A Humanidade na Transação dos 5 ciclos



Vivendo no abismo da ignorância, embora julgando-se sábios, tolos iludidos dão voltas e voltas,
cegos levados por cegos”
(Os Uspanishad)

O movimento pendurar

kali-yugaA natureza trabalha em ciclos: ciclos de reciclagem – morte, de renovação – nascimento e de assentamento – evolução (maturidade dentro da homeostase sistémica). Assim trabalham as estações do ano, com a primavera da semente, deixando passo ao verão da colheita, que deixa passo ao outono da queda da folha, que vai adequando a terra ao descanso do inverno. Assim também funciona o corpo humano, com seus ciclos de nascimento, crescimento, mocidade, maturidade, velhice, já caminhando para a reciclagem – finamento. A eles aderidos os ciclos de evolução psicológica do humano ser. No universo também os ciclos, a maior escala funcionam. Como fala o Caibalion: “Acima igual que abaixo”… Todos estes ciclos, naturais e cósmicos, de modo pendular avançam, alternando-se e modificando-se, por meio da pressão continua, que imprime a própria essência da vida, fazendo da contínua mudança o signo da vida.

Cinco são, agora, os ciclos de mudança sistémicos e cósmicos, que se entre-cruzam no incerto caminhar da humanidade, em estes tempos de crise, a causa precisamente da morte do velho, e do ainda não surgimento do plano novo, que dará gestão a um novo nascimento. Cinco ciclos transitando pela estrada da renovação, sem concretizar ainda as raízes, que os irão sustentar: raízes agora em crescimento. Cinco ciclos em declino, passando agora pelo túnel obscuro, ate a chegada da alvora respetiva, quando os novos ciclos eclodir.

Cinco são, agora, os ciclos de mudança sistémicos e cósmicos, que se entre-cruzam no incerto caminhar da humanidade, em estes tempos de crise, a causa precisamente da morte do velho, e do ainda não surgimento do plano novo, que dará gestão a um novo nascimento. Cinco ciclos transitando pela estrada da renovação, sem concretizar ainda as raízes, que os irão sustentar: raízes agora em crescimento. Cinco ciclos em declino, passando agora pelo túnel obscuro, ate a chegada da alvora respetiva, quando os novos ciclos eclodir.

O Mega ciclo cósmico da Kalhi Yuga, ou Idade do Ferro – avançando em face da Satya Yuga, ou Idade de Ouro (dos que falam os mitos indianos: Satya Yuga, Tetrâ Yuga, Dvâpara Yuga e Kalhi Yuga). O ciclo médio cósmico zodiacal da Era de Peixes transitando à Era de Aquário. O ciclo pequeno terreno do domínio político, social e económico dos mercadores, para o novo ciclo de domínio político, económico e social dos cidadãos (antigos servos dos sacerdotes, senhores e mercadores). Do ciclo psicológico dominado pelo mental concreto racional, como experiência focal, através da qual o mundo era visionado (com a era do iluminismo, como seu pico mais alto) – ao novo ciclo psicológico do mental abstrato ou intuitivo, como novo centro de consciência e novo veículo da aprendizagem cognitiva, da futura humanidade. Agora estamos precisamente no transito, ponte onde os dous mentais começam a funcionar em conjunto e adentrar-se na fusão, absorção de ambos, numa nova conexão com uma realidade, já efetivada pelas novas tecnologias que precisam entender a realidade, não linearmente, senão por meio de pacotes de informação, para entender a qual é preciso ativar a Mente Intuitiva …

E finalmente, o 5º ciclo de mudança do ser, desde aquele homo sapiens sapiens, raiz do ser humano atual, a um novo homem, hibridação com a Inteligência artificial – Estando este processo, no momento atual, numa fase de inicio da convivência, conhecimento mútuo Ser Humano – Inteligência Artificial, que ainda vai demorar séculos (Situação final que permitirá ao novo híbrido ser, explorar e conquistar novos territórios no nosso solar sistema, já não tão submetido às restritivas condições de atmosfera e ambientais, as quais nos dias de hoje, o ser humano está adscrito).

A Continua mudança

Podemos gostar ou não, das mudanças. Podemos observar tolice ou falta da senso, na exposição anterior.

Mas as mudanças acontecem, e aqueles que não se adaptarem simplesmente terão de sucumbir.

