Doutrinação e perplexidade



xadrez-da-quaternidade-2

Xadrez da quaternidade

As éguas que me conduzem levaram-me tão longe quanto meu coração poderia desejar, pois as deusas guiaram-me, através de todas as cidades, pelo caminho famoso que conduz o homem que sabe. Por este caminho fui levado; pois por ele me conduziam as prudentes éguas que puxavam meu carro, e as moças indicavam o caminho. O eixo, incandescendo-se na maça — pois em ambos os lados era movido pelas rodas gigantes —, emitia sons estridentes de flauta, quando as filhas do sol, abandonando as moradas da noite, corriam à luz, rejeitando com as mãos os véus que lhes cobriam as cabeças ….

…A deusa acolheu-me afável, tomou-me a direita em sua mão e dirigiu-me a palavra nestes termos: Oh! jovem, a ti, acompanhado por aurigas imortais, a ti, conduzido por estas éguas à nossa morada, eu saúdo. Não foi um mau destino que te colocou sobre este caminho (longe das sendas mortais), mas a Justiça e o Direito. Pois deves saber tudo, tanto o coração inabalável da verdade bem redonda, como as opiniões dos mortais, em que não há certeza. Contudo, também isto aprenderás: como a diversidade das aparências deve revelar uma presença que merece ser recebida, penetrando tudo totalmente.

(Fragmento de Parménides de Eleia)

O sistema de condicionamento e propaganda consiste em reiterar e associar determinados estímulos de jeito continuado de maneira que chega um momento em que já não percebemos o que está diante mas o que se nos dixo que tínhamos que interpretar. Para uma pessoa nova, que nunca tenha sido “ressabiada” polo sistema educativo a leitura direta dos textos clássicos pode ser uma verdadeira iluminação porque, sinceramente, podem deduzir de este fragmento de Parménides de Eleia que seja o fundador da lógica ocidental?. Sem dúvida a lógica é importante mas nem é tudo neste mundo!.

Quando procurava a citação de Parménides na rede reparei em títulos como Parménides e Frege. Frege foi um importante lógico alemão do S.XIX e um dos construtores da lógica matemática moderna. Parménides passa por ser o fundador da metafísica ocidental e da lógica bivalente. Que a figura de Parménides e a sua filosofia tenha sido encaixada num relato linear para justificar o presente é parte do processo ideológico que quer oferecer um elemento de continuidade e de fundamentação de uma determinada visão da cultura ocidental. Esta perspetiva é ideológica e anti-científica porque não se atém as fatos e testemunhos reais mas procura uma sobre-interpretação que leve à extirpação dos feitos incómodos ou que não se ajustam à visão do que quer ser inoculado nas consciências. Parménides fala de uma excursão psíquica típica da experiência xamânica de todas as culturas do mundo. Neste poema descreve na primeira parte o rumo cara a Deusa, na segunda o que a Deusa lhe ensina e na terceira como a Deusa lhe avisa que o “vai enganar” e passa a descrever-lhe o “mundo em que vivemos” como uma alienante ilusão mas é importante ter em conta a frase: “Contudo, também isto aprenderás: como a diversidade das aparências deve revelar uma presença que merece ser recebida, penetrando tudo totalmente”. É óbvio que ele fala de “outra cousa” que não pode ser compreendido com categorias da lógica habitual. Mas podemos ficar com a parte intermédia, reduzir a doutrina a uma tediosa dogmática sobre o ser e não-ser e as categorias da lógica dialética prescindindo do contexto e a experiência na que tiveram origem. Para esta racionalidade acobardada o resto são adornos e retórica. Mas isto não é Logos ( a Razão) tal como era compreendida polos autores originais da filosofia. Em expressão de Heráclito:

“Por muito que caminhes não encontrarás os limites da alma: tão profundo é o seu Logos”

Justamente a perspetiva antiga é a de que a nossa razão é parte de uma Razão mais ampla, não dualista nem mecânica, parte de uma consciência viva, e se nós encontramos lógica, ciência, estruturas, padrões, relações no Universo é porque somos um Logos que se torna consciente e se busca a si mesmo, descobrindo o seu parentesco com a filiação cósmica da que procede. O assombro como princípio da filosofia em termos aristotélicos teria a ver com isto.

Para os filósofos presocráticos a matéria e o universo está vivo, há uma matéria animada. A vida do cosmos não é um processo mecânico (crença fundamental da época moderna), está animado de uma inteligência. O modelo mecanicista é a redução de uma experiência muito mais direta e básica e obedece a outra crença: a ideia de que a razão se sobrepõe à natureza e a força dentro dos seu limites. Justamente a perspetiva antiga é a de que a nossa razão é parte de uma Razão mais ampla, não dualista nem mecânica, parte de uma consciência viva, e se nós encontramos lógica, ciência, estruturas, padrões, relações no Universo é porque somos um Logos que se torna consciente e se busca a si mesmo, descobrindo o seu parentesco com a filiação cósmica da que procede. O assombro como princípio da filosofia em termos aristotélicos teria a ver com isto. Como é possível simplesmente ser, compreender, ter linguagem, contemplar a beleza e a fealdade do mundo? A maravilha da própria existência num mundo prodigioso é um milagre em si mesmo e não pode ser explicado por completo. Em expressão de Chesterton:

“Passamos de uma cousa inexplicável a outra cousa inexplicável e ao que está no meio chamamos de explicação”

Por isso somos seres (todos os seres) procedentes do mistério e não há racionalidade que poda dar conta de dito factum (também um fado em certo sentido). O tabu da sociedade moderna consiste em que não quer olhar para o lado fundamental de esse mistério que se expressa no processo da vida: nascimento, crescimento, sexualidade e morte. A dimensão numinosa da vida está aí e esses elementos formam um entrelaçamento e uma continuidade. Fazer de algum um tabu, vai em contra dos outros três elementos. Poderíamos dizer que constituem uma quaternidade por si mesmos. Sem um lugar para a morte não há maturidade possível: não há vida nem crescimento nem nascimento (nem renascimento). Novamente Heráclito:

“Como uma mesma cousa da-se em nós vivo e morto, desperto e dormido, novo e velho. Pois um , convertido, é o outro, e o outro, convertido, é um à sua vez”

“Para os que estão acordados a ordem do mundo é una e comum, enquanto que cada um dos que dormem voltam-se para os seu mundo particular”

Parménides de Eleia

Parménides de Eleia

As citações falam mais por si mesmas do que os comentários e trago-os aqui para refletir sobre uma doutrinação e condicionamento que tira a viveza e a frescura das palavras essenciais ditas há mais de 2500 anos. Simplesmente tomar contacto com algumas frases é mais relevante que interpretá-las. Internet está cheio de tópicos e tópicos que não permitem ver de novo as cousas, como se for por primeira vez.

