Quatro geraçons unidas em homenagem a Isaac Alonso Estraviz, Martinho Montero Santalha e José Luís Rodríguez Fernández



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Isaac Alonso Estraviz (esquerda), Martinho Montero (centro) e José Luís Rodríguez (direita) durante o quarenta aniversário da AGAL.

Neste exercício de responsabilidade associativa tenho por diante o desafio de recolher nas minhas palavras o sentir de muitas pessoas. Quero ser a voz daquela mocidade que se incorporou à AGAL na primeira hora, preparada pola equipa fundacional: a Geraçom dos anos ’80. Poderiam estar agora mesmo intervindo Manuel Portas, Maria José Díaz Pinheiro, Luís Foz, Paulo Valério, Henrique Rabuñal, Carmo Cozinha, Ângelo Cristóvão, José Manuel Barbosa, José Francisco Carro, Manolo Forcadela, Carlos Quiroga, Ernesta Basanta, José António Souto e um longo etcétera. Todas e todos retornariam 40 anos atrás para falarem com orgulho dos seus mestres e contar-vos algo deste teor.

Em 1981 tínhamos entre 16 e 25 anos. Entrávamos na Universidade e uníamo-nos a quem estava já dentro dela e ainda àqueles homens e mulheres que obtiveram a licenciatura e que principiavam as suas carreiras docentes. Nos lançamentos da Dialéctica do desenvolvimento e do Estudo crítico vimo-nos, falamos e fomo-nos conhecendo e fazendo associaçom. Com José Luís de ponte entre a equipa profissional e a juvenil, o sistema de comunicaçom funcionava e foi assim que conhecemos os nomes de Jenaro Marinhas, de Ernesto Guerra da Cal e de Xavier Alcalá; recebemos convite para associar-nos à AGAL e, já nas assembleias, nutrimo-nos de amor à terra e de paixom dinamizadora através das palavras de Maria do Carmo Henríquez e de António Gil, de Elvira Souto, de Maria das Dores Arribe, de Ramom Lôpez Suevos, de Aurora Marco, de Martinho M. Santalha

Atrevo-me a sinalar um encontro simbólico do universo cultural emergente: as Jornadas da Poesia Galega, Portuguesa e Brasileira celebradas na Faculdade de Filologia em 1983. Ali estiveram Xosé Luís Méndez Ferrín, Bernardino Graña e Ricardo Carvalho; Sophia de Mello e Eugénio de Andrade; e o brasileiro Cláudio Murilo. A nossa equipa docente tecia  -como lhe chama José Maria Sánchez Carrión– o “espaço simbólico” do modelo de convívio policêntrico das diferentes literaturas do nosso diasistema linguístico.  Sobre essa base assentava o novo Seminário de Estudos Galegos em que nos formávamos antes de assistirmos aos cursos de alfabetizaçom celebrados na Residência Universitária do Burgo, ministrados por Manolo Portas e Luís Foz, e que serviram de preámbulo àqueles outros em que nos estreamos como docentes -com o Método prático como guia- no ano académico posterior, o mesmo em que se celebrou o Iº Congresso Internacional da Língua Galego-Portuguesa, onde conhecemos o Isaac.

Atrevo-me a sinalar um encontro simbólico do universo cultural emergente: as Jornadas da Poesia Galega, Portuguesa e Brasileira celebradas na Faculdade de Filologia em 1983.

Aquela cita de 1984 em Ourense foi o nosso primeiro ponto de encontro presencial. Com aqueles relatórios assimilados, e com os centenares de nomes e de obras descobertas, entrávamos na fase de levantarmos com as nossas próprias forças umha nova ponte, ao estilo da que pouco antes fora levantada para nós. A estrutura tomava consistência: Ricardo, Jenaro e Ernesto, da Geraçom do 36; Isaac, da das Festas Minervais; a legiom da da Transiçom; e a do Burgo das Naçons… trabalhando mao com mao.

Resultado daquela unidade assentada no respeito mútuo, multiplicaram-se os cursos e foram aparecendo Meendinho e Artábria e Bonaval e a Associaçom Nacional de Estudantes de Letras. Chegavam José Manuel Aldea e Xico Paradelo e os irmaos Alonso Nozeda; e Gonçalo Grandal e Maurício Castro; e Carlos Garrido; e Rosário Fernández Velho e Francesco Traficante; e Jesus Sanches Sobrado e Beatriz Árias… E o espaço simbólico fortalecia-se e aparecia o Movimento de Defesa da Língua, embriom da futura Academia da Língua Portuguesa.

Resultado daquela unidade assentada no respeito mútuo, multiplicaram-se os cursos e foram aparecendo Meendinho e Artábria e Bonaval e a Associaçom Nacional de Estudantes de Letras.

