Por Valentim Fagim
1438, texto com origem em Ourense. “Que o dito que aposte os ditos baños et os alimpe ben, fasta o soo, de todo lixo et lodo que touveren et o tire fora dos ditos baños, en maneira que fiquen anbos a dous ben claros e ben limpos, tirando todas las pedras e lixuria fora dos ditos baños”.
1854 – Francisco Javier Rodríguez, Diccionario gallego-castellano, lixo: Suciedad, conjunto de polvo, manchita, &.En port. id.
1991 – Um moço de 20 anos que decidiu mudar o guião escrito para os vigueses para se tornar galego-falante a tempo completo pergunta à sua mãe: queres que baixe o lixo?.
Ela fica chocada e retruca: lixo é quando algo se mete no olho, o outro chama-se basura.
2013- O mesmo moço, agora mais velho, está a jogar à brisca com a sua avó, Chelo, de 95 anos, mãe da sua mãe. Acabada a partida ela pede para o neto limpar o chão e diz-lhe assim: -como vejo tão pouco caíram-me faragulhas de comida e o chão está cheio de lixo.
(*) Opiniom publicada originalmente no n.º 125 do Novas da Galiza.
