A nova civilização oceânica



“Para que o sono do corpo se torne em lucidez da alma, é preciso transformar nossa vida – energia, em Vida – Consciência. Por meio da educação das emoções, com o esforço interior dum  trabalho permanente e sustentável. Através da instrução perseverante da Mente; podemos conseguir elevar nosso destino, aprimorando as mudanças, em verdadeira humana evolução. Assim é-nos mais facil tirar mais aproveito, de cada novo ciclo!””

(Criação livre, a base de diversos textos)

Para entender as profundas mudanças que estão, agora mesmo, a ser realizadas em nosso planeta (obedecendo a lei cíclica do contínuo movimento) é muito importante mudar a velha visão linear da realidade, por uma muito mas ampla e holística. Virar o foco central de um ou vários poderes em confronto por uma determinada hegemonia, para uma nova visão de interação permanente das varias partes, dos distintos sistemas, em concorrência pela hegemonia planetária. Com intra-ação, dentro dos diferentes polo de domínio, desde o cimo a base, da base a cima. Todas estas interações e intra-ações, a sua vez modificando cenários e, incidindo na mesma mudança dos próprios protagonistas.

Em este momento histórico estamos diante de dous polos de poder em disputa pelo comando, com diversas zonas de fricção, onde a situação vira em conflito ou guerra, alentada pelo choque das placas tectónicas, que irradiam as ondas das diversas centralidades em expansão. Por um lado o velho Império Ocidental (hoje comandado pelos EEUU, herdeiros do anterior pode Britânico), em profunda divisão entre a ideia globalista, em decadência e a nova ideia, em ascensão, de reavivar o nacionalismo, para travar a vitória da Grande Potencia Económica Chinesa, melhor adaptada para sobreviver dentro do conceito (paradoxalmente emanado desde ocidente) de mercados mais abertos.

Por outro lado o Eixo Russo-Chinês, afiançado trás o quase derrubo do anterior Poder BRIC (onde os diversos interesses de Índia, e agora do novo Brasil, aliando com Israel e os Estados Unidos, não permitem agora solidificar um broco, que já a cada ano que passava, ia sendo menos compatível com a agenda global, de Ocidente). Este segundo Eixo Russo-Chinês, aliando nas circunstâncias atuais, mas diferenciado nos modelos, ainda que em ambos com prevalência do poder central Estatal, frente ao poder imperial privado – financeiro, característico da agende neoliberal Ocidental (agora no seu formato anti-globalista), aparenta unir-se com força, a cada novo com os EEUU.

A sua vez o ciclo de Poder Mercantil, Financeiro, está rematando seu périplo e sua experiência histórica, impulsionado a baixa, pela quebra do sistema petro-dólar e da dívida permanente, em favor do centro báncario, representado pelo BIS “Bank for International Settlements” ou  Banco de Pagamentos Internacionais e seu controlador de  transações financeiras, sistema SWIFT. Durante a crise de 2007-2008 (que como já observamos em outros artigos, atingiu violentamente o pulmão de Wall Street, e sua dupla sombra da City Londrina, impossibilitando a recuperação do Trono das Finanças) o poder privado ocidental, atrelado nas finanças entrou em processo de contração . Por lei de continuidade, uma vez derrubado um poder Financeiro, começa a emergir um novo poder cidadão (seguindo a lei quadruple de revezo: Poder Sacerdotal, Senhorial, Mercantil e Cívico). Poder que agora apenas está a dar seus primeiros passos, confusos e anarquícos: ainda esta á formar a nova consciência de ser poder. A nova percepção  do que será no futuro, esse empoderamento cívico. No meio do confronto mundial, já na segundo fase – guerra comercial.

Vários planos, a sua vez, implementam este confronto entre Rússia, China e o Ocidente. Por um lado o controlo da energia. Onde as antigas 7 Companhias Ocidentais, as 7 Irmãs, que controlavam o mercado de hidrocarbonetos, começaram, desde inícios deste século, a deixar grandes espaços em favor, das grandes companhias estatais como Gazprom russa; a Saudi Aramco; a petroleira iraniana; Petrobras do Brasil; a Angolana Sonangol; a Statoil norueguesa ou PDVSA, na Venezuela…

As graves tensões regionais, na bacia das Caraíbas com o governo de Caracas, ou os movimentos no golfo Pérsico e, as provocações entre Terão e Washington, tem uma das suas vertentes, em esta guerra entre o setor privado e público, que luta pelo controlo dum mercado energético, que move mais de 4 trilhões de dólares ao ano. Mercado cujo controlo: tanto da produção, como das rotas de abastecimento, exportação e distribuição; segue sendo vital no tabuleiro global geoestratégico.

