Confronto Global?

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Ucrânia e a Energia
mapa-ucraniaA Rússia não precisa entrar em guerra com Ocidente. EEUU – Grã Bretânha  precisa tensão para paralisar o Nord Stream 2 (hoje com muita probabilidade, a pesar de quase terminado, fique adormecido). Os verdes alemães são “pouco realistas” atlantistas: sem a energia russa, a maquinaria industrial alemã já não tem competitividade, com a industria do Oriente. A energia verde é a fraude do momento (mais contaminação, as baterias cumulam toneladas de resíduos, e não existe tecnologia verde eficaz, para substituir a atual dos hidrocarbonetos e centrais nucleares. Ver o estudo Finalndês sobre a Impossibilidade da Descarbonização, a dia de hoje, intitulado: “Assessment of the Extra Capacity Required of Alternative Energy Electrical Power Systems to Completely Replace Fossil Fuels”). Sendo assim, a dependência do gas russo, é  já parte da velha aposta politica alemã, que ficou refem da “agenda verde”; agora, depois de observar a realidade, já não condizente com os interesses economicos e geopolíticos do pais.  “Em 31 de dezembro, o novo governo de coligação alemão fechou permanentemente três das seis centrais nucleares restantes. Fizeram-no numa altura em que as reservas de gás natural estavam extremamente baixas, entrando o inverno rigoroso, quando qualquer frente fria severa poderia levar a apagões do sistema elétrico. Devido à recusa alemã em permitir a importação de gás russo através do segundo gasoduto, Nord Stream 2, a Alemanha enfrenta um aumento de 500% no preço à vista da eletricidade em comparação com janeiro de 2021”  (F. William Engdahl “Os Estados da NATO cometem um suicídio energético? – O absurdo da política de “descarbonização” imposta pela UE”)

Alem disso a alternativa do gás norte-americano ou australiano, completa um reacomodamento de infraestruturas portuárias, ainda sem construir, que demorariam anos; assim como pagamentos muito custosos. E as frotas navais que transportam o combustível, também aumentariam o preço do mesmo. A maiores, de sendo a Alemanha o país que solicitou a construção do Nord Stream 2, os custos de incumprimento de contrato também seriam muito altos (somente se poderiam negar a esse pago, no caso da invasão Rússia da Ucrânia, ou tal vez não?). No entanto a Ministra Federal de Assuntos Exteriores do Governo Scholz, Annalena Baerbock, esteve sempre convencida da agressão da Rússia à Ucrânia (algo que já aconteceu), caso que imediatamente anularia a posta em marcha do gasoduto. Essa anulação seria um grande sofrimento para um país demandante de energia barata, que precisa seguir mantendo seu poder industrial para afirmar sua força na Europa e no mundo (Alemanha não é uma nação de poder financeiro que poda substituir a sua capacidade cientifico – tecnológica industrial, pelo poder bancário das dívidas).

Sendo assim o governo de Olaf Scholz, não pode tomar uma posição de grande unidade, mais bem de divisão; pois o Chanceler Federal é ciente da necessidade de gás a custos baixos. Por outra parte a Ucrânia, segue a ser a rota de entrada principal do gás russo para Europa, e ainda que o Nord Stream 2, não retiraria do mercado a rota ucraniana, a diminuiria. O filho do Presidente norte-americano Hunter Biden, entrou em abril de 2014 para a Diretoria da maior empresa gasista privada da Ucrânia, a Burisma Holdings (no seu tempo essa informação traz uma guerra de  acusações verbais, entre Trump e Biden); pelo que os norte-americanos tem interesses na rota ucraniana seja privilegiada, mas insuficiente; para Europa também ter de depender da sua energia, a custos muito mais elevados. No pior dos cenários da crise energética, a Rússia pode relativamente fácil, não sem alguma dificuldade, redirecionar o gás da Europa para Oriente.

O filho do Presidente norte-americano Hunter Biden, entrou em abril de 2014 para a Diretoria da maior empresa gasista privada da Ucrânia, a Burisma Holdings (no seu tempo essa informação traz uma guerra de  acusações verbais, entre Trump e Biden); pelo que os norte-americanos tem interesses na rota ucraniana seja privilegiada, mas insuficiente; para Europa também ter de depender da sua energia, a custos muito mais elevados.

