Por Joám Manuel Araújo
A poesia de Ernesto Guerra da Cal publicada póstuma está reunida em quatro volumes, editados na comunidade galega. Para assinalar a data do centenário do nascimento deste autor galego (Ferrol, 19 de Dezembro de 1911- Lisboa, 28 de Julho de 1994) –que destacou em vida em diferentes campos, sendo o científico e o literário dos que melhor se conhecem de entre aqueles a que dedicou esforços na sua intensa trajetória– vai ocupar-se hoje este espaço dessa muito interessante produção dele.
São dois poemários e duas antologias, editados por Penta em 1994, pelo Parlamento Galego e a Universidade de Santiago de Compostela (USC) em 2000, pela Associaçom Galega da Língua (AGAL) em 2001, e pela Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP) em 2011. Quatro produtos que evidenciam o muito conhecimento e o bom fazer literário de Ernesto da Cal, com dedicação para a poesia desde antes de 1936, e cuja produção assinou desde Novembro de 1937, data da sua primeira composição publicada, na revista Nova Galiza de Barcelona, tendo sido em 2001 em que se editaram as, até agora, últimas composições conhecidas dele, no volume Caracol ao pôr-do-sol.
Esses quatro contributos serão aqui comentados segundo a data em que concorreram no mercado, da mais antiga à mais recente.
1) Em 50 Anos de Poesia Galega. Antoloxía, de Xosé M. Alvarez Cáccamo
Em Novembro de 1994, poucos meses após a morte de Da Cal, publicou-se a antologia 50 Anos de Poesia Galega1, orientada para o ensino, em volume preparado por Xosé M. Álvarez Cáccamo. Inclui de Da Cal um “Decálogo Lírico”, redigido de propósito para este livro, e 17 composições selecionadas de seus livros de poesia: 4 de Lua de Além-Mar, 5 de Rio de Sonho e Tempo, 3 de Futuro Imemorial. Manual de Velhice para Principiantes, 3 de Deus, Tempo, Morte, Amor e outras bagatelas, 1 de Espelho Cego e 1 de Coisas e Loisas.
No estudo introdutório Ernesto da Cal figura entre os produtores da Geração do 36 galega. Salienta-se como (p. 10) “A distancia física de Galiza, a opción lingüística e a independencia estética da súa obra son factores que explican –sen xustificar— a cativa presenza de Guerra da Cal en antoloxías e estudos de grupo. Saudade, procura existencial da identidade propia, anceio de ataraxia, reflexións irónicas sobre o tempo e a morte, crítica social de factura expresionista, son os contidos básicos sobre os que inflexiona unha fala intensamente persoal. As estruturas rítmicas e a disposición imaxinativa do neopopularismo conformaron o ponto de partida histórica para o particular sistema de desviación expresiva que usa este poeta, fundamentado na ruptura en unidades breves dos metros clásicos, no contraste entre a levedade aparente da expresión e a trascendencia do sentido ou no uso dunha ironía de aguda sensibilidade crítica que lembra o sarcasmo antiburgués de Cesário Verde. O que mais seduce do seu código moral é o poder desmitificador, a belixerancia activa contra a vulgaridade e o tópico. E da linguaxe o dominio dos recursos fónicos e musicais”.
É contributo original nesta antologia o (p. 73) “Decálogo Lírico”, datado em “1993” (embora por evidente gralha no livro indica-se “1933”), ano anterior à sua morte. Aí Da Cal manifesta-se sobre o poeta e a sua produção. Em trabalho de apenas uma página afirma que “Não há poesia sem o irreprimível imperativo interior de verbalizar o Inefável”. Define o “Poema” como “um edifício verbal, e como tal precisa de uma armação interna e externa. Ritmo, metro, rima, etc. etc. são os alicerces e esteios, visíveis, que seguram a estrutura invisível. Quando o poema atinge a sua ‘irrealidade essencial’, nenhum desses artifícios pode ser isolado nem quantificado. Nessa ponte transcendente, o Verbo poético torna-se intraduzível para Prosa”. Reivindica liberdade e disciplina como “os dois Princípios que devem reger, polarmente, o afazer lírico”, e finaliza defendendo: “O verdadeiro Poeta não desdenha o Leitor, mas também não precisa dele. Compõe porque não pode deixar de o fazer”.
