Comparança da Galiza coa Catalunha

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Nos quatro elementos definidores duma nação, que explicam, porque lá é fácil o entendimento transversal, e na Galiza e tão difícil:

Território

Catalunha:

A totalidade das forças catalãs sabem perfeitamente e compartem uma mesma definição do território da nação, e cujo espaço vai de Salses a Guardamar e de Fraga a Maõ. Isso é comum ao PdCAT (antiga Convergência), ERC, e à CUP, e ao universo de todos os que se adscrevem a condição de catalanistas, em todos os territórios não só no principado.

Isso forma parte do que se mama desde neno, incluída a escola

Galiza:

A maioria das forças galegas pensam e agem, afirmando que o território da Galiza é definido pola estrutura administrativa de Castela/espanha, e o seu sistema provincial, e além disso Portugal é estrangeiro. (Pois os galegos não são “imperialistas”, -chega-lhes com estarem submetidos…).

Isso forma parte do que se mama desde neno, incluída a escola.

Língua

Catalunha :

Todos os catalães (De Salses a Guardamar, e de Fraga a Maõ) compartem o modelo de língua de Pompeu Fabra, é dizer uma língua alicerçada na própria história, que tem que ser NORMAL e GENUÍNA para ocupar todo o espaço social, que não pode ser reduzida e subalternizada a nenhuma outra.

Galiza:

A maioria das forças galegas pensam e agem afirmando que querem uma língua normalizada segundo as propostas de aqueles que a querem apagar socialmente PPSOE1 (Castela/espanha), e para esse modelo de língua, o castelhano, consciente e inconscientemente, é a norma de correção. Em palavras de Lluis Aracil, qualquer cousa que for castelhana pode se passar por galega, só é preciso uma cousa, que for castelhana (Agália núm 17).

Além disso o nome e a fronteira política do estado españa define a língua, pois o galego só pode ser tal sendo español, e chamando-se assim, pois se se chamar português, é outra cousa. (ainda que no mundo vários nomes para uma mesma língua seja algo muito comum (bem perto temos castelhano/español, ou asturiano/leonês), menos entre nós), pois Portugal não é españa como é óbvio, e nós os galegos somos desse estado, como é também óbvio.

Os galegos bracarenses que fundaram Portugal, não são merecentes do nome).

Logicamente o modelo de língua nossa não está alicerçado na história, nasceu nos finais do século XIX. Os ágrafos galegos, passaram a escrever conforme a feição gráfica da língua oficial e única língua verdadeira. Este modelo tinha no mínimo uma vantagem invencível: Era o único conhecido, o único aliás que podia conhecer-se. E os promotores da língua regional, não pensavam em concorrer com a língua nacional, a castelhana, e cuja hegemonia estava fora de causa. Houve, sim, e desde cedo, quem propusesse adotar a ortografia portuguesa. A sugestão não prosperou pois o conservadorismo e o poder que nos submete, encarrilaram bem a cousa. No 1935 isso estava mudando mais a desfeita criminal do 36 e a ditadura, debelou tudo2.

Some-se a tudo isso os mais diversos particularismos sobre a língua segundo o modelo que na escola e na adm. autonómica se insere, sempre paralelos do castelhano.

 

Tradição

Catalunha:

As suas tradições, as da Catalunha alicerçam-se numa visão comum como povo, e o seu devir histórico, que é compartido por todos os grupos e classes sociais.

Galiza:

As tradições da Galiza alicerçam-se num sistema muito fragmentado de olhar o nosso devir e história, fragmentado segundo as classes sociais, e o seu relacionamento e papel no(com o) estado que faz o não existir parceria entre elas.

Está tudo tão bem fragmentado em diversidade de particularismos, submetidos não poucas delas a uma visão neo-compostelanista, que se pretende de nacionalista galega.

As visões contrapostas e bem alicerçadas na tradição, todavia que minoritárias, tem dificuldades de entendimento pelas maiorias ao estarem em planos diferentes.

 

Visão do Mundo

Catalunha:

Na Catalunha há uma visão da catalanidade firmemente incutida na sociedade que é comum a todos os seus grupos sociais, da que é um resumo seny e firmeza. (siso).

Galiza:

Na Galiza havia uma visão do mundo muito particular incutida na sociedade tradicional, e contrastiva com a dos ambientes urbanos, era uma visão muito pouco española, e comum com o Portugal das Beiras, Minho, Douro e Trás-os-Montes, que a crise da sociedade tradicional colocou em desaparecimento, sendo substituída por uma mistura diversa, plural e dependente, ainda não assentada, mas que liga com a cosmovisão de Castela/espanha, que hoje com os meios está presente em todos os lares. O nacionalismo galego, pelo comprovado nos pontos anteriores, não é quem de rachar efetivamente com isso.

* Descarregar o documento como quadro comparativo: banhos_comparanca-galiza-catalunha.

Notas:

1O fundador do ILG e pai do modelo de língua imposto Constantino Garcia, era um asturiano de Uviedu , que não chegou a dominar a língua galega (O seu modelo era bem parecido, com assombro incluso, com o modelo aplicado ao asturiano, ele próprio foi acadêmico correspondente da Academia da Llingua Asturiana.

2A prova do algodão do que digo é uma letra, o jota. Bem presente na língua desde sempre, desde os seus primórdios, porém ao se usar o modelo castelhano, desapareceu, pois a pronúncia das letras tem que ser a mais achegada a do castelhano. Hoje é lindo escuitar a lideranças do País falando de Feikho, Rakhoi etc. etc. Nisso temos companhia, uma outra língua subalternizada, o asturo-leonês, também com o jota banido.

Na Catalunha pronuncia-se o jota à catalã, para que não o tomem a um por analfabeto. Na Galiza a gente pronúncia o jota a castelhana, para que não o tomem por analfabeto…