Por Valentim Rodrigues Fagim
Quando umha língua “convive” no mesmo espaço com outra, as interferências som inevitáveis, nomeadamente se as línguas som muito próximas do ponto de vista formal. Galego e castelhano som-no.
Como é sabido, nom existe qualquer tipo de simetria relativamente ao poder de interferir. A língua mais fraca socialmente é a que recebe umha enxurrada de interferências daquela que é a língua de poder, a língua assim a sério.
Neste sentido o galego tem perdido e perde aqueles traços mais significativos, aqueles que lhe conferem identidade a respeito do castelhano: os dias da semana por feiras, o infinitivo flexionado (“era bom vires”) ou a resposta-eco.
Sucede todos os dias.
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(Voz pré-gravada) Marque en su móbil el número sobre el que desea hacer la gestión.
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626…011
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¿Quiere cambiar el tipo de contrato?
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Quiero.
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Esa respuesta no está prevista.
Pois, aí está o problema.
(*) Opiniom publicada originalmente no n.º 103 do Novas da Galiza, na secçom Língua Nacional.
