PGL – O grupo parlamentar do BNG denuncia a castelhanizaçom da Televisom da Galiza (TVG) e a Rádio Galega (RG), nom apenas no uso do nosso idioma, mas também na própria qualidade deste, «degradando a sua correçom e introduzindo diretamente o espanhol para desprazar o galego».
Para os nacionalistas, a agenda informativa dos meios públicos galegos padece umha «acusada dependência» de Madrid, também nos aspetos cultural e ideológico, o que fai com que a Galiza «nom seja centro, mas periferia».
A isto somam os «calculados usos lingüísticos» que remarcam o «esquema diglóssico e conflitivo que padece o nosso idioma». Como exemplo colocam umha RG a entrevistar a algum especialista falando em espanhol sobre o futuro da caixa galega e entrevistas na TVG sobre o polvo do Carvalhinho ou «o crescemento exagerado de tubérculos nalgumha exploraçom agrária». Em definitiva, a reproduçom «dos piores e mais injustos tópicos inculcados historicamente no nosso povo, segundo os quais o galego nom é apto para falar da economia, mas sim para o ámbito doméstico, familiar, coloquial ou vinculado a um meio rural também deformado para o associar intencionadamente com umha imagem de atraso».
O grupo parlamentar do Bloco lamenta, também, a presença habitual de comentaristas em espaços de opiniom e debate que «utilizam sistematicamente o espanhol». Alertam, por último, da «degradaçom hibridizante» no uso do galego em diferentes programas, com umha «fonética, prosódia e tonicididade tiradas do espanhol», e da ausência da música galega na chamada Rádio Galega Música.
Por este motivo, os nacionalistas apresentárom umha proposiçom nom de lei para o Parlamento instar a Companhia de Rádio/Televisom da Galiza (CRTVG) a recorrer a analistas e comentaristas com domínio da língua galega, respeitando sempre o pluralismo e a liberdade de expressom; utilizar o galego nas entrevistas com desportistas galegos ou a residirem na Galiza; atender à «pulcritude fonética» nas pessoas que apresentem espaços radiofónicos ou televisivos; impulsionar o cinema galego «de qualidade e em galego»; garantir a cobertura da CRTVG nas comarcas vizinhas de fala galega mas sob administraçom asturiana e castelhano-leonesa, mesmo realiando programas territoriais próprios se for possível; potenciar a presença da lusofonia nos programas informativos e redificir o papel da Rádio Galega Música para adequala aos objetivos da Lei de Criaçom da CRTVG.
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