Por X. do Galheiro
Neste país de mente e espírito eucaliptizado já poucas cousas nos surpreendem ou alporiçam, ou irritam e é por isso que em vez dum berro seco escrevo umha desculpa.
Venho de saber polo nosso PGL que no meu concelho, em Redondela, alguém tivo a desfaçatez, a pouca-vergonha, o descaramento, o cinismo de dizer-lhe a umha concorrente que «si haces la prueba en gallego, no te la corregimos» num concurso público para umha bolsa do departamento do Turismo do Concelho de Redondela pagas pola Deputaçom de Ponte Vedra.
Redondela, aquela vila que durante a II República espanhola –à espera ficamos da definitiva e única República galega- era nomeada como exemplo nos ámbitos do galeguismo do país. Aquele concelho que foi pioneiro na introduçom do galego na administraçom local após a ditadura. No mesmo concelho onde umha subscriçom pública e popular permitiu erigir um monumento a Castelao à altura da sua figura e presença na vila. Até um colega, o Roberto Samartim, me comentou um dia como entre o espólio da casa-museu de Rodrigues Lapa na Anadia atopara um recorte de imprensa no que se falava do protagonismo do Concelho de Redondela no impulso da presença pública da língua galega. Em definitiva, no mesmo concelho que muitas vezes foi posto como exemplo de trabalho em prol da nossa língua.
É evindente que faltam muitas cousas por fazer, que nom chegamos aos nossos objetivos, que a perda de falantes é um facto, ora, nunca vos pensei que este escrito poderia sair nas minhas mans a pensar em Redondela.
Nom hai soluçons fáceis nem simples para estas situaçons, ora, denunciar e permanecermos firmes é o melhor dos princípios.