O Desenvolvimento da inteligência artificial, tanto com fins civis como militares; assim como a nova tecnologia 5G, é outro dos campos de batalha, que definiram, em um futuro imediato, os novos poderes do mundo.

O Império Ocidental, segue a comandar os 3 tabuleiros geopolíticos, que permitem a supremacia total, ainda que já não com o controlo total de antanho. E dizer, comandado com maiores limitações o tabuleiro militar, econômico e o sociocultural.

Não porque Rússia no 1 tabuleiro militar, não tenha feito grandes avanços e, mesmo se tenha situado em posições de primacia, em algum sector (como no caso do novo míssil “Avangard”); ou a China, não se tenha adiantando em parcelas tecnológicas (como no caso de seu novo canhão eletromagnético) ou sua nova desafiante maquinaria militar marítima; senão porque os EEUU ainda seguem a representar o papel de gendarme planetário (até quanto tempo?). Mesmo a pesar de que suas mais de 800 bases militares por todo o mundo, sejam já mais uma carga demasiado pesada e pouco realista (a nova tecnologia russa, pode anular em minutos o cinturão que cerca seu país, e outros…); e as bases moveis de porta-aviões do “Tio Sam”, estejam (pela mesma razão) longe de marcar pautas invencíveis, como nos anos 90 do século passado. No 2 tabuleiro, o econômico, China, a pesar de ser o país mais dinâmico, ainda não pôs em jeque o sistema de controlo bancário mundial (ou não teve esse interesse), e segue a permitir manter o Poder (a cada dia mais mermado) do petrodólar e as praças bursáteis fortes de Nova Iorque, Londres e Tóquio (retendo todavia, não com tanto vigor como antes, dívida soberana Norte-Americana e também Européia). Assim como, deixando ao Ocidente, atuar globalmente por meio das suas Agencias de Caulificação de Dívida. Agências que ainda podem atuar como verdadeiros tsunamis econômicos, com capacidade para deixar na ruína, a países, já não de primeiro ordem; como a inícios deste século; mas que  permitem Ocidente sonhar ser, no economico, o eterno comandante.

Enquanto ao terceiro tabuleiro, o social – político – cultural; Rússia como nunca antes está a manter um desafio sem igual, ao criar um novo centro geográfico temporal material e mesmo religioso (algo que nem mesmo ousou a própria URRS). Centro Euro-Asiático, por um lado baseado na ideia de Alexander Dugin, de ativar um poder eslavo-oriental e, por outro refutando a mesma história criada pelo Ocidente, permitindo mesmo ao Prof. Anatoli Fomenko, pôr em dúvida a Cronologia Oficial (já posta em questão  em seu dia, nada mais e nada menos, que por Sir Isaac Newton). Cronologia elaborada, em favor do centro ocidental, pelo filólogo e historiador Joseph Justus Scaliger e o jesuíta francês Dionysius Petavius (Denis Pétau); entre os séculos XVI e XVII.

Ao tempo que Moscovo, peleja com vigor, e certo sucesso, pese suas limitações, na área global das telecomunicações – criando e consolidando devagar, uma Mídia global própria. Mídia que transmita sua particular visão dos factos. Nesta nova narrativa russa, o mundo eslavo torna centralidade. E para consolidar uma raiz histórica, os antigos Etruscos, são associados com este mundo, dado aquela língua etrusca que parecia ilegível, pode agora ser traduzida desde sua comparação com as línguas eslavas atuais. Para terminar de construir este edifício, a Igreja ortodoxa, toma tal relevo na Rússia, que vai caminho de tornar o seu povo, no mais religioso do mundo. Para completar esta jogada mestra geopolítica, o governo russo, trabalha com eficiência na ideia de converter-se na salvaguarda da raça caucásica, aproveitando sua ubicação geográfica, clima extremo e dura adaptação medio ambiental, no sentido de impedir um excesso de mistura racial (algo imparável no resto do mundo, que avança a favor da confluência) Tornado-se uma barreira legal eficaz à penetração da migração provinda de zonas islâmicas. Putin, mantendo aquele velho discurso de: se querem vir a Rússia, terão de adaptar-se as leis e cultura russa.

