Por Valentim R. Fagim
A maioria das psicoterapias tenhem como alvo tirar a máscara que oferecemos aos demais. Debaixo está a sombra que ocultamos dia sim, dia também. Como lidar com sombras não é assim muito grato, a vida social acaba por ser um espetacular baile de máscaras.
No dia 8 de Fevereiro houvo uma manifestação a favor do bilinguismo e da liberdade. E, claro… quem pode ser contra a liberdade? Pronto, é uma mascara, dirá alguém. Pois é, mas na comunicação social conta mais o “parece” que o “é”.
Portanto, o esquema passa a ser: e como tiramos a máscara a este pessoal? Como fazemos para que toda a malta veja a sua sombra?
Como sabemos, em frente do desfile houvo duas estratégias e duas atitudes. Uma foi a da pró e a outra foi a da contra. Esta última, a contra, foi fiel à palavra e optou por responder às expetativas participando no baile.
A outra estratégia foi a da pró, e foi pró, porque foram apoiar a manifestação polo bilinguismo e pola liberdade. E até foram além, porque com os seus cantos desinibidos chegaram aonde os outros não se atreviam. Enfim, a sombra. O mais curioso de tudo o que se passou nesse dia, é que o ridiculismo, indo mascarado, era, entre tantas pessoas, se calhar o menos carnavalesco.
(*) Artigo publicado originariamente no n.º 75 do Novas da Galiza, na secçom Língua Nacional.