Com a mudança de século, incorporavam-se os nossos alunos e alunas oficiais: Séchu Sende, Beatriz Bieites, Eduardo Maragoto, Ugio Outeiro, Maria Vila Verde… Enfim: a semente da Semente. Já nom estavam Ricardo, nem Jenaro, nem Ernesto. Isaac passava a ser o nosso patriarca. Justificado estaria que naquela altura lhe tivéssemos tributado homenagem ao tradutor dos Salmos, editados em 1966, 40 anos atrás; das encíclicas de Joám XXIII e Paulo VI;  ou do texto do Concílio Vaticano II, que levava o subtítulo de “A Igreja no mundo moderno”.  Que bom seria que tivéssemos um carinho para o nosso mestre originário da Vila Seca de Trasmiras que com 30 anos já arava no amencer com a mesma paixom e amor à terra com que o seu vizinho de Vilar de Rei, Luís Álvarez Pousa, sementava loguinho de clarejar. Estaríamos fazendo justiça ao coordenador do Dicionário ilustrado, que começava a publicar-se em 1983; ou ao autor, editor e comercializador do monumental Dicionário da língua galega publicado em 1986, o mesmo que sintetizou a obra para que chegasse a um público mais numeroso na ediçom de Sotelo Blanco. Estaríamos dando alento ao mesmo lexicógrafo que seguiu apanhando, peneirando e atesourando 139.101 palavras para as entregar generosamente ao mundo através da internet: “Uma explosão de luz no universo da língua”.

Nom fomos capazes.

Em 2004, a coincidir com o trigésimo aniversário da publicaçom em Lisboa e Madrid do Manifesto para a supervivência da cultura galega, deveríamos ter nomeado Membro de Honra o Martinho de Casal de Gonce (Cerdido), um Irmandinho que colaborou para que desde Roma se lançasse ao mundo a mensagem reivindicativa do nosso idioma, como antes (1954) lançaram desde América os emigrantes e exilados que apresentaram a “DENUNCIA diante a Unesco da perseguizón do idioma galego poI-o Estado Hespañol”. Seria umha magnífica maneira de celebrarmos os 25 anos da ediçom das Directrices para a reintegración lingüística galego-portuguesa (Ferrol, 1979) e na mesma cerimónia teríamos oportunidade de festejar o décimo aniversário das Memórias de Filipe de Amância, pajem de Dom Merlim (Edicións Laiovento, 1994).

Tampouco fomos capazes.

No ano seguinte, em 2005, teríamos uma oportunidade ideal para nomearmos membro de honra o autor da ediçom e estudo do cancioneiro de Joám Airas de Santiago, publicado 25 anos antes por José Luís Rodríguez, de Vila Maior de Negral (Gontim), o mesmo que fora secretario da Comisión de Lingüística da Xunta preautonómica  que elaborou as Normas ortográficas do idioma galego (1980). Seria umha oportunidade de ouro, porque se celebrava o quinto ano  da apariçom dos dous volumes dos monumentais Estudos dedicados a Ricardo Carvalho Calero coeditados polo Parlamento e o Serviço de Publicaçons da Universidade de Santiago de Compostela; e porque nesse mesmo ano José Luís Rodríguez, umha aluna  –Carmen Villarino Pardo– e um aluno –Elias Torres Feijó– foram organizadores do VIII Congresso da Associação Internacional de Lusitanistas, celebrado em Santiago de Compostela sob o título Da Galiza a Timor: a lusofonia em foco.

Tampouco desta vez!

Na verdade, sonhávamos com fazer algo assim, mas nom tivemos capacidade para fazê-lo. O esforço comunicativo com o tecido associativo galego -por exemplo com Xosé Ramón Barreiro, em qualidade de Presidente da Academia Galega- tivo custos internos e avançamos mais lentamente do que seria desejável. Contodo, a passagem do tempo está-nos dizendo que selecionamos bem as prioridades. Mereceu a pena, porque abrimos os braços e recolhemos a aperta fraterna da Geraçom Através, a da autêntica transversalidade, e o que eram sonhos tornaram-se realidades tangíveis. Os livros começaram a chegar simultaneamente às principais livrarias de toda a nossa geografia, nos circuitos comerciais normais; o Portal Galego da Língua passou a ser gerido profissionalmente, como desejavam os seus criadores: José Henrique Peres e o Vítor Lourenço; os centros de ensino recebêrom a oferta de obradoiros ministrados pola AGAL; e a nossa mensagem prendeu nos Centros Sociais urbanos e nas Sementes que hoje emergem em toda a naçom.

Mereceu a pena, porque abrimos os braços e recolhemos a aperta fraterna da Geraçom Através, a da autêntica transversalidade, e o que eram sonhos tornaram-se realidades tangíveis.