Para um melhor encaixe no político, Dugin, elaborou àquela aliança pardo – vermelha, que permite a Rússia apoiar tanto movimentos de direita ou de esquerda, contrários, em início ao Ocidente Globalizador. Por isso, entre outros motivos, o poder ocidental reagiu, e parte da sua elite, apoiou o presidente Donald Trump, e a nova estratégia conservadora de Steve Bannon; que quanto menos retira a extrema direita de ser um corrente de transmissão dum pensamento criado em Rússia. Assim uma extrema direita global, em início em luta com o poder Bancário Privado Ocidental, agora adota incorporar a sua programação económica à agenda neoliberal, impulsionada por este poder privado financeiro. Dai que lideres como Orbán em Hungria ou Le-Pen, na França, rumaram de pró-Putin a pró-Trump, dançando agora ao son de Bannon. O caso do Primeiro Ministro Italiano, Matteo Salvini, é mais recente, pelo tanto já entrou de pleno na onda Trump – ainda sua aliança com um setor da extrema esquerda, representado pelo movimento 5 estrelas, devia responder mais a conceito pardo – vermelho de Dugin.

China move-se neste tabuleiro social e cultural, manifestando uma raiz filosófica de claro matiz konfuziano, mas que se expande seguindo a regra taoista de “se flui certo, se roça errado”.

Através do poder económico chinês, elaboram alianças globais, em todas as regiões do mundo, melhorando a oferta do anterior “vassalagem às dividas soberanas impagáveis” que oferecia Ocidente, com a intervenção do FMI e o Banco Mundial; que na pratica entregava ao centro ocidental, todas as riquezas do subsolo no resto do mundo. China oferece um intercambio económico, no qual introduz o matiz cultural da “parceria entre amigos”, que se manifesta mais atrativo para o anteriormente chamado “3º Mundo”. Dai a necessidade de Washington de travar o mercado livre e aberto em todo o planeta, e começar a guerra alancearia com Beijing. Restringido mediante acordos, país por país, o acesso da China a grande parte do globo. No entanto China, tem-se posicionado muito bem em grande zonas da Ásia, África, ainda que agora perdendo zonas estratégicas da América (como o México, mas tentando reavivar Argentina). Esses ótimos posicionamentos lhe tem permitido trabalhar a fundo, para virar o centro de desenvolvimento mundial do Oceano Atlântico ao Pacífico. Esta é outro dos lados, da guerra dos nossos dias. As três rotas chinesas, da seda por trem, com chegada ate Madrid, na Espanha; a de navegação pelo Ártico, e a de circum-navegação pelo Pacifico – Indico – e Atlântico Sul, têm de ser travadas ou minorados seus efeitos, pelos EEUU. Mas sem prejudicar brusca e gravemente doente economia global, ou a seus aliados íntimos, como Itália, Espanha ou Portugal, que dependem para sua subsistência das rotas chinesas de ida e volta, e do apoio de Beijing a suas respetivas dívidas soberanas.

Toda esta madeixa holística energética de mudança, que incentiva movimentos de cambio e iniciativas que geram dinâmicas de mudança; permite verificar a queda dum velho ciclo. Assim, podemos observar como o ainda vigente ciclo atual de Centralidade Norte, criada a partir dos diferentes centros geográficos, que ao longo da história se tem revezado no hemisfério norte (desde Oriente ao Ocidente) chega a seu fim. Virando agora a marcha evolutiva da história desde este Hemisfério Norte, para o Hemisfério Sul.

Será nosso atual Império Ocidental (agora mesmo em confronto, entre diversas conceções do mesmo, mal resumidas entre supostos globalistas e supostos nacionalistas); será tal vez o último grande poder deste Nortenho Hemisfério? O poder temporal material representando hoje pelos USA, terá que ceder sua hegemonia momentaneamente a Russa China, enquanto um novo centro evolutivo se prepara no Sul do globo terráqueo? O Poder temporal religioso de Roma, cederá momentaneamente sua supremacia em face da Terceira Roma temporal de Moscovo? E o poder atemporal espiritual, estará já rumando do Oriente, dos Himalaias teto do mundo, em face da América do Sul; tal como lhe foi revelado a Ferdinad Ossendovski, pelo último buda vivo da Mongólia? Será que não haverá já mais iluminados seres de luz orientais e, começará o novo ciclo espiritual ocidental, alumbrando seres novos de amor, na América do Sul, ao perderes o Norte da América, a oportunidade que lhe quis brindar em seu dia a teósofa russa Elena Petrovna Blavatskaya; mais conhecida pelo sobrenome de Blavatsky, ou o acróstico HPB?

O trabalho que não pode realizar HPB, nos Estados Unidos, foi continuado com certo sucesso pelo prof. Henrique Jose de Souza, no Brasil. Seus discípulos têm criado, com grande esforço, perseverança e fortaleza moral, um novo centro geográfico espiritual; como bem tem referenciado o ilustre estudioso “da Ciência das Idades” Roberto Lucíola, no seu “Caderno Fiat Lux, nº 18” (que hoje podemos consultar em internet, graças ao amável trabalho de divulgação, feito pela Comunidade Teúrgica Portuguesa).

