para os EEUU, tentar tirar Rússia da sua parceria estratégica com a China (seguindo o proveitoso exemplo Nixxon-Kissinger, que retirando China da União Soviética, nos anos 70, deram um grande passo para sua posterior vitória, Norte-americana, no fim da Guerra Fria). No entanto agora semelha muito mais difícil quebrar essa unidade.

A próxima cimeira Biden – Putin, tem como objetivo principal para os EEUU, tentar tirar Rússia da sua parceria estratégica com a China (seguindo o proveitoso exemplo Nixxon-Kissinger, que retirando China da União Soviética, nos anos 70, deram um grande passo para sua posterior vitória, Norte-americana, no fim da Guerra Fria). No entanto agora semelha muito mais difícil quebrar essa unidade.

O desenvolvimento do armamento hipersónico russo, assim como sua entrada no cenário do Oriente Meio, avançam em conformidade à luta pela supremacia dentro do primeiro tabuleiro geoestratégico global: o militar. Mesmo apesar dos gastos militares dos EEUU, sejam muito superiores aos da Rússia. Mas o mantimento de perto de 800 bases pelo mundo, na velha tática de policiamento global (hoje já com menor efetividade) devoram grandes recursos em Washington.

As advertências de Putin, nos seus últimos discursos públicos, sugerem, conhecendo a discreta diplomacia russa, que o poder militar do Kremlin, não teme um agravamento da situação nas suas fronteiras, e sua solução seria em esta esfera, contundente e rápida… Pelo que o novo armamento da Federação Russa, dá-lhe a Moscovo uma certa tranquilidade, em caso de confronto, para seguir avançando na sua luta, por incrementar sua influência no mundo, mantendo a retórica multipolar, que de concretizar-se em realidade, faria a Ocidente reconhecer seu declínio, e sentar-se a negociar um acordo global, entre iguais. Em esta mesa Rússia, China, Índia, teriam presença. Lamentavelmente para os latinos, o Brasil, não teria de momento uma cadeira.

Assim, que desde inícios do século XX (onde potencias europeias repartiam o mundo, criando fronteiras lineais) até nossos dias de encruzilhadas várias, não tem deixado de mirrar o poder global do Ocidente. Hoje a sua face de declínio não pode ser ocultada. A implosão financeira de 2007-2008, não encontrou alternativa de recuperação: a perda do dólar como moeda de reserva global, aparenta poder acompanhar esta tendência, nun futuro. A alternativa das cripto divisas, clara para uns, opaca para outros, abre uma nova via onde a China, já está a posicionar-se em favor de seu banco central. Enquanto a Rússia tenta seducir a Europa. E a Europa do Leste cria sua “alternativa dos 3 mares” para tentar travar o poder em expansão, tanto Russo como Turco, em aliança com os EEUU. Mas a negação, destes países, a receberem ajuda alemana, de momento, dificulta a posta em andamento de seu projeto, pois os norte-americanos apenas podem achegar fundos a este…

A inestabilidade no Oriente Meio

Desde a declaração Balfour (em 1917), que abria a porta para a criação dum Lar Nacional para o Povo Judeu, na Palestina; dando relevo à visão “sionista” de Theodor Herzl; até a iminente criação do Estado de Israel (em 1947) após a II Guerra Mundial, muitas voltas teve de dar a diplomacia mundial – para dar um solução ao problema do povo judeu. Problema, cuja agenda tinha de vir à tona, devido entre outras cousas ao grande poder económico de muitas famílias judaicas, que durante anos trabalharam a favor do Império Britânico, mais tarde de seus descendentes hegemónicos os Norte-Americanos.

Israel, nascia não sem contestação, e teve de vencer as diversas guerras, que a partir de 1948, se iniciaram com seus vizinhos árabes.

Sua superioridade militar, económica e política, facilitou um assentamento difícil (com pouca profundidade estratégica, pouca distancia dos seus centros de poder a suas fronteiras) graças também a sua aliança com o poder central mundial – EEUU, mas também suas relações “cordiais” durante um tempo com os soviéticos.

