Nível

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Por Edelmiro Momám

Recentemente fui fazer o teste de nivelação para os cursos de português ao Institut National des Langues (INL) que, grosso modo, vem sendo o equivalente luxemburguês das Escolas Oficiais de Idiomas na Espanha. Bom, afinal não fiz teste nenhum. Mália confessar não ter estudado nunca o português, fui aceite no nível mais alto dos oferecidos pelo Instituto (C1) por volta do segundo minuto da conversa informal que mantive com a professora. Fiquei contente. Ainda mais porque ela disse que não era o primeiro caso e que já houvera pelo menos um outro galego sem instrução formal na língua portuguesa que ingressara diretamente no curso mais avançado.

Conheço uma mulher de Vigo que também está a estudar português em Luxemburgo. Começou no nível A1 e agora, depois de três anos, vai encetar o B2. Ela era praticamente monolingue em castelhano e nunca estudara galego, nem sequer na sua versão isolacionista. Diz que é das piores da classe. Eis o futuro que alguns querem para os nossos filhos. Eu não. Eu não quero fechar as crianças numa cultura monolítica. Eu quero mais nível.