Rui Guerra, cineasta lusófono nascido em Moçambique



Estou a fazer uma recuperação sobre os grandes vultos da Lusofonia que se dedicaram à sétima arte, que chegaram a ter uma destacada filmografia que ficou para a posteridade, para desfrutar das imagens dos seus filmes, tanto jovens como pessoas adultas. Quero dedicar o presente depoimento a um cineasta nascido em Moçambique no ano 1931, que desde 1958 mora no Brasil, onde realizou a maior parte da sua obra cinematográfica. Estou a referir-me ao conhecido com o nome artístico de Rui Guerra. Este artigo dedicado a ele faz o número 73 da série que estou a escrever, e o 185 da série de grandes vultos da humanidade iniciada no seu dia com Sócrates, o grande educador grego da antiguidade.

UMA PEQUENA BIOGRAFIA

rui-guerra-foto-rodando-0Em 2011 a historiadora brasileira Vavy Pacheco Borges publicou uma interessante biografia de Rui Guerra, de nome completo Rui Alexandre Guerra Coelho Pereira, que tenho a bem apresentar a continuação.
Para um artista, a sua obra é em geral mais importante que tudo: esse lugar comum se aplica a Rui Guerra, figura pública no Brasil desde os anos 1960. A partir da adolescência vive em volta da palavra e da imagem. Declara-se um artista “tipicamente produto do subdesenvolvimento”, levado a exercer várias formas de arte para subsistir. Trabalhou em diversas funções ligadas à tela (assistente de direção, ator, roteirista, montador, diretor, produtor ou professor), em redação de poesias, letras de músicas e crónicas, shows e peças de teatro, que por vezes dirigiu.
Nasceu em 22 de agosto de 1931 em Lourenço Marques, então capital de Moçambique, colónia portuguesa na África, mas tem vivido em vários continentes e países, sendo constantemente apontado como “um cidadão do mundo”. Não se pode separar o seu percurso de vida de sua produção artística, pois a busca dessa foi o fio condutor dos seus deslocamentos no espaço e da continuidade das suas atividades no tempo. Define-se “meio africano, meio português, meio brasileiro, um tanto latino, meio perdido, 100% o que nesse coquetel de angústias”?

Declara-se um artista “tipicamente produto do subdesenvolvimento”, levado a exercer várias formas de arte para subsistir. Trabalhou em diversas funções ligadas à tela (assistente de direção, ator, roteirista, montador, diretor, produtor ou professor), em redação de poesias, letras de músicas e crónicas, shows e peças de teatro, que por vezes dirigiu.

Com colegas de escola, fez da cultura a via da revolta contra o colonialismo e o racismo. Fazer cinema para ele era já uma forma de pensar e apresentar as relações político-sociais. Aos 16 anos, com uma câmara de 8 mm. emprestada, filmou a vida dos trabalhadores portuários negros, realidade do Cais Gorjão. Desembarcou em Paris para cursar o IDHEC em 1952, em meio à efervescência da discussão sobre a política do cinema de autor e as primeiras marolas da Nouvelle Vague. Para Rui, entre outros, essa última “sempre teve uma marcada posição direitista e eu (…) tinha uma posição nitidamente de esquerda (…) condenava aos intelectuais franceses justamente um apolitismo extremamente político, nunca falavam da guerra da Argélia, dos imigrantes”.
Em 9 de julho de 1958, veio para o Rio de Janeiro, o seu porto seguro, embora intermitente, até hoje. Afirma brincando que nasceu com o Cinema Novo mas não nele, em meio àqueles jovens cineastas entre os quais, apesar das inevitáveis rivalidades e choques, havia, em função dos filmes que faziam, uma estreita colaboração. Para ele, era um cinema de busca de identidade: “Estávamos interessados em produzir filmes que retratassem a realidade do povo, os conflitos políticos e sociais, que fugissem às regras de produção e aos dogmatismos da estética do cinema industrial”.