Felizmente, hoje comparecemos na Nave de Vidám para agradecermos a generosidade do Estraviz que nos anos ’70 ensinava o idioma galego no Ateneu de Madrid e na Irmandade Galega-Lóstrego; a entrega do Martinho que fazia outro tanto incluso nas mesas dos bares em Ferrol, o mesmo que colocava nos bancos da igreja aquelas folhinhas com orientaçons para participar na celebraçom litúrgica; a dedicaçom do sucessor de Ricardo Carvalho na escola filológica de Compostela, que nos abriu as portas da obra de Manuel Rodrigues Lapa e da Col. Noroeste da Sá da Costa -o modelo editor de que gostamos-, dos Bichos de Torga, da Sibila da Agustina, dos Sagarana do Guimarães Rosa ou do Mayombe do Pepetela. Hoje, por fim, recuperamos o espírito da Escola das Areias, do Padre Sarmiento; e sentimos a força que nos transmitem a Escola de Fingoi e a do Colégio Rosalia de Castro, de Vigo, dirigido por Antia Cal.

Agradecermos a generosidade do Estraviz que nos anos ’70 ensinava o idioma galego no Ateneu de Madrid e na Irmandade Galega-Lóstrego; a entrega do Martinho que fazia outro tanto incluso nas mesas dos bares em Ferrol, o mesmo que colocava nos bancos da igreja aquelas folhinhas com orientaçons para participar na celebraçom litúrgica; a dedicaçom do sucessor de Ricardo Carvalho na escola filológica de Compostela, que nos abriu as portas da obra de Manuel Rodrigues Lapa e da Col.

Companheiras e companheiros da Geraçom Através (Valentim Fagim, Miguel Penas, Beatriz Bieites, Eduardo Maragoto, Maria Vila Verde, Ugio Outeiro…), a força do nosso amor é construtiva. Por isso queremos mais amor para José Maria Monterroso, Maria do Carmo Henríquez, Luís Foz, Joám Carlos Rábade, Moncho Reimunde, Veneranda Rodrigues, Manuel Rivero, Aurora Marco… que som Sócias e Sócios de Honra e a nós honra-nos honrá-los com esta distinçom. Nom é umha exigência. É umha mostra pública de que os nossos ombros estám aqui para colaborar disciplinadamente.

E para vós, Mestres de Honra, vai este  símbolo da metamorfose que queremos para a nossa terra e para o nosso idioma. É a história dumha família galega que no seu dia marchou para Guildford, na Inglaterra; que fijo fortuna económica e que retornou para começar aqui umha nova etapa. Em pleno século XXI, umha mamá e umha avó, viajam -desta vez como turistas- para mostrarem às netas onde está a génese do seu bem-estar. Naveguemos, pois, para o Norte:

A minha avó pediu-me
umha fotografia,
ela sozinha,
diante do primeiro hotel em que trabalhara.

A minha mai tiramos-lhe outra
no bolardo que atropelara
na sua primeira prática de conduçom
(pola esquerda).

[Mãe e filha; avó e mãe]
saem quase às escuras, deslumbradas pola luz dos faros,
um pouco movidas, a piques de vir caminhando
cara a nós

Nesse momento nom tapavam a cara

e assim é que os seus sorrisos

podem arder sempre.

O poema é de Laura Ramos Cuba, da quarta geraçom de filhas e filhos da AGAL, que recebeu o magistério do Isaac através do Dicionário; a mesma que aprendeu do Martinho através do Método prático; exatamente a mesma que fijo escola com as palavras do José Luís quando o entrevistou e juntos reivindicarom um Dia das Letras para Ricardo Carvalho Calero.

Isaac, Martinho e José Luís: a força do vosso amor dá resultados magníficos!

Bernardo Penabade

Bernardo Penabade

(Granhas do Sor, 1964) é professor de Língua e Literatura em Burela. Desde 2004 participa na equipa promotora da intervenção educativa Modelo Burela, dentro da qual nasceram os programas radiofónicos Projeto Neo (2012) e Grandes Vozes do Nosso Mundo.
Bernardo Penabade

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  • Christian Salles

    Fabuloso testemunho de quem presenciou os semeadores e preservadores do maior legado de um povo. Os guardiões da língua. Quisera que a história de 1982 fosse outra.

  • Antonio Gil

    Gostei bem do parlamento do Penabade.
    Mas, desculpa Bernardo!, acho que houve alguns silêncios, não silenciamentos, sem dúvida inadvertidos, como o do José Luís Fontenla Rodrigues, dos primeiros sócios da AGAL, verdadeiro fautor da internacionalização do Galego e dos seus problemas.
    Reconheço que nem sempre a AGAL com-sentiu com as IRMANDADES DA FALA DA GALIZA E PORTUGAL, nem com as comissões criadas ao caso para lograr que a Galiza, a parte galega da “Galicia autonómica”, participasse, como observadora, nos ACORDOS ORTOGRÁFICOS do Rio de Janeiro (1986) e de Lisboa (1990), este definitivo … como costumam ser definitivos os “acordos” lusofónicos …
    Contudo, como citaste em vários momentos os nome do saudoso Prof. Ernesto Guerra Da Cal e o do Estraviz, felizmente entre nós, pensei que poderias ter aludido ao facto de Guerra, o intermediador, e Estraviz, o portador da representação, junto de Fontenla, conseguiram, já disse, que os participantes portugueses, brasileiros e PALOPianos tivessem notícia do movimento reintegracionista na Galiza.
    Há como um entrelaçamento entre as reuniões do AO e os Congressos da AGAL. Ambas atividades ou, antes, molho de ações internacionalizaram a situação, triste e esperançada, das gentes galegófonas.
    Simplesmente queria apontar o que apontei. Apertas e desculpas!

