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Concha Rousia e Susana S. Arins apresentam em Compostela as suas últimas obras

PGL – As escritoras Concha Rousia e Susana Sánchez Arins estarám esta semana na livraria Lila de Lilith, sediada no n.º 7 da Rua Travessa de Santiago de Compostela, na zona histórica. A primeira apresentará Nântia e a Cabrita d’Ouro a dia 7, enquanto a segunda estará a dia 8 com A Noiva e o Navio. Os dous atos de lançamento terám lugar às 20h30.

Com Nântia e a Cabrita d’Ouro, a ATRAVÉS|EDITORA tem a sua primeira incursom no terreno do romance para o público juvenil, após ter editado já obras para os mais miúdos.

Reproduzimos a seguir o texto da contra-capa do volume e que serve de aproximaçom a esta obra:

“Os olhos de Ébora furaram a névoa que a separava de Nântia, acabava de ver como a pequena dialogava com a parelha de pássaros; sem mover os lábios ela e as duas rolas se comunicaram. Ébora estava observando a cena com muita atenção; sim, aquele tinha sido um momento longamente aguardado pola sábia, mas afinal ali estava; era a confirmação de que Nântia estava pronta…”.

Será que Nântia, filha de Brigam, o ferreiro, conseguirá recuperar a Cabrita d´Ouro que a poderosa Cerne, a Rainha-Loba, arrebatou ao clã de Laroá? Parece uma missão impossível para uma jovem de apenas treze anos, mesmo que ela seja a escolhida; terá que atravessar as Terras Proibidas, cruzar o rio do esquecimento, adentrar-se na lagoa de Lim e enfrentar-se à temível Cobra-das-Sete-Cabeças. Mas para além disso, terá que superar as armadilhas da pérfida Cerne, que já submeteu todas as terras e clãs desde as chairas de Lim até os cúmios de Croubre, sem que guerreiro nenhum pudesse impedi-lo. Nântia, todavia, contará com a ajuda de Maro, o Cavalo Branco, de Paleug, o lobecão, e Briona, a Espada-que-Vive, e sobretudo, dos seus fiéis acompanhantes, Ila, sua prima, e Brath. Mas antes de tudo isto acontecer, Nântia ainda deverá superar as três provas que mostrarão que ela é a eleita.

A aventura de Nântia, dos seus amigos e inimigos, transporta-nos a um mundo antigo, mas próximo, e a um lugar que é o mesmo que habitamos hoje.

Concha Rousia

Concha Rousia nasceu em Covas, na raia, entre Ginzo de Límia e Montalegre. Estudou na Laboral de Vigo e posteriormente nas Universidades de Santiago de Compostela e Maryland.

Começou a sua atividade literária com o relato ‘Lobos’ em Vieiros e continuou-na com numerosas publicações em suporte eletrónico e em papel. Destacam as suas parcerias nas antologias “Poesia do Brasil”, do XV Congresso Brasileiro de Poesia, Rio Grande do Sul; “Primeira Antologia do Momento Lítero Cultural”, em formato digital. 2007, Porto Velho. “Mulheres” com poetas galegas. 2011,Mulheres Feministas do Condado, Galiza. O conto “Herança” publicado em 2007 em Rascunho (Jornal de literatura do Brasil), Curitiba. Em 2005 editou o seu primeiro romance ‘As Sete Fontes’ em formato e-book pola editora digital ArcosOnline, Portugal.

Entre os seus prémios destaca o Prémio de Narrativa do Concelho de Marim, e o Prémio do Certame Literário Feminista do Condado. É secretária da Fundação Academia Galega da Língua Portuguesa; colaboradora desde 2007 dos Colóquios da Lusofonia. É a Presidente pola parte galega do Instituto Cultural Brasil-Galiza. Na atualidade mora na comarca de Compostela onde exerce como psicoterapeuta. Administradora do blog ‘República da Rousia’.

 

A primeira vez que embarcas vês-te envolvida por uma vertigem de palavras estranhas. a ti, que só usaches cordas para brincar quando nena, abruma-te desconhecer a diferença entre um envergue, uma driça, uma ostaga, uma escota ou uma troça. descobres que não há direita ou esquerda, mas couso e meo; nada cai ou é pousado, todo se arria; viras, aproas-te, orças, arribas, mas de torcer ninguém fala (…)

O parágrafo acima é parte da descriçom do livro que aparece na loja on-line Imperdível. A seguir, reproduzimos um dos poemas que integram este trabalho:

surpresa

como um refacho onde menos o esperas
na calma do campelo por exemplo
e a dorna escora e balança
agatunhas na outra banda
como rato água no corredor
e balouça
e orças e arribas e soltas escota
e foge e cana e perdes o rumo
e há uma bateia e vês-te no mar
assim abanaches o meu mundo
quase dou quilha arriba.

 

 

 

Susana Sánchez Arins

Susana Arins nasceu em Vila Garcia de Arouça em 1974 mas é estradense de criança. Licenciou-se em Filologia Hispânica e Portuguesa na USC, dedicando-se na atualidade à docência no ensino secundário. Em 2008 ganhou o XXI Premio Nacional de Poesía Xosémaría Pérez Parallé, com a obra [de]construçom, editada em Espiral Maior. Som da sua autoria os blogues comopamdaboca.blogspot.com e blogoteca.com/dedoscomovermes.

 

 

 

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