Mas a esse trabalho de matriz espiritual, deve ser achegado um novo trabalho de matriz filosófica – cultural, que deve trazer consigo a criação dum novo centro irradiador duma nova pauta evolutiva para à humanidade, e que deve estar baseada naquela “Tripla libertação” ou “Tripla Pacificação”, da qual já temos falado em outros artigos e estudos. Pacificação Tripla, Trisquel Libertador, que se baseia na pacificação individual da pessoa, por meio de transformar suas tendências negativas em positivas. Uma vez pacificado o indivíduo, a segunda paz do trabalho social comunitário de confraternização da sociedade entre si e com o meio ambiente. E por último, mas não menos importante, o terceiro esforço: uma vez pacificado homem-mulher-planeta, iniciar o trabalho da pacificação entre os povos, por meio do diálogo permanente. Permitindo finalmente um novo despertar das consciências que nos possam tirar do mundo da guerra, no qual hoje, por desgraça ainda vivemos. Mundo onde ainda prevalece o primitivo instinto animal, que uma vez domado (tal como fez Hércules nos seus 12 trabalhos, tal como se “Doma o boi” mediante a prática zen) nos vai permitir elevar-nos ao caminho da paz, amor-sabedoria, valor, onde é suprema a intuição racional ética.

A psique dos desejos associada as paixões, é substituída pela psique das necessidades reais, associada a harmónica razão, como organizadora do entorno. Utilização da razão para o beneficio do conjunto, não para a satisfação do capricho.Trunfa a necessidade de equilibrar a natureza exterior que nos rodeia, com a natureza interior que nos afirma como seres grandiosos.  Se sobrepõe ao instinto egoíco de realizar as baixas paixões impulsivas – compulsivas, que todavia nos dominam, a intuição  deperta, que trabalha no plano individual e coletivo. Isto permite, que a velha guerra entrava entre os dous modelos, o coletivo ou comunista, e o individual, o liberal, sejam harmónicos e complementares. Funcionando em homeostase, pois o individual trabalha em favor do comum, e o comum trabalha em favor do livre arbítrio, construindo essa comum unidade, que é a comunidade. Fora do poder guerreiro comunista atual, onde o indivíduo perde a liberdade em favor duma elite estatal; e, longe também, do poder guerreiro liberal, onde o indivíduo fica atrelado a sorte do poder das Corporações Privadas.

O ser humano adentra-se na senda do correto viver e o bom conviver.

Para todo este processo evolucional, verificar-se, é preciso criar um novo centro, que irradie esta nova consciência psíquica, ligada agora ao novo ciclo civilizacional. Centro que já não poderá ser criado no hemisfério Norte, que já deu a humanidade, anteriores tónicas evolutivas. E que ainda vive pendente de resolver velhos carmas. Entre eles, o poder Ocidental criado, pela Inglaterra, trás vencer a Espanha, Holanda, já decaído Portugal. Inglaterra que mais tarde precisou da ajuda da Rússia para vencer França e Alemanha; sendo que depois cedeu seu trono a seu filho os Estados Unidos da América. Agora esse Império Ocidental confronta de novo a Rússia (que acreditavamos definitivamente derrotada no início da década de 90, do século passado). Império russo aliado agora  com a velha potencia chinesa, anteriormente derrotada pelos britânicos trás a guerra do ópio. Não esquecer a herança bizantina da Rússia, e a derrota deste império pelos otomanos, mas antes pelo poder veneziano aliando com os templários. Dessa vitoria dos Palaviccini venezianos sobre os Paleologos bizantinos, se arrastam muitas das conexões, do confronto Ocidente – Rússia. Ao igual que da retirada do poder iraniano – persa, no homólogo golfo pérsico, pelo império vitoriano da Grã Bretanha, se embrenham muitos dos caminhos da guerra no Oriente Médio; junto ao apoio ocidental a dinastia sunita dos Saud, na Arábia Saudita, em contra das promessas feita por Lawrence da Arábia, na criação da grande nação árabe, também tomam raíz conflitos como o Sírio de hoje.

Assim pois, hoje o mundo de novo vira em confronto entre o Poder Ocidental e o Euro Oriental, representado na atualidade pelo acomodo Russo Chinês. Pondo em risco a precaria paz.