A possível solução Israelita?
Israel poderia substituir no tempo, parte da dependência energética da União Europeia, com suas reservas de gás, procedentes do campo marítimo de Leviathan. No entanto o passo do futuro oleoduto pela Grécia, e algo que incomoda a uma Turquia membro da OTAN, e com um presidente Erdogan, que já tem demonstrado um pragmático curioso (achegas a Rússia, pelejas com Ocidente e Rússia) prejudicial, em ocasiões aos anglo – saxões. Por outro lado as grandes reservas de gás isralense, também estão situadas em Gaza. A tal ponto que  a ocupação, que impede os palestinos de explorar seus recursos, também supõe um fator que não beneficia um acordo com a Europa. De fato a situação energética em Gaza levou em dezembro de 2021, a um acordo entre Qatar e a Autoridade Palestina, para subministrar gás israelita a este território. Acordo resultante de um grande esforço diplomático que envolveu o movimento Hamas (armado por Irão, mas politicamente achegado ao Qatar), Autoridade Palestina, o governo Doha, Egito, União Europeia e Israel. Neste acomodo o Qatar teve de  investir 60 milhões na construção do gasoduto em favor da companhia de eletricidade da Faixa de Gaza.
Além dos anos precisos para construir um gasoduto israeli ate a Europa, pelo mediterrâneo, está delicada situação política que impede esta via; tropeça também com o desejo de Washington de fornecer gás aos Europeus, reiterando-os da dependência russa em favor duma maior “coperação” ou tal vez “dependência” norte-americana, a custos mais elevados, como é bem sabido.

As nova Rota da Seda
Por outro lado a economia europeia, já também se tornou dependente da China, em certo modo. Também os governos, cujos títulos do tesouro e divida soberana correspondente, são em grande percentagem sustentados pela inversão chinesa. O Modelo de financeirização da economia, deslocação das Corporações ao Oriente, da era neoliberal Thatcher-Reagan, quebrou em 2007-2008. “O modo mais óbvio de controlar os mercados financeiros era através da imposição de restrições ao comportamento dos seus participantes, controlando por exemplo o comportamento das instituições financeiras, ou seja, se podem ou não especular, ou se podem canalizar fundos para especuladores ou não. Consequentemente, nos Estados Unidos durante o New Deal de Franklin D. Roosevelt, foi aprovada a Glass-Steagall Act que distinguia entre banca comercial e banca de investimento e impedia os bancos comerciais que aceitavam depósitos do público de se envolverem em atividades especulativas. Esta legislação foi revogada durante a administração Clinton, o que tornou possível as grandes bolhas de preços de ativos que sustentaram booms nos EUA e, consequentemente, na economia mundial. Da mesma forma, no entanto, o colapso da “bolha” habitacional empurrou os EUA e a economia mundial para níveis muito mais altos de desemprego, mesmo antes da intervenção da pandemia. Mas não é apenas o colapso da economia real que constitui um problema associado com o fim de tais booms induzidos pela especulação; é também, acima de tudo, o colapso da economia financeira. A administração Obama teve de prometer US$13 milhões de milhões (trilhão) para evitar tal colapso bancário após o fim da bolha imobiliária” (Prabhat Patnaik “Os mercados financeiros sob o capitalismo”).

Hoje com a China, Russa, Irão e outros países, abandonado devagar o dólar como moeda de reserva global. A China mesmo criando uma arquitetura financeira em concorrência com os EEUU, essa capacidade de imprimir dinheiro sem fim, enquanto o resto do mundo pagava os deficit dos norte-americanos, começa a diminuir drasticamente.

Hoje com a China, Russa, Irão e outros países, abandonado devagar o dólar como moeda de reserva global. A China mesmo criando uma arquitetura financeira em concorrência com os EEUU, essa capacidade de imprimir dinheiro sem fim, enquanto o resto do mundo pagava os deficit dos norte-americanos, começa a diminuir drasticamente. Sem a Rota da Ásia, e com capacidade a cada vez mais limitada de imprimir dinheiro, criando inflação encoberta, a Europa pode tornar, aos poucos, periferia. Nesta guerra entre o poder talasocrático anglo-americano e o poder telurocrático russo-chinês, a Europa aparenta ter todas as de perder. Mas Bruxelas fica militarmente (desde a Guerra Fria, mesmo esta tendo terminada e o Pacto de Varsóvia dissoluto) em custodia da OTAN, onde os mandos são norte-americanos. O que os EEUU considerarem oportuno, a OTAN vai seguir ao pé a letra e a União Europeia acompanhará sem remédio. O jogo russo da divisai na Europa, de momento, não deu resultado e o Kremlin, sabe que um quebra-cabeças, de longo prazo. Daí a prioridade da administração Biden, de priorizar o cerco a Rússia.

