Alento Esbravexo homenageia Isaac Díaz Pardo



Martiño de Lopo

Martiño de Lopo

Corpo miúdo alma imensa, da sua cabeça surtiam ideias e das suas mãos feituras. Galiza teve o privilégio de anainar tal filho, de ver crescer o génio e nós tivemos a grata honra de partilhar com ele o tempo.
Andamos sobre o tapete das folhas caídas no soalho da floresta enquanto ele imaginava e fazia crescer criaturas e formas, aglutinando pessoas no caminho para um novo momento. Um momento intemporal crescendo desde a originalidade da mátria e com as raízes bebendo nas terras diversas da Galiza enquanto se construía um projeto de país: independente, tradicional, único e moderno.
A criatividade é isso: liberdade para imaginar mundos diversos, fora dos cânones, dentro do autêntico.
Reconhecemos Galiza em todas as obras de Isaac, embora fossem estas filhas da liberdade criativa da sua mente portentosa.
Reconhecemos a sua entrega em todos os seus movimentos, embora fossem feitos desde diferentes partes do mundo e do tempo.
Reconhecemos a magnitude da sua originalidade, embora as raiganhas da sua árvore foram profundas na variedade dos nossos solos, na diversidade das nossas florestas, na complexidade da nossa cultura, na riqueza da nossa história.

 

A criatividade é isso: liberdade para imaginar mundos diversos, fora dos cânones, dentro do autêntico.
Reconhecemos Galiza em todas as obras de Isaac, embora fossem estas filhas da liberdade criativa da sua mente portentosa.

A humildade de Isaac permitiu-lhe reconhecer a valia de múltiplas pessoas, desde grandes criadorxs até modestxs valores novos de futuro incerto. Na editorial do Castro todxs tinham lugar. Ele podia dar uma oportunidade a quem noutro espaço não a teria.  Porém, o que Galiza lhe deve a Isaac nunca será pago.  Por isso este homem modesto, austero e generoso, encontrou o reconhecimento de tantas pessoas. Na homenagem que Paco Díaz lhe fez, (tão digna!) Ensamble Isaac, participaram mais de 100 criadoras/es. Já lá estivemos atendendo sua generosa chamada.
Agora nesta manda de peças promovida polo ALENTO ESBRAVEXO, mais de 280 artistas de todo o tipo deram a sua homenagem sincera e generosa ao Isaac mais auténtico.

Agora nesta manda de peças promovida polo ALENTO ESBRAVEXO, mais de 280 artistas de todo o tipo deram a sua homenagem sincera e generosa ao Isaac mais auténtico.

Pilar Sampedro chamou-me para me convidar a participar. Quem se podia negar? O grande privilégio de honrar um dos maiores representantes da nossa Nação não se podia rejeitar.
Eu devo-lhe muito a Isaac. Como pessoa individual e como galega. Como pessoa sempre me encontrei nele acolhida e punha ao meu dispor o seu precioso tempo sempre que onda ele eu ia. Como galega porque me fez sentir orgulhosa de ser galega por ser ele um dos representantes do meu país.
Face o convite, o mundo da criatividade de Galiza debruçou-se para Isaac enviando mandas de todo o género:
Mandas que vão desde as 124 obras de artistas plásticxs, 132 obras literárias entre poesias, relatos e ensaios, para passar também pela música, a cortesania, a ourivesaria, e o escaparatismo e a gastronomia. Houve vídeo-creação, atividades coletivas sem faltar o Alento Esbravexo que também colaborou com cinco mandas para além de levar o peso da organização e a glória da ocorrência desta homenagem.
Eu fico muito agradecida por ter esta oportunidade de mostrar a minha admiração pelo mestre, e também estou muito grata por ver que o meu país, Galiza pode dar reconhecimento as suas grandes figuras.
Isaac Díaz Pardo foi, sem dúvida uma dessas figuras, alicerce da nossa cultura e da nossa realidade como Nação. Bem haja a Alento Esbravexo e bem haja a Isaac Díaz Pardo.
Vai um quadro indicando a quantidade e variedade dos trabalhos que figuram nesta manda para Isaac Díaz Pardo bem como as colaborações enviadas.

Adela Figueroa Panisse

Adela Figueroa Panisse

Adela Clorinda Figueroa Panisse é de Lugo (Galiza), fazedora de versos, observadora do mundo e cuidadora de amizades. Trabalhadora no ambientalismo e na criatividade da palavra. Foi professora e lutadora pela recuperação da dignidade da Galiza e, ainda, pela solidariedade entre os seres humanos e a sua reconciliação com a terra. Gosta de rir, cantar e de contar contos. Também de escutar histórias, de preferência ternas e de humor.
Adela Figueroa Panisse

Latest posts by Adela Figueroa Panisse (see all)


PUBLICIDADE