    • Proxecto Neo

      Caro António, agradeço imensamente as tuas palavras. Gostaria de converter este texto num simples rascunho de algo maior, que necessitamos.
      Bem-vindo este primeiro contributo e bem-vindos outros mais!

      • Antonio Gil

        Bernardo, não há nada a agradecer. Bem ou mal, estamos no mesmo projeto e processo … Entre todos e mais, sobretudo entre os novos, coma ti, e outros ainda mais novos, tendes de ir para adiante. Outros já demos tudo o que podíamos dar e fazer. As “previsões biológicas” são as que são.
        Estou a escrever uma CARTA ABERTA AO ZÉ LUÍS RODRÍGUEZ em que também comento algumas coisinhas sem maior importância, mas intensamente comuns.
        Continuemos! Apertas!

        • Antonio Gil

          Se houver tempo e vagar, serão pelo menos duas as CARTAS ABERTAS. Já tenho o “visto e praz” do José Luís para a primeira. Hoje, 4 de janeiro, envio-a ao PGL e o PGL verá.

  • Bruno Faustino Durán

    Obrigado sempre, Bernardo! Eterno mestre meu do que nunca deixarei de apreender! Extraordinário relatório em que fica claro como foi o transcurso das cousas no mundo do reintegracionismo desde os inícios até hoje, pessoas e momentos chave… Acho que nem sempre forom fáceis as cousas nestes mundos como se desprende do teu texto. Também obrigado por um nome, o da educadora Antia Cal do Colégio Rosalia de Castro de Vigo, o qual desconhecia. Quanto ao Isaac, devo muito ao seu dicionário que muito me tem ensinado depois de cada consulta, iluminando-me o amplo e plural universo da língua galega. A minha sensação é que a incorporação de pessoas ao reintegracionimo é lenta mas progressiva e por isso são otimista. Acho que cada vez mais pessoas se aproximam e se não se tornam utentes podem coexistir sem problemas com os que sim o praticamos. Acho que no teu texto também lateja um alegado polo encontro, tão necessário entre tantos atores imprescindíveis polo porvir da língua. É por isso que me sumo a esse necessário espírito de concórdia e fraternidade que precisamos polo bem da língua do nosso povo pois é para mim honroso fazer parte dessa quarta geração. Abraço!

  • Arturo Novo

    Desculpai a minha ingenuidade e ignorância, mas eu levo pouco tempo no movimento reintegracionista e portanto desconheço muitas cousas do passado, pois não as vivi. A começos dos anos noventa, quando apareceu o Movimento para a Defesa da Língua, já existia a AGAL. Então que necessidade havia desse outro Movimento reintegracionista? Que passava, a AGAL não cumpria com o que se aguardava dela? Fico muito surpreendido, pois, não sei se a maior parte, mas sim boa parte, dos principais vultos desse Movimento eram sócios da Agal. Não entendo nada! Comenta o artigo que do Movimento para a Defesa da Lingua surgiu a Academia Galega da Língua Portuguesa. Até onde eu entendo, a AGLP é um órgão técnico. Nessa altura, na AGAL já havia umha Comissão Linguística, outro órgão técnico. Dous órgãos técnicos para a mesma função? Gostar-ía-eu imenso saber se a cousa vai de cabreados ou realmente havia a necessidade de criar um novo órgão técnico. E se realmente existia esta necessidade, desde dentro da AGAl não se podia atender essa necessidade? Comento isto, porque tal e como eu o entendo, dispersar esforços, sendo tão poucos como somos, talvez não seja a melhor das estratégias. Com este comentário aguardo não incomodar a ninguém, mas sentia a imperiosa necessidade de fazê-lo.

    • https://pglingua.org/index.php abanhos

      O MDL nada nada teve a ver no nascimento da Academia.
      Acho que a organização que se comprometeu mais com o nascimento da Academia foi a AGAL que eu presidia. Eu fum do MDL e da Agal o tempo tudo

      • Ângelo Cristóvão

        Tudo isto precisaria de alguma explicação mais ampla e detalhada, Alexandre. Com efeito, o plano original era que se integrasse na Academia a Comissão Linguística da AGAL e um nutrido número de professores/as universitários/as. Começamos com a criação de uma Comissão de Lexicologia e Lexicografia em maio de 2008. O desejo era reunir num mesmo projeto sectores que até essa altura estavam distanciados. De facto alguns dos mais destacados membros da CL da AGAL, como Carlos Garrido, Jorge Rodrigues e Maria do Carmo Henríquez, além de Estraviz, Montero Santalha, António Gil, Ângelo Brea, Luís Gonçales Blasco, Carlos Durão e Fernando Corredoira, participaram nos primeiros trabalhos para a elaboração do contributo lexical galego, que iria ser incorporado ao Vocabulário Ortográfico Comum. Porém alguns não quiseram continuar nesse caminho ou com essas companhias. Não me corresponde a mim explicá-lo.

