Feijismo e conexão Cambados/Riba d’Úmia

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Por Alexandre Banhos Campo

No governo Tourinho todos detetavam a conexão que havia entre muitos dos cargos do PSOE e nas proximidades de Tourinho: o facto de serem procedentes da antiga amizade pola comum militância no PCE.

No governo de Feijoo, há uma curiosa ligação, que é a ligação Cambados/Riba d’Úmia a que dão nome esses concelhos de Ponte Vedra que, na época em que se criou esta conexão, saiam todos os dias nos jornais por achar-se neles as mais diversas ligações aos narcos, o que mesmo levou um presidente de câmara municipal a entrar na cadeia.

Em Cambados na época essa a que nos referimos estava como secretário do concelho Alfonso Rueda, o atual conselheiro da Presidência e Secretário-Geral do PP na Galiza. Ali conheceu um fascista profundo e galegófobo irracional, de nome José Norberto Uzal, que era funcionário do concelho, ademais de eterno candidato de Falange espanhola nas mais diversas eleições. Entre Uzal e Rueda deu-se uma profunda empatia, desde então são amigos, amigos de comerem juntos familiarmente e compartilhar íntimos secretos. Pensam igual no fundo e na superfície, ainda que o Rueda é muito mais oportunista.

Ali conectaram com o actual presidente da Deputação de Pontevedra, contínuo num centro educativo de Cambados, mas que logo entrou como vereador em Riba d’Úmia. Por ali andava o atual delegado da Junta em Ponte Vedra, Cores Touris etc. etc.

Se um começa a tirar do fio da conexão Cambados vai descobrir que entre contactos diretos e ligações parentais desta família, há algo mais de 30 pessoas com cargos na atual Junta da Galiza que pertencem a ela.

Em não pouca medida Rueda introduziu Feijoo nesta família, a sua íntima amizade converteu-se em fortes laços familiares, de tal jeito que os membros da conexão Cambados consideram Feijoo, com absoluta segurança, um membro mais da família.

A relação de amigos e amantes que se deu entre Feijoo e Corina Porro compartilhando teito à vez que vice-presidência do governo e presidência da Câmara Municipal, conectou esta senhora com o grupo Cambados, e a forte personalidade da Sra. Porro, pessoa de gratas e agradáveis formas na proximidade, mas de temperamento forte e ideias muito claras e galegófobas (tenho que dizer que, se se tratarem os membros da conexão Riba d’Úmia um a um, na proximidade são belas e sedutoras pessoas), influiu de modo bastante determinante nas ideias de Feijoo, muito mais do que muitos possam acreditar.

Hoje a família inclui Porro entre os seus membros, e as relações quentes entre Louzan, Presidente da Deputação, e a Porro, já passaram do campo político ao familiar. O Louzan, sabedor da influência porrista em Feijoo, não dá ponto sem nó antes de ouvir a sua áulica familiar.

Bom, todos sabemos do carácter galegófobo deste governo, embora sempre possa haver alguém com despiste que não acredite; mas para além das palavras de ordem governamentais, e das leis decretos e portarias, estão os factos do seu trabalho nas pequenas cousas, no labor de cada dia.

O fascista José Norberto Uzal é alto cargo na Conselharia da Presidência, concretamente ocupa a Direção Geral de Administração local, posto político muito importante, pois é a principal fonte de assessoramento das câmaras municipais (segundo o Tribunal Constitucional esse é o fundamento da existência das deputações, mas para escárnio jurídico, é a única que nunca exercem), é fonte de dinheiros via as mais diversas colaborações e convénios, o qual em períodos de crise, ainda é bem mais importante.

Não está entre as competências da Direção Geral de Adm. Local o assessoramento em questões linguísticas, nem há pessoal formado nesta matéria jurídica, nem claro está o é Uzal, salvo que se pense que todo o que seja banir a língua da Galiza e fazê-la desnecessária, que é algo polo que deveça a cada minuto, é ciência jurídica.

A lei da Função Pública da Comunidade Autónoma, Decreto Legislativo 1/2008, não é aplicável à administração local, só suplementar enquanto essa lei não seja em desenvolvimento do Estatuto básico do empregado público, lei 7/2007).

A modificação do artigo 35 dessa lei foi o primeiro ato deste governo galegófobo, e a prova do algodão galegófoba.

Mas com tantas sentenças, com tanta normativa que fala da preparação e adequação do pessoal para garantirem os direitos linguísticos, etc., na sua nova redação do artigo 35 acaba-se com: …«Todo isto sen prexuízo daquelas probas que teñan que realizarse en galego para aquelas prazas que requiran un especial coñecemento da lingua galega». Condição que determina quem convoca, esta de dizer quais requerem um especial conhecimento da língua galega ou para que postos se acha necessário uma especial preparação

O Sr. Uzal é um boi com orelheiras, pensa que é ilegal qualquer exigência de galego, pois isso vai contra a liberdade linguística (ele que é um liberticida e para quem Hitler, Mussolini, e José António eram grandes políticos), só olha para a disposição adicional (transitória) da Lei 2/2009 de modificação do artigo 35 do Decreto legislativo 1/2008, que diz:

“Única.-A liberdade de elección de lingua galega e de lingua castelá nas probas selectivas seralles aplicable a todos os procesos selectivos da Comunidade Autónoma de Galicia en curso, e que aínda non estean finalizados, respecto daqueles exercicios non realizados”. Seja ou não de aplicação ao caso.

A Câmara Municipal de Vigo convoca um concurso onde a língua galega ocupa uma posição absolutamente marginal. Porém há uma pequena prova de galego que faz parte das suas competências legais, baseadas no princípio constitucional da autonomia local, e que ademais está coberta polo próprio artigo 35 modificado, como antes apontava.

E vai o fascista Uzal que, perante a hipótese de algo de galego, se enerva e não pode controlar-se, e sem pedir informe de Política linguística, que é quem tem a competência horizontal, nem da assessoria linguística (há três membros da assessoria da Junta que são associados de Gz-Villingue), ameaça com impugnar esse processo.

Isso de Vigo saiu na imprensa, mas as instruções fascistas de Uzal estão indo a todos os concelhos e deputações, os técnicos (secretários, assessores jurídicos…) que têm que informar contra isso em cada lugar e denunciá-lo, vai tu lá saber o que irão fazer.

E Política linguística?…. Anxo Lorenzo já descobriu que ele está no posto para cobrar e figurar, que aí não apita nada e cala, que o ordenado é interessante e se nada faz tampouco Feijoo se há enfadar por isso.

E para mais, uma mostra: ofensiva dos feijolitos contra a língua da Galiza, o alibi.

https://www.pgl.gal/foros/viewtopic.php?f=1&t=1061