Por José Luis Fernández Díaz
Tendo os pés bem assentes na terra, fazer uma aposta pessoal por se dedicar aos demais, desde a opçom política nacionalista sincera, tem tantos riscos que nom chega com levar «capacete» para sofreres labaçadas pola direita e pola esquerda. Isso mesmo foi o que aconteceu ao Prisciliano do actual Partido Galeguista, e digo actual pois pouco tem que ver com o partido histórico do ourensano Alexandre Bóveda.
Analisemos pouco a pouco. Desde o VIII Congresso da Refundaçom, em 13 de Novembro de 2004 na cidade do Lérez – no qual estivem presente ao ser convidado, na companhia de Luis Taboada Camoeiras e doutros galegos luitadores e generosos – quigem estar calado por respeito a muitos amigos que ainda nom repararam no grande erro de estratégia, com o risco acrescentado que era ir recolhendo os «rebotados» e expulsados doutros grupos políticos.
Nesse Congresso Manuel Soto foi nomeado secretário-geral e já o seu discurso findou com um «acto falhido freudiano», quando dixo que ia trabalhar com todas as suas forças polo Partido Socialista, o que emendou de imediato entre os sorrisos dos presentes. Penso que assim o fijo, trabalhar de alguma maneira para os outros grupos políticos e nas eleições municipais perdérom a pouca representatividade que tinham no Concelho de Vigo.
Isto é tam só uma anedota num mar de luitas contrárias à confiança que Prisciliano tinha no Partido Galeguista e que segundo as suas palavras era «o tipo de partido por que sempre devecim, um partido de bons e generosos, que nom deixe lugar para a vanglória pessoal nem para a inveja; um partido aberto, que nom deixe lugar ao inquisitorialismo; um partido no qual os que governarem nom pelejem por estar por cima mas por estar por baixo servindo os demais; no qual os seus dirigentes nom se autoimponham, mas sejam livremente reconhecidos polos demais; no qual a conspiraçom seja substituída polo pacto».
Com estas ideias, entre outras, o Prisciliano chegou a presidir o Partido Galeguista desde Janeiro de 2008, depois da sua eleiçom no IX Congresso; mas pouco durou a aventura de voltar às fontes do Partido histórico, quando além do senhor Soto já se «embarcara» o senhor Troitinho (candidato à alcaidia de Ourense, financiando a campanha com um crédito pessoal?) e outros dos quais é melhor esquecermos que estivérom em política.
A tensom que possivelmente haja em toda agrupaçom política era e é moito maior num partido «vassoura» que ía recolhendo os «rebotados» e «dinossauros» que, se nom fosse polo Partido Galeguista só existiriam nas hemerotecas. Manolo Suárez, o Prisciliano do Partido galeguista, o meu amigo e irmão na fé, reparou que continuar na trajectória de contar sempre a verdade nesse contexto rançoso, comezava a ser impossivel, por isso escreveu a carta de demissom e convocatória doutro Congresso, que todos podemos ler no web do actual Partido Galeguista.

