Artistas de vários países dão-se cita na “vila das artes”, num destacado evento que decorre entre 15 de julho e 15 de setembro do presente ano.

Na beira sul do Minho Vila Nova de Cerveira, localidade conhecida como “Vila das Artes”, converte-se mais uma vez num ponto de referência na arte contemporânea. A 19ª edição da bienal apresenta sob o título “Da Pop Arte às Transvanguardas, Apropriações da Arte Popular” um total de 51 obras de gravura, desenho e pintura, realizadas entre 1968 e 2001, pertencentes a diversas Fundações, Museus e coleções privadas. O Fórum Cultural de Cerveira é o centro neurálgico do qual se articulam exposições, conferências, ateliers, concertos e outras atividades, sob a coordenação artística do Dr. Cabral Pinto.
O Fórum alberga, além das salas de exposições e conferências, a Incubadora de Industrias Criativas, composta por uma série de oficinas equipadas com a tecnologia necessária para a realização de obras artísticas de diversa natureza. A Fundação Bienal de Cerveira promove estadias de artistas para o desenvolvimento de projetos individuais ou coletivos e colabora com a Escola Superior Gallaecia na formação de alunado das artes plásticas.
No mês de Agosto, nas oficinas do Fórum irão ser realizados os seguintes ateliers, aos quais se pode aceder diariamente em horário de tarde, com a mesma entrada da exposição:
Atelier de Gravura – Alfonso Vicente Rey
Atelier de Escultura e Cerâmica – Álvaro Queirós e Maria Melo
Atelier de Arte Digital – Marco Mourão
Atelier de Serigrafia – William Ramires
Atelier de Origami – Helena Fraga
Atelier de Arte Cénica – Xela Marx e Fiona Battersby
Atelier de Pintura – Henrique do Vale

Na atual edição, a Bienal rende homenagem a Paula Rego, uma das pintoras portuguesas com maior projeção internacional.
Paula Rego define-se a si mesma como uma contadora de histórias. As suas obras falam com crueza acerca das relações pessoais e os dramas quotidianos. As figuras, sombrias e inquietantes revelam uma visão dissonante do feminino e da condição humana.
A pintora, afincada em Londres, é doutora honoris causa pelas universidades de Lisboa e de Cambridge. A “Casa das histórias” de Cascais tem como missão a promoção e divulgação da sua obra, desde a abertura do museu em 2009.

A Bienal de Cerveira alarga a sua atividade a outros espaços, em que apresenta as seguintes exposições temáticas:
Em Vigo, no Instistuto Camões: “Aquarte – Uma mirada galaico-portuguesa sobre o rio Minho 2017”
Em Ourense, no Centro Cultural Marcos Valcárcel: “Entre o pincel e o rato”
Em Paredes de Coura, no Centro Cultural: “Representações da Figura Humana”
Em Caminha, no Museu Municipal: “Paisagem no Acervo”
As datas e horários das diversas exposições e atividades podem ser consultadas na página web da Bienal.