Da Cal colaborou estreitamente com X. M. Alvarez Cáccamo para preparar este produto, que ajuda para compreender a sua concepção da poesia, e da sua própria poesia, nos instantes finais da vida.
2) Ramalhete de Poemas Carnais, dedicado para Ricardo Carvalho Calero
No ano 2000 o Parlamento Galego e a USC editaram em dois tomos uma homenagem a Ricardo Carvalho Calero, que começou a preparar a AGAL após a morte de Carvalho Calero em 19902. No primeiro desses volumes publica-se, fac-similarmente, o Ramalhete de Poemas Carnais3, que Da Cal tinha enviado como contributo para esse repositório.
Ernesto da Cal trabalhou neste produto desde 1991, como evidencia o seu epistolário com a Professora Doutora Maria do Carmo Henríquez Salido, na altura presidenta da AGAL4; e mesmo um dos poemas se publicou na Agália, no número que esta revista dedicou, correspondente a “Outono 1994” como homenagem quando a morte de Da Cal5.
Dedica Da Cal este Ramalhete “‘In Memoriam’ de Ricardo Carvalho Calero Velho Amigo e grande poeta amatório”. Salienta assim o valor de Carvalho Calero como produtor literário, como em anteriores ocasiões tinha destacado dele os seus contributos para o Reintegracionismo e para os Estudos Rosalianos. Com esta coletânea de sete composições, Da Cal dedicou 9 a Carvalho Calero, ultrapassando assim as 7 que dedicou à própria Rosalia de Castro, com o que frisa a grande importância que atribuía à produção de Carvalho Calero.
Este Ramalhete é apresentado com uma epígrafe geral (p. 73) assinado por Rad Calaguer, alter ego dele, e uma das possibilidades de nome que se pode elaborar a partir da combinação das letras que conformam “Guerra da Cal”. Na continuação encontram-se as composições:“Esfinge”, datada no “Estoril, Primavera 1990”, p. 74; “Fado chorado sobre um amor passado”, com epígrafe de Jorge Luís Borges, “Estoril, Janeiro 1989”, p. 75; “Desencontro”, com epígrafe de “Copla popular andaluza”, datado em “Londres 6 de Outubro 1990”, p.76; “Eucaristía Sacrílega”, com epígrafe de Camilo Pessanha, “Nova-Iorque Abril 1977”, p. 77; “Nudez Muda (Soneto desnorteado)”, “Estoril. Alta Noite. 14 de Setembro 1987”, p. 78; “Imago Floris”, dedicatória “Para Lena Koruma, flor de Dai Nippon –na Quarta Dimensão do Sonho”; epígrafe de Néstore d’Alguecarra (outra possibilidade semelhante a Rad Calaguer, aqui acrescentando “Ernesto”), “Londres 1 de Agosto 1990”, p. 79; e “Bombardeamento (Barcelona, 1938)”, “Londres: Fevereiro, 1992”.
Em estudo deste poemário, Joel R. Gômez salienta como “A relação sexual é o nexo comum destas sete composições, em que se encontram fortes imagens e a demonstração de um domínio no uso da metáfora e recursos linguísticos e estilísticos. Em todo o caso, observa-se uma intenção de ultrapassar os límites, de tentar ir além do poema amoroso habitual introduzindo elementos muito impactantes, sobretudo as alusões a depois da morte e reivindicando a singularidade e um reconhecimento pelo trabalho literário”6.
O Professor Doutor José Luís Rodríguez, da USC, como compilador e editor desse volume, refere-se nele a Da Cal valorizando-o como “amigo e conterrâneo de D. Ricardo [Carvalho Calero], personalidade projectada e realizada, como nengumha outra galega, nos vastos horizontes da lusofonia (e da lusofilia) além-minhota”7.
Poucos poetas galegos tiveram a honra de que uma das suas obras fossem editadas de parceria por duas instituições, como este Ramalhete de Ernesto da Cal.
3) Caracol ao pôr-do-sol
Caracol ao Pôr-do-Sol8 trata-se de uma colecção de 63 poemas, distribuídos em 11 epígrafes, parte deles publicados com antecedência.
O volume leva um prólogo do Professor Doutor Carlos Reis (pp. 7-9), da Universidade de Coimbra (e na altura diretor da Biblioteca Nacional de Lisboa), intitulado “Ernesto Guerra da Cal e a poesia no crepúsculo da vida”, em que define Da Cal de “espírito superior”. Refere-se à poesia de Da Cal como “de superior cultura […] pagou, com ela, o tributo de entrega, de persistência e de generoso empenhamento cultural que foi a sua vida, repartida pelo mundo e por apelos vários, não raro de sinal antagónico”.