Para acabar este pequeno texto de hoje queria lembrar ainda outro efeito da doutrinação, neste caso ligado ao pensamento de Platão. A ideia é abrir a perspetiva para uma outra orientação do que a filosofia pode ser e, polo menos, abrir dúvidas razoáveis a todo este processo histórico de cegueira coletiva. A questão fundamental é que esta visão não é algo ausente do mundo contemporâneo mas simplesmente invisível para a maioria da população por causa do processo de condicionamento, particularmente patente no apego a todo tipo de ideologias salvadoras e promotoras de um falso sentido de identidade.

Platão escreveu um diálogo na sua velhice intitulado Parménides. Nele realiza uma crítica exaustiva e demolidora da Teoria das Ideias que supostamente ele defendia. Quando o próprio Aristóteles realiza a crítica da teoria do seu mestre utiliza os argumentos que o próprio Platão usou em dito diálogo. Mas não se fala suficientemente disto e continua-se a explicar a Platão desde um suposto platonismo dualista, vulgarizado e utilizado com intenções doutrinárias e culturalistas em contra da perspetiva iniciática do próprio Platão.

Na carta VII, em que Platão escreve aos amigos de Siracusa as motivações que o levaram à ilha e os seus tratos fracassados com o tirano Dioniso o jovem, diz o filósofo:

“O que sim podo comentar a propósito de todos os que escreveram e escreverão sobre estes temas em que eu me esforço, seja que me tenham ouvido a mim ou a outros, seja que atuem como se os tivessem descoberto pola sua conta é que, quando menos o seguinte. Não é possível , ao meu parecer, polo menos, que entendam nada do assunto. Com efeito, não existe nem existirá nunca um escrito meu sobre estes temas, pois em modo algum é algo do que se poda falar como de outras matérias, senão que graças a um frequente contacto com o problema mesmo e graças à sua convivência com ele que de repente surge este saber na alma, igual que a luz que desprende de um lume que brota, alimentando-se a partir de então a si mesmo”…

“Por isso, todo homem que se esforça em assuntos dignos de esforço cuida-se muito de submetê-los à inveja e perplexidade dos homens pondo-os por escrito. Numa palavra, há que entender, em consequência, sempre que se vejam textos postos por escrito de alguém, sejam tratados de um legislador sobre as leis ou qualquer outra cousa sobre qualquer outra matéria, que para este indivíduo não eram assuntos de grande gravidade (se é que ele mesmo era uma pessoa grave), e que tais assuntos têm-nos depositados na zona mais apreçada da sua pessoa. Mas se estes assuntos que de verdade ocuparam o seu interesse estão postos por escrito, “então certamente”, não os deuses, mas os homens, “destruíram-lhe a razão”

Platão escreveu mais de quarenta diálogos. Que consequências tiramos das suas palavras? Para a maioria dos estudiosos não são inquietantes. Tal e como me dixo um conhecido tradutor de Platão ao castelhano numa ocasião, num tom irritado e indignado:

– Esse problema leva discutindo-se centos de anos e não tem uma solução. O que temos são os textos de Platão, a isso é ao que temos que ater-nos. Isso é um problema do passado.

– Não, é um problema do presente do que o senhor decidiu desentender-se. E, evidentemente, se temos os textos de Platão também deveríamos ater-nos a eles como é o caso da carta VII e outras considerações dos seus diálogos onde se alude à mesma questão.

Infelizmente muitas pessoas só estão dispostas a saber mais para defender melhor os seus preconceitos. Gostaria de dizer como isto afeta à nossa compreensão do teatro grego, a Shakespeare, a Camões,… mas fica para outro dia. Hoje foi dia de citações. Acabo com estas claras e diretas palavras de Doris Lessing:

Seria de grande ajuda descrever, polo menos, corretamente as cousas, chamá-las polo seu nome. Idealmente, o que haveria que dizer e repetir a todo rapaz durante a sua vida de estudante seria algo assim:

Estais sendo doutrinados. Ainda não temos encontrado um sistema educativo que não seja de doutrinação. É uma mágoa, mas é o melhor que podemos fazer. O que che está a ser ensinado aqui é uma amálgama dos preconceitos e escolhas contínuas desta cultura em particular. O mais pequeno vislumbre da história fara-che ver como podem ser transitórios. Estás a ser educado por pessoas que conseguiram habituar-se a um regime de pensamento já formulado polos seus predecessores. É um sistema de auto-perpetuação. Àqueles de vós que sois mais fortes e mais individualistas do que os outros, encorajaremo-los a sair e encontrar meios de educação para si próprios, cultivando o seu julgamento. Os que ficam devem lembrar-se, sempre e constantemente, que estão sendo modelados e ajustados para encaixar nas necessidades particulares e estreitas de esta sociedade concreta”.

( Doris Lessing, Introdução à 2ª edição de O caderno dourado, 1971)

José António Lozano Garcia

José António Lozano Garcia

Nasceu na cidade da Corunha em 1967. É professor de Filosofia no ensino secundário. Foi finalista em 1988 do Prémio de poesia Nacional O Facho. Em 1989 publicou no livro coletivo Fogo Cruzado (AGAL) o relato O pêndulo sob o pseudónimo Jorge Mário Novais. Em 1993 foi prémio ex-aequo junto a Xavier Alcalá no certame de narrações breves Manuel Murguia de Arteijo pelo seu relato Retrato antigo:pinturas e superfícies. No mesmo certame recebeu em 2016 o 3º prémio pelo relato A Aranha de Sidney . Publicou em 2002 no livro comemorativo dos 10 anos do prémio Manuel Murguia o relato Porco Transgénico.
Em 1995 publicou Nocturnos indígenas na obra coletiva 7 Poetas com o grupo Hedral, do que formou parte.
Em Fevereiro de 2020 publicou Obscura Anatólia na editora Urutau, o seu primeiro poemário a título individual.
No âmbito da filosofia tem várias publicações em Portugal e na Galiza sobre o filósofo portuense José Marinho. Especialmente interessado pelas vias iniciáticas da Tradição primordial está a dirigir a sua criação atual na interação de filosofia, poesia, teatro e música para resgatar a conexão originária e viva da arte na sua função espiritual e sapiencial. Tenta ligar-se a um pensamento libertário que integre as sabedorias ancestrais e originárias da raça humana.
É colaborador da revista digital Palavra Comum onde tem publicado ensaio, poesia e narrativa.
José António Lozano Garcia

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  • https://descochandoargalhadas.blogspot.com conavirus

    «O sistema de condicionamento e propaganda consiste em reiterar e associar determinados estímulos de jeito continuado de maneira que chega um momento em que já não percebemos o que está diante mas o que se nos dixo que tínhamos que interpretar.»