Sem a Rota da Ásia, e com capacidade a cada vez mais limitada de imprimir dinheiro, criando inflação encoberta, a Europa pode tornar, aos poucos, periferia. Nesta guerra entre o poder talasocrático anglo-americano e o poder telurocrático russo-chinês, a Europa aparenta ter todas as de perder.

A Rússia tenta desfazer aliança da Europa com os EEUU?
Com um tratado Europeu de Segurança mútua, defendido por Moscovo, a OTAN morre. Impedir Europa unir-se economicamente a Eurásia é a questão primordial dos anglo-americanos, precisa para seguir sendo um Império com muita força e real decisão  no mundo.
Impor sanções a Rússia, afetam mais a Europa, a Rússia pode seguir redirecionamento sua economia a Oriente, mesmo no caminho atravessar também fortes dificuldades. Um novo sistema russo chinês paralelo ao Swift, está já a ponto de ser criado
Os bancos chineses e dos BRICS oferecem melhor garantias que o FMI e BM, a países da América Latina, Ásia e África, mesmo muitos cair numa nova armadilha de dívidas, mas com renegociações menos asfixiantes que as do FMI. Daí a mudança do Mali, retirando aos franceses em favor dos chineses – mesmo o cenário do Mali, aparenta China e a Rússia ter aprendido também a fazer guerra hibrida. E se forem certas as noticias da Rússia estar por trás da greve de camionistas no Canada, estamos assistindo a uma expansão das possibilidades da aliança Russo-Chinês, enquanto enfraquece o Império Ocidental anglo-saxão… Será isto realmente assim?

Os bancos chineses e dos BRICS oferecem melhor garantias que o FMI e BM, a países da América Latina, Ásia e África, mesmo muitos cair numa nova armadilha de dívidas, mas com renegociações menos asfixiantes que as do FMI.

Aparenta, pois, estamos a viver a queda devagar do Império Ocidental, levantando pelos germano – Lombardos, britânicos, banqueiros judeus e norte-americanos, século a século, praticamente desde que Espanha e Portugal, abriram ao mundo as rutas de navegação a Oriente e Ocidente… Mais quanto disto é verificável? Certamente China saiu muito mais fortalecida da pandemia que o Ocidente, o crescimento anual da China continua. Em 2021 o PIB da China teve um alta do 8,1%, havendo crescido 2,2% no 2020, evitando queda negativa; enquanto a economia americana registava um bom crescimento de 5,7% em 2021, mas somente depois de uma queda de menos -3,5% em 2020.

Em 2021 o PIB da China teve um alta do 8,1%, havendo crescido 2,2% no 2020, evitando queda negativa; enquanto a economia americana registava um bom crescimento de 5,7% em 2021, mas somente depois de uma queda de menos -3,5% em 2020.

Mas um fator muito importante da ascensão chinesa é que o país do Dragão, tem tirado a pobreza a mais de 800 milhões de pessoas em apenas 40 anos, enquanto o número de pobres nos USA, não deixa de aumentar ano a ano, de 2019 a 2020 em perto de 3, 3 milhões. E em agosto de 2021 a consultoria Stout Risius Ross, estimava que perto de 40 milhões de norte – americanos podiam ser despejados das suas casas, por falta de pago, o que motivou ao Congresso aumentar a moratória de proibição dos Despejos. Também em dezembro desse ano, o Senado permitiu abrir o caminho para aumentar o limite de Divida do Departamento do Tesouro, que chega a 30 milhões de milhões. Algo já muito pesado, quando como falamos, o resto do mundo, começa a deixar de subvencionar, devagar, à mesma. Por outra parte em esse mesmo dezembro do 2021 China tomava controle total do seu sistema financeiro, para evitar futuros incidentes de bolha imobiliária como o do Evergrande Group, em Guangdong, menorizando riscos no mercado global chinês. A resiliência da economia chinesa, junto a regulamentos para garantir a segurança do sistema financeiro, deram a dia de hoje, bons resultados. Tanto e assim que os problemas do setor imobiliário da china, em 2022, ficaram apagados pelos elevados dados de inflação encoberta do Ocidente. Eis outro dado dum Oriente em ascenso e um Ocidente, que semelha caminhar para seu declínio. Com esse saber taoista da elite chinesa, aparenta o gigante asiático estar aguardando o velho sol se por, para o novo nascer de novo pelo leste…

Mas um fator muito importante da ascensão chinesa é que o país do Dragão, tem tirado a pobreza a mais de 800 milhões de pessoas em apenas 40 anos, enquanto o número de pobres nos USA, não deixa de aumentar ano a ano, de 2019 a 2020 em perto de 3, 3 milhões.

