Galego, a língua comum?

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Por Alexandre Banhos

Nos VIII Colóquios da Lusofonia (Bragança, 2009), apresentei a comunicaçom Podemos nós, os galegos da Galiza espanhola, reclamar o nome de galego para a língua comum?, na qual tentava amosar, por uma banda, a cena em que nasceu Portugal, e como esse é o grande facto feliz para os galegos, pois uma Galiza unificada e independente nom teria sido possível, por nom existir na Galiza esse projeto.

Apresentei o nascimento de Portugal como um subproduto, um acaso afortunado, resultado duma reacçom às concepções da Compostela apostólica. Em minha opiniom, Portugal foi o modo como se resolveu o confronto entre a cidade primaz da Galiza, Braga, e a ambiciosa Compostela.

Na Galiza, as concepções das elites e da monarquia eram imperiais, com um projeto ‘iberista’. Se Portugal nom tivera  nascido, a situaçom da nossa língua hoje seria muito idêntica à do asturo-leonês. A Galiza medieval sobreviveu em Portugal e na Galiza ao norte do rio Minho nom (como muito, parcialmente).

O sucesso de Portugal nasceu de projectar-se e fazer ‘política’ justo ao contrário do modelo tradicional galego. Para mim, os galegos e galegas temos e estar muito contentes polo facto de existir Portugal, pois sem ele, sem o sucesso de Afonso Henriques, os debates galaicos sobre o nome da língua nom fariam sentido, pois na GALIZA, uma Galiza do Cantábrico ao Tejo, nom haveria língua; quiçá, e como anedota, línguas segundo o modelo que se vive na Galiza comunidade autónoma e na sua faixa leste.

 

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