Por Valentim Rodrigues Fagim
Imaginai a seguinte competição. Pegamos na grelha de filmes da TVG desde o seu começo até hoje. Concorrem filmes de Cantinflas em V.O. contra películas do Brasil ou Portugal. Qual o resultado? 40-5? Talvez.
Outro desafio. Seção de obituários de El País contra semanário A Nosa Terra na íntegra. Ano 2008. Qual dos dous dedica mais informação sobre o Brasil e Portugal? Acertaste, cara, mas quando os mortos ganham aos vivos, na verdade, não dá para festejar.
No entanto, as iniciativas lusófonas na Galiza vivem a sua época melhor, e tudo aponta para essa difusão crescer. E isto é o fruto de pessoas que para além de possibilismos, das línguas irmãs ma non troppo, tornam possível o desejável.
Agora é preciso os nossos meios de comunicação (alguns já o fazem) acompanharem e alimentarem o processo. Nomeadamente os públicos. É desconcertante acender o rádio para ouvir em direto o concerto de Cantos na Maré em Ponte Vedra para, ao acabar uma canção, reparar que o evento não estava a ser retransmitido pola rádio galega mas por RN…E.
(*) Artigo publicado originariamente no n.º 73 do Novas da Galiza, na secçom Língua Nacional.