Daí que a tensão na Europa, garanta aos EEUU, trabalhar num plano mais eficaz que confrontar economicamente a China, daí a saída de Trump, entrada de Biden. Controlar a União Europeia, e tentar controlar Rússia, com uma mudança de regime, após asfixiar a economia russa, muito mais fraca e menos resistente que a chinesa. Por isso, segundo varios analistas, foi criado ou patrocinado o Maio de 68, entre outras coisas. Para De Gaulle a independência da França e a Europa dos USA era prioridade. Para o general francês a União Soviética, não era um Inimigo direto, como sim para Britânicos e norte-americanos. Para o velho general francês criar uma Europa poderosa ponte entre ambas potências foi seu sonho, não realizado, devido a espionagem norte-americana…

Essa intromissão e espionagem anglo-americana na Europa, continuou mesmo apesar da “aliança especial atlântica” Em 24 de outubro de 2013, na cúpula europeia, Ângela Merkel se queixava de ter o celular grampeado pela Agência Nacional de Segurança americana (NSA); os franceses também protestaram, no entanto Washington também negou as informações da imprensa sobre uma espionagem em massa. Se tudo esse desencontro acontecia, era devido em parte, a que a Rússia já estava a trabalhar num aprofundamento de laços com a União Europeia, que os EEUU deviam de impedir, para seguir mantendo sua supremacia dentro do Continente – ganhada por certo no fim da Guerra Fria e evitar o plano de divisão russo ?

A Ucrânia como zona de fricção – contenção da Rússia, ou como peão de pressão sobre Bruxelas?
Ucrânia é uma peça (já Estado falido, desde o Maidan de 2014) para criar essa pressão sobre a Rússia, manter viva a OTAN, e falir economicamente a Europa?  “As sanções que os diplomatas dos EUA insistem que seus aliados imponham contra o comércio com a Rússia e a China visam ostensivamente impedir uma escalada militar. Mas uma tal escalada não pode realmente ser a principal preocupação russa e chinesa. Eles têm muito mais a ganhar oferecendo benefícios económicos mútuos ao Ocidente. Assim, a questão subjacente é se a Europa descobrirá a sua vantagem em substituir as exportações dos EUA por fornecimentos russos e chineses e as ligações económicas mútuas associadas (…) O que preocupa aos diplomatas americanos é que a Alemanha, outras nações da NATO e países ao longo da rota Belt and Road entendam os ganhos que podem ser obtidos com a abertura de comércio e investimentos pacíficos. Se não há planos russos ou chineses para invadi-los ou bombardeá-los, qual é a necessidade da NATO? Qual é a necessidade de compras tão pesadas de equipamentos militares dos EUA pelos aliados ricos dos EUA? E se não existe uma relação inerentemente adversa, por que países estrangeiros precisam sacrificar seus próprios interesses comerciais e financeiros confiando exclusivamente nos exportadores e investidores dos EUA? (…)  Ao invés de uma ameaça militar real da Rússia e da China, o problema para os estrategas americanos é a ausência de tal ameaça. Todos os países perceberam que o mundo chegou a um ponto em que nenhuma economia industrial tem mão-de-obra e capacidade política para mobilizar um exército permanente da dimensão que seria necessária para invadir ou mesmo travar uma grande batalha com um adversário significativo” (Michael Hudson “Os verdadeiros adversários dos EUA são os seus aliados, europeus e outros – O objetivo estado-unidense é impedi-los de negociar com a China e a Rússia”)

