Por Valentim R. Fagim
Primeiro momento, ano 1980. Som aprovadas as Normas Ortograficas do Idioma Galego, de tendência reintegracionista e ortografia espanhola, elaboradas pola Comision de Linguistica designada pola Conselleria de Educacion e Cultura da Xunta de Galicia. Da Comissom formavam parte representantes de ambas as sensibilidades a respeito da nossa identidade linguística.
Segundo momento, ano 1981. Eleiçons ao Parlamento da Galiza: Alianza Popular (26 assentos), UCD (24), PSOE (16), Bloque-PSG (3), Esquerda Galega (1), Partido Comunista de Galicia (1). Presidente: Gerardo Fernández Albor, de Alianza Popular.
Terceiro momento, ano 1982. Decreto 173/1982 sobre normativizacion da lingua galega oficializa as Normas Ortográficas e Morfoloxicas do Idioma Galego elaboradas nesse mesmo ano por umha Comision Mixta formada por representantes do ILG (Instituto de Lingua Galega) e a RAG (Real Academia Galega).
Três anos, em termos históricos, nom é assim muito tempo mas é o suficiente para alterar os mapas da história e, o que é pior, os mapas mentais de 30 gerações de galegas e galegos.
(*) Opiniom publicada originalmente no n.º 110 do Novas da Galiza, na secçom Língua Nacional.

