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Vítor M. Lourenço: «O PGL leva praticando há muito a web 2.0 graças a colaboraçons desinteressadas e livres»

Helena Irímia (*) – Decerto o Portal Galego da Língua é umha das mais populares janelas que o reintegracionismo tem na Internet. O PGL, que tem as suas origens em 1999 com os primeiros trabalhos da Associaçom Galega da Língua (AGAL), nos últimos anos foi deixando num segundo lugar o seu papel como sítio corporativo desta organizaçom para ser um dos referentes da actualidade lingüística do País.

Nesta linha, quando no passado mês de Setembro o PGL renovou a sua aparência gráfica, quase imutável desde 2002, também trocou o endereço agal-gz.org por pgl.gal, marcando assim o começo de umha nova etapa. O seu director, Vítor Manuel Lourenço Peres, conversou conosco para valorizar os dous primeiros meses do renovado portal.

 

— Como julgas a acolhida do novo PGL, fundamentalmente por parte da comunidade articulada à sua volta?

Em termos gerais acho que causou um bocadinho de impacto, pois a mudança na concepçom e na apresentaçom foi muita a respeito do velho portal, concebido lá em 2002. Contudo, cuido que o pessoal valorizou o esforço feito no caminho de simplificarmos a navegaçom e fazermos mais acessíveis os conteúdos. Também mostrou preocupaçom polo facto de algumhas secçons agora nom estarem vinculadas ao portal geral -como o canal corporativo da AGAL– ou, ainda, com que nom déssemos umha soluçom clara para a conservaçom e disponibilizaçom do banco histórico de notícias, de grande valor para entender alguns pontos-chave do decorrer lingüístico desta primeira década do século XXI.

— Do teu ponto de vista, o que ganha o PGL com a mudança?

Para a renovaçom contamos com assessoramento profissional e a experiência de mais de seis anos na rede. Destarte, o caminho escolhido -com a aprovaçom do Conselho da AGAL-, foi afortalarmos a imagem virando o projecto para um portal de notícias mais profissional e instrumento mais útil em todos os aspectos que pretende abranger: informativo, comunicacional, formativo, criativo, participativo e até lúdico.

— Abandonais o ‘formato blogue’…

Sim, mas continua implicitamente, pois eu penso que qualquer canal de informaçom na Internet tem componentes que caracterizárom -e ainda caracterizam- a ferramenta dos blogues. Arriscamos à hora de colocarmos um destaque, mas sabemos que nem tudo interessa da mesma maneira à comunidade que nos visita.

— O dicionário e-Estraviz, talvez um dos de referência para o galego na Internet, também ganha destaque com a nova distribuiçom de conteúdos…

Na nova distribuiçom simplificamos os canais e destacamos os espaços aderidos à nossa comunidade na rede. O e-Estraviz, sem dúvida, é um dos nossos sinais de identidade, um dos trabalhos que simbolizam e exemplificam a maioria de idade, o aberturismo e mesmo o diálogo do reintegracionismo nos dias de hoje. Podo adiantar que a cousa nom vai ficar por aqui, pois na altura estamos a desenvolver um novo motor que fará do e-Estraviz umha ferramenta muito mais útil e moderna para todo o mundo, da Lusofonia em geral, passando polo reintegracionismo galego… e até os defensores da proposta ILG-RAG.

— Os artigos de opiniom tenhem agora também um tratamento diferenciado, mais próximo de outros meios digitais. Influírom-vos de algumha forma?

Já comentei que a orientaçom que decidimos para o portal geral de notícias vai no caminho de um meio informativo de referência, com espaços complementares, e também com a potenciaçom da criaçom e do debate. Nom podo negar que a linha dos grandes portais tivesse influído, mas jogou um role muito mais salientável o facto de termos reparado que o Canal Opiniom do velho PGL era dos mais produtivos e destacáveis no que di respeito à formaçom e informaçom. O número de visitas e a repercussom mesmo fora do portal assim o demonstram.

— Em diversos fóruns valorizou-se muito positivamente a maior integraçom do conteúdo multimédia. Qual é a tua opiniom a respeito?

Internet é hoje tudo, ou vai nessa direcçom: texto, fotografia, imagem, vídeo, áudio… Quero lembrar que no anterior PGL, desde muito cedo, foi que abrimos um espaço no qual disponibilizamos diverso material multimédia, algum de grande valor e fantástico para entendermos e fazermos entender muitas questons.

— Quantos visitantes tem de média o PGL?

O portal geral de notícias tem hoje em dia umha média de 30.000 visitas mensais; a comunidade no seu conjunto (e-Estraviz, Blogues agal-gz, Planeta NH) tem chegado a picos de até 100.000 visitas/mês.

— As pessoas interessadas em colaborar no PGL, como podem fazê-lo?

Muito fácil. Qualquer pessoa pode ver publicada a sua crónica, a sua notícia, reportagem… simplesmente é utilizar o correio-e noticias[arrb]pgl.gal, e ainda temos  bem visível umha seçom chamada Contacto. Mas também desenhamos um módulo específico para o envio interactivo de notícias no Canal Comunidade, localizado no menu principal. Todo o mundo é bem-vindo, somos um meio que, em grande medida, cresceu graças às colaboraçons desinteressadas e livres, sem elas nom seríamos nada. É a web 2.0, que nós já levamos praticando, ou tentando, desde há tempo.

 

Vítor Manuel Lourenço Peres, director do PGL
[Prima aqui para ampliar a imagem]

 

(*) Entrevista publicada originalmente no n.º 72 do Novas da Galiza.

 

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