Em 26 de março de 1979, selava um acordo de paz com o Egito, que era o início de alianças com o mundo árabe pró ocidental, que permitiria a Tel Aviv, um melhor acomodo na zona.

No entanto, hoje em dia, devido precisamente ao declínio do Poder Global Ocidental, Israel, começa a atravessar por dificuldades, que há anos nem nos seus piores pesadelos podia imaginar.

Novos atores regionais, acordam com força, disputando o espaço de expansão ao Estado Hebreu. A Turquia, de Erdogan, reivindicando a suposta “paz” e estabilidade regional da era otomana, confronta com fúria Israel, apoiando sem reservas os seus “irmãos” palestinianos, em contra do apoio dos seus “parceiros” na NATO, a União Europeia e os Estados Unidos.

Compra mísseis russos, contra o critério norte-americano; ao tempo que subministra material militar ao Azerbaijão, na sua guerra contra Arménia, pelo Nagorno-Karabaj; criando graves problemas à mesma Rússia. Também apoia milícias jihadistas na Síria, complicando a vida ao exército russo…

Israel que ficara muito aliviado em 2013, quando o general Abdul Fatah al-Sisi tinha retirado do poder a Fraternidade Muçulmana de Mohamed Morsi, vê-se agora desafiado outra vez pela mesma Fraternidade Muçulmana de Recep Tayyip Erdogan, e seu projeto de liderança, neo otomano.

Arábia Saudita, que criou uma coligação árabe, aliada do Ocidente, está a ser derrotada no Iémen, por milícias pró iranianas, cujos métodos de guerra, estão a por em causa a pesada e custosa maquinaria militar ocidental, subministrada a Riad.

Tanto Netanyahu como os lideres de Hamas, tornam-se os momentâneos ganhadores do confronto entre ambos. No entanto o Primeiro-ministro Israelita, não pode manter muito tempo a sua ofensiva, sem dar como presente ao Irão uma quebra momentânea nas suas alianças com os países árabes, pró ocidentais. Dado ser o poder persa, quem mais tem trabalhado nos últimos anos, por romper esses laços… Daí o acordo de paz, que não semelha muito firme, dado o governo russo ter ordenado a evacuação dos seus compatriotas. O mais curioso, é que foi o Egito, quem mediou com a Resistência Palestina, para a obtenção do cessar-fogo. Para conseguir tal ponte diplomática, o poder no Cairo, teve de auxiliar-se dos seus inimigos, a Fraternidade Muçulmana.

A aproximação de Qatar a Irão, e o novo acordo comercial do país persa com a China, complicam ainda mais as cousas para o Ocidente e Israel. A destruição da Líbia, facilitou a perda dum inimigo potencial do Estado judaico, mas a guerra em curso, envolve interesses Russos, Egípcios, Sauditas e Turcos, em fricção, nada bom de resolver sem um acordo amplo.

A aproximação de Qatar a Irão, e o novo acordo comercial do país persa com a China, complicam ainda mais as cousas para o Ocidente e Israel. A destruição da Líbia, facilitou a perda dum inimigo potencial do Estado judaico, mas a guerra em curso, envolve interesses Russos, Egípcios, Sauditas e Turcos, em fricção, nada bom de resolver sem um acordo amplo.

No Iraque, a queda inicial de Saddam Hussein, muito boa para Israel, em início, moveu o mapa da região, a favor do Irão, ao obterem a maioria xiita o poder em Bagdá.

O assassinato do general persa Qasem Soeimani, favoreceu realmente os interesses do Ocidente. Mas a intrincada rede de milícias pró iranianas pelo Líbano, Iraque, Síria e Iémen; junto com o problema do Bahrein (com maioria xiita) traz muitas quebradeiras de cabeça a um Ocidente em declínio, e a um Israel, cuja supremacia em todos os campos, aparenta já não ser suficiente para manter um predomínio incontestável na região…

A pressão dos norte-americanos para a desaceleração das parcerias comerciais Israel – China, tal vez não tenham ajudado demasiado ao Estado judaico, ao China estar sempre a procurar alternativas, para manter em pé suas rotas de expansão mercantil…

Os movimentos no mundo Anglo-Saxão

A retirada da Grã Bretanha, da União Europeia, e sua recomposição, no mapa global, em favor da Commonwealth, assim como seus recentes laços geoestratégicos com Austrália, Nova Zelândia, Índia, Japão, Canada e EEUU; mostram às claras a ideia britânica de que o novo poder comercial vira para Oriente. Travar o expansionismo chinês, em detrimento do anterior assentamento anglo-saxão, é para Londres, a tarefa mais importante. Sem esquecer o tradicional inimigo russo.