Rui Guerra de jovem

Rui Guerra de jovem

Foi assim parte de uma geração que, nos anos 60, queria mudar o mundo, pela sua ideologia mas também, alguns deles e Rui entre esses, pela sua prática de vida. Para ele a estética é sempre política, pois traz necessariamente embutida uma visão de mundo, ancorando-se em valores que apresenta, defende ou condena. Apresentando-se como cineasta político, orgulha-se de ser esta a sua marca maior. Nunca foi ligado a partido, mas acredita que ser político é estar envolvido com as problemáticas de sua época: “Tenho um olhar político sobre a realidade, de um ponto de vista cultural”.

Para ele a estética é sempre política, pois traz necessariamente embutida uma visão de mundo, ancorando-se em valores que apresenta, defende ou condena.

Nos anos 60 e 70 trabalhou diversas vezes na França. Em 1965, a revista Cahiers du Cinema resume os temas dos seus filmes: a crueldade, a violência, o racismo, o tempo que não acaba… Para Rui “quem analisa meus filmes já disse que há uma espécie de obsessão pelas áreas de poder e os mecanismos repressivos, seja no ambiente familiar, nas estruturas sociais ou no governo”.
rui-guerra-foto-da-unifranceColaborou com o governo vitorioso da revolução moçambicana de 1975, deslocando-se para lá durante quase uma década, filmando e formando quadros para o novel cinema. Viveu e trabalhou também em Cuba por alguns períodos. Os cineastas latino-americanos em geral têm que enfrentar pesadas dificuldades (económicas, com a censura…). Apesar disso, Rui lista no seu currículo vários longas, médias e curtas-metragens, exibidos e premiados mundo afora. Afirma muitas vezes: “Não fiz todos os filmes que queria, mas queria fazer todos os filmes que fiz”.
A linguagem cinematográfica é sua preocupação maior. Vê como imprescindível a busca de uma linguagem renovadora: “Algo fundamental para mim é encontrar estruturas que rompam com os conceitos padrões, basicamente da estrutura hegemônica norte-americana, que acredito serem redutores da realidade e não servirem para a nossa cultura”. Não nega as dificuldades do seu cinema: “É um cinema de investigação, que busca alternativas de linguagem e de estrutura”.

“Algo fundamental para mim é encontrar estruturas que rompam com os conceitos padrões, basicamente da estrutura hegemônica norte-americana, que acredito serem redutores da realidade e não servirem para a nossa cultura”. Não nega as dificuldades do seu cinema: “É um cinema de investigação, que busca alternativas de linguagem e de estrutura”.

Ensina o cinema em que acredita: “Digo na primeira aula: se você vem aqui para fazer filme norte-americano é fácil. Vamos para o bar e em uma hora eu falo tudo que você precisa saber (…). Agora, se o cara quer fazer filme brasileiro, ele vai passar dois anos remando na faculdade e vai continuar remando, não sairá da faculdade sabendo não. É outra coisa: é busca, é se vincular à realidade, é saber quem você é”. Toma posição clara: “As equações da sociedade estão todas mal feitas e você vive com essas equações equivocadas. Um filme não tem que dar 10 milhões de espectadores. Um filme tem que ser visto por X pessoas que podem tirar desse filme alguma coisa importante para a vida delas. É diferente. Porque desses milhões de espectadores geralmente não tem dez que tirem do filme alguma coisa importante para a vida deles. Eles consumem aquele filme como um produto, como um fast food (…). É importante dizer que ver esses filmes norte-americanos é a mesma coisa que freqüentar o Macdonald’s. Não tem diferença nenhuma”.

Mais informação sobre a vida e obra de Rui Guerra pode encontrar-se nas seguintes ligações: ruyguerra.com.br, wikipedia.org, web.archive.org, enciclopedia.itaucultural.org, cpdoc.fgv.br, adorocinema.com e diarioliberdade.org.