        O trabalho lexicográfico que se realizava não era um brinde ao Sol, porque tínhamos a encomenda do professor Malaca Casteleiro, em nome da Academia das Ciências de Lisboa, de elaborar o contributo da Galiza, na sequência do compromisso adquirido em 1990 durante a elaboração do Acordo Ortográfico, onde participara uma “Delegação de Observadores da Galiza” integrada por José Luís Fontenla Rodrigues e António Gil Hernández.

        Finalmente o vocabulário (diferencial) galego, elaborado pola Comissão de Lexicologia e Lexicografia da AGLP, aproximadamente 900 entradas, foi integrado no Vocabulário Ortográfico da Porto Editora, no corretor FLiP da Priberam, no Vocabulário Ortográfico da ACL e no seu Dicionário. Neste caso deve citar-se o Instituto de Lexicologia e Lexicografia dessa instituição, e os contributos de Ana Salgado e Telmo Verdelho, que recolheram o que tinha sido feito anteriormente por outros colegas, durante anos.

        http://www.acad-ciencias.pt/academia/illlp-vocabulario-ortografico-da-lingua-portuguesa-vocabulario

        Por exemplo, ao procurar “meninho” no dicionário da ACL: https://www.volp-acl.pt/index.php/component/zoo/item/meninho?Itemid=688

        • https://pglingua.org/index.php abanhos

          E o Ângelo foi o deus que colocou a Academia nos trilhos

      • Arturo Novo

        Bom, depois das vossas explicações, o porquê da AGLP já o tenho um bocadinho mais claro. Agora só me falta saber o porquê do MDL. Existindo como existia a AGAL, a única associação de caráter nacional, portanto potencialmente aglutinadora de todos os movimentos locais, porque surdiu esse movimento? Em princípio, podia ser entendido como algo alternativo à AGAL, mas esta, surpreendentemente, também se integrou nesse movimento. Como foi a cousa?

        • https://pglingua.org/index.php abanhos

          A AGAL nunca se integrou no MDL, eram cousas distintas, que eu e outros que eramos filiados da AGAL nos filiáramos também no MDL, nada tem a ver.
          Nos últimos anos da presidência da Maria do Carmo Henriquez, a Agal estava numa situação de perda de filiação e de presença social.
          O reintegracionismo abrolhou em um grande leque de entidades locais, muitas delas pouco ou nada coordenadas. Além disso a Maria do Carmo convertera a AGAL num frontão, contra todos os reintegracionistas que não achavam razão de ser do om frente do ão, quando ademais disso as vantagens estratégicas dessa aposta não acabavam de aparecer por nenhures, nada mudava nos ILG-RAG e o somos espanhóis e não portugueses, pois a afirmação da especificidade galega, por cima de qualquer outra cousa, foi sempre uma afirmação de espanholidade,
          O MDL nasce reclamando o português padrão como língua da Galiza e a fala da Galiza como português da Galiza.
          As mudanças na AGAL após 2007, e o nascimento da Associação pro Academia no 2008, converteram o MDL em desnecessário, além de nunca chegar a funcionar como um verdadeiro coordenador de grupos locais.

          • Arturo Novo

            Ou seja, o MDL é um movimento contestário à política normativa que defendia a AGAL nessa altura, que não era outra que a conhecida como norma Agal. Norma Agal que também era contestada internamente. Contudo, a norma Agal continua vigente para muitos (eu mesmo, por razões de caráter prático, tanto no trabalho como para comentar no NosDiario, a utilizo), inclusive para a Agal. Bom, com o sabido necessito reflexionar um bocadinho. Resulta-me difícil, assim de primeiras, tomar partido. Não sei qual pode ser o caminho certo. Ora bem, eu nunca tratarei a “especifidade galega” como “uma afirmação de espanholidade”. De qualque jeito, obrigado pola deferência e amabilidade em informar-me.

        • José Luís Maceira

          O problema do Reintegracionismo é que, tendo uma ideia magnífica (muito mais entusiasmante que a do Isolacionismo), não a sabe cristalizar, não a sabe levar á prática ou não sabe como levá-la à prática.
          É visto, aos olhos da gente, como uma proposta imprecisa, caótica, utópica… e é por isso, em boa medida, que continua órfão de apoios nas forças políticas, mesmo nas nacionalistas.

          • Ângelo Cristóvão

            Não é tanto o problema do reintegracionismo, como o da comunidade linguística. Convém ver os problemas com perpectiva ampla. Ora, se for pedida uma rápida e simples, podíamos começar por equilibrar os apoios financeiros. Dá-nos a metade do orçamento do Consello da Cultura Galega e prometo que em 10 anos mudamos o rumo 180 graus.