Hoje, apesar das falsas estatísticas oficiais, China é a primeira potência mundial económica e Rússia a primeira militar. Ocidente já somente domina parte do terceiro tabuleiro, o científico, social, cultural; nomeadamente no negócio cultural, de entretenimento. Na economia científica domina ainda o negócio da Big Pharma; e na tecnológica o dos semi condutores (cujo maior produtor é Taiwan – Uma guerra com a China, faria Taiwan cair nas maos do gigante asiático)… O resto, incluindo a Inteligência artificial é de domínio chinês. A união China, Irão, Rússia não se pode confrontar. Europa teme uma reação Russa, que já anunciou, que ao estar rodeada de mísseis na Polónia e Países Baixos, a minutos de Moscovo, somente tem uma alternativa, em caso dum grande escalamento militar no continente: atuar primeiro e inutilizar todas as bases da OTAN na União Europeia… Rússia segue a jogar a dividir Europa (pelo medo a guerra e pela sedução do gigantesco mercado euro-asiático), enquanto aguanta a pressão dos Anglo.Americanos… De momento Hungria, Croácia, e outros pequenos países, já reafirmaram que vão ficar neutrais no confronto Ucrania – Rússia… Israel também está, pelo de agora, neutro

O Estudo da Rand Corporation
Segundo Bruce K. Gagnon, a Rand Corporation, Think Tank, para o qual trabalham algumas das mentes mais preeminentes do Ocidente, tem elaborado um informe para o governo dos EEUU, de como desgastar a Rússia, fazê-la empequenecer economicamente, e finalmente provocar uma situação de crise social, que possa permitir uma mudança de regime, mais favorável ao Ocidente. Com o qual a China, ficaria dominada pelo poder Ocidental, ao ficar travada ao Norte pela Rússia ao sul pela Austrália, e ao leste pelo Japão, fechando os mares da China com a Coreia do Sul. Entre os conselhos da Rand Corporation figuram: substituir a Rússia como fornecedor de gás a Europa; encorajar o capital humano da Rússia a emigrar via oferecimento de boas condições de trabalho (o que debilitaria a Rússia em todas as áreas desde a economica, ate a guerra científico – tecnológica); criar pressão militar na Ucrânia, na área do Donbass, para obrigar a Rússia a despregues militares muitos custosos para sua economia. Deteriorar a imagem da Rússia no estrangeiro, para impedir ganhar a guerra de propaganda, aos publicitas políticos russos. Instalação de mísseis, com possibilidade de mudar para armas nucleares ao longo da fronteira russa na Europa e na Ásia, para assim fazer pressão psicológica sobre o poder governamental de Moscovo; aumento da presença naval dos EEUU – OTAN, nos mares Báltico e Negro… O informe finalizaria dizendo textualmente: “As opções mais promissoras para “tensionar a Rússia” são aquelas que abordam diretamente as suas vulnerabilidades, ansiedades, e pontos fortes, explorando áreas de fraqueza enquanto minam as atuais vantagens da Rússia. A este respeito, a maior vulnerabilidade da Rússia, em qualquer competição com os Estados Unidos, é a sua economia, a qual é comparativamente pequena e altamente dependente das exportações de energia”…

Rússia Reconhece finalmente o Dombass
O reconhecimento da Rússia, das republicas do Dombass, como nações independentes, terá a ver também em procurar, por um lado um campo divisório, que de certo modo lhe serva de colchão? A evacuação massiva de cidadãos com passaporte russo para a província Russa de Rostov, evitaria que em caso de ataques a civis, por parte de tropas ucranianas, o exército russo se vira forçado a entrar. Com o reconhecimento da independência os governos Donetsk e Lugansk, poderiam pedir ajuda oficial russa em caso de escalada maciça do conflito; ou mesmo solicitar a entrada na Federação Russa, como no caso da Crimeia (ficaria Ocidente somente, em este caso, com a pressao mediática?).
Agora mesmo as narrativas contraditórias, vão ser a tónica do momento: Rússia tentando explicar que esse reconhecimento não afeta aos acordos de Minks, que nunca cumpriu Kiev; Ocidente tentando replicar que o governo Putin não pode ter confiança mundial, dado seu espírito expansionista e anexionismo… As Mídias de ambos bandos, junto suas redes diplomáticas e, diversos apoios interiores e exteriores, vão embater em argumentação cruzada.