Neste aspeto, as mudanças continuas que trazem desenvolvimento de novos paradigmas, que já são visíveis a dia de hoje, como a transação do ciclo pequeno de dominação terreno dos mercadores aos cidadãos, apressura ou agiliza os câmbios estruturais, que faz um século pareciam impossíveis.

Os atores principais, que controlam os fios do poder, por trás da plateia dos governos e atores estatais em concorrência: aquelas famílias e organizações, que estas familias comandam, no topo da pirâmide, já moveram seus peões.

A encíclica vaticana “Laudatus Si” (sobre o Cuidado da Casa Comum), efetuada pelo Papa Francisco, a 24 de Maio de 2015, junto a “Agenda 2030” da ONU, em parte condizente com esta encíclica, marcam inevitavelmente o caminho de mudança a realizar pela Elite Ocidental, sejam quais quer que sejam (direita, esquerda, centro, ecologistas, nacionalistas, globalistas…) os atores secundários, a gerir o poder temporal provisoriamente.

As elites chinesas, bem podem adaptar-se a este plano provisório (havida conta o modelo de dominação social chinês estar a demonstrar-se adequado, para os anseios de controlo social, das elites ocidentais, viradas ao neo-feudalismo), no entanto China quer comandar este processo, e não se fia do Ocidente, desde que nos inícios dos século XIX, o poder Britânico, através das 2 guerras do ópio, iniciou a submissão do Império do Céu, aos “Donos momentáneos da Terra” .

Enquanto o poder Ocidental acha ainda o corpo norte-americano pode seguir sendo o centro do mundo, ainda por algum tempo, pois a Euro-Ásia, proclamada pelo Alexander Dugin, na 4º Teoria Política e seguida pela elite russa fiel a Putin, não permite totalmente controlar a Rússia para o lado do Ocidente. Dai a fricção, no mundo atual. E a nova guerra fria, com dous bandos conflituantes: Rússia-China e Ocidente (em divisão, aparente, trás a quebra sistémica financeira de 2007-2008, acelerado o desencontro durante a administração Trump)

Cada quem procura seu acomodo

Neste novo processo, os três poderes civilizacionais, que lutam pela hegemonia no mundo (ainda mantida pelo Império Ocidental, em descomposição, de momento lenta do seu corpo de combate) estão marcando as agendas de transação, mais adequadas a seus planos respetivos de domínio. Agendas ainda, em parte, aderidas a Era de Guerra da Kalhi Yuga, que não deixará de ser a experiência principal (a guerra física, de momento no mapa mundial ainda económica e psicológica, mas mesmo em combate permanente nas franjas de fricção como a Líbia e a Síria – Oriente Meio segue a ser a chave de controlo do mundo)…

Esta Kalhi Yuga comandará ainda a experiência da humanidade até chegar a aguardada Satya Yuga,ou Idade de Ouro, que todos os grandes poetas clarividentes cantaram, como nosso espiritual Eduardo Pondal, no nosso Hino Iniciático Galaico, em aquele Os tempos são chegados e as nossas vaguidades, cumprido fim terão” Referindo-se precisamente ao fim da “Longa Noite de Pedra” cantada por outro sensitivo poeta galego, o universal Celso Emílio Ferreiro…

Esta Kalhi Yuga comandará ainda a experiência da humanidade até chegar a aguardada Satya Yuga,ou Idade de Ouro, que todos os grandes poetas clarividentes cantaram, como nosso espiritual Eduardo Pondal, no nosso Hino Iniciático Galaico, em aquele Os tempos são chegados e as nossas vaguidades, cumprido fim terão” Referindo-se precisamente ao fim da “Longa Noite de Pedra” cantada por outro sensitivo poeta galego, o universal Celso Emílio Ferreiro…

China – em aliança com Rússia – trabalhando para situar o novo centro geográfico em Oriente. Tendo em conta que os trabalhos de nova humanidade, sempre se iniciam no Oriente (lembremos o Oriente Fértil e a civilização Sumeria- Babilónia – A civilização milenar chinesa – a Índia Védica…), e que estes trabalhos, finalizam, com o aperfeiçoamento daquela humanidade – hoje cientifica e tecnologicamente muito avançada – no Ocidente (Mediterrâneo – Egito – Grécia – Roma – Civilização Islâmica e finalmente Europa e Norte-América)… Aparenta a aposta chinesa ser forte e possível, dado ainda não estar o Hemisfério Sul preparado para receber uma encomenda tão gigantesca como ser o Novo Centro Geográfico da nova humanidade.