No livro encontram-se temas recorrentes na sua produção (Deus, o tempo, o amor, os contrastes e contradições da existência, Galiza, a palavra, a morte…). Na sobrecapa encontra-se a datação “Lisboa 1991”, correspondente ao primeiro projecto de edição na capital portuguesa, depois revisto por ele após ser adiada a publicação.
Caracol ao Pôr-do-sol está dedicado para a sua segunda esposa, Elsie Allen da Cal, e contém numerosas epígrafes de produtores de diversos sistemas literários. Ernesto da Cal data os poemas em vários países (Brasil, Catalunha, EUA, França, Inglaterra, México, Noruega, Portugal) e entre 1938 a 1991. Também há dedicatórias para pessoas de vários países. No final do livro consta uma “Tabula gratulatória”, com 47 nomes de pessoas que contribuíram economicamente para a edição.
Neste volume, certamente extraordinário, que mesmo se pode considerar o mais interessante contributo poético galego publicado no presente século, merecem aqui especial destaque duas epígrafes: a penúltima, intitulada (pp. 197-112) “Três poemas carnais”, em que se incluem 3 composições dedicadas para Carvalho Calero, que ele elaborava para incluir no antes comentado “Ramalhete de Poemas Carnais”; e muito em especial a última parte do livro, “Sumo Parnaso Nosso” (pp. 113-125), integrada pelas composições “Cantiga a Luís de Camões” ––que recupera de Lua de Além-Mar, e que introduz com os conhecidos versos de Rosalia de Castro “… ó poeta imortal, em cujas veias/ nobre sangue galego fermentava!” ––; e “Entresonho”, o seu último poema rosaliano conhecido ––posterior a 6 Poemas a Rosalia de Castro (volume dele editado em 1988 pelo grupo das Irmandades da Fala de Galiza e Portugal) e que ele faz preceder da apresentação “Rosalia. (Mais uma vez e sempre!)” ––, duas composições emblemáticas e especialmente simbólicas. Quer dizer: junta Camões e Rosalia de Castro, as duas figuras centrais para ele dos cânones literários de Portugal e Galego, assumindo-as como próprias, e frisando assim a pertença das duas ao mesmo Campo Literário. Pode-se mesmo considerar esta escolha como o seu Testamento Literário.
Em estudo dedicado a este livro de poesia, Joel R. Gômez, pesquisador do Grupo de Investigação Galabra da USC, conclui que representa “a culminaçom de um projecto de décadas em que Guerra da Cal trabalhou pola internacionalidade da língua e a literatura da Galiza”9
4) Guerra da Cal. Breve Antologia Poética, de Carlos Durão
Com o intuito de assinalar o centenário do nascimento de Ernesto da Cal, a AGLP publicou esta antologia10, preparada por Carlos Durão. Principia com uma “Apresentação” (pp. 7-8), em que Durão valoriza ter sido Da Cal “o primeiro poeta galego moderno que tratou temas universais, no espaço e no tempo, desde ‘dentro’ e desde ‘fora’. Foi sem dúvida o poeta galego que mais eco teve dentro e fora da Galiza, como testemunha a abundantíssima bibliografia transnacional e transcontinental a que deu origem a sua obra. E foi, em fim, o professor galego de mais prestígio internacional. […] Com a sua obra, poética e erudita, com o seu prestígio e impulso ao reintegracionismo, Guerra da Cal deixou um incalculável legado à sua pátria”. Continua com um “Esboço biográfico”, em que diferencia por sua vez duas partes: uma primeira (pp. 9-18) em que refere os que julga fatos biográficos e publicações principais de Da Cal, e uma segunda (pp. 18-22) em que sob a epígrafe “A sua amizade e colaboração com F. García Lorca” se centra nos Seis Poemas Galegos do produtor andaluz e na participação de Da Cal nesse afortunado produto literário.
Durão salienta o seu relacionamento pessoal com Ernesto da Cal, sobretudo quando, já nos anos finais da vida, Da Cal residiu em Londres. Inclui um trecho de uma carta que Ernesto da Cal lhe encaminhou a ele, datada em 1 de Junho de 1993, e em que falava desse poemário lorquiano, um testemunho esse de valor e que deverá ter sido em conta nos estudos que se dediquem aos Seis Poemas Galegos para entender melhor a posição de Da Cal.
