Por José Paz Rodrigues (*)
Os parsis som uma pequena comunidade étnico-religiosa da Índia. Tam pequena, como importante polo seu poder, especialmente económico. Os seus templos estám fechados ao resto dos cidadãos. Ao contrário do que acontece com os templos dos hindus, cristãos, budistas, iainistas, siques e as mesquitas dos mussulmanos.
Na minha primeira visita à cidade de Bombaim (hoje de nome Mumbai), em Julho de 2007, acompanhado da escritora catalã Ana Mª Briongos, intentámos entrar no mondir dos parsis daquela cidade, e nom pudemos fazê-lo.
A comunidade dos parsis, com a sua cultura peculiar, tem a sua origem nos persas que escaparam no século VII da Pérsia (hoje Irám), da persecuçom dos mussulmanos. Seguem as doutrinas de Zoroastro, e terminaram por refugiar-se no ocidente da Índia. Actualmente Mumbai é o lugar onde há mais número de cidadãos desta cultura. Em toda a Índia existem hoje uns setenta mil, que pertencem a esta etnia. E uns cinco mil no Paquistám.
Entre as personalidades parsis mais destacadas, temos neste momento o grande director de orquestra Zubin Mehta, o líder do grupo musical de pop-rock Freddie Mercury e Ratan Naval Tata, o proprietário da empresa mais forte, mais potente e de mais prestígio do grande país asiático. Que foi nomeado em 2005 pola Forbes da Ásia como “Empresário do Ano”.
Ratan Tata, que nasceu em 28 de Dezembro de 1937 em Mumbai, graduou-se em arquitectura e engenharia na Cornell University e cursou também na de Harvard. Pola sua categoria, capacidade e inteligência, desde 1992 é o director da companhia mais importante da Índia. Todos os transportes oficiais (turismos, autocarros, camiões) dos diferentes ministérios indianos foram fabricados por Tata. A empresa tem muito tipo de produtos: automóveis de todo o tipo, telefonia móvel, energia solar, chá, sistemas de comunicaçom, hotéis, construçom, indústrias químicas, sistemas informáticos, tecidos, serviços financeiros, etc.
A empresa é também muito importante, e está muito bem considerada polos indianos, porque dedica uma boa percentagem dos seus benefícios a obras sociais. Muitas universidades indianas contam com residências de estudantes e docentes, construídas pola Tata e entregadas àquelas de forma gratuita para a sua gestom. Eu conheço a de docentes estrangeiros de Santiniketon que leva o nome de “Ratan Kutir”, em que, se quero, posso residir gratuitamente na minha estância de dous meses cada ano naquele belo lugar tagoreano. No mesmo câmpus há um bairro residencial chamado “Ratanpolli”, construído e urbanizado por esta empresa, e entregado à universidade internacional de Visva-Bharoti, criada por Tagore em 1921, de forma gratuita.
Desde há dous anos, eu mesmo tenho um automóvel Tata modelo Índigo. A empresa tem mais modelos, sendo o melhor o todo-o-terreno e os mais económicos o Indica e o famoso Nano. Que muitos indianos vam poder adquirir. Agora está desenhando o automóvel eléctrico do futuro. Para o que quer montar uma fábrica em Espanha. A empresa está pensando em instalá-la na Andaluzia ou na Catalunha. Mas, seria muito bom fazer-lhes ver o interessante que era construí-la na Galiza. E, mais em concreto, em Ourense. Pensando que temos muito perto um grande porto. Ademais de ter ao lado Portugal e o Atlântico. É este um tema do qual será necessário falar. E logo, porque nom é um tema fútil.
(*) Professor Numerário da Faculdade de educaçom de Ourense.