FICHAS DOS DOCUMENTÁRIOS E FILMES

A.-Documentários
0.-Aulas de Rui Guerra na 44ª Mostra de Cinema de São Paulo.
Duração: 4 encontros de 1 hora cada um. Ano 2020.
Ver em 44mostra.org

1.-Rui Guerra sobre o filme Os Fuzis.
Duração: 19 minutos. Ano 2016.

2.-Entrevista a Rui Guerra na Universidade Lusófona de Lisboa.
Duração: 55 minutos.  Entrevistador: Rafael Antunes.

Ver em ulusofona.pt

3.-Rui Guerra: Arte do Artista.
Duração: 26 minutos. Ano 2012.

4.-O Trabalho de Rui Guerra: Palestra.
Duração: 60 minutos. Ano 2020.

5.-Manoela Soeiro e Rui Guerra.
Duração: 27 minutos. Ano 2016.

6.-Fado Tropical, Chico Buarque e Rui Guerra.
Duração: 5 minutos. Ano 2021.

7.-”Minha”, parceria com Rui Guerra.
Duração: 24 minutos. Ano 2020.

B.- Filmes
1.-Os Cafajestes (1962).
Duração: 90 minutos.

2.-Os Fuzis (1963).
Duração: 115 minutos. Ano do vídeo: 2020.

3.-A Queda (1976).
Duração: 107 minutos.

4.-Erendira (1983).
Duração: 111 minutos. Ano do vídeo: 2021.

FILMOGRAFIA BÁSICA

a.-Longametragens
– Os Cafajestes, 1962, Brasil.
– Os Fuzis, 1964, Brasil.rui-guerra-cartaz-filme-quase-memoria
– Sweet Hunters (Doces caçadores), 1969, França-Brasil-Panamá.
– Os Deuses e os Mortos, 1970, Brasil.
– A Queda, 1977, Brasil.
– Mueda: Memória e Massacre, 1979/80, Moçambique.
– Histoires Extraordinaires: la lettre volée, 1981, França-Portugal.
– Erendira,1982, Brasil-México-França-Alemanha.
– Os Comprometidos. Actas de um processo de descolonização, 1984, Moçambique.
– Ópera do Malandro, 1985, Brasil-França.
– A Fábula da Bela Palomera, 1987, Brasil-Espanha.
– Kuarup, 1989, Brasil.
– Me Alquilo para Soñar (Alugo-me para sonhar), 1991-1992 (série para a TVE).
– Estorvo, 2000, Brasil.
– Monsanto, 1999-2000, Portugal.
– Portugal S/A, 2003, Portugal.
– O Veneno da Madrugada, 2004/2005, Brasil-Argentina-Portugal.
– Quase Memória, 2015, Brasil.
– Aos Pedaços, 2020, Brasil.

b.-Curtametragensrui-guerra-cartaz-filme-monsanto
– Quand le Soleil Dort, 1954, França.
– Orós, 1959, Brasil.
– Cavalo de Oxumaré, 1960, Brasil.
– Chanson pour traverser une rivière, 1966, Bretanha-França.
– Operação Búfalo, 1978, Moçambique.
– Danças Moçambicanas, 1979, Moçambique.
– Um povo nunca morre, 1980, Moçambique.
– Talk to Me, 1984, EUA.
– Obvius Child, 1990, EUA.
– Carta portuguesa a Sarajevo, 1994, França-Reino Unido.