    Até que em fim, um docente que ousa condanar publicamente a argalhada dessa falsa pandemia chamada «coronavírus».

    Mas agora era que tinham que levar essa filosofia à prática, e falar pam por pam nas escolas e universidades. Cum pouco de ajuda, se os docentes (aqueles ainda com capacidade racional, que nom som muitos) amossam aos estudantes como a propaganda funciona pra criar umha pandemia inexistente, co intuito de os escravizar, de fazer deles futuros borregos submissos e deshumanizados, de destruir a sua imunidade natural e torná-los dependentes das vacinas e drogas dessenhadas pra lucrar obscenamente as grandes multinacionais farmacêuticas e outras (assi como pra introduzir os seus programas de «controlo da populaçom»), poderemos ter algumha esperança prà espécie humana …

    https://descochandoargalhadas.blogspot.com/2020/10/o-pai-dos-merlos-doma-de-castracom-da.html

    • José António Lozano

      Muito obrigado polo comentário e o link.
      Se ainda estamos aqui é porque o sentido sapiencial da filosofia sempre foi levado à prática. Isto não se visualizará nas redes sociais mas ainda somos humanos por causa disso. É um tema para meditar. Não é uma questão abstrata.
      A formas de controle psicopáticas de pensamento e ação carecem da suficiente compreensão do que realmente está a acontecer. Esta é a razão de certo medo e nervosismo nos sistemas de poder que se movem com um sentido calculista, algorítmico. Isso só e a compreensão superficial da vida e o fim de um paradigma de poder que já está obsoleto. Por estranho que pareça, em determinados momentos as cousas deixam de funcionar. Se se levam as situações demasiado longe simplesmente as cousas começam a falir. Nesta estranha partida de xadrez da quaternidade que é a vida nem tudo pode ser calculado.
      Pensemos em várias linhas. Desde uma perspetiva individual considerar o pensamento estoico: que é o que depende de nós e que não depende de nós. Centrar-nos naquilo que depende de nós: como reagimos às situações, que capacidade temos de preservar o equilíbrio e o sentimento de confiança entre as pessoas com as que temos uma responsabilidade( amigos, família, alunos, etc). No contexto inadequado entrar numa luta de relatos pode ser nocivo porque nos situamos na posição do confronto de crenças e nos reduzimos a um nível que é facilmente estigmatizável, criando-se polaridades que se alimentam e nutrem da negatividade, da nossa paranoia e a dos outros. Penso que as redes sociais, e todo o sistema social está saturado de este mecanismo. E isto é uma forma parasitária de perda de energia essencial para o nosso sistema de desenvolvimento humano. Incrementaria um sentimento de impotência e de fantasmas que limitariam a nossa capacidade de agir construtivamente, nobremente.
      A outra linha é a compreensão do que não depende de nós e não perder energia nisso.
      Uma questão subjacente que está em jogo é o feito de que não sabemos (só sei que não sei) e isto põe nervosas a muitas pessoas que querem controlar, dominar, ter poder, basicamente por medo. Porém a questão tem a ver também com uma distração da atenção de jeito que as pessoas nos esqueçamos de quem somos, não indaguemos e não busquemos no próprio poder do nosso ser. O sistema de distração ideológico, etc, é parte de essa perda de tempo. Agora mais do que nunca é um luxo que não nos podemos permitir.
      Não podemos entrar ao trapo como um touro. É um jogo mui antigo.
      Mas há outra linha de pensamento. Se houver um movimento positivo em ação no aparente caos da humanidade atual, um movimento que atuasse com propósito claro , com boas decisões, que tentasse caminhar numa direção que não leve ao colapso da raça humana, as decisões e as ações que teria que tomar não seriam bem recebidas, haveria mentiras, conspirações, manipulações. A condição real da humanidade não é só a de umas elites, é muito mais ampla.
      Tanto se a situação tem um bom prognóstico como se não há uma travessia que fazer que implicará dor e sofrimento. “Quem quer passar além do Bojador tem que passar além da dor”. É inevitável. Se ademais, como eu penso, podemos ir adiante necessitamos coragem, inteligência, compaixão, amor, sabedoria e muitas mais qualidades. E confiar na humanidade e na natureza, no seu potencial. E agora uma brincadeira. Aceitaríamos a rendição das elites (de esse 1%) sem ressentimento, sabendo que podem aportar muito à raça humana trabalhando mão com mão com os seus irmãos, doando o seu talento para todos. E respirariam e também eles seriam livres. Mas todos temos que começar a fazer uma rendição perante o verdadeiro poder e o verdadeiro saber, inclinando-nos em quem é mais que nós e aceitando, com gratidão, esta maravilhosa vida.

      “Que importa o areal e a morte e a desventura
      se com Deus me guardei?”

      Forte abraço!