Deste jeito, podem os chineses talvez estar no certo, e os novos trabalhos civilizacionais voltem ao Oriente, para depois finalizar seu aperfeiçoamento, no Ocidente, já não no Hemisfério Norte, senão no Sul. Esta hipótese, precisa ser mais detalhada, em novo artigo.

A Rússia eslava – em aliança com China milenar – voltada agora para construção da nova civilização Euro-Asiática (apoiada, como já falamos, na teoria da 4 Teoria política holístico cientifica de Alexander Dugin) pretende ocupar esse central espaço, a sua vez, afiançar o Novo Centro Geográfico, em associação com o poder Persa xiita do Irão, e o poder tecnológico alemão (este 2º ainda muito reticente, a formar parte desta aliança). Poder alemão centro irradiador da União Europeia; ao qual os russos pretendem seduzir para complementar, com o Poder Economico Global chinês, na nova rota Lisboa – Xangai. Em conexão com o controlo de Beijing das outras novas rotas da seda marítimas e terrestres…

Tendo em conta que os Impérios, que se mantém no tempo, tem também se afiançam numa constituição tripla – Trísquel de assentamento Terrenal: com cabeça – ou mente – hoje em Roma (obelisco Vaticano – a mente; criadora de paradigmas); alma ou emoções – centro financeiro (que equilibra ou desequilibra o mundo) hoje na City Londrina (preparado este centro emocional desde o ano 48 da nossa era cristã dos peixes (os dous peixes eram o símbolo originário do cristianismo), quando o Império Romano Criou a raiz da atual City Londriana, na famosa milha quadrada – Obelisco de Londres. E finalmente o corpo, em Kalhi Yuga, era de guerra – com o Poder Combativo Talasocrático dos EEUU – Obelisco de Washington, herdeiro da estratégia de controlo marítimo do Império Britânico que lhe deu o revezo (USA país que desde sua independência em 1776, ainda não chegou da desfrutar um par de decénios de paz – corpo de combate imperial ocidental, após a II Guerra mundial).

Fazendo então esta avaliação – os poderes familiares, que por cima dos poderes político – económicos, – que a sombra, tecem e movem os fios do exterior poder estatal e supra-estatal, bem poderiam mudar de local de combate – comando, e escolher um novo corpo de poder, para sustentar um novo global império. Sobre todo agora que os Estados Unidos de Norte-América se corroí lentamente, desde a quebra financeira de Wall Street e a City Londrina, em 2007-2008.

Desde esse momento foi-se criando uma cisão no império ocidental, no modo de como desenvolver a expansão e consolidação da governança mundial, dirigida pelas elites brancas. Daí surgiu uma guerra civil encoberta nos EEUU, entre nacionalistas (cabeça visível, hoje, Trump) e globalistas (cabeça visível, hoje, Joe Biden). Sendo os primeiros favoráveis de manter o centro geográfico norte-americano, confrontando China e travando a globalização (na qual Beiging semelha ter vantagem) e; por outro lado os globalistas, que sonham o processo globalizado ocidental pode ser levado à frente, derrotando Rússia e com elo controlando China, ao fechar-lhe o espaço geográfico vital, de nova recolhendo-a, encolhendo-a sobre si mesma e, rendendo-a.

Para sonegar definitivamente a China, os nacionalistas norte-americanos, além de ativar a guerra comercial, impondo sanções ao gigante asiático e pressionado terceiros países, a deixar suas parcerias com o gigante oriental (para impedir a fluência das rotas da seda); precisam substituir a lançadeira comercial chinês, pelo novo contrato manufatureiro indiano. Para isso a Índia teria de entrar no jogo a favor duma nova aliança dentro da Nova Commonwealth, idealizada por Londres, trás abandonar a União Europeia; e a sua vez deixar o Poder das Corporações Norte-Americanas penetrar o Subcontinente indiano.

