Por Heitor Rodal Lopes
Há uns dias um amigo exemplificava magistralmente numa refeição a diferença entre “colaborar” e “estar implicado”: num prato de ovos com chouriço a galinha ‘colaborou’, o porco, no entanto, ‘está implicado’.
Igualmente há poucos dias, os jornais regionais galhegos parabenizabam-se da criação dum banco galhego -com capital estrangeiro- a partir das anteriores Caixas de Poupanças falidas. Seica a contratação dum guru das finanças regionais, com a ajuda de fundos públicos, vai operar o milagre. E ainda outro: o admirável desenvolvimento dos antigos máximos gestores das Caixas falidas será recompensado com senhos postos de “membros dominicais” no Conselho diretivo do novo banco, seja lá o que for que isso signifique.
E no entanto, um cidadão anónimo, ignorante das cousas da alta economia, que paga os seus impostos e entrega mensualmente uma parte substancial do seu soldo ao Estado para receber uns serviços sociais mínimos e que não entende logo a necessidade de o próprio Estado ir “financiar-se” [endividar-se] ainda mais aos mercados de capital internacionais e ter de assumir ele depois essas dívidas como próprias, põe-se a pesquisar pola net e já vai entendendo alguma cousa:
- http://www.youtube.com/watch?v=DXuBYn9Vccw&feature=related
- http://www.youtube.com/watch?v=PEMXQUO3ioM&NR=1
- http://www.youtube.com/watch?v=24apzLUED8c&feature=related
- http://www.youtube.com/watch?v=Q5qiPU18Wx0&feature=related
- http://www.youtube.com/watch?v=ZH_Dy8nFpyw&feature=related
E depois de ver isto, o cidadão sabe bem quem vai engolir os ovos e mais o chouriço, mas pergunta-se ainda ingénuo quantas galinhas e quantos porcos andamos metidos nisto … e quantos deles são cientes disso.