          • Galician

            Sobre os dinheiros Ángelo eu acho que apresentando um bom projeto da AGAL-AGLP ou quem for à Fundação Soros estariam encantados de pôr o dinheiro que fizer falta para o projeto reintegracionista galego, mais iriam exigir rendimento de contas, objetivos claros e muita seriedade e profissionalismo. O projeto reintegracionista galego encaixa à perfeição na missão deles e no tipo de projetos que eles financiam na busca de sociedades mais abertas, integradas e na eliminação de fronteiras dentro da Europa e no mundo: https://www.opensocietyfoundations.org

          • Arturo Novo

            Isso que comentas da Fundação Soros semelha muito interessante. Talvez deveriamos profundar e debater mais em sério sobre a questão. As contrapartidas são lógicas e coerentes. Normal exigir rendemento de contas, seriedade e professionalismo. Isto não nos deveria botar para atrás. Fico grato de inteirar-me.

          • https://pglingua.org/index.php abanhos

            O problema não é do reintegracionismo, o problema chama-se espanha. O estado, incluída a autonomia, -que é um projeto de espanha concebida como uma deputação especial é que bem assumem os partidos sistémicos-, com os seus meios, com os seus dinheiros, com a sua escola nacional, com a sua policia com o seu sistema de justiça (que bem que aplica quando precisar o direito do inimigo) com o seu universo comunicativo…

            O problema é que como Portugal não é espanha, um desenho da Galiza “português” é um delito de lesa pátria, ao que se lhe podem pôr panos quentes, mas que não querem tolerar, e por isso Galiza é banida do universo comunicacional português, -recepção de meios-.

            Poder-se-ia ir na autonomia um pouco mais além, mas o estado tem um inúmero de instituição de essa realidade espanhola do galhego, que funcionam como um pejo, além do que elas possam dizerem até nos seus mais húmidos sonhos.
            GALEGO É REALIDADE ESPANHOLA E SÒ ESPANHOLA, e todos estão a abençoar isso.

            O impressionante do reintegracionismo, é que tendo uma ideia magnífica e quatro migalhas de meios, somos quem de pôr em questão o nosso statu quo nacional, é somos o elemento decisivo na Galiza para sobrevivermos, é impossível agir no país sem ter como referência a nossa presença.

            Além disso estamos num momento de recentralização do estado afirmando-se mais castelhano que nunca, que em tudo remam na mesma direção. Um pequeno exemplo dos inúmeros que há, que parece não ter que ver com estes temas, mas tem Eis:

            Em 1972 na ditadura, houve um grande movimento operário na Galiza, para pedir convênios de trabalho galegos, e que deixa-se de mandar Madrid. A repressão fora Brutal com muitos feridos e dous trabalhadores no Ferrol assassinados Amador e Daniel, ambos ligados ou próximos ao partido comunista da espanha. Hoje uma ministra “progre” filiada a esse mesmo partido, pacta com os sindicatos espanhóis, -a patronal sobre isso nem abrira a boca-, que na negociação coletiva todos os convênios que valem são os que se negociarem em Madrid. Isso vai de jeito fulcral como um míssil contra o espaço sindical autónomo das minorias nacionais do estado, e fai-no essa “progre” galega e do Ferrol, atraiçoando a pessoas mártires do seu partido e cidade.

          • Arturo Novo

            No seu dia as Irmandades da Fala deram passo ao Partido Galeguista. Ou o reintegracionismo toma exemplo disso ou o nosso futuro está complicado. Sem apoio político nunca estaremos visibilizados o suficiente. E tampouco podemos aguardar polo Bloque.

          • ernestovazquezsouza

            Também não…as IF não deram passagem ao PG… Muita gente nas IF não aceitou integrar o PG e em todas as vilas isto causou a dissolução ou uma integração de maiorias… Mas isto teve os seus custos tanto estratégicos como de recursos humanos… O PG chegou tarde a república e primeiro derivou á direita Perdendo gente de esquerda e depois á esquerda, logrando uma cisão de Direitas… E havia que ver que teria acontecido depois de se aprovar o Plebiscito… De não ter havido guerra… Talvez o PG se dividia três… Um fronte populista, um tipo PNV e outro de direita… O que sempre houve…

          • Galician

            O reintegracionismo sim que cresce, sobretudo entre a gente, que pinga a pinga vai aderindo, e isso e muito bom. Que não cresce ao ritmo adequado tendo em conta o potencial do produto que se oferece? Sim. E penso que hai muitos factores, o económico pode ser um deles, mais não o único e nem sei se o mais importante… Algumas ideias ao respeito.

