Partilhar

Veu Própia defende fazer do catalão «uma necessidade»

PGL Países Catalães – Num recente artigo, José Miguel Cuesta, do coletivo Veu Pròpia («Voz Própria»), defende fazer da língua catalã «uma necessidade» para lograr que o idioma «recupere âmbitos sociais nos quais está numa manifesta inferioridade».

Cuesta assinala que esta reivindicação pode «parecer óbvio», mas olhando para a realidade linguística dos Países Catalães, «a frase recobra todo o seu sentido e intenção». Este porta-voz de Veu Pròpia, coletivo formado por catalães de primeira geração e pessoas recém-chegadas ao país, lembra que atualmente não é necessário saber falar catalão para viver nos Países Catalães, mesmo quando a situação é bem diferente nos vários territórios de que se compõem.

Há lugares, como no Principado da Catalunha, no qual a língua «logrou ter um certo prestígio», se bem nem sempre se agiu com as políticas adequadas, e o idioma mesmo chegou a ser considerado por alguns setores como póprio apenas de pessoas de boa situação económica. Cuesta lembra a anedota que lhe aconteceu quando procurava uma habitação de aluguer e colocou o seu endereço vigente na nomenclatura em catalão, o qual provocou que «diversas pessoas me excluíssem de determinados bairros de oferta de habitações […] por acreditarem que tinha um ‘status superior’ pelo simples fato de falar catalão […]».

Cuesta compara a sua situação pessoal com a de seus avôs e pais, quem compreendem o catalão mas não o utilizam porque nem o dominam nem têm a necessidade. «Se tivessem emigrado à Alemanha em lugar de à Catalunha, seguramente teriam a necessidade de aprender e falar o alemão».

O porta-voz de Veu Pròpria culpa da situação ao «bilinguismo oficial imposto», que provoca que não exista a necessidade, situação reforçada pelas diversas leis, poderes económicos «e outros fatores». Destarte, há «numerosos âmbitos da vida diária» nos quais a presença do castelhano é mais forte do que a do catalão, em especial nos meios de comunicação e no ócio.

Para Cuesta, a situação pode tornar grave porque se pode chegar à perceção de que «a língua mais útil para viver nos Países Catalães não é o catalão, mas o castelhano», e conclui que isto, somado a casos como o recente de uma mulher multada por se dirigir à Guardia Civil espanhola em catalão, podem reforçar a crença.

O artigo finaliza lembrando um fato positivo, que é a existência de uma «vontade integradora» que faz com que uma pessoa recém-chegada à Catalunha e que fale catalão «possa vir a ser considerada, por setores importantes da população, automaticamente daqui». Contudo, acha que a situação ótima seria com a valorização do catalão como, por exemplo, o alemão na Alemanha, fazendo-o necessário.

 

+ Ligações relacionadas:

Lançamento de Begonha Caamanho, uma das nossas, em Lugo

Ângelo Brea apresenta Ensinamentos de Rahotep em Bertamiráns

Através Editora publica Ensinamentos de Rahotep, de Ângelo Brea, obra ganhadora do I Prémio de Criação Literária da Cátedra Carvalho Calero da USC

Lançamento de Tourists, go home? Em Ponte Vedra

Os artigos dos topónimos no novo Nomenclátor

Juan Luis Fernández apresenta o livro Futebol Gaélico em Celanova

Lançamento de Begonha Caamanho, uma das nossas, em Lugo

Ângelo Brea apresenta Ensinamentos de Rahotep em Bertamiráns

Através Editora publica Ensinamentos de Rahotep, de Ângelo Brea, obra ganhadora do I Prémio de Criação Literária da Cátedra Carvalho Calero da USC

Lançamento de Tourists, go home? Em Ponte Vedra