    • José António Lozano

      Muito obrigado pola resposta e o link. Ontem colei um texto que não ficou. Volto tentá-lo. Eu escrevi-no a parte porque é bastante longo, suponho que o sistema de proteção, para evitar comentários de máquinas não o terá deixado. Eis aqui:
      Se ainda estamos aqui é porque o sentido sapiencial da filosofia sempre foi levado à prática. Isto não se visualizará nas redes sociais mas ainda somos humanos por causa disso. É um tema para meditar. Não é uma questão abstrata.
      A formas de controle psicopáticas de pensamento e ação carecem da suficiente compreensão do que realmente está a acontecer. Esta é a razão de certo medo e nervosismo nos sistemas de poder que se movem com um sentido calculista, algorítmico. Isso só e a compreensão superficial da vida e o fim de um paradigma de poder que já está obsoleto. Por estranho que pareça, em determinados momentos as cousas deixam de funcionar. Se se levam as situações demasiado longe simplesmente as cousas começam a falir. Nesta estranha partida de xadrez da quaternidade que é a vida nem tudo pode ser calculado.
      Pensemos em várias linhas. Desde uma perspetiva individual considerar o pensamento estoico: que é o que depende de nós e que não depende de nós. Centrar-nos naquilo que depende de nós: como reagimos às situações, que capacidade temos de preservar o equilíbrio e o sentimento de confiança entre as pessoas com as que temos uma responsabilidade( amigos, família, alunos, etc). No contexto inadequado entrar numa luta de relatos pode ser nocivo porque nos situamos na posição do confronto de crenças e nos reduzimos a um nível que é facilmente estigmatizável, criando-se polaridades que se alimentam e nutrem da negatividade, da nossa paranoia e a dos outros. Penso que as redes sociais, e todo o sistema social está saturado de este mecanismo. E isto é uma forma parasitária de perda de energia essencial para o nosso sistema de desenvolvimento humano. Incrementaria um sentimento de impotência e de fantasmas que limitariam a nossa capacidade de agir construtivamente, nobremente.
      A outra linha é a compreensão do que não depende de nós e não perder energia nisso.
      Uma questão subjacente que está em jogo é o feito de que não sabemos (só sei que não sei) e isto põe nervosas a muitas pessoas que querem controlar, dominar, ter poder, basicamente por medo. Porém a questão tem a ver também com uma distração da atenção de jeito que as pessoas nos esqueçamos de quem somos, não indaguemos e não busquemos no próprio poder do nosso ser. O sistema de distração ideológico, etc, é parte de essa perda de tempo. Agora mais do que nunca é um luxo que não nos podemos permitir.
      Não podemos entrar ao trapo como um touro. É um jogo mui antigo.
      Mas há outra linha de pensamento. Se houver um movimento positivo em ação no aparente caos da humanidade atual, um movimento que atuasse com propósito claro , com boas decisões, que tentasse caminhar numa direção que não leve ao colapso da raça humana, as decisões e as ações que teria que tomar não seriam bem recebidas, haveria mentiras, conspirações, manipulações. A condição real da humanidade não é só a de umas elites, é muito mais ampla.
      Tanto se a situação tem um bom prognóstico como se não há uma travessia que fazer que implicará dor e sofrimento. “Quem quer passar além do Bojador” tem que passar além da dor. É inevitável. Se ademais, como eu penso, podemos ir adiante necessitamos coragem, inteligência, compaixão, amor, sabedoria e muitas mais qualidades. E confiar na humanidade e na natureza, no seu potencial. E agora uma brincadeira. Aceitaríamos a rendição das elites (de esse 1%) sem ressentimento, sabendo que podem aportar muito à raça humana trabalhando mão com mão com os seus irmãos, doando o seu talento para todos. E respirariam e também eles seriam livres. Mas todos temos que começar a fazer uma rendição perante o verdadeiro poder e o verdadeiro saber, inclinando-nos em quem é mais que nós e aceitando, com gratidão, esta maravilhosa vida.

      “Que importa o areal e morte e desventura
      se com Deus me guardei?”

      Abraço

      • https://descochandoargalhadas.blogspot.com conavirus

        Obrigado pola resposta, mas discordo no seguinte:

        «A formas de controle psicopáticas de pensamento e ação carecem da suficiente compreensão do que realmente está a acontecer.»

        Ao contrário, elas som as únicas que sabem o que está a acontecer, e justamente porque elas planificárom, metodicamente, o que está a acontecer. O único que nom sabem ao certo é quantas vezes vam ter de repetir estes planos, até conseguirem o controlo total.

        Quanto a «certo medo e nervosismo nos sistemas de poder que se movem com um sentido calculista, algorítmico», hai que ter em conta que nesses sistemas de poder hai muitos servidores, muitos «idiotas úteis», que fam o possivel pra servir os seus amos (os psicopatas globalistas) e ao mesmo tempo nom perder os cargos que tenhem dependentes dos votos dos cidadãos. Nom som eles quem dirige este programa de escravizaçom humano. Pensemos num Macron, por exemplo, que depende dos votos (ou seja, da propaganda e da lavagem cerebral) mas ao mesmo tempo tem de seguir essa agenda secreta desse clube de sicopatas globalistas (embora formando ele mesmo parte desse clube). O Trump seria umha anomalia, difícil de gerir polos globalistas, daí a necessidade de o substituir polo velho criminal já demente Biden.

        « … entrar numa luta de relatos pode ser nocivo porque nos situamos na posição do confronto de crenças e nos reduzimos a um nível que é facilmente estigmatizável, criando-se polaridades que se alimentam e nutrem da negatividade, da nossa paranoia e a dos outros … »

        Exato, e esse é um dos objectivos do clube dos loucos que está a organizar isto. Tenhem que dividar as gentes, isolá-las, daí o uso da focinheira, o ver cada persoa como umha possivel ameaça (contágio de vírus). Daí o manipularem e controlarem movimentos coma o Black Lifes Matter, que neutraliza qualquer organizaçom contra a falsa pandemia, o fomentarem a confusom entre os sexos, o enfraquecimento da saúde e controlo da populaçom através das vacinas, etc. Quanto mais divididos (a populaçom em geral) estivermos, mais fácil é pra eles aquelar o seu projeto criminal.

        Ora, por falar no teu baralhete filosófico, eu nom tenho a certeza de que a minha teoria seja certa. Tampouco tenho certeza de que ti sejas umha persoa real, e nom um «bot» ou um espiom russo. Mas tenho vários e múltiples sinais que me levam a concluir que existe um projeto criminal globalista de escravizaçom da raça humana, liderado por umha minoria de psicopatas ou criminais e tolos dalgumha outra maneira. Igualmente tenho vários e múltiples sinais que me levam a concluir que José Antonio Lozano existe, e que a sua biografia tal como se conta neste fio é verdadeira. Som estas duas crenças minhas que ponho ao mesmo nível, nom tenho a certeza, mas até apostaria a minha vida em âmbalas duas serem corretas.

        Em consequência, devo agir a estas percebidas e aceitadas «realidades». Um, respondendo ao José Antonio Lozano, como estou fazendo aqui; dous, denunciando aqui e acolá esse programa globalista criminal que, ao que parece, muito pouca gente dá enxergado …

        Saúde!

      • https://descochandoargalhadas.blogspot.com conavirus

        Obrigado pola resposta, mas discordo no seguinte:

        «A formas de controle psicopáticas de pensamento e ação carecem da suficiente compreensão do que realmente está a acontecer.»

        Ao contrário, elas som as únicas que sabem o que está a acontecer, e justamente porque elas planificárom, metodicamente, o que está a acontecer. O único que nom sabem ao certo é quantas vezes vam ter de repetir estes planos, até conseguirem o controlo total.

        Quanto a «certo medo e nervosismo nos sistemas de poder que se movem com um sentido calculista, algorítmico», hai que ter em conta que nesses sistemas de poder hai muitos servidores, muitos «idiotas úteis», que fam o possivel pra servir os seus amos (os psicopatas globalistas) e ao mesmo tempo nom perder os cargos que tenhem dependentes dos votos dos cidadãos. Nom som eles quem dirige este programa de escravizaçom humano. Pensemos num Macron, por exemplo, que depende dos votos (ou seja, da propaganda e da lavagem cerebral) mas ao mesmo tempo tem de seguir essa agenda secreta desse clube de sicopatas globalistas (embora formando ele mesmo parte desse clube). O Trump seria umha anomalia, difícil de gerir polos globalistas, daí a necessidade de o substituir polo velho criminal já demente Biden.