Mas Nova Delhi, tem boas alianças com a Rússia, desde faz decénios e sua parceria militar, assemelha firme. Além do poder indiano, ter constituído um dos seus piares hegemónicos, na sua própria e competitiva industria (algo que de penetrar em excesso as corporações do Tio Sam, pode ver-se em perigo)… Uma quebra da relativa harmonia entre China e Índia, como a acontecida há uns dias na fronteira, nunca definida, na Caxemira; é uma boa notícia para o poder Ocidental (e muito má para o poder russo)…

No entanto, a Rússia, subtilmente, já está tentando amanhar a situação, para evitar uma quebra real dos BRICS, algo mais vulneráveis agora, desde que o Brasil do Presidente Bolsonaro, virado a aliança com EEUU, já não é um parceiro prioritário, para russos e chineses.

Uma quebra da confiança chinesa – indiana, põe mesmo em causa a Organização de Cooperação de Xangai, para a Rússia e a China, vital. E para o poder multipolar que pretende substituir ao Poder Hegemónico Ocidental, uma mudança de alianças da Índia do nacionalista Nareda Modri, seria um golpe, senão letal, duma grande ferida de difícil conserto. Por isso Vladimir Putin, aguarda na próxima cimeira dos BRICS, em São Petersburgo, poder diminuir as reticências, no encontro a três, dos respetivos mandatários.

Antes de um dialogo mais construtivo, Xi Jinping terá de dar garantias a Índia, dum espaço vital no Índico, que consolide suas rotas rumo a África, onde a nação Sul-Africana é um grande parceiro dos indianos… Baixar as tensões entre Índia e China, aparenta o grande desafio da diplomacia Russa, para São Petersburgo, em data próxima devido a ser adiada este reunião BRICS, que inicialmente iria a celebrar-se em 21 de Julho de 2020.

O novo México de López Obrador, definitivamente ruma a integração Norte-americana com EEUU e Canada, tentando selar a mesma com a Administração Trump. Dentro dum novo tratado USA – México – Canada; no qual ainda México saindo o mais desfavorecido, poderia mudar as dinâmicas de submetimento – iniciadas com a conquista territorial em 1846 – e impedimento de desenvolvimento – iniciado no tratado de Bucareli, de 1923, assinado pelo governo de Álvaro Obregon. Todo este atrito do poder “gringo” à nação azteca, remarcado nas dinâmicas fabricadas, em 1913, pelo Coronel Erneste M. House, na ideia de conquistar México e transformar o resto da América Latina, em um continente preparado para entregar as riquezas do seu subsolo às corporações norte-americanas.

A viragem de Obrador retirar definitivamente no marco mundial, a tentativa de criar uma civilização hispana, da Baixa Califórnia, à Terra de Fogo. Tentativa da esquerda, denominada Pátria Grande – Derrotada definitivamente pelos EEUU de Trump, trás desmontar a aliança iniciada Lula- Chavez – Castro, e destruir o eixo hipotético Habana – Caracas – Brasília. Já desde o trunfo da revolução cubana, os norte-americanos fizeram a leitura oportuna dessa tentativa de nova civilização ancorada no socialismo, e apoiada pelo poder soviético, em pleno marco de guerra fria, após a II Guerra Mundial. Travando o avanço do contagio castrista e ampliando cerco económico a Cuba. Mas não foi ate a era Trump, e o derrubo da chamada a um ALBA Latino-americano, que definitivamente esta ameaça hispana ao centro geográfico anglo-norteamericano, no continente americano foi verdadeiramente revertido. Com a mudança pragmática do novo México de Lopez Obrador, o sonho civilizador hispano da esquerda, fica em fumaça. México quer ser um país norte-americano. EAssim o reivindicou diante de Trump, com valentia o Presidente López Obrador, que finalizou seu discurso com uma viva norte América e três vivas a México.

De fazer-se realidade este sonho de Obrador, México abandonará definitivamente o mundo hispano, tornando-se num futuro longínquo, novo membro da Comunidade Norte-Americana,

Para isso a volta as raízes indígenas, com uma narrativa de modernidade, será essencial. Tendo em conta os astecas eram tribos provindas do Norte da América. Ao mesmo tempo o catolicismo mexicano longe de dogmático, é sincrético. E o sincretismo mexicano, está fortemente assentando na ligação da virgem de Guadalupe a deusa Tonantzin – que representava a tripel deidade feminina. Tonantiz, que também era conhecida como “Nossa Senhora” ao igual que a Virgem do Catolicismo.

