A Galiza e o aproveitamento das suas fortalezas

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Eis o mapa dos dialetos do português europeu publicado em 1956 na gramática de Celso Cunha e Lindley Sintra.

É uma imagem do MAPA DO PORTUGUÊS EUROPEU, é tem grande potência, e amossa de jeito muito claro uma única língua, que se estende do mar Cantábrico para o Algarve, ocupando a faixa ocidental da península ibérica.

É tão potente que até resulta raro que não esteja em camisolas por todo lado na Galiza a norte do Minho; território onde não poucos fazem problema com o nome da sua língua, -alguns com isso até vendem matute de contrabando-, como esclareço aqui.

Aí fica bem claro que a Galiza (sob Espanha) nos termos do direito internacional

(ONU Pacto Internacional sobre os direitos civis e políticos.

ONU Declaração sobre minorias 1992.

Conselho de Europa: Convenção marco para a proteção das minorias nacionais.

E bastante jurisprudência de tribunais internacionais incluindo várias sentenças do Tribunal de Justiça da União Europeia)

Tudo isso tem enorme força de negociação e de reclamação, isso sim, salvo que se achar que capar esse possibilidade é melhor e mais bonito, pois disso gostam os espanhóis e suas instituições.

Minoria nacional tem muita mais força jurídica e é mais justa à nossa realidade, de que a afirmação de que a Galiza (“sob Espanha”) tem direito a autodeterminação.

Pois isso segundo converte a fronteira do estado em fronteira nacional e até em isoglossa (ILG) , além disso converte a Galiza em realidade espanhola e só espanhola o que dá força aos processos de estatalização linguística, etapa comum dos estados no processo de substituição e integração das suas minorias. Muitas vezes o nacionalismo age, a todos os efeitos, dentro do campo bem balizado por Madri, sem saírem-se nem um milímetro.

Essa palavra de ordem de Minoria Nacional, reforça-se na visão do mapa do português europeu -convertendo em puro ornear- isso da oficialidade da língua na Europa, quando já o é. (E esse ornear. a quem reforça é aos dominadores, curiosamente não se pede a oficialidade no estado, que é o caminho dos tratados para oficialização (são oficiais da U.E. as línguas que o forem dos seus estados)

Que é o direito de autodeterminação, de jeito simples, é o direito das nações a constituírem estados.

Porém que é a autodeterminação…De jeito simples é o controle do território...se não controlares o território ninguém te vai reconhecer nunca.

Entanto que Minoria nacional tem um grande leque de possibilidades positivas no direito internacional e em todo tipo de tratados.

Para o estado espanhol. uma Galiza minoria nacional seria um grave problema …isso seria delito de “lesa pátria” na sua mente malandra, pois não são quem de aceitar de jeito certo a pluralidade.

E que diriam esses bons amigos da esquerda espanhola, da Galiza minoria nacional, frente a palavra de ordem da autodeterminação?

Tate… não são….

Dão-se conta que com o de Minoria Nacional, as políticas linguicidas que padecemos, seriam ilegais, se fazermos um mínimo de força.

Além de tudo isso, o de minoria nacional permitiria aproveitar no País soluções certas, como as que se deram no Flandres.

A Taalunie (União da Língua Neerlandesa) é uma instituição internacional criada para regulamentar e promover a língua neerlandesa. Foi estabelecida por um tratado entre os Países Baixos e a Bélgica (em nome da Comunidade Flamenga) assinado a 9 de setembro de 1980 em Bruxelas.

O que é e o que faz a Taalunie?

A União é responsável por unificar as políticas linguísticas entre os países membros, garantindo que o neerlandês seja ensinado, escrito e regulamentado de forma padronizada, ainda mantendo diferenças regionais: Embora a Bélgica e os Países Baixos compartilhem a língua neerlandesa (frequentemente chamada de “flamengo” na região norte da Bélgica), existem diferenças de vocabulário, pronúncia e nuances culturais entre os dois países. A Taalunie atua justamente para manter uma base padronizada que facilite a comunicação e a literatura através das fronteiras (wikipedia pt).

Apontamento final. Tzun Tzu na Arte da Guerra

“Se o que tu quiseres é o mesmo que querem para ti os teus inimigos, eles podem estar errados, mas o normal é que a cousa não resulte certa, pois tu és o enganado”