Depois de uma breve “Nota editorial” (p. 23) inclui este livro as composições antologadas por Carlos Durão: 2 de Lua de além-mar, 3 de Rio de sonho e tempo, 5 de Futuro Imemorial. Manual de Velhice para Principiantes; 2 de Deus, Tempo, Morte, Amor e outras bagatelas; 1 de Espelho Cego, 3 de Caracol ao Pôr-do-Sol, 1 de Coisas e Loisas, 1 de Ramalhete de poemas carnais, e um último sob a epígrafe de “Inédito”, que se trata na realidade, como se indica, de um poema incluído numa homenagem a Da Cal após a sua morte, publicada em 1995 no volume 27-38 de Temas de O Ensino.
Conforma assim esta Breve Antologia Poética um produto muito oportuno, pois entre outros acertos aproxima para o público de hoje um bom exemplo da diversidade do trabalho literário de Da Cal.
5) Conclusão
A publicação de poesia foi uma das principais tarefas de Ernesto da Cal. A sua vultosa produção encontra-se distribuída em livros, revistas, jornais e antologias, que se publicaram em vida dele em vários países (Catalunha, Estados Unidos da América, Cuba, Porto Rico, Brasil, Espanha, Portugal, México, Galiza, Moçambique, Inglaterra…). A maior parte em língua portuguesa, mas também em variantes diversas da língua galega, e em inglês e em castelhano. É, pois, poeta plurilíngüe e transnacional.
Nomes cimeiros das Letras Galegas e da crítica literária especializada internacional estudaram a poesia de Ernesto da Cal e manifestaram-se sobre a sua produção. Entre eles em trabalhos publicados nos EUA (Raymond Sayers, Josephine de Boer, Antônio Houaiss, William Myron Davis, Manuel Jato Macías, Emilio González López, Daniel Cortezón, Maria Teresa Babín…), Portugal (Jacinto do Prado Coelho, Helena Cidade Moura, Manuel Rodrigues Lapa, António Losa, Urbano Tavares Rodrigues, Maria Joaquina Nobre Júlio, Luís de Miranda Rocha, José Reis, Albano Nogueira, Francisco Moreira das Neves, Francisco José Velozo, Joaquim Reis, Luís Forjaz Trigueiros, Natércia Freire, Leonardo Mathias, Francisco Assis Pacheco, Taborda de Vasconcelos, António Valdemar, Luiz Fagundes Duarte, Carlos Reis…), Brasil (Manuel Bandeira, Eduardo Portella, Euryalo Cannabrava, Antônio Carlos Vilaça, Jorge Leonardo, Antônio de Oliveira Coelho, Estella Glatt, Gilberto Mendoça Teles, S. L….), Itália (Giusepe Carlo Rosi, Luciana Stegagno Picchio…), França (Eugenio Granell…), Espanha (Francisco Carenas, Luiz da Costa Lima Filho, Concha Castroviejo, Ramón Piñeiro, Eduardo Blanco Amor, Isaac Alonso Estravís…), Porto Rico (Aurora de Albornoz…), Moçambique (Joaquim Montezuma de Carvalho…), Tchecoeslováquia (Zdnek Hampl…), Romênia (Micaela Ghitescu…), México (Alejandro Finisterre, Ramón Lorenzo…), Inglaterra (Catherine Davis, Carlos Jorge Pereira…), Suécia (J. B. Wirsen…) ou, é claro, na Galiza (Ramón Otero Pedrayo, Aquilino Iglesia Alvariño, Vicente Risco, Francisco Fernández del Riego, Ánxel Fole, Xosé Luís Franco Grande, Arcadio López Casanova, Manuel Rabanal, Salvador García Bodaño, Fernando Mon, Ramón Lorenzo, Xosé Luís Méndez Ferrín, Xosé Maria Alvarez Cáccamo, Carlos Durão, Xosé Estévez, Célia Díaz Núñez, José Luís Fontenla, Antonio Gil, Henrique Dacosta, Francisco Salinas Portugal, X. M. Maceira Fernández, Xosé Maria Dobarro, Armando Requeixo, Teresa López Fernández, Maria Pilar García Negro, Xavier Alcalá, V. F. Freixanes, Pilar Castro, Martinho Montero Santalha, Gladstone Chaves de Melo, Luís Gonçales Blasco, Maria do Carmo Henríquez Salido…)11. Nesses contributos salienta-se o enorme valor e interesse dos seus trabalhos literários.