Precisamos. Aqui, duma terceira força intermediária, constituída no hemisfério Sul, que sirva de travão, as dinâmicas belicistas, ainda não superadas pela humanidade. Uma terceira pata para equilibrar o banco. Uma linha mais para formar o triángulo equilátero ou do equilibrio.

E somente uma aliança entre a milenar mãe índiana, da pacifica visão de Gandhi; o sul da África abandonada, aberta à esperança pelo legado do persistente Nelson Mandela, e o espiritual Brasil renovado, do sono de ser o país do futuro; podem juntos organizar essa terceira via necessária, que vaia acomodando as ânsias guerreiras ainda prevalecendo no Norte, ate as ânsias mas calmas, que já muito devagar começam a tomar raízes no Sul. E escarnificadas em inicio deste século pela magnifica diplomacia brasileira de paz, que evitou no seu dia confrontos regionais muito enquistados.

Mas para efetivar este grande desafio, o Brasil, precisa abandonar as velhas cadeias, de viver ancorado a dinâmicas de guerra fria – polaridade extrema – entrega de seu destino a potencias forâneas, bem sejas de um ou outro polo, e rumar com firmeza, na criação dum Lobby de Pensamento Próprio, que abra um diálogo participativo permanente de toda a sociedade brasileira. Intercambio académico, institucional, e de base em torno dum novo projeto de país. Criando um marco, em inicio psicológico, dominante no imaginário individual e coletivo, que possa logo refletir num marco legal novo, onde esquerda, centro e direita, tenham acomodo dentro dum projeto mais amplo de novo paradigma civilizacional. Paradigma que o Brasil tem o dever de dar impulsão por meio, e no meio, da CPLP – Comunidade de Países de Língua Portuguesa; em aliança com o Sul da África, a Oceânia do Timor e bom realcionamento com a Australia e, a Índia, do saber veda e gandhiano.  Novo paradigma civilizacional enraizado na exterior tripla libertação, e na interior tripla visão do chamado bom, bem e belo.

O resto dos países e regiões da cultura global galego-portuguesa, deveremos achegar nossos esforços nessa direção de criar um novo centro irradiador desta milenar nova semente, que agora deve abrolhar para o bem da humanidade. Em esse sentido a Galiza como mãe da semente que deu ao mundo o galego – português sua língua, e como mãe do ramo sub-racial celta, deve aprofundar na sua espiritualidade celta, na sua cultura galega internacional (rumando sua língua à unidade do seu tronco comum).  Assim como legar a esse país que é já um crisol de culturas globais, chamado Brasil, sua poderosa matriz feminina, seu legado da Deusa Soberana, capaz de traspassar a taça útero, nascida nesta terras do atlântico norte, para ser resguarda, misturada e acrescentada, com o resto das tradições indígenas, e mundiais, que farão do Brasil, o cadinho dessa nova humanidade. Fazendo boa aquele pensamento do ilustre filosofo português Agostinho da Silva, que anunciava, já a meados do século passado, que da aliança da Galiza e o Brasil, surgirá um novo caminho para uma nova humanidade.

Cada país, cada coletividade desse imenso mundo que é a CPLP, têm sua parte de responsabilidade, em esta imensa tarefa de criação duma nova civilização oceânica, mistura de raças, ponte de culturas e solo fértil de sementes, de todas as terras, que ate agora têm achegado seu saber, em favor de toda a humanidade.

Neste novo caminho, que se inicia tendendo pontes, a Galiza, lhe couve a honorável, mais basta lavoura, de criar redes de dialogo, compreensão e unificação do mundo hispano e lusófono. Impedindo velhas visões supremacistas, de línguas e culturas, que se impõe umas acima das outras. Lembrando ao mundo, que já o prof. Carvalho Calero tinha sinalizado, que tanto castelhano como galego português, nasceram ambos do proto galaico, surgido da mistura do latim e gaélico céltico original da velha Gallaecia, terra da Deusa Mãe Cailleach. Útero, taça, local protector da semente.

Que cada membro de esta extensa comunidade, tenha a bem realizar sua obra, com amor, honestidade, ética dedicação e constante vontande de agir, apesar das dificuldades. Assim Seja!

Artur Alonso Novelhe

Artur Alonso Novelhe

Galego, mas nascido no México, é diplomado pela Escola Pericial de Comércio de Ourense. Exerce como funcionário do Serviço Galego de Saúde do Governo da Galiza. Publicou várias obras de poesia e colabora habitualmente com diferentes publicações, entre as quais o PGL. É sócio da Associaçom Galega da Língua (AGAL) desde os meados dos anos 80 e académico da AGLP.
Artur Alonso Novelhe

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