Agora mesmo as narrativas contraditórias, vão ser a tónica do momento: Rússia tentando explicar que esse reconhecimento não afeta aos acordos de Minks, que nunca cumpriu Kiev; Ocidente tentando replicar que o governo Putin não pode ter confiança mundial,

ULTIMA HORA
A temida invasão russa, anunciando pela Administração Biden, acaba de acontecer na quinta-feira dia 24 de fevereiro de 2022. Segundo, a versão do Kremlin, não é uma invasão, senão uma intervenção militar a pedido, das já reconhecidas Republicas de Donetsk e Lugansk… Em esta altura, já todos os alvos militares da Ucrânia têm sido atingidos. Seguramente todo o poder militar de Kiev, esteja agora praticamente anulado. Que acontecerá a partir de agora: Ficara Rússia com toda a costa ucraniana arredor do mar de Azov incluindo cidades como Mariúpol e Odessa? Optará a Rússia por anexar todo o leste do rio Dnieper, com cidades como Zaporiyia, Jarkov (muito perto da fronteira russa), ou Kremenckuk. Criará um nono país, protetorado russo, com aquele nome bem identificativo de Novorussiya? Mas o que poucos duvidam é que a Rússia pode estabelecer um corredor em direção à Transnístria, aliada importante, situada entre Moldávia e a Ucrânia; eliminando o acesso de Kiev ao Mar Negro…

Sanções Ocidentais
Seguramente fundos de impressas russas e bancos russos, serão congelados na Grã Bretanha, União Europeia  e os EEUU; será tentará também limitar o acesso russo ao mercado financeiro, e  mesmo dificultar os cobros a seus devedores. Curiosamente sanções ao setor energético, de momento não estão na mesma, interesses Ocidentais tem aqui certa presença e podem sair muito prejudicados: lembremos somente a BP possui um 25% da Rosneft….

Prejuízos imediatos
O Nord Stream 2 fica congelado definitivamente. O pagamento de gás em euros, com o qual a Rússia tentava retirar o dólar do mercado Europeu, torna uma virada: pois muito do gás russo terá de ser substituído por gás norte-americano mais custoso. Europa terá de investir em infraestrutura de armazenamento e acondicionamento dos portos, alem de como já falamos, pagar os custos do transporte marítimo.

Europa terá de investir em infraestrutura de armazenamento e acondicionamento dos portos, alem de como já falamos, pagar os custos do transporte marítimo.

A Gazpron acaba de firma um acordo com a China, que permite paliar, em certa forma a perda o Nord Stream 2. Alemanha, que solicitou a construção do gasoduto, pode incumprir cláusula, e a desculpa para não pagar a mesma, pela invasão, pode ser deliberada em Tribunal?
Bolsas de todo o mundo estão à baixa; as cripto divisas descem ao chão; mas o gás, petróleo, ouro e prata estão a alça, junto aos minérios; algo do que a Rússia tem com certa abundância. A economia russa, cujo governo totalitário (dissidência anulada, apensas a oposição do Partido Comunista – muito nacionalista; que foi o primeiro a pedir o reconhecimento das republicas do Dombass), e sua elite achegada a Putin, controlam o poder, enquanto o povo sofre penúrias a diário, tem-se já diversificado para aguentar todo tipo de sanções. A emotiva frase de Josep Borrell,  Alto Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança: “Se acabaram as compras em Milão”, destinada a elite milionária russa, faz pouco sentido na situação atual, e é de pouca importância.

Apesar das sanções, os EEUU, já declararam não iam intervir no conflito, segundo a BBC News. O que levou ao Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em um primeiro momento a declarar, seus aliados deixarem sozinha a Ucrânia, e na sexta-feira, às 7.30 horas da manha, pela Televisão solicitar um cessar do fogo, acrescentando: “A Rússia terá de falar connosco mais cedo ou mais tarde sobre o fim das hostilidades”; ameaçando a seguir: “Quanto mais cedo essa conversa começar, menores as baixas russas serão”… Algo, que tal vez, não impressione muito aos militares russos.

Por outro lado a Austrália vem de acusar a China, de “lançar uma boia salva-vidas à Rússia”, ao abrir, todavia mais, o mercado chinês para o trigo russo, quando Camberra, estava pronta reduzir a entrada do mesmo no seu país.

A Paz é Precisa
Mais que nunca um acomodo geopolítico é preciso. Turquia, que instalou em Ucrânia, em 2021, uma fábrica de drones de combate TB-2 (os verdadeiros vencedores do conflito entre Arménia e Azerbaijão, no Nagorno – Karavak, que finalizou com a mediação russa); já foi advertida por Moscovo das consequências do uso dos mesmos no Dombass. Há que lembrar que foram os Serviços Secretos Russos, que avisaram Erdogam, da tentativa de golpe de Estado, em sua contra, em  15 de julho de 2016. Na altura estava em jogo as boas relações da Turquia com a Rússia, e a aposta futura de comprar mísseis russos S 400 (cujo acordo se verificou em 2017, e sua entrega em 2018). Mas cruzamentos de interesses russo turcos, na Líbia e Síria, o sonho de Erdogam de criar a grande Federação Turcomana em centro Ásia, que podia complicar a rota da seda russo-chinesa, tem voltado tensa aquela relação. De facto os russos acusam Turquia, estar por trás da tentativa de revolução colorida no Cazaquistão.