        « … entrar numa luta de relatos pode ser nocivo porque nos situamos na posição do confronto de crenças e nos reduzimos a um nível que é facilmente estigmatizável, criando-se polaridades que se alimentam e nutrem da negatividade, da nossa paranoia e a dos outros … »

        Exato, e esse é um dos objectivos do clube dos loucos que está a organizar isto. Tenhem que dividar as gentes, isolá-las, daí o uso da focinheira, o ver cada persoa como umha possivel ameaça (contágio de vírus). Daí o manipularem e controlarem movimentos coma o Black Lifes Matter, que neutraliza qualquer organizaçom contra a falsa pandemia, o fomentarem a confusom entre os sexos, o enfraquecimento da saúde e controlo da populaçom através das vacinas, etc. Quanto mais divididos (a populaçom em geral) estivermos, mais fácil é pra eles aquelar o seu projeto criminal.

        Ora, por falar no teu baralhete filosófico, eu nom tenho a certeza de que a minha teoria seja certa. Tampouco tenho certeza de que ti sejas umha persoa real, e nom um «bot» ou um espiom russo. Mas tenho vários e múltiples sinais que me levam a concluir que existe um projeto criminal globalista de escravizaçom da raça humana, liderado por umha minoria de psicopatas ou criminais e tolos dalgumha outra maneira. Igualmente tenho vários e múltiples sinais que me levam a concluir que José Antonio Lozano existe, e que a sua biografia tal como se conta neste fio é verdadeira. Som estas duas crenças minhas que ponho ao mesmo nível, nom tenho a certeza, mas até apostaria a minha vida em âmbalas duas serem corretas.

        Em consequência, devo agir a estas percebidas e aceitadas «realidades». Um, respondendo ao José Antonio Lozano, como estou fazendo aqui; dous, denunciando aqui e acolá esse programa globalista criminal que, ao que parece, muito pouca gente dá enxergado …

        Saúde!

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        DISQUS THIS IS NOT SPAM

        Obrigado pola resposta, mas discordo no seguinte:

        «A formas de controle psicopáticas de pensamento e ação carecem da suficiente compreensão do que realmente está a acontecer.»

        Ao contrário, elas som as únicas que sabem o que está a acontecer, e justamente porque elas planificárom, metodicamente, o que está a acontecer. O único que nom sabem ao certo é quantas vezes vam ter de repetir estes planos, até conseguirem o controlo total.

        Quanto a «certo medo e nervosismo nos sistemas de poder que se movem com um sentido calculista, algorítmico», hai que ter em conta que nesses sistemas de poder hai muitos servidores, muitos «idiotas úteis», que fam o possivel pra servir os seus amos (os psicopatas globalistas) e ao mesmo tempo nom perder os cargos que tenhem dependentes dos votos dos cidadãos. Nom som eles quem dirige este programa de escravizaçom humano. Pensemos num Macron, por exemplo, que depende dos votos (ou seja, da propaganda e da lavagem cerebral) mas ao mesmo tempo tem de seguir essa agenda secreta desse clube de sicopatas globalistas (embora formando ele mesmo parte desse clube). O Trump seria umha anomalia, difícil de gerir polos globalistas, daí a necessidade de o substituir polo velho criminal já demente Biden.

        « … entrar numa luta de relatos pode ser nocivo porque nos situamos na posição do confronto de crenças e nos reduzimos a um nível que é facilmente estigmatizável, criando-se polaridades que se alimentam e nutrem da negatividade, da nossa paranoia e a dos outros … »

        Exato, e esse é um dos objectivos do clube dos loucos que está a organizar isto. Tenhem que dividar as gentes, isolá-las, daí o uso da focinheira, o ver cada persoa como umha possivel ameaça (contágio de vírus). Daí o manipularem e controlarem movimentos coma o Black Lifes Matter, que neutraliza qualquer organizaçom contra a falsa pandemia, o fomentarem a confusom entre os sexos, o enfraquecimento da saúde e controlo da populaçom através das vacinas, etc. Quanto mais divididos (a populaçom em geral) estivermos, mais fácil é pra eles aquelar o seu projeto criminal.

        Ora, por falar no teu baralhete filosófico, eu nom tenho a certeza de que a minha teoria seja certa. Tampouco tenho certeza de que ti sejas umha persoa real, e nom um «bot» ou um espiom russo. Mas tenho vários e múltiples sinais que me levam a concluir que existe um projeto criminal globalista de escravizaçom da raça humana, liderado por umha minoria de psicopatas ou criminais e tolos dalgumha outra maneira. Igualmente tenho vários e múltiples sinais que me levam a concluir que José Antonio Lozano existe, e que a sua biografia tal como se conta neste fio é verdadeira. Som estas duas crenças minhas que ponho ao mesmo nível, nom tenho a certeza, mas até apostaria a minha vida em âmbalas duas serem corretas.

        Em consequência, devo agir a estas percebidas e aceitadas «realidades». Um, respondendo ao José Antonio Lozano, como estou fazendo aqui; dous, denunciando aqui e acolá esse programa globalista criminal que, ao que parece, muito pouca gente dá enxergado …

        Saúde!

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        Obrigado pola resposta, mas discordo no seguinte:

        «A formas de controle psicopáticas de pensamento e ação carecem da suficiente compreensão do que realmente está a acontecer.»

        Ao contrário, elas som as únicas que sabem o que está a acontecer, e justamente porque elas planificárom, metodicamente, o que está a acontecer. O único que nom sabem ao certo é quantas vezes vam ter de repetir estes planos, até conseguirem o controlo total.

        Quanto a «certo medo e nervosismo nos sistemas de poder que se movem com um sentido calculista, algorítmico», hai que ter em conta que nesses sistemas de poder hai muitos servidores, muitos «idiotas úteis», que fam o possivel pra servir os seus amos (os psicopatas globalistas) e ao mesmo tempo nom perder os cargos que tenhem dependentes dos votos dos cidadãos. Nom som eles quem dirige este programa de escravizaçom humano. Pensemos num Macron, por exemplo, que depende dos votos (ou seja, da propaganda e da lavagem cerebral) mas ao mesmo tempo tem de seguir essa agenda secreta desse clube de sicopatas globalistas (embora formando ele mesmo parte desse clube). O Trump seria umha anomalia, difícil de gerir polos globalistas, daí a necessidade de o substituir polo velho criminal já demente Biden.

