PGL – Do grupo parlamentar do BNG denunciárom nos últimos dias diferentes episódios de castelhanizaçom parcial ou integral de vários departamentos da Junta da Galiza. Trata-se da Assessoria Jurídica Geral, da Conselharia de Fazenda, da de Cultura e mais de Sanidade.
Os parlamentares nacionalistas constatárom como, “de modo sistemático”, a Assessoria desenvolve o seu trabalho, tramita documentaçom ou comparece, oralmente e por escrito, em espanhol, “exclusivamente em espanhol”, enfatizam. Lembram que se trata de um órgao que depende diretamente de Núñez Feijóo, e que nom encontram “o menor indício” que permita deduzir qual a razom pola qual o galego está “completamente vetado, excluído”. Por tal motivo, instam a proceder à sua galeguizaçom e conhecer em que prazo se fará efetiva.
Quanto à Conselharia de Fazenda, do BNG denunciam umha comunicaçom desta para as organizaçons sindicais acerca da organizaçom de uns grupos de discussom sobre “sensibilizaçom e conscientizaçom da cidadania” e “acessibilidade e qualidade da informaçom fornecida em informaçom e publicidade”. Esta comunicaçom está na íntegra em castelhano, igual que a documentaçom dos grupos de trabalho e nos quais a Galiza é definida como umha región [sic].
No referente a Cultura, os parlamentares nacionalistas denunciam o caso de umha publicaçom científica editada por este departamento e na qual se exclui a língua galega, mesmo apesar de no seu dia se ter prometido que a revista incluiria trabalhos em galego, pois a nota de imprensa em que se anunciou a iniciativa afirma que “a revista em formato papel terá os conteúdos em galego, castelhano e inglês”. Já no lançamento oficial da Ad Limina, matizou-se que o galego, como também o inglês, figurarám na versom eletrónica.
Na sua opiniom, trata-se de um “curioso exemplo de ‘trilingüismo harmónico'”, no qual o idioma próprio do País é relegado ao mesmo tratamento que umha língua estrangeira. O grupo parlamentar do BNG liga esta consideraçom com as políticas lingüísticas do PP: “se no sistema educacional se proíbe ministrar em galego diversas matérias [entre as quais, as ciências], parece lógico que também se vete o idioma galego em publicaçons científicas”.
Finalmente, os nacionalistas também recolhem a denúncia formulada recentemente pola CIG-Saúde em relaçom com o uso de toponímia deturpada por parte do Serviço Galego de Saúde (SERGAS). Lembramos que o sindicato criticou que o aplicativo informático que gere as solicitudes de deslocamentos utiliza as formas ilegais Orense e La Coruña, presentes também no manual de instruçons dessa ferramenta. Para o BNG, este é mais um exemplo do “nom cumprimento do dever do Governo da Galiza” em matéria lingüística, e do “absoluto abandono da sua responsabilidade de promoçom e defesa da nossa língua própria”.
Após perguntarem por todos estes casos no Parlaemnto, do BNG pedírom explicaçons sobre cada umha destas atuaçons contra o galego, reclamárom a sua correçom e ser informados de em que prazo se realizará. Aliás, no caso concreto da revista Ad Limina, também perguntárom acerca do custo da publicaçom.
