PGL – Mais dos 75% do alunado de segundo ciclo do ESO, ciclos formativos e bacharelato superior, terám apoiado a greve estudantil convocada para ontem, 26 de Novembro, para pedir o cumprimento do decreto da galeguizaçom do ensino.
Os dados estatísticos fornecidos pola organizaçom convocante, a Mocidade pola Normalización Linguística, falam num seguimento de até os 80% no bacharelato e FP, e 65% no segundo ciclo do ESO, em que «a dificuldade para secundar este tipo de convocatórias por parte do alunado é evidente, pois nom tenhem possibilidade de sair do centro ou precisam permissom familiar», por palavras de Fran Rei, responsável nacional da MNL.
O objectivo de chegarem aos 340 centros educativos galegos foi, destarte, praticamente cumprido, e os dados de participaçom na greve som considerados «suficientemente positivos, pois o estudantado «nom faz greves ao chou, mas sabe o que reivindica», afirmou Fran Rei. A convocatória, lembramos, era apoiada por Galiza Nova e os Comités, organizaçom estudantil majoritário no ESO.
«Educaçom tem que fazer agora os seus deveres, tenhem que cumprir com as suas obrigas e garantir a plena aplicaçom e desenvolvimento do decreto, tal como demandou o alunado», assegurou Fran Rei, que ainda pediu ao departamento gerido pola socialista Sánchez Pinhom para oferecer dados oficiais a respeito do galego no ensino e assim corrigir melhor as eivas que fossem detectadas.
Iniciativas paralelas do alunado e «coacçons pontuais»
A jornada de reivindicaçom nom tinha previstas actividades paralelas, mas nalguns lugares o alunado realizou sentadas (quarto do ESO em Cedeira) ou realizou concentraçons com leitura de um manifesto em prol do galego (como aconteceu no liceu de Porto d’Oçom).
Das Mocidades da Mesa, igualmente, lamentárom a impossibilidade de «exercer o direito democrático à greve nalguns centros, bem como «os impedimentos colocados» nalguns outros, mas embora isso fórom capazes de chegar a quase os 340 centros educativos galegos chamados a participar na convocatória.
Entre os casos em que acontecérom «coacçons pontuais», destacam-se o IES Sam Clemente de Santiago, o Dionisio Gamallo Fierro de Ribadeu, ou o Terra de Soneira em Vimianço, onde a direcçom do centro e algum do professorado impedírom na prática a greve, bem corno no IES Francisco Aguiar de Betanços onde a chefia de estudos advertiu que os grevistas teriam umha falta de ordem no seu expediente.
Dados demolidores do galego no ensino
Entre os dados da realidade do galego no ensino, som de salientar que 75% dos centros de ensino médio da comarca de Vigo nom chegam aos 50% de ensino em galego; 26% dos centros de ensino infantil nas cidades galegas nem sequer ministram umha única hora semanal em galego; e 90% dos ciclos formativos nom possuem material específico, conforme assinalam diferentes estudos da Universidade de Vigo e da própria Mesa.
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