        • https://descochandoargalhadas.blogspot.com conavirus

          (Continuaçom)

          « … entrar numa luta de relatos pode ser nocivo porque nos situamos na posição do confronto de crenças e nos reduzimos a um nível que é facilmente estigmatizável, criando-se polaridades que se alimentam e nutrem da negatividade, da nossa paranoia e a dos outros … »

          Exato, e esse é um dos objectivos do clube dos loucos que está a organizar isto. Tenhem que dividar as gentes, isolá-las, daí o uso da focinheira, o ver cada persoa como umha possivel ameaça (contágio de vírus). Daí o manipularem e controlarem movimentos coma o Black Lifes Matter, que neutraliza qualquer organizaçom contra a falsa pandemia, o fomentarem a confusom entre os sexos, o enfraquecimento da saúde e controlo da populaçom através das vacinas, etc. Quanto mais divididos (a populaçom em geral) estivermos, mais fácil é pra eles aquelar o seu projeto criminal.

          Ora, por falar no teu baralhete filosófico, eu nom tenho a certeza de que a minha teoria seja certa. Tampouco tenho certeza de que ti sejas umha persoa real, e nom um «bot» ou um espiom russo. Mas tenho vários e múltiples sinais que me levam a concluir que existe um projeto criminal globalista de escravizaçom da raça humana, liderado por umha minoria de psicopatas ou criminais e tolos dalgumha outra maneira. Igualmente tenho vários e múltiples sinais que me levam a concluir que José Antonio Lozano existe, e que a sua biografia tal como se conta neste fio é verdadeira. Som estas duas crenças minhas que ponho ao mesmo nível, nom tenho a certeza, mas até apostaria a minha vida em âmbalas duas serem corretas.

          Em consequência, devo agir a estas percebidas e aceitadas «realidades». Um, respondendo ao José Antonio Lozano, como estou fazendo aqui; dous, denunciando aqui e acolá esse programa globalista criminal que, ao que parece, muito pouca gente dá enxergado …

          Saúde!

          • Venâncio

            «um projeto criminal globalista de escravizaçom da raça humana»

            Há cem anos, descrevia-se em termos semelhantes (mas da época) certo “Protocolo dos Sábios de Sião”. Ele visaria o domínio universal por parte dos judeus.

            Depois, surgiram os “Iluminati”, gente com a mesma saudável ambição.

            Pelos vistos, a necessidade de fantasiar uma universal ameaça é de todos os tempos. Hoje temos a nossa, toda paramentada em pomposa ciência.

            Ah, Xavier. Eu invejo esse novo brinquedo, que certamente muito te diverte.

          • https://descochandoargalhadas.blogspot.com conavirus

            Curioso, Fernando, que tenhas mencionado o “Protocolo dos Sábios de Sião“, livro que eu tenho e lim, e que foi tomado por verídico mas nom é certo que tal seja. Ora, sabes porque eu acho que é falso, que nom fôrom os judeus a escrevê-lo? Pois porque tem todas as marcas de estilo que eu próprio useu, antes de mesmo saber da existência dos tais protocolos, pra escrever um certo «Manifesto Lusista» … em que expliquei a doutrina lusista e os seus (perversos) propósitos finais. Figem-no pra me divertir, ca nom o amossei a ninguém, pretendendo ser eu próprio um lusista …

            Quanto ao projeto globalista, a Agenda21, Davos, etc, etc, está documentado. Já o Carroll Quigley, inteletual de prestígio e método inquestionáveis, entre outros, explicou as conexões dessa elite, dos Rothchild, Rhodes, Rockefeller, etc, que calhou ser anglo-americana-judia (por certos azares da história) e o seu projeto secular. Nom conheço ainda o dos Illuminati, ainda nom o pescudei, mais nom preciso de chegar tam longe pra enxergar o projeto globalista, o cerne dele …

            O triste do caso é que a propaganda e lavagem cerebral, o ocultamento das fontes históricas que exponhem esta conspiraçom, é tam intensa e completa que quase ninguém dá por ela. Tampouco ajuda que uns poucos iluminados e gurus misturem os factos coas suas fantasias …

            Enfim, a ignorância nom é incurável, embora entendo que é muito mais reconfortante continuar sem questionar a narrativa oficial, contentando-se com desfrutar de certos privilégios ou reconhecimentos sociais …

          • Venâncio

            Pobre sra. Ayuso, que, em vez de clamar contra Pedro Sánchez, deveria levar a tribunal os “verdadeiros culpados” de tudo isto.

            Afinal, até a Extrema-direita se deixou enganar… 😉

          • https://descochandoargalhadas.blogspot.com conavirus

            Nom sei nada dessa «sra. Ayuso», nem quem é, nom sigo a política espanhola …

            Mas acabo de pescudar no google … é a presidenta da regiom de Madrid, acusa o presidente do governo «de infundir “miedo” para que la gente “esté asustada”»

            … bom, é o mesmo por toda a parte, quem quer que estea no governo tem de cavalgar na mesma política da falsa pandemia … tanto tem o partido. Acho que só uns poucos países se livram desse crime dirigido da Organizaçom Mundial da Saúde, do Fundo Monetário Internacional, etc: a Nicaruaga, a Bielorrússia, a Suécia …

    • Venâncio

      Ai ai, X.A.

      Trump e a Primeira Dama estão só engripados. Eu, um velhote, com uma doença crónica em fase preventiva, posso rasgar a máscara e ir a um clube nocturno.

      Está visto: a propaganda da Extrema-Direita conquistou mais um amigo meu. Triste vida, a minha.

      Ah, e a Terra é plana.

      • https://descochandoargalhadas.blogspot.com conavirus

        Gripe, no vrão? A sério?

        Pandemia? A sério? Onde estám os doentes? E os mortos?

        A sério, acho que a propaganda é muito prejudicial prà saúde mental. Mas eu nom som médico, nem o explico tam bem coma o doutor Toussaint. Como dim na minha terra, “educate yourself”. Nom deixo a ligaçom porque decerto que o disqus me apaga o comentário (como já me apagou outro, que vou tentar colocar de novo). Procura no youtube «Jean-François Toussaint recadre une députée LREM sur les nouvelles restrictions».

        • Venâncio

          «Onde estám os doentes? E os mortos?»

          Que tal dares um saltinho a Madrid, Xavier, aos hospitais e aos lares de idosos?

          Não, estou a brincar. Fica na tua Inglaterra.

          Mas toma cuidados, pá. Mesmo aí, as coisas estão lixadas. Isto é uma gripe, mas dum corona-vírus, ó Vírus da Con*.

