Clubes para fomentar a leitura

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Por José Paz Rodrigues (*)

Groucho Marx citava aquilo de que: ”Eu encontro a televisom muito educativa, cada vez que alguém a acende vou-me para o quarto ler um livro”. Uma das cousas mais importantes e urgentes é fomentar nas crianças, adolescentes e jovens o prazer pola leitura. O tema é da responsabilidade das instituições educativas e culturais. Mas também das famílias e das escolas, das entidades culturais e dos meios de comunicaçom. Das bibliotecas, ludotecas ou brinquedotecas. Este tema tinha que ser prioritário, antes que outros. Tal como se concluiu no passado ano no congresso celebrado em Granada. Onde também se solicitou, com bom critério, a especializaçom de educadores para dinamizar as bibliotecas escolares. Os rapazes quando lêem aprendem infinidade de temas. Adquirem ocupações positivas e aprendem a utilizar bem os seus tempos livres. Aqueles nenos e nenas que lêem muito, vam ter um bom futuro em todos os âmbitos da sua vida, nomeadamente no escolar. E chegarám a ser alguém na sociedade. Por isso é tam importante uma sociedade na qual se lê muito. Porque também se adquirem valores humanos. O livro é um dos melhores amigos para os leitores. Também para a idade adulta e a terceira idade. Época na qual também é muito bom o ler.

A Direcçom Geral de Criaçom e Difusom Cultural da Conselharia de Cultura, que dirige com grande acerto Luis Bará, um dos melhores gestores que temos na actual Junta da Galiza (que já o fizera muito bem antes como concelheiro de cultura da cidade de Ponte Vedra), vem de convocar um ciclo de encontros nas bibliotecas nodais das cidades galegas. Nestes encontros o objectivo principal é formar educadores, bibliotecários, mestres e directivos de entidades culturais e pedagógicas, para saber criar, dinamizar e manter clubes de animaçom à leitura. Pessoal preparado dirigirá as diferentes sessões, informando os assistentes sobre como criar um clube de leitura. Também para aprender a organizar sessões de leitura compartida, como dirigir reuniões, como escolher livros adequados por idades, como organizar actividades úteis e complementares, técnicas de livro-fórum e conta-contos e actividades posteriores a realizar polos leitores. Lúdicas, sociais, criativas e artísticas.

Esta actividade, organizada pola Conselharia de Cultura, merece os nossos sinceros parabéns. E, ademais, lembra-nos o realizado neste campo noutras épocas, como nas Missões Pedagógicas da Segunda República. Nas quais se levavam polas povoações rurais bibliotecas ambulantes, se organizavam sessões de conta-contos e leituras públicas, tinham lugar actuações teatrais e de títeres, audições musicais, cinema e canto coral e de cantigas populares. Ali onde, se alguém (normalmente o mestre ou mestra) se responsabilizava polo cuidado e polo empréstimo dos livros a nenos e adultos, se deixavam bibliotecas compostas por cem livros, escolhidos expressamente polo poeta Antonio Machado, ajudado por Moliner. A maioria dos livros eram clássicos da literatura espanhola e universal de todas as épocas, livros de contos e de temas de cultura científica, histórica, agrícola e universal.