O projeto sonhado de formação do CANZUK (Canada, Nova Zelandia, Reino Unido e Australia) marca essa linha de trabalho.

Por sua parte os EEUU, não seguindo o anterior conselho de Henry Kissinger de aliança com a China, tentam por um lado manter a pressão comercial (via sanções) a Rússia e China, a sua pressão militar (com capacidade chegado o momento de fechar os mares orientais) e, também sua diplomacia para tentar quebrar a sólida união russo-chinesa, como já analisamos… Enquanto criam parcerias com atores regionais, nas diversas zonas da Ásia, para minorar tanto a expansão russa como chinesa.

Europa com risco periférico

Todo este panorama global situa a EUROPA numa encruzilhada.

Muito dependente da NATO e do poder militar dissuasório norte-americano, sem a formação dum exercito único europeu.

Muito dependente da velha visão de centro atlanticista, hoje em certo modo decadente.

Sem concretizar uma verdadeira união no político e no económico, que dea músculo suficiente, como exercer com uma voz forte, num mundo, a cada vez, mais dominado por atores fortalecidos, tanto na sua economia, sua diplomacia, como nas suas capacidades militares…

Com um flanco sul, no Mediterrâneo, muito vulnerável, como assim se manifestou nas crises migratórias na Itália e Grécia, e recentemente demonstrou na crise política entre Espanha e Marrocos…

Não aparenta um ator global, capacitado para os novos tempos.

E os perigos de desintegração, não estão já num horizonte muito longínquo.

Incapaz de dar solução à tensão cada vez maior das suas populações, após desmontar o Estado de Bem Estar ou Estado Providência, trás a aplicação das politicas neoliberais globalistas em favor das Corporações Privadas, a Europa, navega sem rumo. Pois sua supremacia cultural no terceiro tabuleiro global, está agora relegada. A Longa Caminhada, desde o Renascimento até a Modernidade, passando pela Ilustração, Iluminismo, Vanguardas Modernistas… que deram ao continente uma tónica evolutiva, que permitiu exportar seus modelos culturais ao mundo inteiro; já tem visos de esgotamento.

Outros novos centros civilizacionais estão a ser erguidos, enquanto Europa, permanece no seu sonho parada: entrando em certo saudosismo, inimigo da renovação.

Terá de fazer escolhas muito difíceis, Europa, se quiser permanecer como ator global. Rejeitar a Eurásia, seguir sonhando com o centro Atlântico, sem afirmar uma unidade e independência verdadeira no politico e militar, não parece o melhor caminho.

O mundo anglo-saxão ruma em outra direção. Rússia e China afiançam sua expansão, não sem dificuldades. Mas ante o realismo chinês e a boa diplomacia e poder militar russo, Europa aguarda pela salvação do Grande Irmão da América, que desta vez, pode, com o tempo, perder em nós interesse.

Novos planos têm de ser postos em marcha. Senão a dissolução da União e a virada periférica de seus ex-membros será um fato.

Nos tempos de encruzilhada, há que fazer escolhas firmes, bem estudadas e eficazes…

Artur Alonso Novelhe

Artur Alonso Novelhe

Galego, mas nascido no México, é diplomado pela Escola Pericial de Comércio de Ourense. Exerce como funcionário do Serviço Galego de Saúde do Governo da Galiza. Publicou várias obras de poesia e colabora habitualmente com diferentes publicações, entre as quais o PGL. É sócio da Associaçom Galega da Língua (AGAL) desde os meados dos anos 80 e académico da AGLP.
Artur Alonso Novelhe

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