E ainda que México não tem o poder militar, económico e cientifico tecnológico de EEUU e Canada, tem o ventre fértil das suas mulheres um pode demográfico, em expansão. Estados como Califórnia, Texas e Arizona, tem cada vez mais perto da possibilidade de tornar-se estados com maioria mexicana. Obrador, que ainda não podendo declinar totalmente o voto mexica em favor dos Democratas, pode ativar algum voto, decisivo, em favor de Trump. Algo de muita importância para sua reeleição, pois estados como Texas, tem grande peso na eleição presidencial. Ao tempo o presidente mexicano, e tem tornado um bom parceiro na vigilância da fronteira sul do México, o que tem minorado o afluxo de imigrantes centro-americanos aos EEUU.

Ajudando a Trump, a cair não na armadilha de seus inimigos mais imediatos (é de rumor público as caravanas de Honduras, ser financiadas pelas organizações de George Soros, em certos aspetos muito contrário a Trump).

Toda esta viragem geoestratégica, deixa ao mundo latino uma única oportunidade de criar um centro geográfico civilizacional, num futuro, no Brasil. Mas de confirmar-se, já não será de todo latino, apesar das raízes Celto-Ibéricas, e sim oceânico. Com centralidade na CPLP – que a dia de hoje semelha pelo momento um clube de interesses. Mas antes Brasil terá de deixar as dinâmicas fratricidas confronto esquerda – direita, sair do controlo anglo-estado-unidense, e rumar para uma unidade nacional, pragmática, hoje muito longe, devido as características historias ainda a ultrapassar, que fizeram do país, uma economia dependente. Algo que falaremos um artigo específico.

Toda esta viragem geoestratégica, deixa ao mundo latino uma única oportunidade de criar um centro geográfico civilizacional, num futuro, no Brasil. Mas de confirmar-se, já não será de todo latino, apesar das raízes Celto-Ibéricas, e sim oceânico. Com centralidade na CPLP – que a dia de hoje semelha pelo momento um clube de interesses. Mas antes Brasil terá de deixar as dinâmicas fratricidas confronto esquerda – direita, sair do controlo anglo-estado-unidense, e rumar para uma unidade nacional, pragmática, hoje muito longe, devido as características historias ainda a ultrapassar, que fizeram do país, uma economia dependente. Algo que falaremos um artigo específico.

A queda do Gigante

Problemas no campo, desemprego, baixa no consumo (que supõe quase 2/3 partes da riqueza do país), acrescentam o problema da extração do petróleo de xisto. Mesmo a negativa da banca a financiar maciçamente o setor petroleiro, a as quebras de industrias do mesmo setor e do gás, põe aos mesmo setor bancário, em certo risco. A emissão maciça de moeda (como única solução viável a curto prazo), para manter vivo um sector financeiro desligado da economia real, com um surrealista compulsivo comprar ativos, já tóxicos, para evitar a quebra dos grandes conglomerados que sustem o poder económico global norte-americano…

Isso, por si, denota já um marcado signo de queda do poder imperial norte-americano. Dai que mais que nunca os EEUU, se vejam na obriga de parar as dinâmicas chinesas e russas, que de afiançar seu poder económico, cultural e militar, ali, onde os EEUU, por necessidades de retirada – contração , para anteder questões domésticas, deixam como espaço a preencher, por estar valeiro.

As sanções, havida conta de ainda Washington comandar o tabuleiro económico e financeiro, são agora a arma predileta, e já não somente vão encaminhadas a Moscovo ou Beijing, a própria Alemanha, vem de ser seriamente advertida, de continuar na construção, conjunta com a Rússia do gasoduto Nord Stream 2. Sendo a União Europeia, o maior comprador de Energia do mundo, assegurar sua manutenção é vital para Bruxelas. Pelo que ate o momento Alemanha, segue a desafiar e não ouvir as mensagem belicistas de Mike Pompeo.

No entanto os Estados Unidos, ainda podem mobilizar países dentro da União Europeia, muito próximos dele, pondo em xeque a política energética comum e, mesmo, a de segurança…

Dai que a Washington também lhe interesse incentivar as crises, que tenham como telão de fundo, o desgaste russo, mesmo se o nexo involucral se der em países da Europa.