            – Falta melhorar muito a comunicação e o MK. Este portal é um exemplo, tem magníficos contidos e sempre novos mais não cumpre os mínimos estandares quanto ao desenho que teria que ter uma web deste tipo hoje em dia.
            – Falta prática reintegracionista entre muitas pessoas que escrevem com NH, LH e tal mais na realidade a sua mentalidade e prática diária é mais isolacionista que outra cousa (e isso acaba aparecendo do seu discurso). Se tenhem o mesmo livro em castelhano e em português (custando mais ou menos o mesmo) estou seguro que muitos desses reintegracionistas isolacionistas vão ao castelhano.
            – Faltam contidos pedagógicos, titoriais, etc claros sobre as vantagens reais do reintegracionismo na vida diaria e como é últil para poder viver sem depender do castelhano para nada. Titoriais sobre como configurar aparelhos, colocar o Nexflix em galego-português, onde comprar livros, etc, etc… Muita gente sabe mais muita outra (clientes potenciais) não sabe…

          • Arturo Novo

            Pedagogia, muita pedagogia. Essa deveria ser a principal missão da Agal.

        • ernestovazquezsouza

          Não esqueças que não existe nem um isolacionismo unitário (parece, mas é apenas pelo caciquismo sistêmico e os quartos) nem um reintegracionismo unido… Não tem porquê existir, dado que abrange desde os críticos com o sistema isolacionista até os que apostam pela integração no português, passando por várias propostas e perspectivas… Umas vezes em pugna, outras interferidas por forças políticas, outras mais ou menos convivendo ou colaborando em momentos ou projetos…

          • Arturo Novo

            É interessante, e muito pertinente, o que comentas. Bem seguro, ao igual que o velho galeguismo o reintegracionismo, para mim o galeguismo mais moderno, tampouco é unitário. Eu por exemplo, tenho totalmente claro a aproximação ao português, mas o que já não tenho tão claro é qual é a melhor das estratégias para tal pretenção: se a norma a Agal ou o padrão português. Não o tenho porque acima de tudo a minha última pretenção é sempre política, mais do que técnica filológica-linguística. Para liberar a nossa língua, a nossa cultura, o nosso feito diferençal, e também para desenvolvernos economicamente, primeiro devemos liberar-nos da supremacia do castelhano. Por isso eu sempre intento mostrar-me inclusivo com distintos jeitos de entender o reintegracionismo. Para mim, sempre que procuremos aproximar-nos ao português, todos os caminhos são bons. A maior ou menor intensidade dessa aproximação deixo-a para a iniciativa de cada indíviduo. Ora bem, também entendo que devemos intentar marcar algum tipo de pauta ou orientação para essa caminhada. Para isto estám os nossos referentes. Do que não sou partidário é de fechar-se em excesivos devates técnicos que nos impeçam tirar para a frente. Se somos um movimento político, e o somos, temos a obriga de intervir em política. Não podemos deixar os nossos interesses em mãos alheias. E polo que observo, ninguém fala disto. Nem sequer como tal possibilidade.

          • ernestovazquezsouza

            Boa parte do reintegracionismo andou por décadas vinculado a grupos na onda do independentismo; parte do conservadorismo lusofilo não estava longe; a UPG sempre andou perto até que desbotou.. eu ajudei a fundar o Partido da Terra… Antes do ciclo das Marés-Podemos… nas que andou bastante reintegrara… Provar provamos…

            Hoje por hoje e depois de vários experimentos e de décadas de observação acho que a contrário o reintegracionismo deve aspirar a ser um espaço institucional com objetivos nacionais mas não políticos… A AGAL, para mim, devia aspirar a ser um Omnibus associativo linguístico-cultural do reintegracionismo… A AGLP já é uma Academia e devia continuar a sua consolidação para num futuro se integrar na AG hoje RAG recuperada destes anos loucos por fora do seu eixo…

          • Arturo Novo

            Porquê o Partido da Terra não teve continuidade no tempo? Ou aguardavam montes e moreias na sua primeira oportunidade?

          • ernestovazquezsouza

            Porque entramos num debate organizativo a respeito do modelo de partido e ganhou o setor que propunha uma descentralização completa, liquidação da estrutura e reativação confederada de Partidos paroquiais e comarcas… Aí os da emigração ficamos fora e o Partido autidissolto em organizações locais… A proposta era coerente, mas inviável e resultou na continuidade apenas de algum dos núcleos que tinha mais militantes e na deriva dos militantes nos núcleos urbanos noutras propostas, organizações…

          • Arturo Novo

            Uma lástima.

          • Galician

            Eu participei na fundação do PT com mais 3 ou 4 pessoas e afastei-me dele quando vi que o objetivo não era aspirar a ser um partido hegemonico na Galiza a nivel parlamentar, etc, mais um partido marginal a mais quando o único discurso passou a ser o decrescemento, as paroquias, e cousas polo estilo. Sim, são historias que estao muito bem, mais eu na me meto em política pra isso….