Estamos, pois, perante um dos produtores mais interessantes das Letras Galegas e um dos seus principais contributos para a Literatura internacional, de que estes quatro belos produtos póstumos de poesia oferecem uma boa seleção: os três primeiros, elaborados com a participação direta dele; e a Breve Antologia Poética mais recentemente editada neste ano sem essa intervenção pessoal, mas escolhida por uma pessoa, como é Carlos Durão, com quem teve tratamento estreito.
Apesar do alargado reconhecimento, e pela diversificação em vários países e línguas, esta produção literária de Ernesto da Cal é ainda insuficientemente conhecida, e bem merece ser mais divulgada no seu próprio país e internacionalmente. A edição, a poder ser crítica, da sua Obra Completa é um projeto necessário e, quando se materializar, evidenciará por que Da Cal é porventura o poeta do século XX na língua própria da comunidade galega que foi mais valorizado pela crítica literária especializada internacional, bem como a sua singularidade no campo literário galego do século XX, campo em que ele merece ocupar uma posição central.
Notas:
1 Álvarez Cáccamo, Xosé Maria, (1994), 50 Anos de Poesía Galega. Antoloxía, A Corunha, Penta. Para além de Da Cal estudam-se neste livro Maria Mariño, Aquilino Iglesia Alvariño, Ricardo Carvalho Calero, Álvaro Cunqueiro, Celso Emílio Ferreiro, Eduardo Moreiras, Xosé María Díaz Castro, Xosé María Álvarez Blázquez, Miguel González Garcés, Pura Vázquez, Antón Tovar e Luz Pozo Garza.
2 Rodriguez, José Luís (ed.), (2000), Estudos dedicados a Ricardo Carvalho Calero, Santiago de Compostela, Parlamento de Galicia e Universidade de Santiago de Compostela, 2 tomos. O editor esclarece no belo e referencial trabalho inicial, intitulado “História do volume, cronobiografia, Carvalho e a Universidade, bibliografia activa e passiva” (pp. 21-70) as circunstâncias da publicação desta magna obra.
3 Da Cal, Ernesto Guerra, (2000), Ramalhete de Poemas Carnais, in Rodriguez, José Luís (ed., 2000, op. cit. na nota anterior), Tomo I, pp. 71-80.
4 Henríquez Salido, Maria do Carmo, (1994), “Ernesto Guerra da Cal através da sua correspondência (1984-1994)”, Agália, nº 39, pp. 297-315.
5 Intitulado como “Eucaristia blasfema”, na página 307 do número 39 da revista, na sequência do trabalho de Henríquez Salido assinalado na nota anterior. Ao regressar sobre esta composição com posterioridade, Da Cal mudará o título definitivo para “Eucaristia sacrílega”.
6 Gômez, Joel R., (2009), A trajectória de Ernesto Guerra da Cal nos campos científico e literário, Santiago de Compostela, Tese de Doutoramento orientada pelo Professor Doutor Elias Torres Feijó e editada pelo Servizo de Publicacións da Universidade de Santiago de Compostela (ISBN: 978-84-9887-257-6), p. 722.
7 In Rodríguez, José Luís (ed., 2000, op. cit.), p. 24.
8 Da Cal, Ernesto Guerra, (2001), Caracol ao Pôr-do-sol, A Corunha, AGAL.
9 Gômez, Joel R., “Um projecto de internacionalidade para a língua e a literatura da Galiza: Estratégias para a didáctica de Caracol ao Pôr-do-Sol, de Ernesto Guerra da Cal”, publicado in Marco, Aurora, et alii (2004), Actas del VII Congreso Internacional de la Sociedad Española de Didáctica de la Lengua y la Literatura, A Corunha, Deputación da Coruña, Tomo I, pp. 325-333. A citação corresponde à página 326.
10 Da Cal, Ernesto Guerra (2011), Breve Antologia Poética, Santiago de Compostela, Academia Galega da Língua Portuguesa, edição de Carlos Durão, 85 páginas.
11 A recepção da sua produção foi estudada por Joel R. Gômez (2009, op. cit.), sobretudo nas pp. 194 e seguintes.

