PGL – 75 por cento dos centros educativos de Vigo incumpririam o decreto sobre o galego no ensino, segundo um estudo feito público pola Área de Normalizaçom da Universidade viguesa. Cumpre lembrar que a normativa para este curso insta a que ao menos a metade das matérias devem ser leccionadas em galego.
O informe divulgado polo departamento normalizador da Universidade de Vigo foi elaborado entre os meses de Março e Julho deste ano, portanto som anteriores à entrada em vigor do decreto (efectivo desde Setembro).
No entanto, os autores do relatório deixam ver que possivelmente se esteja a incumprir também agora, já que a Junta vigorou o decreto sem tê-lo publicitado devidamente nem dotá-lo de meios materiais ou económicas, acusam.
Também assinalam que parte do professorado desconhece que o decreto já é efectivo e que pensam que a polémica que criou no seu dia motivou a sua derrogaçom, o qual é falso.
Da Área de Normalizaçom da Universidade de Vigo também denunciam a atitude obstrucionista da Conselharia de Educaçom, pois o departamento que chefia Laura Sánchez Piñón (PSOE) negou-se a facilitar dados oficiais para a elaboraçom do estudo. Daí que se vissem limitados a realizar inquéritos e entrevistas directamente ao professorado prévia selecçom de umha amostra representativa.
Pior no ensino privado
O relatório conclui que, além de nom se chegarem a cumprir os mínimos sobre ensino em galego, a situaçom é pior nos centros privados do que nos públicos, ainda que embora isto seja a norma, há algumhas escolas que estám perto de satisfazer as exigências do decreto, detectando-se as maiores eivas na educaçom infantil.
Desmentindo com dados os galegófobos
Este relatório vem apoiar outros já upblicados por outras organizações e que, fornecendo dados, desmentem afirmações sem amparo nas cifras e que têm divulgado (sobretudo entre a imprensa espanhola) diferentes colectivos galegófobos. Porta-vozes autorizados de vários destes colectivos têm aparecido em diversos meios de comunicação falando da impossibilidade de que as crianças sejam educadas em castelhano, quando todos os relatórios asseguram, precisamente, o contrário, que o difícil na Galiza é poder receber umha sólida educaçom na língua galega.