          • Antonio Gil

            Arturo, bem nos sabemos de nós, tu e mais eu … Surpreende-me muito satisfatoriamente o teu poder “inquisidor ” (perguntador e mesmo questionador). Se tens algum vagar, podes ver, na rede (sítio da AGLP e academia.edu; este nada tem a ver com a AGLP) o artigo “Estado, Nação e Tríade Linguística: teorização leve sobre factos graves”, meu, no BAGLP-1 (2008), pp. 89-104.
            Foi um intento de me (sic) explicar o que acontece na Galiza (española). Há outras muitas GALIZAS espalhadas pelo mundo adiante, todas GALIZAS, mesmo incôncias …

          • Antonio Gil

            Nesse BAGLP-1 (2008), Javier Vilhar Trilho publicou um artigo, engraçado, sobre a minha “teorização” (???) das notabilidades ou prebostes agentes ou agintes na CAGa e fora dela. O artigo compreende as pp.153-163.
            Também nesse BAGLP-1 (2008) podes ler o magnífico artigo do José Martinho Montero Santalha “O nome da GALIZA” (pp. 11-34.

          • Arturo Novo

            Já li esse artigo de José Martinho Montero Santalha. O li e o tenho impresso na casa. Com certeza, encantou-me pola sua clarividência e rigor.

          • Arturo Novo

            “Questionador” sempre e “perguntador” outro tanto. Se não perguntas não sabes, e se não sabes tampouco podes questionar nada. O que não podo ser nunca é “inquisidor”. Questionadores todos o podemos ser, inquisidores não. Para ser inquisidor há que ter poder, e eu não tenho poder ningum.

          • Arturo Novo

            Intentei entrar no enlace que me indicas, mas não permite. Igual se deve a minha torpeça nestes assuntos.

          • Antonio Gil
          • Arturo Novo

            Agora sim! Como comentei, o artigo de Martinho já o li. Quando tenha tempo, já irei lendo aos poucos o resto. Obrigado.

    • Antonio Gil

      Caro Arturo e mais:
      Eu tenho, já entre as nebulosas da velhice, uma visião (sic) dos movimentos galeguistas, entre eles os “lusistas”, bastante bem perfilada. Permite-me que cha apresente ao modo de apontamentos:
      ….
      Começa nos tempos do ministro Villar Palasí, valenciano, fautor da LEY GENERAL DE EDUCACIÓN (1970), franquista, mas seguida em grande parte pelas sete ou oito seguintes da democracia “plena”. Nela se introducia o ensino das “lenguas nacionales” (sic), para além da nacional estrita.
      Começaram os intentos de a aplicar, proveitosa e aproveitadamente, na Galiza sobretudo por professores das USC, mais ou menos acumulados no “Instituto de Ciencias de la Educación”, e pela RAG. O fruto (?) foi duplo (atento às datas):
      Por um lado, as Normas Ortográficas (1970) e Ortográfics e Morfolóxicas do Idioma Galego (1971) da RAG elaboradas mormente por Carvalho Calero.
      Por outro, a publicação, em 1971, de GALLEGO 1 (sic) e a constituição do instituto universitário de investigação, o ILGa, dominado pelo Constantino García González e os seus patrocinados.
      Ambas as linhas de atuação divergiam grandemente. O Constantino, que era asturiano, e os seus propunham uma espécie de asturiano-bable, enquanto a RAG procurava respeitar a tradição galeguista, conservada pelo grupo Galaxia, mais ou menos.
      A meu ver, daí arranca LA QUESTIONE DELLA LINGUA galega: populismo espaÑolizador vs. tradição (não tradicionalismo) galeguista.
      O ILGa imediatamente fez-se com os “cursiños” de “galego” para os mestres. Não podemos negar que o Constantino ia ao certo, ao domínio do processo españolizador da “lingua galega”.
      As NOMIGa carvalhanas (RAG) acabariam sendo sustidas pelos licenciados discípulos de Carvalho Calero até onde puderam e quiseram …
      Depois, Arturo, tudo foi o que acabou sendo:
      ISOLADORES, alguns deles bem subsidiados pelas “instituciones boubónicas”
      VS.
      “LUSISTAS” mais ou menos idealistas, pouco ou nada subsidiados.
      “Ámbolas” circunstâncias, condições e, em definitivo, factores, explicam, a meu ver, o acontecido até ao dia de hoje.
      (Posso continuar, mas noutra ocasião.)

      • Antonio Gil

        Evidentemente estou a tratar do reitegracionismo posterior à guerra incivil. O anterior não é menos rico.
        Parceira do reintegracionismo da pré-guerra era a RAG. Hoje a RAG ou o ILGa, tanto montam, são os mesmos, capitaneiam o isolacionismo. No meio e meio, franco, el claudillo, foi membro de honra da RAG.

        • https://pglingua.org/index.php abanhos

          A RAG de antes da guerra nunca foi parceira de reintegracionismo…isso parte do mito de o seu primeiro presidente Murguia tentar fazer um dicionário

          https://pgl.gal/a-desmemoria/