          • https://descochandoargalhadas.blogspot.com conavirus

            Fernando, já che dixem que assistir propaganda é prejudicial pra saúde. Os mortos de conavírus (em realidade, os mortos COM conavírus, ou antes restos dele) som umha pequena fraçom da mortalidade. Por exemplo, como anunciou o doutor Toussaint, de 1600 mortos na França o outro dia (o 27 ou o 28 de setembro) só 27 tinham o conavírus. Cifras oficiais. O mesmo dia, 0 mortos de conavírus na Suécia (país sem confinamento). É o mesmo por toda a parte. A única pandemia está na propaganda e na lavagem cerebral das persoas …

          • Venâncio

            Tens de achar uma explicação (talvez muito criativa) para os milhares de mortos em lares de idosos, por exemplo em Madrid.

            Amigo, as teorias da conspiração universal têm sempre um ponto fraco. Esta, agora, supõe que milhares de médicos, de cientistas, de técnicos de todo o mundo aceitaram entrar na conjura, ou que de repente lhes foram reprogramados os cérebros.

            Repara que quem “denuncia a marosca”, por exemplo no YouTube, são sempre indivíduos muito, vamos dizer, individuais. Cada um surge com a sua “explicação”, inteiramente diferentes entre elas. São sabichões oportunistas, instantâneos, bem-falantes, mas meros charlatães. E tu acreditas num deles.

            Que uma pessoa inteligente como tu tenha caído na patranha, eis o que revela pelo menos uma coisa boa: tens uma fantasia fértil, mas que se deixa povoar de engodos baratos.

          • https://descochandoargalhadas.blogspot.com conavirus

            Deixas-me muito desapontado, Fernando, esperava muito mais de quem considerava ter verdadeiro espirito critico e inquisitivo. Polos vistos consideras «patranhas» de «sabichões» as inúmeras provas que amossam a falácia da narrativa oficial (=propaganda), mesmo usando os seus próprios dados oficiais. Aí demonstras umha grande ingenuidade, além de preguiça, por nom pescudares as fontes e interpretações alternativas. Elas existem, mesmo que os filtros da internet e a censura as agochem e apaguem. E se eu as atopei, qualquer um as pode atopar, as pescudar, as comparar coas oficiais, refletir, tirar conclusões. É o método científico, enquato o teu, o vosso, é o religioso, inçado de preconceitos e apriorismos.

            Enfim, continua, continuai a viver nesse vosso mundo de miragens e ensonhos. E mais nom esqueças que, quando morreres, o teu corpo, tal como o do resto dos seres humanos nessa fase de transiçom que cedo ou tarde deve chegar, estará inçado de coronavírus. E disso nom te livras nem coa focinheira posta. Umha aperta!

          • Venâncio

            Meu caro Xavier,

            Acredita: eu adoro ficção científica.

            A sério. Venho acompanhando os desenvolvimentos na Holanda (nationalité oblige) e constato que também lá estão activos vários gurus youtubíticos, entre eles algumas guruas, com grande audiência. É a atracção, o fascínio, das realidades paralelas.

            Tenho tido, nos últimos tempos, por meus pecados (diria Fernão Mendes Pinto), muito contacto com pessoal médico da melhor qualidade que possas imaginar. É-me perfeitamente claro que está, neles, excluído qualquer atrelamento activo ou passivo à narrativa que difundes.

            Abraços.

          • https://descochandoargalhadas.blogspot.com conavirus

            Not good enough, amigo. Ao que parece já decidiche que quem questiona a narrativa oficial (e muitas outras cousas) está a fazer fiçom científica. Porque muitos médicos nom questionam essa narrativa, aliás a difundem. Mas nem tudo é tam simples, Fernando: muitos outros médicos e cientistas, com nom menos credenciais, nom mais sabichões e gurus ca os vossos sabichões e gurus, levam tempo demonstrando esta falácia, ou quando menos questionando a suas «certezas». Nom esqueçamos que a ciência trata de probabilidades, nom de certezas. Ninguém pode demonstrar que o amencer seguirá a esta noite. Embora seja muito, muito provável. Essa é a base da ciência, a certeza é o eido da religiom.

            Por acaso já conheces os argumentos e críticas de, entre outros:

            Raoult, Toussaint, Tabira e Perrone, na França, que tenhem provada a sua capacidade, mesmo sob alguns cobardes ataques denigradores e bastante patéticos.

            A doutora Dr Soo Aleman, na Suécia, que explica a imunidade natural polas células T, e que nom só se trata dos anticorpos.

            Umha quota académica:
            “In this era of astounding progress in the field of lymphocyte molecular and cellular biology, it is easy to forget that our perception of immunology at the systemic level is still at an embryonic stage. Modern immunology has only a very limited understanding of the myriad complex physiological events that, in vivo, constitute the immune response, whether protective or pathological.”

            [Fundamentals Immunology, 1600 pages, Louis J Picker & Mark H. Siegelmen, Pathologists, University of Texas.]

          • https://descochandoargalhadas.blogspot.com conavirus

            Mais «sabichões» e «gurus»:

            O Doutor Pascal Sacré, «physician specialized in critical care, author and renowned public health analyst based in Charleroi, Belgium. Research Associate of the Centre for Research on Globalization (CRG)» que diz «Without even noticing or barely noticing it, you may have been able to eliminate this virus by using your innate immunity, cross-immunity to other cold coronaviruses, and/or T-type cellular immunity, without having to produce antibodies.»

            Umha breve biografia doutro «guru» que questiona a narrativa oficial:
            «Dr. Judy Mikovits is a top U.S. scientist who has played key roles in saving millions of lives. Instead of lauding her achievements and honoring her, Western governments and their agencies have sought to destroy her.

            Why? Because corruption infests Western governments. It destroys, subverts, and censors humanity-serving truths. Big Pharma and associated monopolies have captured legislatures and their agencies.

            Mikovits was part of the team that created curative therapy for H-cell Leukemia.

            Her award-winning PhD thesis in 1991 changed the scientific paradigm through its focus on preventing dormant viruses from being activated.

            She worked under Dr F. Ruscetti who discovered one of the first cancer-causing retroviruses.

            She was part of the team that isolated HIV from saliva and blood, which confirmed Luc Montagnier’s discovery of the HIV virus as a possible causative agent for AIDS. Montagnier would later win the Nobel Prize in 2008 for discovering the HIV virus.»

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            Mais «sabichões» e gurus»:

            O doutor Lawrence Rosenberg, Director da Sanidade Pública de Montreal, que dixo que este covid19 nom é mais letal ca a gripe de todos os anos.

            O professor Klaus Püschel, patologista forénse alemám, que vem dizendo o mesmo tamém.

