
O humorista televisivo que fai de português “novo rico” em vários programas da televisom galega, nomeadamente Land Rober, solicitou a entrada na AGAL no início do mês de março. Num primeiro momento, após receber informaçom de que poderia tratar-se de umha brincadeira que perseguia a ridicularizaçom pública da AGAL numha gala televisiva agendada para abril, o Conselho da associaçom rejeitou o requerimento. Porém, devido à sua insistência e após um encontro da diretiva com o próprio humorista realizado em meados de março, a AGAL decidiu admitir a nova alta.
Na reuniom, o ator manifestou a sinceridade do seu compromisso reintegracionista e mostrou o guiom inicial do citado programa. Seguiu-se umha dura negociaçom em que a AGAL conseguiu arrancar-lhe a promessa de que na citada gala só se faria referência à sua pertença à associaçom, mas que em nengum caso esta seria ridicularizada como “aspirantes a portugueses fracassados que necessitam da minha liderança”. Para além desta definiçom, outra frase retirada do guiom inicial da gala será “Onde querem chegar estes parolos da AGAL que nem sabem onde fica Fátima nem põem galos de Barcelos nos retrovisores?” No entanto, a AGAL acedeu a que o humorista oferecesse 6000 euros à associaçom, em direto, para que esta comprasse e distribuísse pola Galiza a obra musical de Quim Barreiros, a verdadeira fábrica de reintegracionistas, segundo João Simões.
O primeiro pedido de alta na associaçom de João Simões produziu-se após umha queixa dirigida pola Associaçom à realizaçom do programa Land Rober da RTVG queixando-se por João Simões, numha visita televisada ao seu Castelo Branco natal, ter pronunciado o verbo “mirar” em vez de “olhar”. Concretamente, teria dito ao locutor do programa, no minuto 1:14: “Mira o meu amigo”. Para a AGAL, o erro nom era mais do que “um desleixo inadmissível dous anos depois de ter sido aprovada a Lei Paz Andrade”. A direçom do programa admitiu a gravidade do erro e foi o próprio humorista que se pujo em contacto com a AGAL para sublinhar o seu compromisso com a língua, manifestando a sua intençom de formar-se para “falar mais enxebremente” em futuras intervençons. Imediatamente a seguir pediu o ingresso na AGAL, mas a associaçom soubo dali a dias que se tratava de um plano para fazer umha brincadeira na TVG numha gala que iria ser realizada ao longo do mês de abril.
João Simões é, na realidade, Xosé Antonio Touriñán, ator que conta com mais informaçom aqui.
NOTA:
Esta notícia nom é verídica; foi o nosso contributo para ediçom 2016 do Dia dos Enganos: «O primeiro de Abril vam os burros onde nom têm que ir».
Colocamos a seguir as notícias publicadas nas edições anteriores:
- Feijóo revela à AGAL o conteúdo do memorando para o estudo do português na Galiza [2015]
- Adriana Calcanhotto e Rui Zink, protagonistas do filme ‘O Crânio de Castelao’, informa revista brasileira [2014]
- Convocada assembleia extraordinária da AGAL para conversom em partido [2013]
- AGAL desativará dicionário e-Estraviz [2012]
- Assinado protocolo pela receção das televisões portuguesas na Galiza… e as espanholas em Portugal [2011]
- A Junta poderia anunciar em breve a suspensom do Decretaço [2012]
- Feijóo criará a Direcçom Geral de Igualdade Cidadá, com Pousada como assessor [2009]
- RAG estuda possibilidade de se incorporar ao acordo lusófono após revolta no IKEA [2008]
- Possível fusom do PGL e o portal da Mesa [2007]
- PGL na corda bamba [2006]
- Junta da Galiza aposta polo bi-normativismo para o galego [2005]
- Isaac Alonso Estraviz entrará na RAG fruto de um acordo entre a AGAL e a Real Academia Galega [2004]
- Umha proposta alternativa ao Reintegracionismo? [2003]
