Maria Espantoso – Em reposta escrita ao BNG acerca da discriminaçom que sofrem as publicações jornalísticas em galego, a Junta da Galiza oculta deliberadamente as suas responsabilidades e influência no setor mediático do País.
Assim, do Governo asseguram que as ajudas para os meios em galego fôrom dadas seguindo os mesmos critérios «desde há várias legislaturas». Infelizmente, esta declaraçom nada de bom diz em favor da promoçom da nossa língua, porque a quantia total representa apenas 1,26% do orçamento disponível para as empresas de comunicaçom.
Numha surpreendente ligaçom de temas, da Junta saltam da autojustificaçom a um ataque lançando a comprometedora bola longe do seu terreno, acusando a crise de determinados meios —os nacionalistas, embora nom os cite diretamente— de terem fracassado apenas por problemas de gestom, de falta de adaptaçom, crise do seu modelo de negócio… e até polo crescimento dos blogues e a multiplicaçom de usuários nas redes sociais, com citaçom expressa do espanhol Manuel Castells, investigador de temas ligados à comunicaçom. De facto, metade da ‘resposta’ gira acerca destas questões, bem longe do eixo da pergunta, que é a discriminaçom evidente, em termos económicos, dos meios em galego.
Denunciam compra de vontades
Nom se pronuncia, porém, o Governo, sobre o inegável influxo sobre o setor mediático galego, que se dá principalmente em duas direções. Umha delas, no senso de que determinados meios recebem a maior parte dos contratos publicitários da Junta, baixo condições escuras e por quantias bem superiores ao orçamento destinado aos meios galego —por sinal, excluídos sistematicamente do reparto—, sendo um dos últimos casos a visita de Bento XVI à Galiza.
A outra direçom, ligada à anterior, denunciou-na recentemente o ourensano La Región. Segundo esta publicaçom, a Junta faz chantagem aos meios, obrigando-os a um tratamento informativo «amável» se desejam publicidade institucional.
De tal magnitude é o escândalo, que o Parlamento investigará todos os contratos publicitários do Governo desde que Feijóo chegou ao poder, o que está a causar «um importante nervosismo tanto no PPdeG como nalgumhas agências de publicidade», assegura o digital Galicia Confidencial.
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