Por José Paz Rodrigues (*)
Aproveitando a minha visita à escola nova de Odenwald, perto da localidade de Heppenheim, acompanhado do estudante indiano da universidade tagoreana de Visva-Bharati, Toton Kundu, no passado dia 29 de junho visitei a linda cidade germânica de Heidelberg. O meu filho David tinha-me falado maravilhas desta cidade, que visitou no seu dia com a sua esposa Marta. A verdade é que se trata duma cidade fantástica, que acolhe um formoso e grandioso castelo, desde o qual se vê toda a cidade, com as suas ruas, praças e igrejas e o lindo vale do rio Neckar, cruzado pola antiga ponte terminada no ano de 1788. Também a considerada hoje melhor universidade europeia, pola sua qualidade, os seus estudos e o seu prestígio.
E numerosos bosques, jardins, árvores e fragas cheias de cor verde, que levaram a esta cidade a conseguir o prémio ecológico polo seu respeito ao entorno natural e ambiental. Na Europa, junto com a cidade de Atenas e a sua acrópole, Paris e o seu paço de Versalhes, Heidelberg com o seu castelo, as suas antigas ruas, as suas pontes e o seu vale, está considerada como a cidade de mais atractivo turístico no continente. Onde se respira cosmopolitismo à esgalha e se escuitam os mais variados idiomas: alemám (é claro), inglês, chinês, japonês, castelhano, francês, hindi, galego-português, árabe e turco. É muito normal ver grupos de turistas com guias da cidade que se exprimem, segundo o caso, nos idiomas anteriormente citados.
De Heppenheim, cidade em que pernoitávamos, situada à metade de caminho entre Darmstadt e Heidelberg, saímos no comboio às 10 horas e logo de média hora estávamos na estaçom central da romântica cidade, que conta com o famoso passeio dos filósofos. Um táxi levou-nos à porta do castelo, parte do qual se encontra em ruínas. Durante mais de duas horas realizamos um percurso polos seus espaços e jardins de rosas.
Tiramos muitas fotos e sentámo-nos por um certo tempo ao lado da estátua do escritor Goethe. O que se olha desde as varandas do castelo, com a cidade antiga ao fundo no vale, as suas igrejas gótica do Espírito Santo e a dos jesuítas, a antiga universidade, a ponte velha, a virgem barroca da praça do mercado dos cereais, o paço Weimar, os paços do concelho e as largas ruas históricas cheias de tendas, restaurantes, hotéis e terraços, é todo realmente esplendoroso. Depois de visitarmos o castelo e os seus amplos jardins e fontes, e mercarmos algumas lembranças e vários guias da cidade, realizamos o descenso no histórico funicular até a praça do mercado.
No nosso roteiro polas atractivas ruas da cidade, ademais de comer muito bem num restaurante germânico, atendido por pessoal turco, visitamos tendas, cibers, imprensas, livrarias de livro antigo, lojas de artesanato, onde compramos umas camisolas com o símbolo da universidade, e comprovamos que existem numerosos restaurantes de diversas nacionalidades: um muito grande ao lado da porta antiga da ponte velha dedicado à China, outro colombiano e mesmo um de Cuba, que expunha na porta uma grande bandeira da ilha caribenha, com as cores branca, azul e vermelha. Por volta das 6 da tarde regressamos no comboio, desde a estaçom, graças às orientações em castelhano dum estudante de biologia da universidade da cidade, que nos acompanhou até Heppenheim. Aqui ainda pudemos desfrutar, antes da ceia, dum passeio polas suas ruas e praças, que acolhiam desde fazia dias uma grande festa-feira do vinho.
Como era a festa de S. Pedro, o dia era feriado e estivemos na grande catedral dedicada precisamente a este apóstolo de Jesus. Ainda tivemos tempo de ver algo do encontro de futebol entre Portugal e Espanha na tele do hotel indiano em que nos hospedávamos. Ao dia seguinte de madrugada, num táxi, deslocamo-nos ao aeroporto de Frankfurt, para regressar a Porto. Eu tenho que voltar a Heidelberg para conhecer melhor esta cidade tam romântica. E aproveitar também para visitar a famosa escola de Waldorf, criada no seu dia polo pedagogo Rudolf Steiner. Esta escola, o mesmo que a de Odenwald, encontra-se perto de Heidelberg.
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(*) Professor Numerário da Faculdade de Educaçom de Ourense.
