Por Valentim R. Fagim
Umha das marcas mais claras para caraterizar a seriedade dos projetos, se falamos em criar umha língua nacional, tem a ver com o modelo de língua utilizado. Umha das marcas mais claras de que algo nom funciona na Galiza a este respeito é o lema: dentro de 20 anos (D20). Esta estado de ânimo, às vezes filosofia e outras praxe política, descansa no seguinte trípode:
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Para construir umha língua nacional galega esta tem que ser soberana a respeito do castelhano.
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Nós temos a fortuna de dispor desse formato de língua no Brasil e em Portugal, o que é incomum em contextos como o nosso.
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Mas nom podemos implementá-lo ainda.
O ponto mais frustrante do D20 é que nom tem um cronograma nem umha política de açons para nos oferecer: agora nom é possível mas talvez o seja num futuro. Porém, nom está previsto quando nem como. Nom é mui aliciante, nom.
Felizmente, o reintegracionismo move-se noutra dinâmica: Just do it! (fai-no) e de aí surgem projetos motivadores como o Novas, os locais sociais, os aPorto, os Ops, a AGLP, Sei o que, Edições da Galiza, a Galicola e muitos outros nomes que caminham connosco.
Recentemente, impulsionada pola Gentalha do Pichel, apareceu na cena a escola Semente e apareceu porque os pais nom podem garantir um ensino em galego para os seus filhos e filhas. Havia vários opçons, podia ser um DEBATER, podia ser um LAMENTO, podia ser um PACIÊNCIA mas foi, felizmente, um AGORA.
(*) Opiniom publicada originalmente no n.º 106 do Novas da Galiza, na secçom Língua Nacional.