Deste jeito a crise entre Azerbaijão e Arménia (dous bons aliados russos, no plano militar) traz dos nervos a diplomacia russa. A reafirmação do poder norte-americano em Ucrânia, não é bom para Moscovo. Dai as manobras, envolvendo grandes efetivos militares, a um e outro lado da fronteira, entre Rússia, Ucrânia e mesmo as Repúblicas Bálticas, incluindo a NATO, formam parte do ensinar músculo ao hipotético inimigo.

Guerra Total ou Acomodo Global?

Nos últimos dias, o presidente Donald Trump, aparenta recolher parte da agenda globalista, ao centrar em Rússia, também o velho debate, dos responsáveis, junto a China, do desgaste do seu Império. Ajudado pela Mídia e o governo britânico, inimigo secular da Rússia, de novo dia após dia, podemos observar uma dinâmica pré-bélica anti-rrussa e antichinesa, triunfando na Grã Bretanha e nos EEUU …

Algo que nos faz ver tanto Washington como Londres, estão a aceitar a unidade chino – russa, ser pelo de agora, impossível, de cortar. E o confronto direto com ambos, nos situa de novo, numa certa dinâmica de nova guerra fria.

Em estas dinâmicas, ambos bandos tentam conquistar espaços vitais, que os puder posicionar o melhor possível no final da partida, bem seja esta o acomodo global ou, o pior cenário duma guerra direta. Em esse sentido, Rússia – China, tratarão de convencer a Índia, de que a inserção no corredor Euro-Asiático, é mais proveitosa para ela, que sua aliança com o desenvolvimento Geoestratégico britânico e norte-americano do Indo-Pacífico…

Por contra os Norte-americanos e britânicos tentam mostrar a Índia, que o definitivo caminho de progresso, passa por uma inicial união geoestratégica dos países da Commonwealth, junto com os Estados Unidos. Proposta que vais mais além, da mesma Índia, incluindo o Sul da África, e que de prosperar, travaria a rota marítima chinesa do pacifico – indico – atlântico…

Mas de momento o atual governo de Sul-África, se sente mais perto da sua associação nos BRICS, cousa que no caso do Brasil, já teve mudança em favor dos Norte-americanos. Deixando, como falamos, desconfiança na Rússia e China, que devido a isso trabalham por afiançam laços entre si, e a Sul-África. Lutado a Rússia, no seu observar como oscila a Índia, de abrir pontes de dialogo com entre Delhi e Beijing. Nesta aposta pelo corredor Euro-Asiático, um fator de certa estabilidade diplomática, aparenta ser o Cazaquistão, cuja capital Astana (uma cidade planificada pelo arquiteto japonês Kisho Kurokawa), tenta jogar o papel da neutralidade à suíça. O governo de Astana tem bons relacionamentos tanto com os norte-americanos como com os russos e chineses.

Rússia, fez também trabalhos fortes de diplomacia, e presença militar no Oriente Médio, com apoio implícito do Irão. Tentando consolidar um projeto, que puder finalmente convencer a Alemanha, para tirar Europa, com o tempo, do centro Norte-americano. Algo impossível a dia de hoje, pelos laços, culturais, económicos e militares; apesar de na atualidade existir crises recorrentes com Washington,…

Por sua parte setores de pressão com influencia na Federação Russa, acham já preciso, neste estagio de confronto económico, cultural e geopolítico com os EEUU,sacar o rubro do seu atrelo ao dólar. Falam estes sectores mesmo de nacionalizar o Banco Central russo, incluindo, se for o caso, a retirada da Rússia do FMI e da Organização Mundial do Comércio. Assim, fazendo-se eco destas conversas, o expressa Nikolai Starikov, no seu recente livro “Nacionalização do rublo, o caminho para a liberdade da Rússia”. Na linha de Dimitri Rogozin, ou o mesmo Dugin, que acham Rússia deve enfrentar a EEUU, em todos os campos de batalha. Batalha, em todas as frentes, contra a Elite bancária global, que os russos nacionalistas encaram, como o grande inimigo que destroçou o império soviético… Finalmente com o intuito de criar um novo centro civilizador, para o qual mesmo se fazem trabalhos de negação da história ocidental, com os postulados de Anatoli Fomenko, de ré-estudar a cronologia oficial de Scaliger, por considerá-la tendenciosa e pró ocidental. Afirmando uma civilização etrusca, de raiz eslava (entre outras), ter sido deliberadamente ignorada.

