A aposta pola Educaçom na II República

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Por José Luís Fernández Díaz

Desde que Julián Sáenz del Río traduz O ideal da humanidade, obra do filósofo alemám Friedich Krause, depois da sua viagem a Heidelberg em 1844, muito ia mudar Espanha em matéria educativa. A corrente filosófica denominada Krausismo (pioneira do Panenteísmo) influiria posteriormente em Francisco Giner de los Ríos e no seu discípulo e estudante da Institución Libre do Ensino, Manuel Bartolomé Cossío. Entre os princípios da ILE. estavam: o respeito absoluto pola personalidade do neno e nom perturbar a nenez e a adolescência, antecipando nelas o tempo das divisons humanas… Buscava também promover entre os alunos a cultura para cimentar nela, uma educaçom profissional segundo as suas atitudes e a sua vocaçom.

Com um caracter renovador e espírito certamente anticlerical, ainda que nom ateo, o Krausismo arraiga em Castela, a pesar de que o que imperava na Europa era o Positivismo, e chegará como um fio condutor, por Cossío, até a II República. Este caracter era necessário e sugestivo ante ou panorama que havia, provocado polo elitismo no ensino (privado religioso) e ante as carências do ensino público. Havia 37.000 centros de ensino e com a procura de escolarizaçom, precisavam-se 27.000 escolas mais. O índice de analfabetismo era de 48% em 1930 e na província de Ourense temos os seguintes dados: Alhariz 50.83% – Bande 57.3% – Carvalhinho 33.31% – Cela Nova 49.32% – Ourense 34.07% – Riba d’Ávia 39.19% – Trives 39.52% – Barco 42.76% -Ginzo 55.95%.

Em 14 de abril de 1931 é proclamada a II República Espanhola, e D. Marcelino Domingo vai ser o primeiro Ministro da Instruçom Pública durante ano e meio ( seguiriam-no 15 mais, reaparecendo em 19 de fevereiro de 1936 no Ministério) e D. Domingo Barnés e D. Rodolfo Llopis, subsecretário e Diretor Geral respectivamente. Tam só quinze dias mais tarde, em 29 de abril, sai á luz um Decreto sobre o Catalám, no qual se introduz uma segunda língua no ensino. Num decreto de 4 maio de 1931 é reestruturado o Conselho de Instruçom Pública, ademais cria-se a Universidade Internacional de Santander -o Reitor era D. Miguel de Unamuno-, que será membro do Conselho antes mencionado e que pouco tempo depois envia uma carta ao Ministro no que demanda: “a instauraçom da escola única em Espanha; instruçom primária gratuita, obrigatória e laica; igualdade de sexos e classes na educaçom; selecçom dos melhor dotados sem consideraçom de fortuna; instituiçons pós-escolares; missom e organizaçom da Universidade etc. “. Quase nada. A República teria que luitar contra muitos problemas, entre eles a crise económica mundial, e a pesar disso, sobretudo no segundo biênio, incrementaria-se o orçamento nuns 28% em 1932 e nuns 18% em 1933. Ainda assim nom foi davondo para suprir as necessidades do ensino.

A República construiu em dous anos 10.000 escolas. A dotaçom orçamental de mobília, livros, e outros materiais era distinta à anterior. Foi-lhe subido o salário aos mestres, foi abandonado o livro único de texto e foram botados fora os intrusos do Magistério (pessoas que se dedicavam ao ensino sem ser mestres). Ademais, em janeiro de 1932 o Ministério da Instruçom Pública cria na Universidade de Madri a Secçom de Pedagogia. Em 1909 será criada a Escola de Estudos Superiores do Magistério, mais com esta nova Secçom de Pedagogia, desaparecerá a anterior, elevando a categoria Universitária os estudos pedagógicos e possibilitando que todo o professorado acedesse a eles.

Compre aclarar que a Escola de Estudos Superiores do Magistério de 1909, só facultava para ser Diretor de Escolas Normais ou Inspetor de Educaçom. As mestras e mestres estudavam nas Escolas Normais.

Um outro dia falaremos dos últimos descobrimentos das missons pedagógicas em Besulho (Astúrias), segundo a investigaçom feita sobre o jornal “El Aldeano”, uma delícia que poucos conhecem.

 

(*) Esta é o primeiro duma serie de artigos-resumo duma conferencia que dim na Deputaciom de Ourense cum dos poucos investigadores serios nesta materia Eugenio Otero Urtaza.

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