ENTREVISTA REALIZADA A RUI GUERRA NO 28º FESTIVAL DE GRAMADO

O livro Estorvo, de Chico Buarque de Holanda, é uma obra que sozinha tem força o suficiente para provocar a mais terrível angústia. Uma trama perdida voluntariamente, incrementada por constantes questionamentos sobre a morte, a existência e o dinheiro. Os seus personagens não têm nomes, e os acontecimentos estão sempre no limiar do delírio, sempre fugindo – como a personagem principal – de uma improvável destruição. É um perfil de livro que parece irrealizável para cinema.
Mas o diretor Rui Guerra, 69 anos, o realizou. Protagonizada pelo cubano Jorge Perugorría, com trilha de Egberto Gismonti e fotografia de Marcelo Durst (de Os Matadores e Castelo Rá-Tim-Bum), Guerra trouxe às telas essa história, e levou sua cria ao último Festival de Cinema de Cannes, onde foi bastante criticado. rui-guerra-foto-da-folhaInjustamente. Pois se Estorvo tem alguma caraterística relativamente ruim, é a necessária e propositada agonia que prende o público à cadeira pelos seus 95 minutos de duração.
A trama é digna de muita tensão, Hipnotizou e contorceu toda a plateia que lotou nesta quarta-feira o sessão da mostra oficial do 28º Festival de Cinema de Gramado (Rio Grande do Sul). O diretor Rui Guerra, que também participa do festival atuando no curta Retrato do Artista com um 38 na Mão, de Paulo Halm, falou sobre o seu filme.

Esta deve ser a primeira vez que você participa de um festival como ator e diretor. Como está sendo isso para você?

Rui Guerra: É muito agradável. Há bastante tempo já conheço o Paulo Halm, que me convidou para fazer este personagem, que tem muitas coincidências com o personagem principal de Estorvo, no que diz respeito a essa procura pela morte. É realmente muito bom, menos pelo fato de estarem competindo os dois, mas muito mais pela experiência de atuação. A experiência com atuação faz com que se tenha maior controle sobre o trabalho como diretor.

Além de Estorvo, entre as suas produções mais recentes estão filmes como A Bela Palomera, baseado no livro de Garcia Marquez, e Kuarup, baseado no livro de Antônio Callado. Você está assumindo uma preferência por trabalhar roteiros adaptados da literatura?
Não, não estou assumindo nada. Esse conjunto não tem uma constância. Foram somente livros que sempre cogitei adaptar e fui fazendo. Agora por exemplo estou terminando um roteiro meu, de um filme que se chamará Três por Quatro, que será uma espécie de continuação de A Queda, fechando assim a trilogia com Os Fuzis. Filmes adaptados são o resultado de uma satisfação pessoal, de querer dar imagens a coisas belas que se leram. Tenho ainda muita vontade de fazer Quase Memória, do Cony, mas ainda não consegui. Estou terminando o roteiro ainda, e começando a captação. Não sei quando deve ficar pronto, já que nem na pré-produção estamos.

Por que você decidiu fazer o filme com Jorge Perugorria?
Foram diversas circunstâncias que incidiram nisso. Primeiro ia fazer um filme falado em castelhano, e mantinha o contato com o Jorge. Ele é um ator fantástico, sempre gostei muito do seu trabalho e já tinha vontade de convidá-lo. Daí acabamos por Estorvo e continuei com ele no elenco.

Você espera uma acolhida de público e crítica diferente de Cannes?
Espero sim. O filme já foi exibido no Rio, e lá a crítica tem falado muito bem dele, fiquei muito feliz.

O que você acha que aconteceu em Cannes?

Rui Guerra no Festival de Cinema de Cuba.

Rui Guerra no Festival de Cinema de Cuba.

Existem vários fatores. É uma consequência não só da receptividade francesa, mas principalmente daquilo que o Brasil está acostumado a produzir cinematograficamente. O cinema de cá está muito institucionalizado e a crítica de lá não está aberta a filmes brasileiros que não façam parte dessa instituição. Lá eles esperam sempre dos países não europeus uma expressão exótica. Querem sempre ver filmes brasileiros que mostrem coisas nossas, folclore carnaval, essas coisas… Não tem nada a ver! Nós temos o direito também à universalidades, podemos lidar com fatores pensantes, que eles se acham totalmente no direito. Esse sentimento de posse europeu se ressentiu bastante com o meu filme.
Fora isso, é um filme com uma linguagem muito própria, muito forte, e por isso esse desconforto já era até esperado. É uma filme difícil, com uma linha interpretativa pouco maleável. O fato da crítica por aqui estar falando bem dele me deixou otimista. Primeiro porque a crítica mostra não estar dominada pelas opiniões europeias, e também porque mostrou-se inteligente, soube enxergar o livro de Chico transformado na tela.