            Mais oito «sabichões» e gurus»:

            https://off-guardian.org/2020/04/17/8-more-experts-questioning-the-coronavirus-panic/

          • https://descochandoargalhadas.blogspot.com conavirus
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          • Venâncio

            Certo. Falta-nos ainda descobrir muito.

            O facto é que “isto” não é uma gripezinha. O pânico hoje vivido na Casa Branca é um espectáculo que sigo fascinado.

          • https://descochandoargalhadas.blogspot.com conavirus

            Emporisso, axotando as brêtemas da propaganda, sim «sabemos» algumhas cousinhas. Admitindo como certa a hipótese da existência deste Covid19, importa reconhecer que agora já é mais um da sua família, afetando só um grupo restringido da populaçom (idosos com problemas de saúde — nom sei se ti estarás aí incluído, eu decerto nom) e isto já o anunciara hai meses o prémio Nobel Montaner. A curva dos mortos agora é a normal pra esta época do ano, mas o problema é que a propaganda do medo (que muitos tomades como «informaçom») continua, focando-se agora nos testes, ca mortos nom hai. Testes que, como tamém sabemos, som inoperantes, ca detetam (após muita magnificaçom) fragmentos de ADN e anacos inoperantes de passadas infeções virais, como explicou, por exemplo, o Doutor Tossaint. Ou seja, se houvo pandemia (e tudo indica que nom houvo, porque os «mortos excessivos» resultárom da má gestom dumha gripe pior da média, mas que nom deixa de ser normal) agora já acabou.

            Quanto ao Trump, quais as hipóteses de dar positivo num teste que dá, em média mundial, por volta do 97% negativo? E justamente agora, quando está na campanha eleitoral? Nom parece umha coincidência. Talvez o Trump queira usar essa suposta infeiçom pra aumentar as sua chances, outros tenhem feito cousas similares …

            Em qualquer caso, acho que se o Trump ganhar o programa globalista de controlo e escravizaçom da populaçom há continuar, carrám carrám, só que mais a modinho …

          • https://descochandoargalhadas.blogspot.com conavirus

            «Tens de achar uma explicação (talvez muito criativa) para os milhares de mortos em lares de idosos, por exemplo em Madrid.»

            O excesso de mortalidade por quase todo o mundo durante esta falsa pandemia, que aconteceu na primavera, pode ser explicada, acho eu, por vários factores:

            — Cada ano milhares de persoas morrem de gripe. O ano anterior, 2019, houvo menos mortos da média, foi um ano de gripe «branda». Isso fijo com que muitos idosos de fraca saúde, que teriam morto num ano de gripe normal, nom morreram. Mas este ano a gripe veu cumha mutaçom mais letal, e todos esses «sobreviventes» caírom. Chamam a este fenómeno, no baralhete, «dry tinder».

            — Tratamento errado, nomeadamente pôr muita gente na máquina ventiladora. Mesmo doentes que nom precisavam dela, as instruções eram de os sedar e os intubar. Umha vez aí, já é difícil sair. O tratamento com hidroxicloroquina, como por exemplo amossam as menores fatalidades em Marselha, teria permitido evitar essas mortes. Mas foi proibido, e denegrido (é um medicamento barato, nom dá lucros e questiona a necessidade de vacina).

            — Negou-se o acesso aos hospitais a muitos idosos doentes, amoreando-os nos lares de idosos, onde o confinamento e falta de aeraçom agravou as cousas. Isto, por quanto eu sei, aconteceu em Espanha, França, Reino Unido e EEUU. Ora, porque se lhes negou o hospital? Porque diziam que ia chegar aí umha vaga de doentes mais jovens com mais hipóteses de sobreviver. Essa vaga nunca chegou, porque a gripe aguda só afeta idosos e gente com muito fraca saúde. Novos hospitais construídos ficárom vazios, partes inteiras doutros tamém. E enquanto isso os idosos que sim necesitariam tratamento (nom ventiladores) nom puidérom recebê-lo.

          • https://descochandoargalhadas.blogspot.com conavirus

            (continuaçom)

            — A propaganda do medo conseguiu que muita gente com princípios de doença e de gripe, sobretudo idosos, nom quigesse ir ao hospital, por medo ao contágio. Só quando já estavam em fase avançada de gripe aguda tivêrom de ir lá, mas era demasiado tarde, porque este ano a gripe veu muito rabeada (em contraste coa do ano passado). De facto, eu próprio nom acudim a um apontamento no hospital (pra umha cousa nom grave, ou isso espero) por … medo ao contágio. O medo é irracional.

            — Mortes causadas por diversas doenças e acidentes que nom puidérom ser atendidas nos hospitais. Tratamentos de cancro, operações,etc, fôrom suspendidos.

            — Hai que considerar tamém mais dous factores que nom ajudárom os idosos: frio e poluiçom (daí morrerem muitos mais no norte ca no sul da Itália), e possível enfraquecimento por ter recebido a vacina da gripe os anos anteriores (o estudo que aponta isto já foi apagado, mas acho que eu poderia ainda atopá-lo em certos sites).

            Enfim, isto foi um crime, e umha banda de psicopatas, cos seus servidores e idiotas úteis está atrás dele.

            Só pra ilustrar como funciona a propaganda de que sodes vítimas (os trejeitos do médico som pra emoldurar):

            https://descochandoargalhadas.blogspot.com/2020/08/propaganda-failure.html

          • https://pglingua.org/index.php abanhos

            obrigado pelas ligações

          • https://descochandoargalhadas.blogspot.com conavirus

            De nada, achei o vídeo do pastor francês na tua canle youtube formidável, possivelmente o milhor que tenho visto em termos de explicar a argalhada desta falsa pandemia …

            Quanto a «borrego», é um hispanismo corrente em português, que acho mais ajeitado que «ovelha», «manselinho» ou «acanhado». É um dos «meus lusismos» …

          • https://descochandoargalhadas.blogspot.com conavirus

            De facto, tens razom. «Ovelhinha», «ovelha manselinha» ou «boubexo», por exemplo, som termos mais acaídos, mui de nós. Vou mudá-lo agora mesmo.
            Muita bençom!

  • Ernesto Vazquez Souza

    pois… doutrina… as sociedades através dos sistemas educativos o que mais ensinam é a obedecer, a manejar uns repertórios e ferramentas autorizados, a imitar modelos e a conhecermos umas hierarquias, aprendemos conhecimentos e valores que não se devem questionar… por mais que vaiam se retificando e variando ante os nossos olhos…

    Saúde e Perplexidade sempre!

    😉

    • José António Lozano

      Perplexidade sempre, Ernesto. Forte abraço!