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Como se faz um dicionário espanhol-português?

PGL – O professor Álvaro Iriarte Sanromám ministrará a 21 de fevereiro, às 20h, a palestra «Como se faz um dicionário espanhol-português?». Precisamente, Iriarte é coordenador de um dicionário destas caraterísticas. A atividade será na sala 4 da EOI de Santiago de Compostela.

Álvaro Iriarte nasceu em Redondela em 1962. Em 1986 licenciou-se em Filologia Hispânica (Galego-Português) pela Universidade de Santiago de Compostela e, em 1993, finalizou o Mestrado em Ensino da Língua e Literatura Portuguesas, na Universidade do Minho.
Iniciou funções na Universidade do Minho, como Leitor de Espanhol, em 1987. É, desde 2009, Professor Associado no Departamento de Estudos Portugueses e Lusófonos do Instituto de Letras e Ciências Humanas, onde leciona cadeiras e orienta trabalhos da área da Lexicografia, da Terminologia e da Linguística Aplicada. Dentre as suas publicações destaca o Dicionário de Espanhol -Português (coord.) (2008) da Porto Editora.

A seguir reproduzimos fragmentos da entrevista realizada pelo Portal Galego da Língua em 2008 aquanto a pubilcação do referido dicionário, a qual pode ser consultada na íntegra no Velho PGL.

— Donde surgiu a iniciativa de fazer uma nova versão do dicionário, da Porto Editora ou da equipa que coordenaste?

O Professor Vítor Aguiar e Silva pediu-me, em nome da Porto Editora, um diagnóstico sobre o antigo Dicionário de Espanhol, para uma eventual revisão ou remodelação do mesmo. Esse “diagnóstico” foi mais tarde publicado nos Estudos Dedicados a Ricardo Carvalho Calero, com o título “Problemas de lexicografia. Para um novo dicionário de espanhol-português”.

[…]

— A quê público ou colectivo profissional pode interessar mais o dicionário?

O destinatário do dicionário é o público em geral: profissionais, universitários. Talvez menos um público infantil.

— Pode interessar mais ao público galego ou ao português?

O dicionário está pensado como dicionário transcodificador (se é que isso é possível). Como dicionário descodificador (para interpretar textos) poderá ser mais útil ao público português, mas como dicionário codificador (usado para produzir textos) penso que poderá ser muito proveitoso para o público galego.

— Foi complexa a elaboração? Quais aspectos foram mais trabalhosos? Talvez os exemplos. O facto de serem exemplos ad hoc permitiu-nos oferecer muita informação gramatical, pragmática, sobre combinatória lexical, etc. Também tivemos especial atenção a este último aspecto, registando não só equivalentes de palavras, mas também equivalentes de combinações de palavras (e com isto não me estou a referir apenas às expressões idiomáticas).

[…]

 

Cartaz da atividade
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