Em Cannes esperam sempre dos países não europeus uma expressão exótica. Querem sempre ver filmes brasileiros que mostrem coisas nossas, folclore carnaval, essas coisas… Não tem nada a ver! Nós temos o direito também à universalidades, podemos lidar com fatores pensantes, que eles se acham totalmente no direito. Esse sentimento de posse europeu se ressentiu bastante com o meu filme.

O que você acha de Gramado?
É um festival que é bastante recompensador pelos encontros, e pela cidade mesmo, que é muito agradável e sempre recebe as pessoas muito bem. É uma oportunidade muito boa estar aqui, aqui mais participando.

Há quem queira tornar o Festival de Gramado só brasileiro novamente, como já no início. O que você pensa a respeito?
Não tenho opinião formada sobre o assunto, não sei dizer. Alguns fatores indicam que desse jeito é melhor. Temos dois festivais de cinema grandes no Brasil, o de Gramado e o de Brasília, e outros que vem crescendo, como o Festival de Recife. Acho que o Brasil ainda não tem uma produção cinematográfica consistente o suficiente para tantos festivais somente brasileiros. Por isso acho interessante abrir para o cinema latino. Esse formato me agrada.

TEMAS PARA REFLETIR E REALIZAR

Visualizamos os filmes e documentários referidos anteriormente, e depois desenvolvemos um cinema fórum, para analisar o fundo (mensagem) deles, assim como os seus conteúdos.
Organizamos nos nossos estabelecimentos de ensino uma mostra-exposição monográfica dedicada a Rui Guerra, importante cineasta moçambicano e lusófono, que mora no Brasil. Na mesma, além de trabalhos variados dos escolares, incluiremos desenhos, fotos, murais, frases, textos, lendas, livros, vídeos, DVDs e monografias.
Podemos organizar no nosso estabelecimento de ensino um Ciclo Cinematográfico, escolhendo para projetar (com apresentação inicial de cada um e posterior colóquio entre os alunos e docentes espectadores) aqueles filmes mais interessantes de Rui Guerra. Nele devem ser incluídos, os sete a seguir: Os Cafajestes (1962), Os Fuzis (1964), Erendira (1982), Ópera do Malandro (1985), Kuarup (1989), Estorvo (2000) e Quase Memória (2015). Pode completar-se o ciclo com a projeção de alguma das suas curtametragens realizadas em Moçambique.

José Paz Rodrigues

É Professor de EGB em excedência, licenciado em Pedagogia e graduado pela Universidade Complutense de Madrid. Conseguiu o Doutoramento na UNED com a Tese Tagore, pioneiro da nova educação. Foi professor na Faculdade de Educação de Ourense (Universidade de Vigo); professor-tutor de Pedagogia e Didática no Centro Associado da UNED de Ponte Vedra desde o curso 1973-74 até à atualidade; subdiretor e mais tarde diretor da Escola Normal de Ourense. Levou adiante um amplíssimo leque de atividades educativas e de renovação pedagógica. Tem publicado inúmeros artigos sobre temas educativos e Tagore nas revistas O Ensino, Nós, Cadernos do Povo, Vida Escolar, Comunidad Educativa, Padres y Maestros, BILE, Agália, Temas de O ensino, The Visva Bharati Quarterly, Jignasa (em bengali)... Artigos sobre tema cultural, nomeadamente sobre a Índia, no Portal Galego da Língua, A Nosa Terra, La Región, El Correo Gallego, A Peneira, Semanário Minho, Faro de Vigo, Teima, Tempos Novos, Bisbarra, Ourense... Unidades didáticas sobre Os magustos, Os Direitos Humanos, A Paz, O Entroido, As árvores, Os Maios, A Mulher, O Meio ambiente; Rodrigues Lapa, Celso Emílio Ferreiro, Carvalho Calero, São Bernardo e o Cister em Ourense, em condição de coordenador do Seminário Permanente de Desenho Curricular dos MRPs ASPGP e APJEGP.

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