Charles Hugh Smith, ao igual que o grande economista Michael Hudson, acreditam que o sistema de dominação económico, a imperar no mundo, é uma espécie de novo feudalismo. Com um poder bancário, na sombra, provocando crises que são aproveitadas para as Grandes Corporações, absorver empresas medianas e pequenas em falência. Receitar medidas de privatização aos estados, para finalmente submeter as populações e estados, ao pago duma renda perpétua, em favor destas grandes Corporações, que dominariam todo o sistema. Ficando, estes gigantes corporativos, com todo mercado sem possível concorrência, quebrando assim a lei de oferta e demanda, e finalizando o período de Capitalismo.

Um novo sistema de controlo piramidal em favor duma nova reorganização, dentro do novo ciclo dos cidadãos, onde graças às novas tecnologias, o cidadãos estariam controlados pelo poder Corporativo ou Estatal, semelha ser aposta de ambas elites: oriente e ocidente.

Dai, que o sistema de controlo chinês da cidadania, e o “crédito social” por ele implementado, não lhes seja particularmente desagradável, a novo poder neo-feudal ocidental. Senão tudo o contrário: numa nova sociedade dominada pela Inteligência Artificial, esse parece ser o caminho, de controle mais apropriado. Outra cousas são as disputas geopolíticas.

Modelos Similares

A única escolha que parecem deixar estas elites aos cidadãos, é optar precisamente, entre esse poder estatal ou aquele corporativo.

E essa aparenta ser a grande luta, a travar de momento por etapas, na tentativa de consolidação de áreas de influência. Com um final de acondicionamento – acomodo, ou guerra, entre Poder Corporativo Ocidental e Estatal Oriental…

A estas alturas do filme, a tentativa de uma nova humanidade, libertada, com poder emancipador dos cidadãos, fica longínqua. Aquela sociedade terá de ser construida com propriedade coletiva (tentativa de volta ao campo a criar novos projetos sustentáveis), associativa participaçao… Horizonte que aparenta, pelo momento, longe de nosso olhar mais próximo. Teremos ainda por diante uma luta de David contra Goliath, muito dificultosa.

Mas mesmo assim a cidadania, tem que procurar criar um contra poder – sem distinção de polos opostos (bem seja direta – esquerda, religiões, filosofias…), pois mediante a ativação da adversão dos polos (e o apego aos efémeros prazeres), estas elites nos controlam. Não permitindo-nos iniciar um Grande Movimento Cívico, pacifista e baseado na Ajuda Mútua, e no dialogo permanente, para criar em base ao que nos une…

Movimento fundamental, para no passo do velho ciclo dos mercadores ao novo dos cidadãos, de novo as elites no Topo da Pirâmide de Poder, não usurpem nossos direitos. Permitindo transitar por uma correta evolução, dentro da tónica de cada sociedade e cada indivíduo…

Libertar-se da prisão do medo ao contrário, que gera ódio, ressentimento e irracional sentimento de vingança, é o primeiro passo para libertar todo à humanidade da escravidão da Corporação Neo-Feudal ou do Estado Omnipresente

Em ambos casos, a propriedade privada individual, será abolida. Sendo, em estes casos essa propriedade a única garantia, de manter um foco de independência, frente aos abusos Estatais ou Corporativos. Num caso avançado de sociedade cooperativa baseada na ajuda mutua, a propriedade privada pode ser substituída, pela compartilhar de todos os recursos, mas para isso a consciência humana terá de avançar muito… E esse primeiro passo, consiste, agora, no início do aberto diálogo para o mútuo conhecimento, das sociedades entre si, e dos povos e culturas…

Quando eu saí em direção ao portão que me levaria à liberdade, eu sabia que, se eu não deixasse minha amargura e meu ódio para trás, eu ainda estaria na prisão.” (Nelson Mandela)

Artur Alonso Novelhe

Artur Alonso Novelhe

Galego, mas nascido no México, é diplomado pela Escola Pericial de Comércio de Ourense. Exerce como funcionário do Serviço Galego de Saúde do Governo da Galiza. Publicou várias obras de poesia e colabora habitualmente com diferentes publicações, entre as quais o PGL. É sócio da Associaçom Galega da Língua (AGAL) desde os meados dos anos 80 e académico da AGLP.
Artur Alonso Novelhe

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