No entanto a falência económica da Turquia, faz vulnerável o governo Erdogan. E suas tentativas na Líbia, Síria, mesmo Nagorno-Karavaj e Cazaquistão, tem resultado, de momento, em derrotas, não de todo amargas. Tendo pontos fracos como o Curdistão, mais tensão com a Rússia, não é aconselhável, quanto menos pelo momento. Quebrar desde Turquia a rota da seda, já não parece possível, em esta altura. Desde a Índia também não, ela observa, e trabalha em todos os lados do espetro global.

O caso do Brasil se torna paradoxal. A queda do governo Dilma Russeff, no plano hegemónico global, foi bom para os anglo – americanos. A chegada de Bolsonaro ao governo, traz consigo uma espécie de luta pelo espaço cultural (uma guerra ao  estilo Antonio Gramsci, à inversa) guiado pela filosofia do falecido Olavo Carvalho, para o qual o avanço cultural da esquerda significava uma ameaça aos valores cristãos do ocidente, a família e o livre mercado. No entanto, temos visto, apensas faz um par de dias ao Presidente Bolsonaro, depositar flores no monumento aos soldados soviéticos caídos na II Guerra Mundial. Bolsonaro agradeceu publicamente a Putin, a defesa da Amazónia como parte indivisível do Brasil (a agenda climatérica, pode ser utilizada para retirar soberania nacional em favor duma soberania global, com a desculpa de serem estas matas pulmão do mundo. A Rússia sabe também da ambição sobre seus bosques e recursos naturais. O Brasil  não  pode esquecer a tentativa inglesa do século XIX, desde a Guiana, para adentrar e dominar parte do território amazónico; que o mesmo Brasil soube repelir…). Alem do agro negocio (Rússia vende fertilizantes ao gigante sul americano) começa haver agendas comuns, mesmo em áreas da defesa; que farão, que seja quem for o governo resultante das novas eleições no país, tenha claro de novo uma aposta no BRICS, e um certo distanciamento do Ocidente (sem quebra de amizade e negócios), em beneficio duma agenda de interesses próprios. Isto, somente é possível pelo declínio – contração  do Império Ocidental, e a ascensão dos Emergentes, que já não permite um controlo tão estrito de Washington sobre todo o continente americano (tal como foi desenhado pelo Coronel House, em 1913). No entanto a diplomacia brasileira terá de criticar a invasão ou intervenção russa, segundo opinião de cada bando…

Em estas circustâncias um acomodo geopolítico (mesmo com reparto de zonas de influência ou de acomodos de compartilhar o mundo, melhor hipotesse inclusive) segue a ser a melhor solução possível. Aguardemos, com tempo e paciência, a paz que tanto ansia à humanidade (e que também depende da mudança da tônica guerreira em cada um de nós) se concretizar, mesmo o Império Anglo-Américano, tenha, com o tempo, de chegar a seu fim; pois no mundo físico todo é efêmero. Nabucodonossor II gravou uma placa no seu palácio que afirmava: “Um Império Eterno”, muitos historiadores argumentam serem uma prova da megalomania do Grande Rei; mas nós preferimos entender Nabucodonosor, educado pelos grandes sábios e sacerdotes da sua época, estava a referir-se, àquele império espiritual, império do transcendente, onde o Eterno comanda o Todo. De fato no seu sonho, interpretado pelo profeta Daniel, segundo a Bíblia, o Império de Ouro era o seu, os demais, seriam menos brilhantes, ate chegar ao fim dos impérios da guerra.

Em estas circustâncias um acomodo geopolítico (mesmo com reparto de zonas de influência ou de acomodos de compartilhar o mundo, melhor hipotesse inclusive) segue a ser a melhor solução possível.

E curiosamente para realizar a vontade desse Eterno, que se nos monstra como Amor na Terra, a capacidade de dialogo, nascido da confiança e da evolução precisa para chegar a acordos; é a chave para essa paz, entre os seres humanos, povos de todo o mundo e natureza…