Por X. do Galheiro
Nesta altura do ano som muitas as compulsons: comer, beber, comprar, dar os parabéns, aturar algum familiar, etc. Um dos clássicos atos sociais som os jantares ou ceias em vários ámbitos, alguns como pretexto para fazer um lindo convívio, outros como uniom entre colegas de trabalho para falar mal da chefa e as melhores ceias servem como escusa para engatar.
Ao mesmo tempo, algumhas redes sociais permitem que procuremos ou sejamos procurados por colegas doutras andainas vitais, escola, clube de ciclismo, patinagem, grupo de música, etc. para marcarmos um dia e pormos a conversa em dia.
Assi foi que se começou a procurar os colegas da escola primária para se fazer umha ceia. Xordem as clássicas perguntas do que foi feito de, quem se lembra de, por onde anda, quem pode atopá-la… e começa-se cumha restra de imagens, lembranças, fotografias a preto e branco, algumhas memórias co bolor do tempo e umhas saudades que ansiam o reencontro, para falar dos caminhos da vida, dos quilos a mais, da quantidade de cueiros que mudamos por dia e das histórias belas ou afogadas nos pesadelos da vida.
E neste processo vam-se descobrindo interesses comuns, mudanças de aspectos, supresas (des)agradáveis.
Eis que numha sociedade onde a língua do país está numha situaçom tam precária, algumhas daquelas crianças, hoje já crescidinhos, mudárom de língua, a maioria do galego para o espanhol, alguns do espanhol para o galego, outros mantivêrom-se por onde andavam e houvo quem decidiu mudar o seu nome e apelidos, galeguizá-los, por se sentiren mais à vontade.
Entom, a resposta dalgum daqueles colegas de sala de aulas foi:
QUE PASA […] TE VOLVISTE NACIONALISTA DE EXTREMAS? EXPLICATE, TU ERES EL QUE MAS CAMBIASTE BAJO MI PUNTO DE VISTA… HASTA LLEGAR A MODIFICAR EL NOMBRE…. TE MOLESTA EL CASTELLANO? ODIO LOS EXTREMISTAS TANTO DE UN LADO COMO DE OTRO, TU NO ERAS ASI….
Às vezes, é melhor manter o espírito natalício.
A ceia? Umha paparota maravilhosa.
